Atividades de educação financeira para crianças: como ensinar ...
Atividades de educação financeira para crianças: como ensinar o valor do dinheiro desde cedoData de publicação 16 de janeiro de 202610 minutos de leitura
Atualizado em: 7 de janeiro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é um dos tributos mais presentes no dia a dia no Brasil. Ele é cobrado pelos estados e incide sobre operações como a venda de produtos, o transporte de mercadorias entre municípios ou estados e a prestação de serviços de comunicação.
Os valores arrecadados com o ICMS são uma das principais fontes de receita dos governos estaduais e ajudam a financiar áreas como saúde, educação e segurança pública.
Na prática, o imposto fica embutido no preço final dos produtos e serviços. Por isso, influencia tanto o valor pago pelo consumidor quanto o planejamento financeiro de quem vende.
A arrecadação do ICMS ocorre em cada etapa da circulação de um produto ou serviço. Embora o imposto esteja embutido no preço final, são as empresas que fazem o recolhimento e o repasse ao estado.
O funcionamento segue o modelo de crédito e débito. Quando uma empresa compra uma mercadoria, ela acumula crédito de ICMS. Ao vender, gera débito. No fim do período, paga-se somente a diferença entre o imposto devido nas vendas e o já pago nas compras.
Exemplo prático: uma empresa compra um produto por R$ 100 e paga R$ 18 de ICMS. Depois, vende o mesmo produto por R$ 200, com ICMS de R$ 36. Nesse caso, o valor a recolher será de R$ 18, que corresponde à diferença entre o imposto da venda e o crédito da compra.
Esse sistema evita a cobrança em cascata e ajuda a manter mais equilíbrio na formação de preços.
A Reforma Tributária propõe mudanças importantes na forma de tributação do consumo no Brasil. Hoje, impostos como ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins têm regras diferentes, o que torna o sistema complexo e oneroso.
Com a reforma, será adotado um modelo baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), já utilizado em diversos países. Nesse novo formato, o ICMS e o ISS serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
A transição será gradual. A partir de 2026, o IBS começará a ser aplicado de forma experimental, enquanto o ICMS seguirá em vigor. Entre 2029 e 2032, as alíquotas do ICMS serão reduzidas progressivamente, ao mesmo tempo em que o IBS ganhará espaço. A previsão é que, em 2033, o ICMS deixe de existir na forma atual.
Leia também I O que é tributo e qual a relação com taxa e imposto
Além do ICMS, existem outros tributos que incidem sobre produtos e serviços em diferentes esferas do país.
O Imposto Sobre Serviços (ISS), por exemplo, é municipal e incide sobre a prestação de serviços. Já o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é federal e se aplica à produção e importação de produtos industrializados.
Há também o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), contribuições federais que incidem sobre o faturamento das empresas para financiar a seguridade social.
Vale lembrar que eles também sofrerão mudanças na transição proposta pela Reforma Tributária. A ideia é que todos os tributos federais sejam substituídos gradualmente pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
Devem recolher o ICMS as pessoas jurídicas que realizam operações de circulação de mercadorias ou prestação de serviços sujeitos ao imposto, como:
As regras podem variar conforme a legislação de cada estado, o que torna importante acompanhar as normas locais.
O cálculo do ICMS é feito aplicando a alíquota definida pelo estado sobre o valor da operação. As alíquotas variam conforme o tipo de produto ou serviço.
O processo é simples:
Exemplo: se um produto custa R$ 200 e a alíquota é de 18%, o ICMS da venda será R$ 36.
Manter o controle fiscal em dia é essencial para evitar problemas com impostos e garantir a saúde financeira da empresa. Algumas práticas que fazem grande diferença no dia a dia são:
registrar todas as operações: anote compras, vendas, pagamentos e recebimentos com detalhes, incluindo notas fiscais e comprovantes.
controlar o fluxo de caixa: saiba exatamente quanto entra e sai, prevendo o pagamento de impostos e evitando surpresas.
separar contas pessoais e da empresa: isso facilita a organização e evita erros na apuração fiscal.
usar ferramentas digitais: sistemas de gestão financeira ajudam a calcular impostos automaticamente, gerar relatórios e emitir notas fiscais.
revisar prazos e alíquotas: fique atento às datas de recolhimento e às alíquotas aplicáveis para não pagar multas.
Compreender impostos como o ICMS ajuda a enxergar com mais clareza como os preços são formados e como as decisões de consumo impactam o orçamento. Esse tipo de conhecimento é parte essencial da educação financeira e contribui para escolhas mais conscientes no dia a dia.
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