Investimentos em ouro: como funciona e por onde começar
Investimentos em ouro: como funciona e por onde começarData de publicação 15 de setembro de 202610 minutos de leitura
Atualizado em: 25 de agosto de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 11 minutosTexto de: Time Serasa
O ouro é um metal precioso escasso que pode ser transformado em joia, mas também é usado como mercadoria para exportação. Por isso, comprar ouro é uma prática popular entre investidores que buscam proteger suas aplicações em momentos de recessão econômica ou instabilidade do mercado financeiro. Uma das formas mais comuns de fazer isso é por meio do fundo ouro.
Neste conteúdo, entenda como funciona, quanto pode render e para quem faz sentido essa modalidade de investimento.
O fundo ouro é um tipo de investimento no qual a maior parte dos recursos aplicados envolve ativos atrelados ao metal precioso. O objetivo é obter rentabilidade a partir das movimentações do preço do ouro.
Essa é considerada uma alternativa mais simples e acessível de investir no metal. Muitos investidores preferem o fundo ouro a comprar o metal no seu formato físico, como em barras ou joias. Isso porque é mais fácil aplicar pequenos valores do que armazenar quantidades de ouro, que ficam expostas a roubos ou perdas e podem atrair a atenção da Receita Federal quando não são declaradas corretamente no Imposto de Renda.
Além disso, a negociação do ouro físico tende a ser mais complexa e demorada, o que pode afetar a liquidez do investimento.
O fundo ouro funciona da mesma maneira que os outros tipos de fundos de investimento. É um investimento coletivo, que reúne o capital de pessoas interessados na aplicação.
Para participar do fundo, o investidor compra uma cota e passa a compor a carteira que é gerida pelo banco ou corretora de valores que a criou e busca maximizar a rentabilidade e controlar os riscos do investimento.
Cada fundo tem sua própria estratégia para buscar rentabilidade, o que impacta no desempenho da carteira. Assim, a depender do caminho escolhido, a performance do fundo pode ter um retorno maior ou menor que o valor do ouro em si.
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O fundo ouro tem características bem específicas que ajudam o investidor a escolher ou não esse tipo de investimento. Entenda.
O potencial de rentabilidade de um fundo ouro varia de acordo com a estratégia usada pelo gestor responsável pela carteira e com a cotação do metal. Nessa lógica, o investidor pode obter ganhos quando o metal se valoriza, já que isso tende a se refletir em um aumento no preço das cotas, por exemplo.
Vale destacar, como referência, que em 12 meses, de agosto de 2025 a agosto de 2026, com instabilidades políticas e financeiras no mundo, a cotação do preço do ouro pelo fundo GOLD11, um ETF (Exchange Traded Fund, ou fundos de índice), teve valorização superior a 25%.[1]
[1]Fonte > https://investidor10.com.br/etfs/gold11/
O investimento em fundo ouro tem seus custos. O mais comum é a taxa de administração, responsável por remunerar o gestor profissional do fundo. Outra cobrança que pode surgir é a taxa de performance, que serve como prêmio ao gestor quando superar metas.
Existem três tipos de fundo em ouro disponíveis no mercado, cada um com uma estratégia de alocação do patrimônio diferente. São eles:
Existem três tipos de fundo em ouro disponíveis no mercado, cada um com uma estratégia de alocação do patrimônio diferente. São eles:
O fundo ouro em real é voltado ao valor do metal em moeda brasileira. O risco do investidor, portanto, se resume à valorização ou desvalorização do ouro e aos contratos futuros na moeda nacional. Por estar centrado no real, o investimento está livre das variações cambiais e da oscilação do dólar, o que pode ser uma vantagem em tempos de incerteza no mercado cambial.
O fundo ouro em real + CDI tenta alcançar resultados melhores que o fundo em real. Para isso, adiciona ao preço do ouro em real também a rentabilidade do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que pode minimizar eventuais perdas caso o preço do ouro apresente oscilações negativas.
O fundo ouro + dólar busca rentabilidade a partir da variação do preço do ouro e do dólar, investindo em ativos que acompanham a variação de ambos. A exposição ao dólar, no entanto, pode não trazer estabilidade ao patrimônio, especialmente em razão das oscilações da moeda norte-americana.
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Conheça as principais vantagens de investir no fundo ouro.
Historicamente, o ouro tem pouca relação com ativos de renda variável tradicionais, como ações e fundos imobiliários (FIIS). Isso significa que o seu preço consegue se mover sem depender de outros ativos, o que ajuda a proteger a carteira de investimentos em tempos de crise econômica.
Liquidez é a capacidade de um ativo de se converter em dinheiro. Produtos ligados ao ouro têm alta liquidez e aceitação internacional. Isso facilita a negociação no mercado, abrindo portas para agilizar a compra e a venda do ouro.
O ouro é um recurso escasso, por isso tende a preservar seu valor ao passar do tempo. Suas propriedades físicas, que o mantém intacto ao longo do tempo, livre de corrosão e ferrugem, fazem dele uma reserva de valor durável. Isso o protege das oscilações do mercado, dos cenários econômicos incertos e dos períodos de recessão.
Conheça as principais vantagens de investir no fundo ouro.
Investir no fundo ouro também tem desvantagens, assim como acontece com qualquer outro investimento, e isso precisa ser considerado pelo investidor.
O fundo ouro costuma ter taxas de administração altas, em especial quando comparado à compra direta de ouro físico. Isso pode diminuir o retorno da aplicação.
O ouro não tende a perder valor, mas pode sofrer com oscilações do mercado, ainda que mínimas. Isso ocorre principalmente durante os períodos de estabilidade do mercado financeiro, quando o investimento em renda variável costuma subir (especialmente, em ações), levando o ouro a recuar.
O fundo ouro permite ter exposição à variação do metal por meio de um investimento financeiro, sem precisar comprar, transportar ou armazenar barras e moedas. Dependendo da estratégia, o fundo pode utilizar derivativos ou investir em ETFs relacionados ao ouro.
Já o ouro físico representa a posse direta do metal. Nesse caso, além da cotação, é preciso considerar custos e cuidados com compra, armazenamento, segurança e eventual venda.
| Característica | Fundo ouro | Ouro físico |
|---|---|---|
| Forma de investimento | Cotas de um fundo | Barras, moedas ou outros formatos |
| Armazenamento | Responsabilidade do fundo | Responsabilidade do proprietário |
| Liquidez | Depende das regras de resgate ou negociação | Depende de encontrar um comprador ou instituição |
| Custos | Taxa de administração e possíveis custos do produto | Compra, venda, armazenamento e segurança |
| Exposição ao ouro | Depende da estratégia do fundo | Direta |
O fundo ouro pode ser considerado por investidores que desejam diversificar a carteira e ter exposição a um ativo diferente de ações, renda fixa e outros investimentos tradicionais.
Ele pode fazer sentido para quem:
busca diversificação do patrimônio;
entende que a cotação do ouro pode subir ou cair;
procura uma alternativa de ouro como reserva de valor;
tem objetivos de médio ou longo prazo;
não deseja comprar e armazenar ouro físico.
O investimento, porém, não deve ser encarado como uma aplicação de rendimento garantido. A cotação do ouro sofre influência de fatores econômicos e do mercado internacional, e o desempenho passado não garante resultados futuros.
O fundo ouro não oferece uma rentabilidade mensal fixa. O resultado depende da variação do ouro, da estratégia adotada pelo fundo, do câmbio quando houver exposição cambial e dos custos do investimento.
Como referência, o Gold11 teve rentabilidade de 26,53% em 12 meses. Se esse retorno fosse distribuído de maneira uniforme ao longo de 12 meses — o que não acontece na prática — equivaleria a cerca de 2,21% ao mês. Nesse cenário hipotético, R$ 1.000 chegariam a aproximadamente R$ 1.022,10 após um mês, antes de impostos e outros custos.
É importante não interpretar esse cálculo como uma previsão. Em 2026, por exemplo, o próprio fundo teve meses positivos e negativos.
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Data de publicação 15 de setembro de 202610 minutos de leitura
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Data de publicação 15 de setembro de 202611 minutos de leitura