Parcelamento de compras: quando fazer?
Parcelamento de compras: quando fazer?Data de publicação 26 de março de 20268 minutos de leitura
Publicado em: 26 de março de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 8 minutosTexto de: Time Serasa
Conteúdo assinado por: Gil do Vigor
Gilberto Nogueira é economista e PhD em Economia pela Universidade da Califórnia (UC Davis). Com trajetória marcada por superação e autenticidade, ele se destaca por traduzir conceitos complexos da economia em uma linguagem acessível e envolvente. Atua como educador financeiro e influenciador, promovendo inclusão, conscientização e empoderamento por meio da educação econômica.
Gilberto Nogueira é economista e PhD em Economia pela Universidade da Califórnia (UC Davis). Com trajetória marcada por superação e autenticidade, ele se destaca por traduzir conceitos complexos da economia em uma linguagem acessível e envolvente. Atua como educador financeiro e influenciador, promovendo inclusão, conscientização e empoderamento por meio da educação econômica.
Se você é da minha geração, 30+, tenho que certeza que já ouviu seus pais contando histórias impressionantes sobre a inflação do começo dos anos 1990 no Brasil! Naquela época, o preço dos produtos aumentava todo dia, e fazer o salário render era uma missão quase impossível.
Mais de 30 anos depois, a inflação no Brasil está muito mais controlada, mas ela ainda é um ponto de atenção importante. Inflação alta gera um efeito cascata na economia, e o impacto começa dentro da nossa casa, no nosso poder de compra.
Entender direitinho o que é inflação é fundamental pra gente avaliar o cenário econômico do nosso país.
Na prática todo mundo sabe o que é inflação: aquele seu iogurte preferido, que custava R$ 4 um tempo atrás, hoje custa R$ 5,90. E ir ao mercado com R$ 50 rende uma sacolinha cada vez menor.
Inflação é o aumento do preço de bens e serviços, que vai “atualizando” o valor do dinheiro. Antigamente uma nota de R$ 10 valia muito mais do que hoje.
É por conta da inflação que os salários têm atualização anual – para que o poder de compra do trabalhador possa ser recuperado. E é por isso que quem guarda dinheiro debaixo do colchão está lascado! No Brasil, o dinheiro que não está investido perde valor.
O principal índice brasileiro para medir o aumento de preços é o IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor, considerado a inflação oficial. Ele é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base na atualização dos valores da cesta de compras de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e no peso que esses itens têm no orçamento.
Por exemplo: se um tipo de produto teve um aumento de 25% em um ano, mas ele não for muito importante na cesta média da família brasileira, essa variação não terá tanto impacto na taxa de inflação.
O IBGE avalia preços destes segmentos:
Transporte
Alimentação e bebidas
Habitação
Saúde e cuidados pessoais
Despesas pessoais
Educação
Comunicação
Vestuário
Artigos de residência
Mesmo que os boletos de luz, água e gás sejam inevitáveis, dá para economizar e pagar um pouquinho menos em cada um deles, reduzindo o consumo. Confira algumas dicas:
Espere acumular as roupas para lavar na máquina sempre com a carga cheia.
Use lâmpadas de LED.
Abra bem as cortinas e aproveite a luz natural.
Feche a torneira enquanto ensaboa a louça ou escova os dentes.
Reduza o tempo de banho. Se for preciso, use um timer.
Ao cozinhar, tampe as panelas para acelerar o processo.
Quando for usar o forno, seja a gás ou elétrico, aproveite para assar mais de um prato.
De acordo com o IBGE, a inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 4,44%. Isso significa que, em média, as coisas estão 4,44% mais caras que um ano atrás.
Essa variação é medida todos os meses e o número flutua conforme o período econômico. Dá uma olhada em como ficou a inflação nos últimos anos:
| Ano | Inflação oficial |
|---|---|
| 2025 | 4,26% |
| 2024 | 4,83% |
| 2023 | 4,62% |
| 2022 | 5,79% |
| 2021 | 10,06% |
| 2020 | 4,52% |
| 2019 | 5,79% |
| 2018 | 3,75% |
| 2017 | 2,95% |
| 2016 | 6,29% |
| 2015 | 10,67% |
Fonte: Banco Central
A teoria econômica fala que a inflação está relaciona à oferta e demanda. Quando há escassez de um tipo de produto ele fica mais caro, e quando tem boa oferta os itens ficam mais baratos.
Por mais que essa relação exista, ela não funciona de forma tão direta. A alta dos preços tem múltiplas causas, como custo de produção, variação de câmbio, políticas fiscais e monetárias e até insegurança do mercado frente ao governo.
Ou seja, se os preços estão altos, não basta a população parar de comprar para tudo se resolver. A inflação é bem mais complexa que isso.
Você sabia que a inflação influencia até na taxa do seu empréstimo? Na economia, a inflação e taxa Selic fazem uma espécie de dança: o movimento de uma reflete na outra.
A Selic é tipo a mãe da taxa de juros do Brasil, que guia as demais taxas aplicadas. A definição dela, feita pelo Comitê de Política Monetária (Copom), serve como um instrumento para conter a inflação.
Funciona assim: se a inflação está alta, a taxa sobe e o crédito fica mais caro. Dessa forma, o consumo é desestimulado e a pressão sobre os preços diminui. Se a inflação está controlada, a taxa é reduzida, fica mais fácil conseguir empréstimos e financiamentos e a economia é estimulada.
Taxa Selic aumenta.
Fica mais caro conseguir crédito.
Poder de compra diminui.
Aplicações financeiras rendem mais.
Taxa Selic diminui.
As taxas de crédito ficam mais baixas.
Poder de compra melhora.
Aplicações financeiras rendem menos
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Data de publicação 26 de março de 20268 minutos de leitura
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