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Previdência privada: como funciona e vale a pena?

Entenda de forma simples como funciona a previdência privada, quais são os tipos, como escolher o melhor plano e se realmente vale a pena para o futuro.

Atualizado em: 18 de dezembro de 2025

Categoria Consultar ScoreTempo de leitura: 10 minutos

Texto de: Time Serasa

Homem sênior relaxando e olhando pela janela em casa

Como funciona a previdência privada é uma dúvida comum entre pessoas que desejam organizar a aposentadoria com mais segurança. A previdência privada funciona como uma alternativa complementar ao INSS e permite acumular recursos ao longo dos anos para formar uma renda futura. 

O modelo foi criado para quem busca planejamento financeiro e deseja mais previsibilidade no longo prazo. A previdência privada é indicada para adultos que pretendem construir uma reserva estável, com regras claras e flexíveis. 

O entendimento sobre o funcionamento desse investimento é essencial para quem busca segurança e deseja comparar alternativas de aposentadoria. A previdência não substitui a aposentadoria pública, mas pode reforçar o orçamento e garantir maior tranquilidade no futuro. 

Assista: Como organizar as finanças?

O que é previdência privada e como funciona?

A previdência privada é um investimento voltado à aposentadoria, oferecido por bancos e seguradoras. O modelo permite acumular contribuições mensais ou esporádicas com o objetivo de formar um patrimônio. A quantia acumulada pode ser resgatada no futuro ou convertida em renda mensal. 

A previdência privada se diferencia do INSS porque não é uma obrigação legal e não depende de regras governamentais. O INSS exige contribuição contínua para garantir benefícios. Já a previdência privada oferece mais autonomia sobre valores aplicados, tempo de contribuição e forma de resgate. 

Seu funcionamento ocorre em duas fases, na primeira na fase de acúmulo e a fase de recebimento. Na fase de acumulação, o investidor realiza aportes. Na fase de recebimento, ocorre o saque integral ou a conversão em renda. 

Quais os tipos de previdência privada?

Os principais tipos de previdência privada são PGBL e VGBL. Ambos funcionam de forma semelhante, mas com diferenças importantes na tributação e na indicação ideal para cada perfil. 

PGBL

O PGBL é indicado para pessoas que fazem declaração completa no Imposto de Renda. Nesse plano, o valor investido pode ser deduzido da base de cálculo do IR em até 12% da renda anual. A tributação incide sobre o total acumulado no momento do resgate. 

O PGBL funciona como uma forma de reduzir o imposto ao longo do ano, permitindo planejar melhor o pagamento de tributos. Para quem contribui com INSS e utiliza a declaração completa, o PGBL costuma ser a escolha mais eficiente. 

VGBL

O VGBL é indicado para quem utiliza declaração simplificada ou é isento. Neste modelo, o imposto incide apenas sobre o rendimento acumulado, e não sobre o total investido. Essa característica pode garantir economia na fase de resgate. 

O VGBL é flexível e funciona bem para prazos longos. O plano também costuma ser utilizado por quem deseja investir valores altos sem impacto direto na declaração anual. 

Tabela comparativa entre PGBL e VGBL

O VGBL é indicado para quem utiliza declaração simplificada ou é isento. Neste modelo, o imposto incide apenas sobre o rendimento acumulado, e não sobre o total investido. Essa característica pode garantir economia na fase de resgate. 

O VGBL é flexível e funciona bem para prazos longos. O plano também costuma ser utilizado por quem deseja investir valores altos sem impacto direto na declaração anual. 

Característica PGBL VGBL
Tributação Sobre o total acumulado Apenas sobre rendimentos
Indicação Declarantes do IR completo Declarantes simplificados ou isentos
Dedução Até 12% da renda anual Sem dedução
Perfil Contribuintes do INSS Investidores de longo prazo

Como funciona a tributação da previdência privada?

A previdência privada possui dois regimes de tributação: progressivo e regressivo. A escolha deve ser feita no momento da contratação, e a decisão impacta diretamente os valores de resgate. 

Regime progressivo

No regime progressivo, o imposto segue a tabela tradicional do Imposto de Renda. As alíquotas variam conforme o valor do resgate ou renda mensal. O regime é indicado para quem pretende resgatar valores menores ou utilizar o plano como renda mensal tributada em faixas baixas. 

Regime regressivo

O regime regressivo reduz a alíquota ao longo dos anos. O percentual começa em 35% e pode chegar a 10% após 10 anos de aplicação. O modelo é indicado para quem deseja investir por prazos mais longos. 

Quanto rende a previdência privada?

O rendimento da previdência depende do plano, do fundo escolhido e da política de investimentos. Existem planos de renda fixa, multimercados e modelos mais conservadores. Os resultados variam conforme as condições do mercado. 

Usar uma calculadora de rentabilidade, nesse contexto, pode ajudar o trabalhador a ter uma base sobre rendimentos possíveis. Nesses casos, a ferramenta deve apresentar cenários personalizados, permitindo comparar prazos e taxas. O usuário pode simular aportes mensais ou valores iniciais. 

Quantos anos preciso contribuir para me aposentar?

O tempo de contribuição varia conforme o objetivo. A previdência privada não possui regras rígidas como o INSS. O investidor pode contribuir por cinco, dez, vinte anos ou mais. A decisão depende do valor desejado para aposentadoria e do tipo de renda escolhida. 

A flexibilidade, nesse cenário, é um diferencial importante. A previdência permite pausar aportes, aumentar valores ou realizar contribuições extras conforme a necessidade. 

Vantagens e desvantagens da previdência privada

A previdência privada apresenta vantagens e desvantagens para os trabalhadores. A seguir, confira algumas delas: 

Vantagens

  • Flexibilidade de tempo e valor de contribuição 
  • Possibilidade de sucessão facilitada 
  • Incentivos fiscais para quem utiliza IR completo (PGBL) 
  • Opção de renda vitalícia no futuro 

Desvantagens

  • Taxas podem reduzir a rentabilidade 
  • Resgates antecipados podem resultar em impostos maiores 
  • Rentabilidade inferior a investimentos mais agressivos 

Previdência privada ou poupança: qual vale mais a pena?

A previdência privada tende a oferecer melhores resultados no longo prazo. A poupança apresenta rendimento baixo e não acompanha a inflação. Em cenários comparativos, a previdência costuma levar vantagem principalmente em prazos longos. 

Comparativos envolvendo CDBs, Tesouro Direto e LCAs ajudam a visualizar diferenças de liquidez, risco e retorno. Investimentos como Tesouro IPCA+ podem complementar planos de aposentadoria e reforçar a carteira. 

Como escolher o melhor plano de previdência?


  • Definir se o objetivo é aposentadoria ou sucessão 

  • Escolher entre PGBL e VGBL conforme o IR 

  • Avaliar prazos e metas 

  • Verificar taxas de administração e carregamento 

  • Analisar o histórico do fundo 

  • Comparar alternativas com outros investimentos 

Esse checklist facilita a escolha do plano mais adequado, considerando perfil, objetivo e prazo. 

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Perguntas frequentes sobre previdência privada

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