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Golpes financeiros mais comuns: como identificar e se proteger em 2026

Conheça os principais golpes financeiros do momento, veja exemplos reais.

Atualizado em: 18 de dezembro de 2025

Categoria Consultar CPFTempo de leitura: 12 minutos

Texto de: Time Serasa

idoso chateado segurando cartão de crédito por laptop tendo problemas de preocupação com dados de segurança financeira ou segurança de pagamento on-line. Cliente bancário preocupado com problema com cartão de crédito, ameaça de fraude finan

Os golpes financeiros mais comuns ficam a cada dia mais sofisticados e difíceis de perceber. Em 2025, o Brasil registrou milhões de tentativas de fraude, muitas delas ligadas ao setor bancário. Esses casos impactam diretamente o orçamento das famílias e podem atrasar planos importantes. 

Por isso, conhecer os golpes financeiros mais comuns, entender como funcionam e reconhecer sinais de alerta é uma forma importante de proteção. A seguir, confira exemplos atuais, mensagens típicas usadas por golpistas e um passo a passo de ação em caso de suspeita ou confirmação de fraude. 

Assista | 3 tipos de golpes que você precisa ficar sempre alerta!


Quais são os golpes financeiros mais comuns atualmente?

Os golpes mais recorrentes combinam abordagens digitais, técnicas de convencimento e uso de dados vazados. Entre eles, aparecem com frequência o golpe do WhatsApp, a falsa central de atendimento, vendas enganosas e fraudes com Pix. 

Golpe da falsa central de atendimento

Criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras e usam informações reais para gerar confiança. Muitas vezes, a ligação aparece com um número semelhante ao do banco, técnica conhecida como spoofing (simulação de número de telefone). 

A pessoa recebe ligação sobre uma compra suspeita ou movimentação estranha e o suposto atendente orienta a instalar um “aplicativo de segurança” ou a “transferir o saldo para uma conta segura”. Em alguns casos, pede confirmação de código enviado por SMS ou solicita dados do cartão. 

Sinal de alerta: instituições financeiras não pedem senha, código de autenticação ou transferências por telefone. 

Golpe do falso suporte técnico

Nesse tipo de golpe, o contato ocorre por telefone, e-mail ou mensagem instantânea. O golpista afirma que há um problema no celular ou no computador e orienta a instalação de um programa de acesso remoto. 

Depois da instalação, o criminoso passa a enxergar a tela do aparelho e consegue acessar aplicativos de banco, e-mails e mensagens, além de aprovar transações. 

Sinal de alerta: bancos e empresas de tecnologia não solicitam instalação de programas de acesso remoto para corrigir falhas. 

Golpe da falsa entrega

Criminosos mandam mensagem informando sobre uma suposta entrega pendente de uma taxa extra da alfândega ou atualização de endereço. 

O contato geralmente inclui: 

  • Link abreviado para acompanhamento da entrega que parece real; 
  • Pedido de pagamento de taxa complementar; 
  • Falsa atualização de cadastro em nome de transportadora ou serviço de entrega. 

Ao clicar no link, a pessoa é direcionada para páginas idênticas à original ou instala, sem perceber, arquivos maliciosos no aparelho. 

Sinal de alerta: mensagens com links curtos, sem selo de verificação no perfil ou identificação clara da empresa e com cobrança inesperada de taxas.  

Leia mais: Golpe da entrega falsa: como identificar e evitar fraudes 

Golpes envolvendo Pix

Desde a criação do sistema de pagamentos instantâneos, diferentes golpes passaram a explorar o Pix. Entre 2024 e 2025, milhões de brasileiros relataram fraudes envolvendo Pix e boletos, com prejuízos que impactam o orçamento e o planejamento financeiro. 

Algumas formas comuns: 

  • ● QR Code falso: o código exibido em sites, anúncios ou impressos direciona o pagamento para conta de terceiros. 
  • ● Comprovante manipulado: o golpista envia comprovante adulterado e afirma que a transferência “não caiu”, pedindo devolução. 
  • ● Troca de chave: na hora do pagamento, os fraudadores substituem a chave original por outra. 

Sinal de alerta: a insistência para pagamento via Pix e a recusa em aceitar outras formas de pagamento, são práticas incomuns de instituições financeiras seguras.  

Quais são os golpes financeiros mais comuns atualmente?

O golpe do WhatsApp segue entre os mais relatados a bancos e órgãos de defesa do consumidor. Em muitos casos, o aplicativo é usado como porta de entrada para pedidos de transferência, envio de códigos e coleta de dados. 

Golpe do familiar em apuros:

Algumas formas fraudulentas comuns são mensagens se passando por familiares próximos ou até mesmo prestadores de serviços, como advogados e médicos, pedindo algum tipo de transação financeira para fazer alguma atividade urgente.  

Sinais de alerta: pedido de ajuda financeira com urgência, recusa em enviar áudio ou fazer chamada de vídeo, novo número de telefone sem aviso prévio em outros canais. 

  • Boas práticas no WhatsApp para identificar golpes são
  • Confirmar o contato por outro canal oficial (aplicativo, site ou telefone da instituição); 
  • Desconfiar de qualquer pedido de código de verificação; 
  • Checar a identidade de familiares com ligação ou outro canal já utilizado no dia a dia. 

Golpes com Pix: fique atento a esses sinais

Ao analisar golpes financeiros mais comuns, o Pix aparece em grande parte dos relatos. A rapidez das transferências, que ajuda na rotina, também é explorada por criminosos. 

Ofertas com prazo muito curto para pagamento, sempre com tom de urgência, solicitação de Pix para pessoa física em compras que deveriam ser feitas em nome de empresa e comprovantes enviados por imagem, sem possibilidade de validação no extrato são sinais recorrentes em golpes. 

Sempre que possível, é importante conferir os dados do recebedor antes de confirmar a transação e evitar fazer pagamentos iniciados a partir de links recebidos por mensagens, além de verificar se o endereço do site começa com “https” e se o domínio é o oficial. 

Falsos investimentos: como não cair nessa

Promessas de retorno rápido e garantido seguem entre os golpes financeiros mais comuns na internet. Em muitos casos, fraudadores usam imagens de influenciadores, figuras públicas e até conteúdos gerados por inteligência artificial para passar credibilidade. 

Características frequentes: 

  • Promessa de lucro elevado em pouco tempo; 
  • Ausência de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM); 
  • Pedidos de depósito inicial para “liberar acesso” a plataforma exclusiva; 
  • Relatórios e prints de ganhos sem comprovação independente. 

Verifique se a empresa ou plataforma está cadastrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), desconfie de investimentos que garantem retorno certo e sempre pesquise reclamações em órgãos de defesa do consumidor e sites especializados. 

Sequestro de WhatsApp: o que fazer para se proteger

No chamado sequestro de WhatsApp, criminosos assumem o controle da conta e usam a lista de contatos para solicitar transferências ou aplicar novos golpes. 

Os passos comuns mais comuns do golpe: 

  • Envio de SMS com código de verificação sem que a pessoa tenha solicitado; 
  • Ligação afirmando ser suporte técnico ou órgão público, pedindo leitura do código; 
  • Alteração da senha e ativação de nova autenticação pelos fraudadores. 

As medidas preventivas que pode e deve tomar é ativar a verificação em duas etapas no aplicativo, nunca informar códigos recebidos por SMS ou e-mail e manter o e-mail de recuperação atualizado. 

Como os golpistas conseguem dados bancários?

Grande parte dos golpes financeiros mais comuns combina tecnologia com técnicas de convencimento. Entre os principais métodos, destacam-se: 

  • ● Phishing: uso de e-mails, mensagens e sites falsos para capturar senhas, números de cartão e dados pessoais. 
  • ● Engenharia social: exploração da confiança, da presa ou do medo para induzir decisões precipitadas. 
  • ● Vazamentos de dados: informações expostas em incidentes de segurança podem ser reutilizadas em novas tentativas de golpe. 
  • ● Softwares maliciosos: aplicativos falsos ou arquivos infectados que permitem acesso a telas, teclados e mensagens. 

Manter sistemas atualizados, instalar aplicativos apenas em lojas oficiais e desconfiar de pedidos de dados sensíveis são atitudes importantes para proteger o orçamento e os planos de médio e longo prazo, como a compra de um imóvel. 

Leia também | Mitos e verdades sobre a Serasa  

Sinais de alerta: como identificar um golpe

Em diferentes golpes, alguns sinais se repetem: 

  • Pedido de código de autenticação enviado por SMS; 
  • Mensagens com tom de urgência ou ameaça de bloqueio; 
  • Ofertas com retorno financeiro muito acima da média; 
  • Contatos que evitam ligação ou chamada de vídeo; 
  • Links abreviados ou domínios pouco conhecidos; 
  • Supostos atendentes que já sabem dados pessoais e pedem apenas “confirmação” de senha. 

Quanto mais sinais de alerta aparecem na mesma interação, maior tende a ser a chance de tentativa de golpe. 

O que fazer se for vítima de golpe financeiro?

Em caso de confirmação ou forte suspeita de fraude, agir rápido é essencial. O passo a passo abaixo resume as principais medidas. 

Passo a passo de ação imediata: 

  1. Interromper o contato: encerre ligações, conversas em aplicativos e e-mails suspeitos. 

  2. Alterar senhas e formas de acesso: atualize senhas de bancos, e-mails, redes sociais e ative autenticação em duas etapas nos serviços disponíveis.

  3. Verificar movimentações financeiras: confira extratos, limites, lançamentos recentes e registre qualquer operação desconhecida. 

  4. Identificar o boleto ou chave Pix: faça o uso de ferramentas de segurança, como o validador de boletos e Pix, que avalia se a proposta de acordo realmente pertence à base do Serasa. 

  5. Comunicar à instituição financeira: faça a denúncia do golpe ao banco ou a operadora de cartão e solicite o bloqueio de chaves Pix ou canais de acesso, se necessário. 

  6. Registrar boletim de ocorrência: formalize o caso na delegacia física ou eletrônica, sempre que possível.

  7. Guardar evidências: salve prints de mensagens, e-mails, imagens, comprovantes e protocolos de atendimento. 

  8. Monitorar dados e novas tentativas: acompanhe consultas ao CPF, movimentações incomuns e eventuais notificações. 

Dicas essenciais para se proteger

Para quem está organizando as finanças e planejando grandes passos, pequenos cuidados diários fazem diferença. Um checklist simples ajuda a manter a atenção nos pontos mais sensíveis da vida digital e financeira: 

  • Mantenha a verificação em duas etapas ativada sempre que disponível; 

  • Crie senhas fortes e diferentes para serviços importantes; 

  • Evite clicar em links recebidos por desconhecidos ou em mensagens com tom de urgência; 

  • Confirme informações diretamente nos canais oficiais de bancos e empresas; 

  • Use apenas aplicativos das lojas oficiais (Google Play e App Store); 

  • Revise com frequência extratos, faturas e movimentações bancárias; 

  • Desconfie de promessas de retorno garantido em investimentos; 

  • Mantenha antivírus e sistemas atualizados. 

Monitore dados com o Serasa Premium

A informação é uma aliada importante para quem deseja manter o orçamento em dia e avançar em projetos maiores. Entender como funcionam os golpes mais comuns, observar os sinais e seguir um passo a passo claro em caso de suspeita ajuda a evitar prejuízos que podem comprometer planos importantes. 

E para complementar esses cuidados, o monitoramento do Serasa Premium oferece mais segurança no acompanhamento de dados e movimentações ligadas ao CPF e ao CNPJ, fortalecendo a proteção contra golpes e fraudes e alertas sobre vazamentos de dados. 

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