Como monitorar seu score 24h de forma prática e segura
Como monitorar seu score 24h de forma prática e seguraData de publicação 22 de agosto de 202510 minutos de leitura
Atualizado em: 13 de agosto de 2025
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 13 minutosTexto de: Time Serasa
Os preços mudam o tempo todo. Quem vai ao mercado, abastece o carro ou paga a mensalidade da escola percebe no bolso. Quando os aumentos ocorrem com frequência, muita gente diz que “a inflação está alta”. Mas como saber se isso é verdade? E como medir o aumento dos preços? É aí que entra o IPCA.
Entenda aqui o que significa, como é calculado e por que esse índice é tão importante para a economia e para o dia a dia de quem trabalha, paga contas e tenta organizar o orçamento familiar.
IPCA é a sigla para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Pode parecer um nome técnico, mas, na prática, serve para algo simples: mostrar se os preços no Brasil estão subindo, caindo ou se mantendo estáveis ao longo do tempo.
Esse índice é usado como medidor oficial da inflação no país e mostra a variação dos preços de produtos e serviços que fazem parte do dia a dia da maioria das famílias brasileiras: arroz, feijão, pão, gasolina, conta de luz, passagem de ônibus, mensalidade escolar e plano de saúde, por exemplo.
O IPCA foi criado para refletir o custo de vida da população urbana com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. Isso abrange desde pessoas com renda mais baixa até quem está na faixa da classe média alta, tornando o índice um retrato amplo da realidade de consumo no Brasil.
Por ser o índice oficial da inflação no Brasil, o IPCA serve como base para decisões importantes: o Banco Central usa o indicador para definir a taxa de juros, empresas o utilizam para reajustar salários e contratos, e até investimentos como o Tesouro Direto são atrelados a ele.
O IPCA mostra o quanto o dinheiro perdeu valor e como está mais caro viver no Brasil. Entender as variações ajuda qualquer pessoa a planejar suas finanças.
O IPCA é calculado todos os meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o órgão responsável por levantar os preços de produtos e serviços em várias cidades do país. Mas como eles conseguem chegar a esse número?
Funciona mais ou menos assim: o IBGE mantém uma lista com centenas de produtos e serviços que representam os principais gastos das famílias brasileiras nas grandes cidades. Na lista estão itens como arroz, gasolina, plano de saúde, energia elétrica, passagem de ônibus, mensalidade escolar, remédios, roupas, serviços de beleza e outros.
Todos os meses, os pesquisadores do IBGE vão a mais de 30 mil estabelecimentos, como supermercados, lojas, farmácias, postos de gasolina e outros estabelecimentos para anotar os preços dos itens. Depois, comparam com os preços do mês anterior e calculam de quanto foi o aumento (ou a queda) dos preços em média.
Cada item da lista tem um peso diferente no cálculo do índice, de acordo com o quanto ele pesa no orçamento das famílias. Alimentação e transporte, por exemplo, costumam ter mais peso, porque representam um gasto maior. Já itens como lazer ou vestuário têm peso menor.
Depois de feita a coleta de preços, o IBGE organiza e calcula a variação dos preços. O resultado é o IPCA do mês, que mostra se, em média, o custo de vida ficou mais caro, mais barato ou se permaneceu estável.
Se os preços subiram, por exemplo, o IPCA sobe. Se os preços ficaram estáveis ou caíram, o IPCA também reflete o movimento. Ou seja: ele é uma fotografia da inflação no país, atualizada mês a mês.
Nas últimas décadas, o país passou por momentos bem diferentes em relação aos preços. Houve períodos em que os preços subiam muito rápido, deixando tudo mais caro em questão de meses, e momentos em que a inflação ficou mais controlada e previsível.
O fato é que acompanhar o índice ajuda a entender o que esperar dos preços no dia a dia. Ao longo das últimas décadas, é possível resumir o comportamento do IPCA da seguinte maneira:
Período | Características principais | Impacto no dia a dia das famílias |
---|---|---|
Anos 1980 e início dos 1990 | inflação muito alta (hiperinflação), com aumento rápido dos preços | dificuldade para planejar gastos preços subiam várias vezes ao mês |
1994 | implantação do Plano Real controle da inflação | estabilização dos preços maior segurança para planejar finanças |
Anos 2000 e começo dos 2010 | inflação controlada, com IPCA entre 4% e 6% ao ano | preços subiam de forma moderada famílias conseguiam se ajustar melhor |
2015 e 2016 | crises econômicas e políticas IPCA ultrapassou 10% | preços dispararam aumento de contas básicas como energia e gasolina |
2020 (pandemia de covid-19) | inflação caiu por redução do consumo | preços ficaram mais estáveis, mas incertezas econômicas aumentaram |
2021 e 2022 | inflação voltou a subir devido à alta nos preços de alimentos e combustíveis | aumento no custo de vida orçamento familiar apertado |
2023 e início de 2024 | inflação desacelerou e se aproximou da meta do governo (cerca de 3,5% ao ano) | melhora no poder de compra maior previsibilidade para orçamento |
Leia também | Planeje-se com a Tabela Financeira da Serasa
O IPCA é muito mais do que um número que aparece no noticiário. Trata-se de uma referência que afeta a vida das pessoas e o funcionamento da economia do país.
Saber mais a respeito do índice ajuda a entender por que os preços sobem, como o governo age para controlar a economia e qual o impacto no seu bolso.
Confira o papel do IPCA na economia do país e as implicações para o consumidor.
O governo acompanha o IPCA para entender como os preços se comportam no dia a dia das famílias. Quando o IPCA mostra que os preços estão subindo muito rápido, isso sinaliza que a inflação está alta, o que pode prejudicar o poder de compra das pessoas e gerar instabilidade econômica.
Para tentar conter a alta dos preços, o Banco Central pode aumentar a taxa básica de juros, a Selic. Isso porque juros mais altos fazem com que empréstimos e financiamentos fiquem mais caros, diminuindo o consumo e ajudando a frear o aumento dos preços. É uma forma de controlar a inflação para que ela não saia do controle.
Quando o IPCA está baixo e a economia, desacelerada, o Banco Central pode reduzir os juros para estimular o consumo e os investimentos. Juros mais baixos tornam os empréstimos mais acessíveis e incentivam pessoas e empresas a gastar e investir, ajudando a aquecer a economia.
Além disso, o IPCA serve de base para reajustes em contratos, aluguéis, tarifas públicas e até aposentadorias.
Para quem cuida das contas da casa, o IPCA funciona como um termômetro do custo de vida. Se o índice sobe, quer dizer que, em média, preços de alimentos, transporte, energia, saúde, educação e outros itens essenciais estão ficando mais caros, o que aperta o orçamento das famílias.
O aumento afeta desde as compras no supermercado até as contas fixas mensais. Por isso, quando o IPCA sobe muito, as pessoas precisam planejar melhor os gastos para conseguir fechar as contas.
O IPCA serve ainda de base para definir os reajustes salariais, o que ajuda a garantir que o salário do trabalhador acompanhe a alta dos preços, preservando o poder de compra. Sem esse ajuste, o dinheiro perde valor, e o trabalhador compra menos com o mesmo salário.
Já para quem investe, o IPCA é uma referência fundamental. Muitos investimentos, principalmente os de renda fixa, oferecem uma rentabilidade que acompanha a inflação. Significa que o investidor tem seu dinheiro protegido contra a perda do poder de compra, garantindo um ganho real. Ou seja: acima da inflação.
Leia também | Organização financeira para 2025: dicas essenciais
O IPCA é o índice de inflação mais conhecido e usado no Brasil, mas não é o único. Existem outros índices que medem a variação dos preços, cada um com suas características e usos específicos.
Para entender o que cada índice mostra e para que serve, é preciso entender as diferenças:
Índice | O que mede | Público-alvo / Uso principal | Período de coleta | Onde é mais usado |
---|---|---|---|---|
IPCA | Variação dos preços ao consumidor | Famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos | Mês completo | Medidor oficial da inflação; base para política econômica e reajustes diversos |
INPC | Variação dos preços ao consumidor | Famílias com renda de 1 a 5 salários-mínimos | Mês completo | Reajuste do salário-mínimo e benefícios previdenciários |
IPCA-15 | Prévia do IPCA | Famílias com renda de 1 a 40 salários-mínimos | Do dia 15 do mês anterior até o dia 15 do mês atual | Indicador antecipado da inflação mensal para planejamento |
IGP-M | Variação de preços no atacado, construção e consumidor | Setores da indústria, comércio e construção | Mês completo | Reajuste de contratos de aluguel, tarifas públicas e contratos comerciais |
Leia também | O que significa e para que serve o índice IPC-S
O Serasa Ensina é o canal da Serasa no YouTube, criado para descomplicar a educação financeira por meio de conteúdos atualizados toda semana. Os vídeos te ajudam a cuidar do seu dinheiro, negociar dívidas, proteger-se contra fraudes, aumentar seu Serasa Score, economizar na rotina, organizar as finanças e muito mais!
Data de publicação 22 de agosto de 202510 minutos de leitura
Data de publicação 22 de agosto de 20253 minutos de leitura
Data de publicação 22 de agosto de 20258 minutos de leitura