“Não foi possível validar sua biometria facial”: saiba o que f...
“Não foi possível validar sua biometria facial”: saiba o que fazerData de publicação 19 de março de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 12 de março de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 16 minutosTexto de: Time Serasa
O golpe da renda extra atrai vítimas com promessas de dinheiro fácil: avaliar roupas na Shein, curtir produtos na Amazon, fazer tarefas simples pelo celular. As ofertas parecem tentadoras, mas escondem fraudes que podem causar prejuízos financeiros e roubo de dados.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já emitiu alertas sobre esse tipo de golpe, que usa aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram para abordar as vítimas. As ofertas giram em torno de R$ 100 a R$ 1.500 por dia, valores que parecem bons demais para ser verdade, e que atraem as vítimas com a promessa de renda fácil.
O golpe da renda extra acontece quando criminosos oferecem trabalhos simples e remotos em troca de pagamentos atrativos. A abordagem geralmente chega por WhatsApp, Telegram ou SMS, muitas vezes de números de outros estados ou até de fora do Brasil.
Um suposto recrutador entra em contato oferecendo tarefas fáceis: assistir vídeos, curtir posts, avaliar produtos ou comentar em redes sociais.
As ofertas prometem valores altos (R$ 100 a R$ 1.500 por dia) por poucas horas de trabalho.
No início, o golpista pode pagar pequenas quantias para ganhar a confiança da vítima.
Depois, inverte a lógica: passa a pedir depósitos para "liberar" novas tarefas, sacar os ganhos ou ativar a conta.
Quando a vítima faz o pagamento, o golpista desaparece e bloqueia o contato.
Outra tática comum é adicionar a vítima a grupos com vários participantes. A estratégia cria um efeito de pressão: se os outros membros (que podem ser robôs ou cúmplices) dizem que fizeram os depósitos e receberam, a vítima se sente pressionada a fazer o mesmo.
Os criminosos adaptam as ofertas conforme o que está em alta na internet. Os golpes mais frequentes envolvem nomes de empresas conhecidas para parecerem legítimos.
A vítima recebe mensagem prometendo R$ 50 a R$ 100 por tarefa, como curtir produtos, escrever avaliações positivas ou "testar links". Um app ou site falso mostra os ganhos acumulando, mas na hora do saque, pedem depósito inicial ("taxa de liberação" ou "garantia"). Após o pagamento, o golpista some.
Amazon e Mercado Livre não contratam pessoas dessa forma. Avaliações falsas violam as regras dessas plataformas.
Anúncios no Google, TikTok e Instagram prometem até R$ 300 por dia para avaliar looks. A vítima acessa um app falso (como "Money Looks" ou "Segredo Dinheiro"), faz avaliações e vê o saldo subir. Quando tenta sacar, precisa pagar uma taxa de ativação de R$ 100 ou mais.
A Shein não tem programa oficial de pagamento por avaliações. Na plataforma real, avaliações de compras rendem apenas pontos e descontos para quem já é cliente.
Semelhante aos anteriores, mas usa nomes de marcas variadas. O golpista diz que empresas precisam melhorar a reputação online e pagam por comentários positivos. A mecânica é a mesma: pequenos pagamentos no início, depois pedido de depósito para "liberar" valores maiores.
Aplicativos que prometem pagar por tarefas simples, como assistir anúncios ou responder pesquisas. Os ganhos aparecem na tela, mas nunca são liberados de verdade. Alguns pedem dados pessoais e bancários, que são usados em outras fraudes.
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Esse golpe usa a ideia de que grandes empresas pagam pessoas comuns para melhorar sua imagem na internet. O criminoso se apresenta como recrutador de uma agência de marketing digital e oferece trabalho remoto avaliando produtos ou serviços.
A vítima recebe mensagem (geralmente por WhatsApp) com proposta de trabalho simples: avaliar marcas, curtir páginas ou escrever comentários positivos.
O "recrutador" explica que as empresas pagam para ter mais visibilidade e boas avaliações online.
As primeiras tarefas são pagas (geralmente valores pequenos como R$ 5 ou R$ 10) para criar confiança.
Depois de algumas tarefas, surge uma "oportunidade especial" que paga muito mais, mas exige um depósito antecipado ("garantia de compromisso", "taxa de ativação" ou "investimento inicial").
A vítima deposita o valor esperando receber um retorno maior. O golpista desaparece.
Empresas legítimas não pedem dinheiro para contratar. Se a vaga exigir pagamento, é golpe.
Desconfie de propostas que chegam por mensagem sem que você tenha se candidatado.
Pesquise o nome da empresa ou agência. Golpes costumam não ter CNPJ, site oficial ou histórico verificável.
Marcas conhecidas não contratam avaliadores por WhatsApp ou Telegram. Vagas reais são divulgadas em canais oficiais.
Se recebeu pagamentos iniciais, isso não garante que a oferta seja legítima. Faz parte da estratégia para ganhar confiança.
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Nem toda oferta de renda extra é fraude. Existem formas legítimas de ganhar dinheiro online, como freelances, trabalhos temporários e plataformas de microtarefas. A diferença está nos sinais de alerta.
| Característica | Oferta legítima | Golpe |
|---|---|---|
| Forma de contato | Você se candidata em site oficial ou plataforma conhecida | Mensagem não solicitada por WhatsApp, SMS ou Telegram |
| Informações da empresa | CNPJ, site, canais de atendimento verificáveis | Sem dados da empresa ou informações vagas |
| Pagamento | Você recebe pelo trabalho feito, sem precisar pagar nada | Pedem depósito para "liberar" ganhos ou ativar conta |
| Valores prometidos | Compatíveis com o mercado | Muito acima da média (R$ 1.000+/dia por tarefas simples) |
| Contrato | Termos claros, mesmo para trabalhos pontuais | Nenhum documento formal |
| Urgência | Processo normal de seleção | Pressão para decidir rápido ("vaga limitada") |
Eu me candidatei a essa vaga ou ela chegou do nada?
A empresa existe? Consigo encontrar CNPJ, site e avaliações?
O valor prometido faz sentido para o tipo de tarefa?
Estão pedindo que eu pague alguma coisa?
Tenho algum contrato ou comprovante formal?
Se a resposta a qualquer dessas perguntas gerar desconfiança, é melhor não prosseguir.
Alguns padrões se repetem na maioria dos golpes de renda extra. Reconhecê-los ajuda a identificar a fraude antes de ter prejuízo:
Valores como R$ 300 por dia para avaliar roupas ou R$ 1.500 por semana para curtir posts não condizem com a realidade do mercado. Se a recompensa parece desproporcional ao esforço, desconfie.
A mensagem chega sem que você tenha se inscrito em nenhuma vaga. O "recrutador" age como se já soubesse quem você é e oferece a oportunidade como se fosse exclusiva.
Qualquer solicitação de depósito (seja "taxa de ativação", "garantia de compromisso" ou "investimento inicial") é sinal de golpe. Trabalhos reais pagam pelo serviço prestado, não cobram para começar.
Frases como "últimas vagas", "oportunidade só até hoje" ou "outros candidatos já confirmaram" servem para impedir que a vítima pesquise ou pense com calma.
O contato não informa nome da empresa, CNPJ, site oficial ou qualquer dado que possa ser conferido. Quando questionado, dá respostas vagas ou muda de assunto.
A vítima é adicionada a grupos onde outros membros (que podem ser robôs ou cúmplices) compartilham prints de pagamentos e elogiam a oportunidade. A tática cria pressão social para que a pessoa siga o mesmo caminho.
Receber R$ 5 ou R$ 10 pelas primeiras tarefas não significa que a oferta é legítima. É uma estratégia para criar confiança antes de pedir valores maiores.
Além do prejuízo financeiro, golpes de renda extra também podem resultar em roubo de dados pessoais. Informações como CPF, RG, endereço e dados bancários são valiosas para criminosos, que podem usá-las em outras fraudes.
Não envie documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência) para contatos que chegaram por mensagem. Empresas legítimas pedem documentação em etapas formais de contratação.
Evite preencher formulários em sites desconhecidos. Antes de inserir qualquer dado, verifique se o site é oficial.
Não compartilhe dados bancários ou chave Pix com "recrutadores" que você não conhece.
Desconfie de pedidos de selfie com documentos. Essa prática pode ser usada para abrir contas ou solicitar empréstimos em seu nome.
Nunca informe códigos de verificação recebidos por SMS. Golpistas usam essa tática para acessar contas de WhatsApp, bancos e outros serviços.
Se já tiver enviado dados para um contato suspeito, monitore o CPF nos próximos meses para identificar movimentações estranhas, como abertura de contas ou consultas de empresas desconhecidas.
Se perceber que foi vítima, agir rápido aumenta as chances de minimizar os danos. Veja os passos:
Entre em contato com o banco imediatamente
Se fez transferência via Pix, solicite a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução). O prazo para pedir é de até 80 dias após a transação. O banco do recebedor analisa o caso e, se ainda houver saldo na conta, pode bloquear e devolver o valor.
Se o pagamento foi por cartão de crédito, peça a contestação (chargeback) junto ao emissor.
Registre um boletim de ocorrência
O B.O. formaliza a fraude e pode ser exigido pelo banco na análise de devolução. Em muitos estados, é possível registrar pela Delegacia Virtual.
Guarde todas as provas
Salve prints das conversas, do perfil do golpista, dos comprovantes de pagamento e de qualquer material recebido. Essas informações ajudam na investigação e na contestação.
Saia dos grupos e bloqueie os contatos
Não continue interagindo com os golpistas. Saia dos grupos de WhatsApp ou Telegram e bloqueie os números envolvidos.
Troque senhas e reforce a segurança
Se compartilhou dados pessoais ou bancários, troque as senhas de e-mail, redes sociais e aplicativos financeiros. Ative a autenticação de dois fatores onde for possível.
Monitore seu CPF
Dados fornecidos aos golpistas podem ser usados em outras fraudes. Acompanhe se há consultas ou movimentações suspeitas no seu nome.
Leia também | Como criar senhas seguras e memorizá-las?
Além do prejuízo financeiro, golpes de renda extra também podem resultar em roubo de dados pessoais. Informações como CPF, RG, endereço e dados bancários são valiosas para criminosos, que podem usá-las em outras fraudes.
Não envie documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência) para contatos que chegaram por mensagem. Empresas legítimas pedem documentação em etapas formais de contratação.
Evite preencher formulários em sites desconhecidos. Antes de inserir qualquer dado, verifique se o site é oficial.
Não compartilhe dados bancários ou chave Pix com "recrutadores" que você não conhece.
Desconfie de pedidos de selfie com documentos. Essa prática pode ser usada para abrir contas ou solicitar empréstimos em seu nome.
Nunca informe códigos de verificação recebidos por SMS. Golpistas usam essa tática para acessar contas de WhatsApp, bancos e outros serviços.
Se já tiver enviado dados para um contato suspeito, monitore o CPF nos próximos meses para identificar movimentações estranhas, como abertura de contas ou consultas de empresas desconhecidas.
Leia também | O que é segurança de dados e como proteger suas informações pessoais
Se perceber que foi vítima, agir rápido aumenta as chances de minimizar os danos. Veja os passos:
Se fez transferência via Pix, solicite a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução). O prazo para pedir é de até 80 dias após a transação. O banco do recebedor analisa o caso e, se ainda houver saldo na conta, pode bloquear e devolver o valor.
Se o pagamento foi por cartão de crédito, peça a contestação (chargeback) junto ao emissor.
O B.O. formaliza a fraude e pode ser exigido pelo banco na análise de devolução. Em muitos estados, é possível registrar pela Delegacia Virtual.
Salve prints das conversas, do perfil do golpista, dos comprovantes de pagamento e de qualquer material recebido. Essas informações ajudam na investigação e na contestação.
Não continue interagindo com os golpistas. Saia dos grupos de WhatsApp ou Telegram e bloqueie os números envolvidos.
Se compartilhou dados pessoais ou bancários, troque as senhas de e-mail, redes sociais e aplicativos financeiros. Ative a autenticação de dois fatores onde for possível.
Dados fornecidos aos golpistas podem ser usados em outras fraudes. Acompanhe se há consultas ou movimentações suspeitas no seu nome.
Leia também | Como criar senhas seguras e memorizá-las?
Antes de aceitar qualquer proposta de trabalho remoto, algumas verificações ajudam a separar oportunidades reais de golpes:
Busque o nome no Google junto com palavras como "golpe", "fraude" ou "reclamação".
Consulte o CNPJ no site da Receita Federal para verificar se a empresa existe.
Veja avaliações no Reclame Aqui e nas redes sociais.
Entre no site oficial da marca citada na proposta e procure a seção de "Trabalhe Conosco".
Empresas como Shein, Amazon e Mercado Livre divulgam vagas apenas em seus canais oficiais, não por WhatsApp.
Na dúvida, entre em contato com o SAC da empresa e pergunte se a oferta é verdadeira.
Propostas legítimas não pressionam por decisões imediatas.
Desconfie se não houver contrato, CNPJ ou informações claras sobre a empresa.
Se pedirem qualquer tipo de pagamento, não prossiga.
Antes de aceitar, converse com amigos ou familiares sobre a proposta.
Pessoas de fora da situação conseguem identificar sinais de alerta com mais facilidade.
Golpes de renda extra podem abrir portas para fraudes maiores. Com dados pessoais em mãos, criminosos tentam abrir contas, solicitar cartões ou contrair dívidas em nome da vítima.
O Serasa Premium monitora seu CPF 24 horas por dia e envia alertas sempre que houver movimentação suspeita. Assim, você pode agir rápido se alguém tentar usar seus dados de forma indevida.
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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