Investimentos ESG: entenda o que são e como começar a investir
Investimentos ESG: entenda o que são e como começar a investirData de publicação 5 de novembro de 202612 minutos de leitura
Publicado em: 5 de novembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 13 minutosTexto de: Time Serasa
Uma carteira digital de criptomoeda é o aplicativo, programa ou dispositivo que guarda as chaves de acesso aos criptoativos. Com ela, o titular envia, recebe e consulta o saldo. As moedas ficam registradas no blockchain, um registro público e compartilhado de transações, e a carteira guarda a prova de que o titular pode movimentá-las.
Por isso, a escolha começa por saber quem controla essas chaves. Na conta de uma corretora, a plataforma guarda os ativos e oferece recuperação de senha. Na carteira própria, quem perde a frase de recuperação pode perder o acesso aos ativos de forma definitiva.
O controle das chaves ganha peso diante dos golpes digitais, que podem mirar senhas, códigos de verificação e frases de recuperação. Entender a carteira permite reconhecer um pedido suspeito antes de qualquer transferência.
Toda carteira trabalha com um par de chaves. A chave pública gera o endereço que recebe os criptoativos e pode ser compartilhada, como o número de uma conta bancária. A chave privada autoriza as saídas e funciona como a senha dessa conta. Diferente da senha do banco, não existe agência que consiga redefini-la. Esse par de chaves é a base de como as criptomoedas funcionam em qualquer transação.
Na criação da carteira, o aplicativo ou o dispositivo gera uma frase de recuperação, uma sequência de palavras que restaura as chaves em outro aparelho. Quem tem essa frase consegue movimentar os ativos, e por isso ela deve ficar só com o titular.
Essas chaves podem ficar com uma empresa ou com o próprio titular. Na custódia em corretora, a plataforma guarda as chaves e o titular acessa os ativos com usuário e senha. O acesso depende de a corretora continuar funcionando e liberando saques, e uma quebra ou um bloqueio pode deixar os ativos indisponíveis.
Já na carteira própria, também chamada de autocustódia, o titular guarda as chaves e a frase de recuperação. Não há empresa intermediando o acesso e, por isso, também não há quem recupere a frase se ela se perder.
Leia também | Entenda o ABC das criptomoedas: ativos, bitcoin e blockchain
Não existe uma carteira que seja a melhor para todos os casos. A escolha depende do valor guardado, da frequência de uso e da familiaridade com os cuidados de segurança. Estes critérios permitem comparar as opções com base em fatos.
Quem guarda as chaves: na corretora, o acesso depende da plataforma; na carteira própria, depende da frase de recuperação.
Autorização da plataforma: a Lei 14.478/2022 exige autorização prévia de órgão federal para as prestadoras de serviços de ativos virtuais, e o Banco Central é quem analisa esses pedidos. Convém conferir se a plataforma já tem autorização ou se o pedido está em análise.
Frequência de uso: quem compra e vende com frequência tem acesso mais rápido pela carteira conectada à internet. Para guardar por mais tempo, o dispositivo desconectado reduz a exposição a ataques online.
Cópia de segurança: antes de transferir qualquer valor, convém testar como a carteira gera e restaura a frase de recuperação.
O preço dos criptoativos pode subir ou cair muito em pouco tempo. Por isso, antes de decidir, é recomendável avaliar o perfil de risco para investir em ativos financeiros.
A carteira quente fica conectada à internet, como os aplicativos de celular e as extensões de navegador. A carteira fria guarda as chaves fora da internet, em um dispositivo físico próprio para isso ou em papel. Na conta em corretora, essa escolha é da plataforma, que guarda as chaves dos clientes.
| Característica | Carteira quente | Carteira fria |
|---|---|---|
| Onde ficam as chaves | No aplicativo do celular ou no navegador | Em dispositivo físico ou em papel, fora da internet |
| Uso | Compras, vendas e transferências frequentes | Guarda de valores por mais tempo |
| Exposição a ataques online | Maior, por ficar conectada | Menor, por ficar desconectada |
| Ponto de atenção | Vírus, links falsos e acesso indevido ao celular | Perda, roubo ou dano do dispositivo e da frase de recuperação |
Nos dois tipos, quem tiver a frase de recuperação consegue movimentar os ativos. Uma combinação possível é manter um valor menor na carteira quente, para o uso do dia a dia, e o restante na fria.
Higiene cibernética é o conjunto de hábitos que reduz a chance de senhas, chaves e dados pessoais chegarem a terceiros. Em criptoativos, esses hábitos pesam mais porque uma transferência confirmada no blockchain não tem estorno. A lista de verificação abaixo reúne os cuidados de base.
Esses hábitos se somam a outras medidas de segurança para criptomoedas, como manter os aparelhos atualizados e usar antivírus e gerenciador de senhas.
O CPF não funciona como carteira de criptomoedas. O que pode existir é uma conta em corretora aberta com o CPF, na qual a plataforma guarda os ativos do titular. Estes passos mostram onde procurar.
Procure no e-mail mensagens de cadastro, de confirmação de depósito ou de extrato enviadas por corretoras.
Confira os extratos bancários em busca de Pix ou Transferência Eletrônica Disponível (TED) para corretoras de criptoativos.
Consulte as declarações de Imposto de Renda (IR) anteriores, na ficha “Bens e Direitos”, onde os criptoativos declarados aparecem pelo custo de aquisição.
Entre em contato com a corretora encontrada pelo aplicativo ou pelo site oficial dela e peça a recuperação de acesso com o CPF cadastrado.
Se houver uma carteira própria, restaure o acesso em um aplicativo compatível, usando a frase de recuperação anotada na criação.
Sites e mensagens que prometem localizar bitcoin esquecido pelo CPF e cobram uma taxa para liberar o saldo são sinal de alerta. Conhecer os golpes com criptomoedas mais comuns facilita reconhecer esse tipo de abordagem.
Para sacar em reais, os criptoativos precisam ser vendidos. Em uma corretora, a venda e a transferência para a conta bancária acontecem na mesma plataforma. Quem já mantém os ativos na corretora começa direto pelo passo 3.
Acesse ou abra uma conta, no seu nome, em uma corretora que opere em reais e confira se já tem autorização do Banco Central ou se o pedido está em análise.
Copie o endereço de depósito da corretora e envie os criptoativos da carteira própria, conferindo a rede indicada pela plataforma.
Venda os criptoativos por reais, pelo preço disponível no momento e desde que haja comprador para a quantidade ofertada.
Solicite o saque por Pix ou TED para uma conta bancária no seu nome.
Guarde os comprovantes de compra, venda e transferência, que servem para calcular o imposto e preencher a declaração.
A venda de criptoativos pode gerar cobrança de Imposto de Renda sobre o ganho. Quando o total vendido no mês fica em até R$ 35.000, o ganho é isento. A regra está no art. 22 da Lei 9.250/1995 e nas orientações da Receita Federal sobre operações isentas. Acima desse valor, o ganho segue as alíquotas progressivas de 15% a 22,5%.
Já os criptoativos enquadrados como aplicações financeiras no exterior seguem a Lei 14.754/2023. Desde 2024, esses ganhos são tributados em 15%, sem a isenção mensal de R$ 35.000.
Guardar uma carteira digital de criptomoeda com segurança depende dos mesmos hábitos que protegem a identidade digital em qualquer serviço financeiro. Os conteúdos do Serasa Ensina tratam de golpes digitais, proteção de dados e educação financeira para quem está começando a investir.
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