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Salário-família 2026: saiba como solicitar

O salário-família é um benefício previdenciário pago a quem tem filhos ou dependentes. Conheça os valores e as regras.

Publicado em: 29 de setembro de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 14 minutos

Texto de: Time Serasa

Cofre em formato de porquinho, com um homem colocando uma moeda dentro dele

Se você tem filhos ou dependentes e uma renda mais baixa, o salário-família pode representar um alívio extra no orçamento todo mês. Esse benefício previdenciário é pago junto com o salário, sem custo para a empresa, e ajuda a cobrir despesas com crianças e adolescentes.

Este guia reúne quem tem direito ao salário-família 2026, quem fica de fora, o valor atual, como o benefício é calculado e pago, como manter o direito ao longo do ano e o que fazer se o pagamento não cair.

Assista | Como se inscrever no Cadastro Único - Serasa Ensina

O que é o salário-família?

O salário-família é um benefício pago mensalmente aos trabalhadores de baixa renda com filhos ou dependentes, para ajudar a cobrir os custos básicos de sustento desses dependentes.

Benefícios sociais, como esse e o Bolsa Família, são uma forma de proteção social que busca garantir um mínimo de condições de vida digna para as famílias mais vulneráveis.

Quem tem direito ao salário-família?

O direito ao salário-família é restrito a determinados grupos de trabalhadores. Para receber o benefício é preciso se encaixar nos seguintes critérios:

  1. Ser trabalhador de baixa renda com carteira assinada: o benefício é destinado aos trabalhadores formais, com contrato de trabalho registrado em carteira. Para ter direito ao salário-família, o trabalhador deve estar dentro do limite de renda estipulado pelo governo. Este limite é ajustado periodicamente, por isso é sempre importante consultar as regras mais recentes.

  2. Ser segurado do INSS: também têm direito ao salário-família os trabalhadores avulsos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

  3. Ter dependentes: o trabalhador deve ter filhos ou dependentes que se encaixem nos critérios estabelecidos pelo governo, como idade ou condição de saúde específicas.

Resumo de critérios para ter direito ao salário-família


Requisito Descrição
Dependentes Filhos, enteados ou menores sob guarda. São elegíveis dependentes saudáveis até 14 anos, ou deficientes de qualquer idade.
Limite de renda Em 2026, até R$ 1.980,38/mês (O valor é ajustado anualmente).
Vínculo CLT, trabalhador doméstico, contribuinte avulso ou beneficiário INSS.

Quem não tem direito ao salário-família?

Não têm direito ao salário-família:

  • ● quem recebe remuneração mensal acima do teto vigente (R$ 1.980,38 em 2026);
  • ● MEI e autônomo sem vínculo formal ou sindical;
  • ● desempregado, sem contrato de trabalho ativo;
  • ● quem tem apenas filhos com mais de 14 anos, sem deficiência;
  • ● quem não comprova a frequência escolar ou a atualização da caderneta de vacinação do dependente quando exigido.


Leia também | Como atualizar o Cadastro Único e não perder benefícios

Qual é o valor do salário-família em 2026?

Em 2026, o valor da cota do salário-família é de R$ 67,54 por filho ou dependente. Esse valor é pago a quem tem remuneração mensal de até R$ 1.980,38 (teto do salário-família). Esses valores foram atualizados pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026.

O benefício não é proporcional: quem recebe até o teto tem direito à cota integral por dependente; quem ultrapassa esse valor, mesmo que por pouco, perde o direito naquele mês. Por exemplo, um trabalhador com 2 filhos elegíveis recebe R$ 135,08 por mês (2 x R$ 67,54), somados ao salário normal.

Como é calculado o salário-família?

O cálculo do salário-família é simples: multiplique o valor da cota (R$ 67,54 em 2026) pelo número de filhos ou dependentes que têm direito ao benefício.

Por exemplo

Um trabalhador com 3 filhos menores de 14 anos recebe R$ 202,62 por mês (3 x R$ 67,54).

  • Se o trabalhador tiver mais de um vínculo empregatício, cada empregador paga a cota referente ao contrato correspondente, desde que a soma das remunerações não ultrapasse o teto do benefício. Caso a remuneração de um mês específico supere o limite (por exemplo, por causa de horas extras), o direito à cota é suspenso apenas naquele mês, retornando quando a renda voltar a ficar dentro do teto.

Como é feito o pagamento do salário-família?

O pagamento do salário-família é feito pela própria empresa, junto com o salário mensal do trabalhador, sem gerar custo adicional para o empregador. Isso porque o valor pago é posteriormente descontado das contribuições que a empresa recolhe ao INSS.

Para segurados do INSS que não têm vínculo com uma empresa, como trabalhadores avulsos e alguns aposentados, o pagamento é feito diretamente pelo INSS, junto com o benefício previdenciário ou por meio de requerimento no Meu INSS.

O valor também é pago sobre o 13º salário, mas não integra a base de cálculo de outras verbas trabalhistas, já que tem natureza previdenciária, e não salarial.

Como solicitar o salário-família?

O processo para solicitar o salário-família pode variar dependendo do vínculo empregatício e da categoria do trabalhador. Abaixo está um passo a passo geral para a solicitação do benefício:

  1. Verifique a elegibilidade: antes de iniciar o processo, confirme que você atende a todos os requisitos para o benefício, incluindo a faixa de renda e a situação do seu vínculo empregatício.

  2. Reúna a documentação necessária: junto os documentos exigidos para realizar o pedido do benefício.

  3. Preenchimento da requisição:

    ● para trabalhadores com carteira assinada, o pedido deve ser feito diretamente com o empregador, que fará a solicitação junto ao INSS.

    ● para segurados do INSS, o pedido pode ser feito por meio do site do INSS ou diretamente em uma agência da Previdência Social. O trabalhador deverá preencher o requerimento e entregar a documentação necessária. É importante nessa etapa saber informações como o número do Número de Identificação Social (NIS).

  4. Acompanhamento do pedido: após a solicitação, acompanhe o andamento do pedido pelo portal do INSS ou pelo seu empregador. Certifique-se de que todos os documentos foram recebidos e que não há pendências.

Quais documentos são necessários para receber o salário-família?

  • ● Documento de identificação do trabalhador (CPF e RG).
  • ● Certidão de nascimento dos filhos ou dependentes.
  • ● Carteira de Trabalho, para o primeiro cadastro.
  • ● Caso a criança tenha até seis anos, caderneta de vacinação ou equivalente.
  • ● Caso a criança tenha sete anos ou mais, comprovante de frequência à escola.
  • ● Dependente maior de 14 anos precisa de comprovação de invalidez, confirmada pela perícia médica do INSS.

Como solicitar o salário-família pelo Meu INSS?

Para solicitar o salário-família em 2026 via internet, siga o passo a passo abaixo:

  1. Entre na página do Meu INSS ou no aplicativo, que está disponível para Android e iOS.

  2. Faça login com seu usuário gov.br (se ainda não tiver um, aprenda como abrir uma conta gov.br).

  3. Clique no botão “Novo Pedido”.

  4. Digite “cadastrar ou atualizar dependentes”.

  5. Na lista, clique no nome do serviço/benefício.

  6. Leia o texto que aparece na tela e avance seguindo as instruções.

Como manter o salário-família e atualizar os documentos?

Para continuar recebendo o salário-família, é preciso manter a documentação atualizada junto ao empregador ou ao INSS:

  • ● Caderneta de vacinação: entregue semestralmente (em maio e novembro) para dependentes de até seis anos.
  • ● Comprovante de frequência escolar: entregue semestralmente para dependentes de sete a 14 anos.
  • ● Atualização cadastral: informe qualquer mudança de dependentes, como nascimento ou perda da condição de elegibilidade.
  • ● Perícia médica do INSS: necessária para comprovar e renovar a invalidez de dependentes maiores de 14 anos.

A falta de entrega desses documentos nos prazos pode suspender o pagamento até a regularização da pendência.

O que fazer quando o salário-família não é pago?

Se o salário-família não for pago, o primeiro passo é verificar com o RH ou o departamento pessoal da empresa se a documentação exigida (vacinação, frequência escolar) está atualizada e se a remuneração do mês está dentro do teto do benefício.

Caso a pendência não seja documental e a empresa mesmo assim não pagar, o trabalhador pode reclamar diretamente ao empregador, buscar orientação no sindicato da categoria ou registrar uma reclamação na Superintendência Regional do Trabalho. Para segurados do INSS sem vínculo com empresa, o acompanhamento deve ser feito pelo Meu INSS ou em uma agência da Previdência Social.

Como organizar o benefício no orçamento familiar?

O salário-família é um valor extra, mas pequenos cuidados ajudam a aproveitá-lo melhor e evitar aperto financeiro e endividamento:

  • ● Separe o valor para despesas fixas dos dependentes: use a cota para itens recorrentes, como material escolar, remédios ou alimentação infantil.
  • ● Não conte com o benefício para despesas variáveis: o valor pode ser suspenso caso a remuneração ultrapasse o teto em algum mês.
  • ● Acompanhe o extrato de pagamento: confira todo mês se o valor foi depositado corretamente junto ao salário.
  • ● Priorize dívidas em aberto: use parte do valor extra para reduzir dívidas com juros altos antes de outros gastos.
  • ● Guarde os documentos em dia: evite atrasos na vacinação ou frequência escolar que possam suspender o pagamento e desorganizar o orçamento.
  • ● Reavalie o orçamento a cada reajuste: o valor da cota muda todo ano, então vale atualizar o planejamento familiar.


Leia também | Orçamento familiar: a importância de planejar as finanças

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Perguntas frequentes sobre salário-família

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