Entrar
Navegação do blog
  1. Blog
  2. Exclusao Digital

Exclusão digital: o que é, causas e como proteger sua família

A exclusão digital pode ocorrer por falta de conexão à internet ou conhecimento das ferramentas digitais. 

Publicado em: 17 de setembro de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 16 minutos

Texto de: Time Serasa

exclusao-digital

A internet já faz parte da rotina de grande parte dos brasileiros, seja para trabalhar, estudar, acessar serviços públicos ou movimentar as finanças. Ainda assim, a exclusão digital continua sendo uma realidade.

Esse cenário merece atenção porque cada vez mais atividades essenciais estão migrando para o ambiente digital, incluindo as relacionadas às finanças. E quem não possui autonomia acaba dependendo de outras pessoas e tem maiores chances de se expor a riscos.

Assista | GOLPES NO WHATSAPP: O QUE você PRECISA saber para identificar e se PROTEGER - Serasa Ensina

O que é a exclusão digital e o seu impacto nas finanças

A exclusão digital é a dificuldade ou impossibilidade de acessar, utilizar e aproveitar os recursos tecnológicos disponíveis na sociedade. É comum pensar que o problema seja apenas a falta de internet, mas ele também envolve:

  • ● não ter um dispositivo adequado;
  • ● não saber utilizar ferramentas digitais;
  • ● não se sentir seguro para realizar determinadas atividades online.

Segundo dados do IBGE divulgados em julho de 2026, referentes a 2025:

  • ● 90,5% das pessoas com 10 anos ou mais utilizaram a internet no país durante o período da pesquisa, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas.
  • ● Apesar do avanço, ainda há desafios: em 2025, 9,5% da população não utilizou a internet no período de referência, o equivalente a 17,7 milhões de pessoas. Entre os idosos, 66,5% dos que não usaram a internet alegaram não saber como utilizá-la.

Como, atualmente, diversas tarefas financeiras podem ser realizadas pelo celular, quando uma pessoa não consegue utilizar esses recursos com autonomia, pode enfrentar dificuldades para administrar o próprio dinheiro e acessar serviços importantes.

Ainda, essa pessoa pode ser dependente de outras pessoas para realizar operações financeiras, o que aumenta as chances de sofrer um golpe financeiro ou ter seus dados utilizados sem consentimento.

Quais são os grupos mais excluídos digitalmente?

Os principais grupos que enfrentam obstáculos para acessar ou utilizar a internet são:

  • ● Idosos: segundo a pesquisa do IBGE, 74,5% das pessoas com 60 anos ou mais utilizaram a internet em 2025, mas esse percentual é bem inferior ao observado entre adultos mais jovens.
  • ● Famílias baixa renda: de acordo com a pesquisa TIC Domicílios de 2025, 23% dos domicílios com renda familiar de até um salário-mínimo não tinham acesso à internet.
  • ● Pessoas com baixa escolaridade: a mesma pesquisa indica que 65% das pessoas analfabetas ou com educação infantil nunca haviam acessado a internet, contra apenas 1% entre as pessoas com ensino superior.
  • ● Moradores de áreas rurais: 17% da população de área rural nunca acessou a internet.


Leia também | Como proteger idosos na internet

As principais causas da exclusão digital no Brasil

A exclusão digital no Brasil é resultado de uma combinação de fatores econômicos, sociais, educacionais e estruturais.

Embora o acesso à internet tenha crescido significativamente nos últimos anos, ainda existem pessoas que não conseguem utilizar a tecnologia porque não têm conexão ou equipamentos adequados, ou porque não possuem conhecimento ou segurança para utilizá-los.

Os dados da TIC Domicílios 2025, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), ajudam a entender o problema. Entre as residências que não tinham acesso à internet, os motivos mais citados foram:

  • ● não saber usar a internet (57%);
  • ● alto custo (49%);
  • ● preocupações com segurança e privacidade (42%);
  • ● por falta de computador no domicílio (28%);
  • ● ausência de disponibilidade do serviço na região (15%).

Por isso, combater a exclusão digital não significa apenas tornar a internet e os aparelhos mais financeiramente acessíveis. É necessário também ensinar as pessoas a utilizar a tecnologia, reconhecer os riscos e realizar atividades digitais com autonomia.


Leia também | Como não cair em golpes: dicas práticas

Quais são os casos de exclusão digital e vulnerabilidade

As principais situações em que a exclusão digital acentua a vulnerabilidade das pessoas que não têm acesso à internet ou não conseguem utilizá-la com autonomia são:

  • ● Dependência de benefícios sociais e serviço públicos: com a digitalização dos serviços públicos, o cidadão sem acesso ou domínio digital fica impedido de solicitar auxílios previdenciários ou comprovar direitos trabalhistas de forma autônoma, dependendo de terceiros.
  • ● Exposição a fraudes financeiras e golpes: idosos e pessoas com baixa escolaridade tornam-se alvos de criminosos, pois a falta de letramento digital impede que reconheçam armadilhas em mensagens suspeitas, ligações, fraudes com Pix ou boleto falso, levando a prejuízos financeiros.
  • ● Prejuízo educacional e no mercado de trabalho: crianças e jovens de lares sem computadores ou conexão de internet podem enfrentar barreiras para acompanhar conteúdos escolares e desenvolver habilidades exigidas pelo mercado de trabalho.
  • ● Dificuldade para conseguir equipamentos e conexão: famílias e pessoas com menor renda podem ter dificuldades para adquirir computadores, celulares mais adequados ou contratar uma internet de qualidade.
  • ● Morar em áreas de cobertura limitada: apesar da grande expansão da conectividade no país, ainda há falta de disponibilidade de conexão de internet nas áreas rurais e mais afastadas.


Leia também | Golpes contra idosos: conheça os principais e saiba como se proteger

Como solucionar a exclusão digital no núcleo familiar?

Combater a exclusão digital dentro de casa exige uma abordagem acolhedora e contínua. O mais importante é identificar as dificuldades de cada pessoa e oferecer suporte para que ela consiga realizar atividades com mais autonomia e segurança.

As principais dicas que podem ajudar no ensino do letramento digital para um familiar são:

  1. Estabeleça uma rotina de educação digital gradual: um familiar de confiança pode ensinar a pessoa que tem dificuldade a realizar tarefas básicas passo a passo, como instalar e acessar um aplicativo, enviar uma mensagem, reconhecer mensagens suspeitas, entre outras atividades.

  2. Crie uma rotina de autonomia assistida: além de ensinar, o ideal é acompanhar a pessoa realizando as atividades que necessita (consultar um benefício ou pagar uma conta, por exemplo) e explicar o raciocínio por trás de cada clique.

  3. Crie uma rotina de autonomia assistida: além de ensinar, o ideal é acompanhar a pessoa realizando as atividades que necessita (consultar um benefício ou pagar uma conta, por exemplo) e explicar o raciocínio por trás de cada clique.

  4. Adapte o dispositivo: configurar a fonte, o contraste e criar comandos e atalhos pode reduzir o medo da pessoa de “errar” ao realizar uma atividade no celular ou no computador.

  5. Ensine a prevenção contra fraudes: ensine a pessoa a identificar mensagens suspeitas com pedidos urgentes de pagamentos e transferências.

  6. Utilize os conteúdos da Serasa para auxiliar o ensino: os vídeos do Serasa Ensina e os textos do blog Serasa podem complementar o ensino sobre golpes e fraudes mais comuns, organização financeira e como acessar alguns serviços (Gov.br, Meu INSS).

Táticas analógicas para proteger quem não usa internet

Enquanto o processo de inclusão não ocorre ou está em andamento, adotar algumas medidas simples e fora do ambiente digital pode ajudar a proteger quem ainda não utiliza a internet ou tem dificuldades a tecnologia:

  • ● Ter uma lista de contatos importantes em papel: mantenha, em local seguro, telefones de familiares de confiança, banco, seguradora, médico e outros serviços importantes. Isso evita que a pessoa dependa de mensagens ou aplicativos para encontrar ajuda em uma emergência.
  • ● Criar uma lista de “não faça”: escreva ou imprima regras simples de segurança digital e financeira, como não entregar/informar cartão ou senha a ninguém, não fornecer número de documentos para outras pessoas, mesmo que sejam conhecidas, entre outras.
  • ● Organizar as contas e compromissos em uma agenda física: registre contas recorrentes, vencimentos e outras obrigações em um calendário ou caderno. Isso ajuda a evitar esquecimentos e também facilita o acompanhamento financeiro.

  • ● Manter correspondências e faturas físicas: manter o envio de extratos e contas importantes para o endereço residencial garante o acompanhamento das despesas no formato tradicional, facilitando a conferência.

  • ● Definir uma pessoa de confiança para situações digitais: a família pode estabelecer previamente quem será acionado quando surgir uma dúvida sobre pagamento, cobrança, movimentação financeira, benefício social ou serviço público que exija o acesso de um aplicativo ou site. Essa pessoa deve orientar, mas não tomar decisões pelo familiar.

  • ● Guardar documentos e informações importantes de forma segura: documentos pessoais, contratos e comprovantes do familiar devem ficar organizados e protegidos. Se houver suspeita de fraude, ter esses registros facilita a comunicação com o banco e o registro da ocorrência.

  • ● Crie um protocolo familiar contra golpes: criminosos frequentemente usam ligações telefônicas e mensagens para aplicar golpes fingindo ser parentes em apuros. Como medida de prevenção, estabeleça uma senha ou palavra-chave secreta para todos os membros da família. Se alguém ligar pedindo dinheiro sem falar o código, a regra é desligar o telefone.

  • ● Fazer conferências financeiras periódicas: com autorização do titular da conta, um familiar de confiança pode ajudar a verificar contas, extratos, contratos e cobranças. O objetivo é identificar movimentações desconhecidas, mas sem retirar da pessoa o direito de participar das decisões.

A importância do “guardião” financeiro para a família

Quando um dos integrantes da família tem dificuldade para utilizar a internet ou acessar serviços financeiros digitais, a figura do “guardião” financeiro pode ajudar a:

  • ● Ajudar a proteger contra fraudes e engenharia social: o guardião pode monitorar contas, filtrar comunicações suspeitas e orientar os familiares sobre quais ligações, mensagens ou links devem ser ignorados.
  • ● Mediar o uso de ferramentas digitais: para os familiares que não utilizam a internet ou que possuem dificuldades com aplicativos e portais do governo, o guardião auxilia no uso das ferramentas e na manutenção dos benefícios e pagamentos em dia.
  • ● Organizar e planejar o orçamento: o guardião pode ajudar a evitar o endividamento por falta de controle de faturas, taxas escondidas ou multas por atraso, que são erros comuns de quando o acompanhamento das despesas é feito de forma dispersa.

O ideal é que o guardião ajude o membro da família a ganhar autonomia no uso das ferramentas financeiras digitais, compartilhe conhecimento e auxilie na tomada de decisões, sempre respeitando a vontade e a privacidade do familiar.


Leia também | Conheça 6 canais que dão dicas de educação financeira

Ajude a família a monitorar o próprio CPF com a Serasa

Ao atuar como guardião, é importante também ficar atento à segurança dos dados pessoais dos familiares. Muitos membros idosos ou com dificuldade de utilizar a internet não acompanham o próprio histórico de crédito ou sabem que o CPF pode ser utilizado por terceiros para compras, abertura de contas e outras operações.

Por isso, indique e oriente que eles façam um cadastro gratuito na Serasa para acompanhar a pontuação de crédito e verificar se há dívidas e restrições associadas ao CPF.

Inicie o letramento digital e a educação financeira com ajuda da Serasa 

O WhatsApp é um aplicativo de grande utilidade atualmente, sendo um dos principais meios de comunicação entre familiares, amigos, consumidores e empresas. E a ferramenta também pode ser uma aliada na aprendizagem. É pensando nisso que a Serasa criou um canal no WhatsApp.

O canal da Serasa no WhatsApp traz, toda semana, conteúdos para descomplicar a educação financeira, proteger seu dinheiro, evitar fraudes e acompanhar novidades que impactam diretamente o seu bolso.

Entrar no canal do WhatsApp

Perguntas frequentes sobre exclusão digital

Compartilhe o artigo

Este artigo foi útil?

Escolha de 1 a 5 estrelas para avaliar
Média de avaliação: 5 de 5

Artigos relacionados