Testamento em vida: quanto custa e como fazer
Testamento em vida: quanto custa e como fazerData de publicação 28 de setembro de 202612 minutos de leitura
Publicado em: 28 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 9 minutosTexto de: Time Serasa
A saída da caderneta de poupança para outras aplicações passa quase sempre por abrir conta em uma corretora de investimentos. O processo é gratuito na maioria das instituições reguladas, mas exige atenção a documentos, taxas e ao teste de perfil de investidor.
Uma corretora de investimentos é uma instituição autorizada pelo Banco Central e habilitada a intermediar operações com valores mobiliários, seguindo as regras e a supervisão dos órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Ela funciona como uma ponte entre a pessoa física e o mercado, pois recebe as ordens de compra e venda e registra as operações na B3. Os ativos ficam registrados em nome do investidor nos sistemas de registro e custódia aplicáveis, separados do patrimônio da corretora. Diferentemente de um banco tradicional, o foco da corretora está nos investimentos, não na movimentação financeira do dia a dia. Muitas plataformas também disponibilizam relatórios de acompanhamento e conteúdo educativo sobre o mercado financeiro.
Abrir e manter conta em uma corretora regulamentada costuma ser gratuito na maior parte do mercado, sem taxa de abertura nem mensalidade fixa. O que pode gerar custo é a operação em si.
A cobrança de corretagem varia de instituição para instituição e, em muitos casos, já foi zerada para operações com ações e fundos imobiliários. Fundos de investimento, por sua vez, costumam embutir uma taxa de administração própria, informada no regulamento de cada produto. Antes de escolher onde investir, é recomendável comparar a tabela de taxas de cada instituição, pois nem todo produto segue a mesma regra de isenção.
A abertura de conta exige no mínimo CPF, um documento oficial com foto e um comprovante de residência atualizado. Corretoras podem pedir dados adicionais, como comprovante de renda, conforme o perfil e os produtos pretendidos.
| Documento | Por que é pedido |
|---|---|
| CPF | identifica o investidor perante a Receita Federal e a CVM |
| Documento oficial com foto (RG, CNH ou Carteira de Identidade Nacional) | comprova a identidade |
| Comprovante de residência atualizado | confirma o endereço informado no cadastro |
| Comprovante de renda (quando solicitado) | compõe o perfil de investidor e libera produtos que dependem de análise, como operações com margem |
O envio costuma ser feito por foto do documento e uma selfie de confirmação.
O teste de perfil de investidor, também chamado de suitability, é um questionário obrigatório que avalia objetivos, conhecimento de mercado e tolerância a risco de quem abre a conta. A exigência está prevista na Resolução CVM 30, da Comissão de Valores Mobiliários.
A partir das respostas, a instituição identifica o perfil do investidor e verifica a adequação dos produtos e serviços oferecidos aos seus objetivos, situação financeira e conhecimento sobre investimentos. O questionário pode ser refeito sempre que a situação financeira ou os objetivos da pessoa mudarem.
O processo de abertura é digital na maior parte das instituições reguladas e costuma seguir as mesmas etapas, independentemente da plataforma escolhida. Ele lembra o cadastro feito em qualquer internet banking, com envio de documentos e confirmação em duas etapas antes da liberação total da conta.
Escolha uma corretora regulamentada pela CVM e acesse o site ou o aplicativo oficial da instituição.
Preencha o cadastro com CPF, data de nascimento e dados de contato.
Envie os documentos solicitados, geralmente uma foto do documento oficial e uma selfie de confirmação.
Responda ao questionário de perfil de investidor (suitability).
Aguarde a análise cadastral e a liberação da conta, conforme o prazo informado pela instituição.
Transfira o valor do primeiro aporte por Pix ou TED, sempre a partir de uma conta no mesmo CPF.
Pronto! Depois desses passos, a conta fica disponível para consulta de produtos e para o primeiro investimento.
Investir por meio de uma corretora regularmente autorizada reduz riscos relacionados à atuação irregular da instituição, mas não elimina os riscos próprios dos investimentos. Os ativos ficam registrados em nome do investidor nos sistemas de registro e custódia aplicáveis e não se confundem, em regra, com o patrimônio da corretora.
Para reduzir riscos de fraude, as corretoras costumam exigir que os recursos enviados para a conta de investimentos tenham origem em uma conta bancária de mesma titularidade. Essa regra impede que uma pessoa movimente recursos usando uma conta bancária de terceiros, o que reduz o risco de fraude na transferência.
Leia também | O que acontece com o dinheiro se a corretora falir
Menores de idade podem ter conta em corretora, desde que representados ou assistidos pelos responsáveis legais, que também assinam o cadastro e respondem pelas movimentações até a maioridade.
Brasileiros que moram no exterior também podem abrir conta em corretoras nacionais, mas costumam precisar comprovar o CPF ativo, o endereço no exterior e, em alguns casos, passar por uma etapa adicional de verificação por vídeo ou documentos apostilados.
Abrir uma conta em uma corretora também pode fazer parte de um planejamento financeiro mais amplo. Além de acompanhar os investimentos, manter as finanças organizadas e o Serasa Score em dia ajuda a preservar o acesso a diferentes opções de crédito.
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