Carteira digital de criptomoeda: como funciona e qual escolher
Carteira digital de criptomoeda: como funciona e qual escolherData de publicação 5 de novembro de 202613 minutos de leitura
Publicado em: 5 de novembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
Investimentos ESG são aplicações em ações, fundos ou títulos escolhidos a partir de critérios ambientais, sociais e de governança, além de rentabilidade, risco e prazo. A ideia é direcionar o dinheiro para empresas que mostram, com dados, como lidam com o meio ambiente, as pessoas e a própria gestão.
Para quem está repensando a relação com o dinheiro, o tema pode parecer técnico demais. Rótulos como “verde” e “sustentável” aparecem em nomes de fundos e relatórios de empresas. O nome sozinho, porém, não mostra o que existe na carteira. Conhecer os critérios antes do primeiro aporte permite comparar opções com base em informação.
ESG é a sigla em inglês para environmental, social and governance, ou ambiental, social e governança, também escrita como ASG. O termo surgiu em 2004, numa publicação chamada Who Cares Wins. Segundo a Rede Brasil do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), o documento foi feito pelo Pacto Global com o Banco Mundial.
No mercado financeiro, a sigla reúne critérios usados para avaliar uma empresa além do balanço. Cada letra cobre um grupo de temas.
E, de ambiental: mudanças climáticas, uso de água e energia, poluição e destino dos resíduos.
S, de social: direitos humanos, relações de trabalho e segurança de quem trabalha na empresa.
G, de governança: conduta corporativa, independência do conselho de administração e transparência nas contas.
Esses temas entram na análise de investimento porque falhas em qualquer um deles podem gerar multas, processos ou perda de valor das ações. Um acidente ambiental ou uma fraude contábil, por exemplo, pode afetar o resultado e a reputação da companhia. O critério ESG acrescenta informação à análise de risco, mas não garante rentabilidade nem afasta a possibilidade de perdas.
Investidor ESG é quem inclui critérios ambientais, sociais e de governança na decisão de onde aplicar o dinheiro. Não é uma categoria oficial e não substitui o perfil de risco. Um investidor conservador ou arrojado pode adotar critérios ESG dentro dos próprios limites.
Aplicar critérios ESG pode significar excluir setores que a pessoa não quer financiar ou preferir as empresas mais bem avaliadas de cada setor. Outra opção é investir em fundos com objetivo sustentável. Para quem está começando, a sequência abaixo organiza a decisão.
Confira se as contas estão em dia e use as dicas para organizar a vida financeira antes de separar um valor para investir.
Responda ao questionário de análise de perfil (suitability) da instituição para conhecer o perfil de investidor. Essa análise é prevista na Resolução nº 30/2021 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Defina o prazo e o objetivo do dinheiro.
Escolha entre comprar ações diretamente ou aplicar em fundos ESG.
Confira os critérios ESG do ativo com a lista de verificação sobre greenwashing, mais abaixo.
Ações de ESG são ações de empresas listadas na bolsa que adotam e divulgam práticas ambientais, sociais e de governança. Não existe uma categoria separada de ação com esse nome, e o papel é negociado na B3, a bolsa do Brasil, como qualquer outro.
Para entender o que são ações, o ponto de partida é que comprar uma ação é adquirir uma fração de uma empresa. Com isso, o investidor participa dos resultados dela, positivos ou negativos. O critério ESG não muda a forma como os preços das ações variam no mercado financeiro.
A avaliação ESG costuma partir de duas fontes públicas. Uma são os relatórios da própria companhia, como o relatório de sustentabilidade anual. A outra são índices de bolsa, como o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3), que seleciona empresas por um questionário com nota de corte.
Fundos ESG são fundos de investimento que usam critérios ambientais, sociais e de governança na escolha dos ativos. Uma gestora seleciona ações ou títulos, e quem investe compra cotas do fundo, o que permite aplicar em vários ativos ao mesmo tempo.
A Resolução CVM nº 175, no art. 49, exige que fundos com termos como “ESG”, “ASG”, “verde” ou “sustentável” no nome informem no regulamento quais benefícios buscam e qual metodologia seguem. Já a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) tem regras de autorregulação, válidas para as instituições que aderem a elas. Essas regras separam os fundos ESG em dois grupos de identificação.
Também existem fundos de renda fixa com critérios ESG. Nesse caso, o valor das cotas pode oscilar com a marcação a mercado dos títulos, e há risco de crédito de quem emitiu cada papel. A tabela resume as diferenças entre investir por ações e por fundos.
| Critério | Ações de empresas com práticas ESG | Fundos ESG |
|---|---|---|
| Quem escolhe os ativos | O próprio investidor | A gestora do fundo |
| Diversificação | Depende de quantas empresas o investidor compra | Uma cota reúne vários ativos |
| Custos | Corretagem, quando houver, e emolumentos da B3 | Taxa de administração e, em alguns fundos, taxa de performance |
| Onde conferir os critérios ESG | Relatórios da empresa e índices como o ISE B3 | Regulamento e materiais do fundo |
Taxas, valor mínimo de aplicação e prazo de resgate variam conforme a corretora e o regulamento de cada fundo.
Não existe uma lista oficial de “empresas ESG”, mas uma referência pública é a carteira do ISE B3, índice criado em 2005. Segundo a divulgação da B3 sobre a carteira do ISE B3 para 2026, de 4 de maio de 2026, o índice reúne 69 companhias. Ao todo, 89 empresas participaram da seleção.
Para entrar, a empresa precisa atingir a nota mínima do questionário e cumprir critérios de elegibilidade, como a liquidez das ações. O resultado completo fica na plataforma ESG Workspace, da B3. Fazer parte do índice não é recomendação de compra nem garantia de rentabilidade. A B3 também informou que esta é a última carteira calculada com a metodologia atual.
Greenwashing é a prática de apresentar uma empresa ou um produto financeiro como mais sustentável do que de fato é. Aparece, por exemplo, em fundos com nome sustentável sem política de investimento que sustente o rótulo, ou em metas ambientais sem prazo nem indicador.
A identificação da ANBIMA é autodeclaratória, ou seja, a própria instituição informa a categoria do fundo, e não funciona como selo de qualidade. Por isso, a conferência continua com quem investe, e a lista de verificação abaixo reúne os pontos principais.
Investimentos ESG pedem tempo para ler regulamentos, relatórios e índices, e essa leitura fica mais fácil quando o orçamento já está sob controle. O Serasa Ensina reúne conteúdos gratuitos de educação financeira, em texto e vídeo, sobre controle de gastos, crédito e investimentos. É um apoio para chegar ao primeiro aporte com critério para decidir.
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