CNH Social DF: quem tem direito e como obter a carteira de mot...
CNH Social DF: quem tem direito e como obter a carteira de motorista gratuitaData de publicação 10 de fevereiro de 20267 minutos de leitura
Atualizado em: 19 de outubro de 2023
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Abrir uma empresa no Brasil exige alguns passos importantes. Entender como abrir uma empresa de forma regularizada ajuda a escolher o tipo societário, o regime tributário e organizar o registro do CNPJ.
Esse planejamento inicial permite prever necessidades, organizar recursos, estruturar o modelo de negócio e reduzir riscos.
Ao planejar a abertura de um negócio, é essencial definir o tipo de empresa mais adequado ao perfil do empreendimento.
Essa escolha impacta diretamente no limite de faturamento, no regime de impostos, na quantidade de funcionários e até na proteção do patrimônio pessoal do empreendedor. Cada modalidade possui regras e vantagens próprias:
O Microempreendedor Individual (MEI) é a forma mais simples e econômica de formalizar um negócio. Ele foi criado para quem trabalha sozinho e quer emitir nota fiscal sem complicação.
Nele, é permitido faturar até R$ 81 mil por ano e todos os impostos são pagos em uma única guia mensal, o que facilita bastante a rotina do pequeno empreendedor.
Apesar de permitir a contratação de apenas um funcionário e ter algumas restrições de atividades, é uma escolha prática para negócios que estão começando e precisam de baixo custo e pouca burocracia.
A Microempresa (ME) atende empreendimentos que já exigem uma estrutura um pouco maior.
Com limite de faturamento anual de até R$ 360 mil, ela permite a contratação de mais funcionários e oferece a possibilidade de adesão ao Simples Nacional, que simplifica o pagamento de impostos.
Por aceitar praticamente todas as atividades econômicas, é uma opção indicada para negócios que ultrapassam os limites do MEI ou que começam com expectativas de crescimento mais acelerado.
A Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) e a Sociedade Limitada (LTDA) são formatos voltados para empresas que buscam mais segurança jurídica e flexibilidade na organização societária.
A SLU é uma versão da LTDA com apenas um sócio, sem exigência de capital mínimo e com proteção ao patrimônio pessoal do proprietário. Isso a torna uma ótima opção para quem empreende sozinho e deseja uma estrutura mais robusta.
Já a LTDA tradicional é formada por dois ou mais sócios, na qual cada um responde apenas pelo valor que investiu na empresa. Esse modelo é amplamente utilizado no Brasil, por sua flexibilidade e pela possibilidade de atender desde pequenos negócios até empresas de maior porte.
Ambos os formatos permitem atuar em praticamente todas as atividades e podem adotar diferentes regimes tributários, como Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.
Definido o tipo de empresa, o próximo passo é escolher o regime tributário. É essa decisão que determina como os impostos serão calculados, quais obrigações acessórias a empresa terá e quanto pagará mensalmente ao governo.
No Brasil, existem três regimes principais:
Simples Nacional: é o regime mais utilizado por micro e pequenas empresas, por reunir diversos impostos em uma única guia mensal. Ele costuma oferecer alíquotas mais baixas para empresas de menor porte e tem uma rotina fiscal simplificada.
Lucro Presumido: indicado para empresas com faturamento maior e modelo operacional estável. Nele, o governo presume o lucro da empresa com base na atividade exercida e calcula os impostos a partir disso. Pode ser vantajoso para negócios com margens de lucro mais altas e custos de operação reduzidos.
Lucro Real: obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões anuais ou que atuam em setores específicos. Aqui, os impostos incidem sobre o lucro real, ou seja, o faturamento menos as despesas dedutíveis. É o regime mais complexo, mas pode ser interessante para empresas com grandes gastos operacionais.
Além da modalidade da empresa e do regime tributário, é preciso definir a atividade econômica principal e secundária do negócio.
Trata-se dos códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que identificam oficialmente o que a empresa faz e, em alguns casos, determinam o regime tributário e as licenças necessárias para o funcionamento.
Para fazer essa definição, é preciso analisar exatamente quais serviços ou produtos serão oferecidos e verificar quais códigos correspondem a essas atividades. Feito isso, já dá para iniciar o processo prático de abertura de CNPJ.
Para quem se enquadra como MEI, o processo de abertura é o mais simples e totalmente online. Basta acessar o Portal do Empreendedor, fazer login com a conta gov.br e preencher os dados solicitados.
A emissão do CNPJ e do Certificado de Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI) acontece na hora, sem necessidade de análise prévia.
Vale ressaltar que em alguns casos é necessário fazer inscrição municipal ou estadual para conseguir emitir nota fiscal.
Leia também I Como emitir nota fiscal para MEI: conheça as novas regras
Depois de emitir o CNPJ e regularizar tudo, começa a parte mais importante: fazer o negócio acontecer na prática. Para isso, é preciso organizar gestão, finanças, marketing e processos a fim de garantir que ela cresça de forma sustentável.
Depois de emitir o CNPJ e regularizar tudo, começa a parte mais importante: fazer o negócio acontecer na prática. Para isso, é preciso organizar gestão, finanças, marketing e processos a fim de garantir que ela cresça de forma sustentável.
Algumas dicas são:
Estruturar o financeiro desde o primeiro dia. Mantenha uma conta bancária específica para o negócio, registre entradas e saídas e planeje o fluxo de caixa. Isso evita confusão com gastos pessoais e ajuda a enxergar a saúde financeira da empresa com clareza.
Definir processos básicos de atendimento e operação. Mesmo negócios pequenos precisam de organização. Crie um padrão para atender clientes, entregar serviços e gerenciar pedidos. Isso melhora a experiência do cliente e evita retrabalhos.
Organizar a emissão de notas e obrigações fiscais. Entenda como emitir notas fiscais, quais impostos devem ser pagos e os prazos mensais. Se possível, conte com um contador para evitar erros e manter tudo em dia.
Fazer um planejamento de marketing básico. Defina quem é seu público, o que você vende e como quer ser percebido. Tenha uma estratégia simples para atrair clientes, seja por anúncios, redes sociais, indicações ou parcerias.
Monitorar resultados e ajustar o que for necessário. Com o tempo, avalie o que está funcionando e o que não está. Ajustar processos, preços e estratégias faz parte do crescimento natural de qualquer negócio.
Depois de entender como abrir uma empresa e organizar a parte burocrática, é importante cuidar também da reputação financeira de quem está por trás do CNPJ.
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