Entenda como contestar uma compra no cartão de crédito
Entenda como contestar uma compra no cartão de créditoData de publicação 13 de abril de 202612 minutos de leitura
Atualizado em: 23 de abril de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 9 minutosTexto de: Time Serasa
O golpe do Pix é uma das fraudes mais comuns no Brasil. Com a velocidade das transferências instantâneas, criminosos exploram situações cotidianas para enganar consumidores, e o dinheiro pode sumir em segundos. Ainda assim, existem mecanismos oficiais para tentar recuperar o valor e formas de se proteger.
A seguir, confira os tipos mais comuns de golpe do Pix, o que fazer após ser vítima de golpe e como proteger a conta bancária e o CPF.
O golpe do Pix é uma fraude em que criminosos enganam consumidores para que realizem transferências instantâneas para contas controladas por golpistas, ou interceptam pagamentos legítimos para desviar os valores.
Por ser uma transação instantânea e irreversível, o Pix se tornou um meio atrativo para fraudes. Ao contrário de boletos ou TEDs, que têm prazos de compensação, o dinheiro transferido via Pix sai da conta em segundos, o que dificulta o bloqueio imediato.
Engenharia social: manipulação psicológica para convencer a vítima a realizar a transferência voluntariamente.
Falsificação: uso de comprovantes, QR Codes ou aplicativos falsos para simular transações legítimas.
Urgência: criação de situações de pressão para que a vítima aja sem verificar as informações.
Como funciona a engenharia social Engenharia social é a técnica usada por criminosos para manipular pessoas e obter informações ou transferências sem o uso de invasão tecnológica. No caso do Pix, isso significa criar situações falsas, como um familiar em apuros, uma oferta irresistível ou um atendente de banco solicitando uma "transferência de segurança" para que a vítima aja por impulso, sem questionar. Leia também | 5 dicas para se proteger de fraudes
Os golpes evoluem constantemente, mas alguns padrões se repetem. Confira os principais:
Criminosos copiam foto, nome e informações de perfil de uma pessoa e criam uma conta falsa para pedir dinheiro a familiares e amigos com urgência, geralmente pelo WhatsApp.
Envio de cobranças falsas com aparência legítima, imitando empresas conhecidas para persuadir o consumidor a realizar o pagamento.
Códigos falsificados que desviam o pagamento para contas de terceiros. Costuma ocorrer em boletos com QR Code de Pix adulterado.
Criminosos se passam por atendentes de banco e informam que a conta foi invadida, orientando a vítima a transferir os valores para uma "conta segura". Bancos nunca solicitam transferências por telefone.
Promessas de retorno financeiro imediato via Pix, como a promessa de devolver um valor superior ao enviado.
O golpista envia um comprovante verdadeiro gerado pelo banco, mas referente a um agendamento, não a uma transferência concluída. A palavra "agendado" costuma aparecer em letras menores no documento. Antes que o dinheiro saia da conta, o golpista cancela o agendamento.
Criminosos instalam aplicativos piratas que simulam a interface de bancos conhecidos, como Nubank, Itaú e Inter. O app falso gera uma tela de sucesso idêntica à original após a "transferência", mas o dinheiro nunca sai da conta do golpista.
Leia também | Golpe do Pix multiplicador: como funciona
Entender as táticas usadas pelos golpistas é fundamental para não cair em armadilhas. Independentemente do tipo de golpe, há sinais de alerta que se repetem.
Desconfie quando:
Criminosos exploram três gatilhos principais para enganar as vítimas:
Situações de pressão fazem a vítima agir sem verificar as informações. A pressa é o principal aliado do golpista.
Uso de nomes, logos e interfaces de empresas, bancos e pessoas conhecidas para passar credibilidade. Comprovantes falsos, aplicativos piratas e perfis clonados exploram essa confiança.
Muitas vítimas não conhecem os mecanismos de proteção disponíveis, como o Mecanismo Especial de Devolução (MED), nem sabem identificar um comprovante de Pix agendado. O desconhecimento facilita o golpe.
As primeiras horas após o golpe são decisivas. Siga o passo a passo:
Contate o banco. Acesse o aplicativo ou ligue para o telefone oficial da instituição e informe a fraude. Solicite a abertura de contestação e o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Registre um boletim de ocorrência (BO). Acesse a delegacia eletrônica do estado onde ocorreu a fraude. O BO é essencial para reforçar a contestação junto ao banco e a outros órgãos.
Guarde todos os comprovantes. Prints da conversa, comprovantes do Pix e dados do destinatário são fundamentais para a análise da fraude.
Registre reclamação no Banco Central. Caso o banco não resolva, acesse o sistema de reclamações do Banco Central ou o Procon do estado.
Desde fevereiro de 2026, o Banco Central implementou o MED 2.0, que amplia as chances de recuperação do dinheiro. As principais melhorias são:
O prazo para acionar o MED é de até 80 dias após a transação, mas quanto mais rápido o pedido for feito, maiores as chances de bloqueio do valor.
Leia também | Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix: saiba mais
Adotar boas práticas de segurança reduz o risco de cair em golpes. Veja o que fazer no dia a dia:
Confira o nome completo do destinatário antes de confirmar a transferência.
Verifique se o comprovante recebido não contém a palavra "agendado".
Desconfie de QR Codes enviados por mensagem – prefira sempre os gerados pelo app.
Use o validador de boletos e chave Pix da Serasa para confirmar os dados de pagamento.
Instale aplicativos bancários apenas pelas lojas oficiais (Google Play e App Store).
Mantenha o celular atualizado e protegido por senha ou biometria.
Configure limites diários reduzidos para transferências via Pix.
Ative notificações de movimentação no aplicativo bancário.
Nunca forneça senhas, códigos de autenticação ou dados pessoais por telefone — bancos não solicitam essas informações.
Evite clicar em links recebidos por redes sociais ou aplicativos de mensagens.
Desconfie de ofertas muito abaixo do preço de mercado.
Evite realizar transações financeiras em redes de wi-fi públicas.
Leia também | Wi-fi público: como usar com segurança e evitar golpes
O monitoramento contínuo do CPF ajuda a identificar movimentações suspeitas antes que causem prejuízo. O Serasa Premium monitora o CPF 24 horas por dia e envia alertas sobre consultas, variações no Serasa Score e vazamentos de dados na dark web.
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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