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Golpe da renda extra: como identificar e evitar fraudes online

Saiba como funciona o golpe da renda extra e aprenda a identificar ofertas falsas de tarefas online. Veja como se proteger de fraudes e o que fazer se cair.

Atualizado em: 12 de março de 2026

Categoria Premium Tempo de leitura: 16 minutos

Texto de: Time Serasa

Alarme de alerta de aviso de emergência no Smartphone, Proteção de rede de dados, Alarme de vírus.

O golpe da renda extra atrai vítimas com promessas de dinheiro fácil: avaliar roupas na Shein, curtir produtos na Amazon, fazer tarefas simples pelo celular. As ofertas parecem tentadoras, mas escondem fraudes que podem causar prejuízos financeiros e roubo de dados. 

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já emitiu alertas sobre esse tipo de golpe, que usa aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram para abordar as vítimas. As ofertas giram em torno de R$ 100 a R$ 1.500 por dia, valores que parecem bons demais para ser verdade, e que atraem as vítimas com a promessa de renda fácil. 

Assista | Fique atento a esses golpes em nome da Serasa - Serasa Ensina


O que é o golpe da renda extra e como ele funciona?

O golpe da renda extra acontece quando criminosos oferecem trabalhos simples e remotos em troca de pagamentos atrativos. A abordagem geralmente chega por WhatsApp, Telegram ou SMS, muitas vezes de números de outros estados ou até de fora do Brasil. 

A dinâmica costuma seguir um padrão

  1. Um suposto recrutador entra em contato oferecendo tarefas fáceis: assistir vídeos, curtir posts, avaliar produtos ou comentar em redes sociais. 

  2. As ofertas prometem valores altos (R$ 100 a R$ 1.500 por dia) por poucas horas de trabalho. 

  3. No início, o golpista pode pagar pequenas quantias para ganhar a confiança da vítima. 

  4. Depois, inverte a lógica: passa a pedir depósitos para "liberar" novas tarefas, sacar os ganhos ou ativar a conta. 

  5. Quando a vítima faz o pagamento, o golpista desaparece e bloqueia o contato. 

Outra tática comum é adicionar a vítima a grupos com vários participantes. A estratégia cria um efeito de pressão: se os outros membros (que podem ser robôs ou cúmplices) dizem que fizeram os depósitos e receberam, a vítima se sente pressionada a fazer o mesmo. 

Quais são os golpes mais comuns relacionados à renda extra online?

Os criminosos adaptam as ofertas conforme o que está em alta na internet. Os golpes mais frequentes envolvem nomes de empresas conhecidas para parecerem legítimos. 

Golpe das tarefas na Amazon e Mercado Livre

A vítima recebe mensagem prometendo R$ 50 a R$ 100 por tarefa, como curtir produtos, escrever avaliações positivas ou "testar links". Um app ou site falso mostra os ganhos acumulando, mas na hora do saque, pedem depósito inicial ("taxa de liberação" ou "garantia"). Após o pagamento, o golpista some. 

Amazon e Mercado Livre não contratam pessoas dessa forma. Avaliações falsas violam as regras dessas plataformas. 

Golpe de avaliar roupas na Shein

Anúncios no Google, TikTok e Instagram prometem até R$ 300 por dia para avaliar looks. A vítima acessa um app falso (como "Money Looks" ou "Segredo Dinheiro"), faz avaliações e vê o saldo subir. Quando tenta sacar, precisa pagar uma taxa de ativação de R$ 100 ou mais. 

A Shein não tem programa oficial de pagamento por avaliações. Na plataforma real, avaliações de compras rendem apenas pontos e descontos para quem já é cliente. 

Golpe do avaliador de marcas

Semelhante aos anteriores, mas usa nomes de marcas variadas. O golpista diz que empresas precisam melhorar a reputação online e pagam por comentários positivos. A mecânica é a mesma: pequenos pagamentos no início, depois pedido de depósito para "liberar" valores maiores. 

Apps de renda extra falsos

Aplicativos que prometem pagar por tarefas simples, como assistir anúncios ou responder pesquisas. Os ganhos aparecem na tela, mas nunca são liberados de verdade. Alguns pedem dados pessoais e bancários, que são usados em outras fraudes. 

Leia também | Golpe da restituição do Imposto de Renda: como funciona e como se proteger 

O golpe do avaliador de marcas: como funciona e como se proteger

Esse golpe usa a ideia de que grandes empresas pagam pessoas comuns para melhorar sua imagem na internet. O criminoso se apresenta como recrutador de uma agência de marketing digital e oferece trabalho remoto avaliando produtos ou serviços. 

Como funciona

  1. A vítima recebe mensagem (geralmente por WhatsApp) com proposta de trabalho simples: avaliar marcas, curtir páginas ou escrever comentários positivos. 

  2. O "recrutador" explica que as empresas pagam para ter mais visibilidade e boas avaliações online. 

  3. As primeiras tarefas são pagas (geralmente valores pequenos como R$ 5 ou R$ 10) para criar confiança. 

  4. Depois de algumas tarefas, surge uma "oportunidade especial" que paga muito mais, mas exige um depósito antecipado ("garantia de compromisso", "taxa de ativação" ou "investimento inicial"). 

  5. A vítima deposita o valor esperando receber um retorno maior. O golpista desaparece. 

Como se proteger

  • Empresas legítimas não pedem dinheiro para contratar. Se a vaga exigir pagamento, é golpe. 

  • Desconfie de propostas que chegam por mensagem sem que você tenha se candidatado. 

  • Pesquise o nome da empresa ou agência. Golpes costumam não ter CNPJ, site oficial ou histórico verificável. 

  • Marcas conhecidas não contratam avaliadores por WhatsApp ou Telegram. Vagas reais são divulgadas em canais oficiais. 

  • Se recebeu pagamentos iniciais, isso não garante que a oferta seja legítima. Faz parte da estratégia para ganhar confiança. 

    Leia também | Como saber se o Telegram é seguro 

Como saber se uma oferta de tarefa é legítima ou um golpe?

Nem toda oferta de renda extra é fraude. Existem formas legítimas de ganhar dinheiro online, como freelances, trabalhos temporários e plataformas de microtarefas. A diferença está nos sinais de alerta. 

Comparativo: oferta legítima vs. golpe


Característica Oferta legítima Golpe
Forma de contato Você se candidata em site oficial ou plataforma conhecida Mensagem não solicitada por WhatsApp, SMS ou Telegram
Informações da empresa CNPJ, site, canais de atendimento verificáveis Sem dados da empresa ou informações vagas
Pagamento Você recebe pelo trabalho feito, sem precisar pagar nada Pedem depósito para "liberar" ganhos ou ativar conta
Valores prometidos Compatíveis com o mercado Muito acima da média (R$ 1.000+/dia por tarefas simples)
Contrato Termos claros, mesmo para trabalhos pontuais Nenhum documento formal
Urgência Processo normal de seleção Pressão para decidir rápido ("vaga limitada")

Perguntas para se fazer antes de aceitar

  • Eu me candidatei a essa vaga ou ela chegou do nada? 

  • A empresa existe? Consigo encontrar CNPJ, site e avaliações? 

  • O valor prometido faz sentido para o tipo de tarefa? 

  • Estão pedindo que eu pague alguma coisa? 

  • Tenho algum contrato ou comprovante formal? 

    Se a resposta a qualquer dessas perguntas gerar desconfiança, é melhor não prosseguir. 

Quais sinais de alerta indicam que você está caindo em um golpe?

Alguns padrões se repetem na maioria dos golpes de renda extra. Reconhecê-los ajuda a identificar a fraude antes de ter prejuízo: 

Promessas exageradas

Valores como R$ 300 por dia para avaliar roupas ou R$ 1.500 por semana para curtir posts não condizem com a realidade do mercado. Se a recompensa parece desproporcional ao esforço, desconfie. 

Contato não solicitado

A mensagem chega sem que você tenha se inscrito em nenhuma vaga. O "recrutador" age como se já soubesse quem você é e oferece a oportunidade como se fosse exclusiva. 

Pedido de pagamento antecipado

Qualquer solicitação de depósito (seja "taxa de ativação", "garantia de compromisso" ou "investimento inicial") é sinal de golpe. Trabalhos reais pagam pelo serviço prestado, não cobram para começar. 

Pressão para agir rápido

Frases como "últimas vagas", "oportunidade só até hoje" ou "outros candidatos já confirmaram" servem para impedir que a vítima pesquise ou pense com calma. 

Falta de informações verificáveis

O contato não informa nome da empresa, CNPJ, site oficial ou qualquer dado que possa ser conferido. Quando questionado, dá respostas vagas ou muda de assunto. 

Grupos com muitos participantes entusiasmados

A vítima é adicionada a grupos onde outros membros (que podem ser robôs ou cúmplices) compartilham prints de pagamentos e elogiam a oportunidade. A tática cria pressão social para que a pessoa siga o mesmo caminho. 

Pagamentos iniciais pequeno

Receber R$ 5 ou R$ 10 pelas primeiras tarefas não significa que a oferta é legítima. É uma estratégia para criar confiança antes de pedir valores maiores. 

Como proteger seus dados ao buscar oportunidades de renda extra?

Além do prejuízo financeiro, golpes de renda extra também podem resultar em roubo de dados pessoais. Informações como CPF, RG, endereço e dados bancários são valiosas para criminosos, que podem usá-las em outras fraudes. 

Cuidados ao buscar trabalho online

  • Não envie documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência) para contatos que chegaram por mensagem. Empresas legítimas pedem documentação em etapas formais de contratação. 

  • Evite preencher formulários em sites desconhecidos. Antes de inserir qualquer dado, verifique se o site é oficial. 

  • Não compartilhe dados bancários ou chave Pix com "recrutadores" que você não conhece. 

  • Desconfie de pedidos de selfie com documentos. Essa prática pode ser usada para abrir contas ou solicitar empréstimos em seu nome. 

  • Nunca informe códigos de verificação recebidos por SMS. Golpistas usam essa tática para acessar contas de WhatsApp, bancos e outros serviços. 

Boas práticas de segurança

  • Pesquise o nome da empresa em sites como Reclame Aqui e nas redes sociais antes de se candidatar. 
  • Use e-mails e senhas diferentes para cadastros em plataformas de trabalho. 
  • Ative a autenticação de dois fatores em e-mails, redes sociais e aplicativos de banco. 
  • Mantenha antivírus atualizado no celular e no computador. 

Se já tiver enviado dados para um contato suspeito, monitore o CPF nos próximos meses para identificar movimentações estranhas, como abertura de contas ou consultas de empresas desconhecidas. 


Como proteger seus dados ao buscar oportunidades de renda extra?

Se perceber que foi vítima, agir rápido aumenta as chances de minimizar os danos. Veja os passos: 

  1. Entre em contato com o banco imediatamente

    Se fez transferência via Pix, solicite a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução). O prazo para pedir é de até 80 dias após a transação. O banco do recebedor analisa o caso e, se ainda houver saldo na conta, pode bloquear e devolver o valor.

    Se o pagamento foi por cartão de crédito, peça a contestação (chargeback) junto ao emissor. 

  2. Registre um boletim de ocorrência

    O B.O. formaliza a fraude e pode ser exigido pelo banco na análise de devolução. Em muitos estados, é possível registrar pela Delegacia Virtual. 

  3. Guarde todas as provas

    Salve prints das conversas, do perfil do golpista, dos comprovantes de pagamento e de qualquer material recebido. Essas informações ajudam na investigação e na contestação. 

  4. Saia dos grupos e bloqueie os contatos

    Não continue interagindo com os golpistas. Saia dos grupos de WhatsApp ou Telegram e bloqueie os números envolvidos. 

  5. Troque senhas e reforce a segurança

    Se compartilhou dados pessoais ou bancários, troque as senhas de e-mail, redes sociais e aplicativos financeiros. Ative a autenticação de dois fatores onde for possível. 

  6. Monitore seu CPF

    Dados fornecidos aos golpistas podem ser usados em outras fraudes. Acompanhe se há consultas ou movimentações suspeitas no seu nome. 

    Leia também | Como criar senhas seguras e memorizá-las? 

Como proteger seus dados ao buscar oportunidades de renda extra?

Além do prejuízo financeiro, golpes de renda extra também podem resultar em roubo de dados pessoais. Informações como CPF, RG, endereço e dados bancários são valiosas para criminosos, que podem usá-las em outras fraudes. 

Cuidados ao buscar trabalho online

  • Não envie documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência) para contatos que chegaram por mensagem. Empresas legítimas pedem documentação em etapas formais de contratação. 

  • Evite preencher formulários em sites desconhecidos. Antes de inserir qualquer dado, verifique se o site é oficial. 

  • Não compartilhe dados bancários ou chave Pix com "recrutadores" que você não conhece. 

  • Desconfie de pedidos de selfie com documentos. Essa prática pode ser usada para abrir contas ou solicitar empréstimos em seu nome. 

  • Nunca informe códigos de verificação recebidos por SMS. Golpistas usam essa tática para acessar contas de WhatsApp, bancos e outros serviços. 

Boas práticas de segurança

  • ●  Pesquise o nome da empresa em sites como Reclame Aqui e nas redes sociais antes de se candidatar. 
  • ●  Use e-mails e senhas diferentes para cadastros em plataformas de trabalho. 
  • ●  Ative a autenticação de dois fatores em e-mails, redes sociais e aplicativos de banco. 
  • ●  Mantenha antivírus atualizado no celular e no computador. 

Se já tiver enviado dados para um contato suspeito, monitore o CPF nos próximos meses para identificar movimentações estranhas, como abertura de contas ou consultas de empresas desconhecidas. 

Leia também | O que é segurança de dados e como proteger suas informações pessoais 

O que fazer se cair em um golpe de renda extra?

Se perceber que foi vítima, agir rápido aumenta as chances de minimizar os danos. Veja os passos: 

1. Entre em contato com o banco imediatamente

Se fez transferência via Pix, solicite a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução). O prazo para pedir é de até 80 dias após a transação. O banco do recebedor analisa o caso e, se ainda houver saldo na conta, pode bloquear e devolver o valor. 

Se o pagamento foi por cartão de crédito, peça a contestação (chargeback) junto ao emissor. 

2. Registre um boletim de ocorrência

O B.O. formaliza a fraude e pode ser exigido pelo banco na análise de devolução. Em muitos estados, é possível registrar pela Delegacia Virtual. 

3. Guarde todas as provas

Salve prints das conversas, do perfil do golpista, dos comprovantes de pagamento e de qualquer material recebido. Essas informações ajudam na investigação e na contestação. 

4. Saia dos grupos e bloqueie os contatos

Não continue interagindo com os golpistas. Saia dos grupos de WhatsApp ou Telegram e bloqueie os números envolvidos. 

5. Troque senhas e reforce a segurança

Se compartilhou dados pessoais ou bancários, troque as senhas de e-mail, redes sociais e aplicativos financeiros. Ative a autenticação de dois fatores onde for possível. 

6. Monitore seu CPF

Dados fornecidos aos golpistas podem ser usados em outras fraudes. Acompanhe se há consultas ou movimentações suspeitas no seu nome. 

Leia também | Como criar senhas seguras e memorizá-las? 

Como verificar a autenticidade de ofertas de renda extra online?

Antes de aceitar qualquer proposta de trabalho remoto, algumas verificações ajudam a separar oportunidades reais de golpes: 

Pesquise a empresa

  • Busque o nome no Google junto com palavras como "golpe", "fraude" ou "reclamação". 

  • Consulte o CNPJ no site da Receita Federal para verificar se a empresa existe. 

  • Veja avaliações no Reclame Aqui e nas redes sociais. 

Verifique os canais oficiais

  • Entre no site oficial da marca citada na proposta e procure a seção de "Trabalhe Conosco". 

  • Empresas como Shein, Amazon e Mercado Livre divulgam vagas apenas em seus canais oficiais, não por WhatsApp. 

  • Na dúvida, entre em contato com o SAC da empresa e pergunte se a oferta é verdadeira. 

Analise a proposta com calma

  • Propostas legítimas não pressionam por decisões imediatas. 

  • Desconfie se não houver contrato, CNPJ ou informações claras sobre a empresa. 

  • Se pedirem qualquer tipo de pagamento, não prossiga. 

Consulte pessoas de confiança

  • Antes de aceitar, converse com amigos ou familiares sobre a proposta. 

  • Pessoas de fora da situação conseguem identificar sinais de alerta com mais facilidade. 

Como o Serasa Premium pode ajudar a proteger seus dados contra fraudes?

Golpes de renda extra podem abrir portas para fraudes maiores. Com dados pessoais em mãos, criminosos tentam abrir contas, solicitar cartões ou contrair dívidas em nome da vítima. 

O Serasa Premium monitora seu CPF 24 horas por dia e envia alertas sempre que houver movimentação suspeita. Assim, você pode agir rápido se alguém tentar usar seus dados de forma indevida. 

  • O Serasa Premium é o serviço de assinatura da Serasa que monitora o CPF e o CNPJ do assinante 24 horas por dia e envia alertas em tempo real sobre consultas ao score de crédito, vazamento de dados na Dark Web, variação da pontuação do Serasa Score e muito mais. Além disso:
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  • ●      Veja quais empresas consultaram seu CPF ou CNPJ.
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Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.

Perguntas frequentes sobre golpe da renda extra

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