Banco convoca idosos para resgatar dinheiro: alerta de golpe
Banco convoca idosos para resgatar dinheiro: alerta de golpeData de publicação 23 de outubro de 202613 minutos de leitura
Publicado em: 23 de outubro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 11 minutosTexto de: Time Serasa
A fadiga de inteligência artificial (IA) é o cansaço mental que surge quando o uso dessas ferramentas ultrapassa o que a atenção consegue acompanhar. Na fadiga de IA, a cabeça fica cheia depois de horas entre assistentes virtuais, textos gerados automaticamente e notificações. Concentrar-se e tomar decisões passam a exigir mais esforço.
Esse desgaste pode vir acompanhado de ansiedade tecnológica, a inquietação diante do ritmo das novidades e da dúvida sobre quais ferramentas merecem confiança. Os dois podem diminuir com escolhas sobre quando e como usar cada ferramenta, sem abandonar a tecnologia. Pausas longe das telas, menos notificações e plataformas fáceis de entender reduzem a quantidade de estímulos que o cérebro precisa processar.
A sensação de não dar conta pode aparecer mesmo entre quem tem familiaridade com o celular. Ferramentas novas chegam em ritmo acelerado, e cada uma traz telas, alertas e escolhas. Tudo isso se soma à atenção que trabalho, família e finanças já exigem.
A fadiga de IA e a ansiedade tecnológica podem aparecer juntas, e a diferença entre elas está no momento em que surgem. A fadiga vem depois do uso, como efeito do esforço de ler, conferir e decidir com várias ferramentas de inteligência artificial ao mesmo tempo. A ansiedade tecnológica pode surgir antes ou longe da tela. Ela aparece no receio de ficar para trás, de cair em golpes ou de não saber o que um aplicativo faz com os dados pessoais.
O cansaço ligado à IA foi medido em um estudo publicado em março de 2026 na Harvard Business Review. Os autores chamaram o problema de AI brain fry, algo como “cérebro fritado pela IA”. Entre 1.488 trabalhadores em tempo integral nos Estados Unidos, 14% relataram fadiga mental por usar ou supervisionar ferramentas de IA além da própria capacidade. Os participantes descreveram névoa mental, dificuldade de foco, decisões mais lentas e dores de cabeça.
Alguns sinais podem indicar que o uso da tecnologia passou do ponto:
Quando esses sinais persistem e atrapalham o sono ou a rotina, a orientação é procurar um profissional de saúde.
O excesso de IA sobrecarrega a atenção porque cada ferramenta acrescenta informações para ler, conferir e decidir. O cérebro tem um limite para processar tudo isso ao mesmo tempo. A teoria da carga cognitiva, apresentada pelo psicólogo australiano John Sweller em 1988, parte desse limite. Ela trata da memória de trabalho, a parte da memória usada para raciocinar no momento. Quanto mais informação chega de uma vez, menos espaço sobra para pensar em cada uma.
O estudo da Harvard Business Review também separou dois jeitos de usar a tecnologia. Quem precisava supervisionar de perto o que a IA produzia relatou mais desgaste. Já o uso da IA para substituir tarefas repetitivas apareceu associado a menos esgotamento.
Com o dinheiro, os dois jeitos aparecem em situações comuns. Pedir a um assistente que organize os gastos do mês por categoria economiza tempo. Aplicativos de controle financeiro têm efeito parecido, porque reúnem receitas e despesas num só lugar. Já perguntar a mesma coisa a três ferramentas diferentes e comparar respostas que não batem multiplica as conferências e as dúvidas.
Ferramentas complexas também favorecem a chamada paralisia de decisão. Diante de muitas opções, filtros e sugestões, a escolha demora mais e pode acabar adiada. O psicólogo Barry Schwartz descreveu esse efeito no livro “O paradoxo da escolha”.
Evitar os malefícios da IA passa por reduzir estímulos, definir momentos de uso e escolher ferramentas que explicam o que fazem com os dados. Entre os riscos estão os golpes que usam inteligência artificial, com áudios e vídeos que imitam a voz ou o rosto de pessoas conhecidas.
Três atitudes diminuem a quantidade de estímulos ao longo do dia:
O passo a passo a seguir desliga os alertas de um aplicativo e silencia o celular por um período. No Android, os nomes das opções podem variar conforme o modelo.
Abra o aplicativo “Ajustes”, no iPhone, ou “Configurações”, no Android.
Toque em “Notificações”.
Escolha o aplicativo que envia alertas sem necessidade e desligue a opção que permite as notificações.
Para silenciar todos os alertas por algumas horas, ative o modo “Não perturbe”. No iPhone, ele fica em “Foco”; no Android, pode aparecer em “Notificações”, “Som” ou “Modos”.
Antes de instalar uma ferramenta para cuidar das finanças, uma lista de verificação curta reduz o risco de golpes e de telas confusas:
Quando um desses pontos não se confirma, o caso pede atenção, mesmo sem provar que se trata de golpe. O aplicativo da Serasa está nas lojas oficiais. Ele reúne serviços como a consulta ao Serasa Score e as ofertas de negociação de dívidas. A forma como a Serasa trata as informações de quem usa a plataforma está descrita no Portal de Proteção de Dados.
Quando a fadiga de IA se mistura às decisões sobre dinheiro, comparar ofertas, conferir contas e reconhecer golpes fica mais difícil. O Serasa Ensina publica conteúdos e vídeos sobre finanças em linguagem direta, incluindo explicações sobre como usar a IA para organizar o orçamento.
O Serasa Ensina no YouTube ajuda a descomplicar a educação financeira por meio de conteúdos gratuitos toda semana.
Os vídeos ajudam a cuidar do dinheiro, negociar dívidas, proteger-se contra fraudes, aumentar o Serasa Score, economizar na rotina, organizar as finanças e muito mais!
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