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Dark Online: O que é e como se proteger?

Conheça os perigos e como seus dados podem ser usados negativamente no lado obscuro da internet

Foto Vanessa Conulista
Publicado em: 21 de março de 2022.

Será que realmente conhecemos a internet? Tudo que existe lá dentro possui algum tipo de fiscalização e segue regras? E a Dark Online, você já ouviu falar sobre os riscos que corre? Essas são perguntas importantes para entendermos a necessidade de proteger nossos dados e cuidar do nosso nome.

A internet é um universo muito maior do que a maioria de nós imagina. E existem lugares que devemos tomar cuidado.

O termo mais correto para este lado obscuro da internet é o Dark Web. O termo significa endereço sombrio e trata-se de servidores de rede disponíveis na Internet que podem ser acessados somente com ferramentas ou configurações específicas.

Assim, o acesso tem um elevado nível de anonimato tanto a quem publica os conteúdos como a quem os consulta. Devido a isso, muitos fraudadores usam essa parte da rede para cometer seus crimes na intenção de ficarem impunes.

Ao contrário do que muitos pensam, a dark web não é a Deep web. Essa última se refere a websites difíceis de serem acessados, e redes secretas ou paralelas à Internet. Já no site da dark web é onde não se pode acessar por meios convencionais.

E é devido a essa possibilidade de tudo ser feito às escondidas e na crença que ficará impune que você deve ficar cada vez mais atento aos seus dados, sua forma de acesso e tudo mais.

Por isso, continue a leitura desse texto e saiba como se proteger para não ser a próxima vítima.

Como a internet é dividida?

Uma frase muito utilizada para exemplificar essa divisão é: “Se a rede mundial de computadores fosse um iceberg, a Deep Web seria a parte imersa no oceano”.

Para ficar ainda mais claro cada uma dessas divisões, conheça mais detalhes abaixo.

Surface Web

É a maior parte da internet, onde você navega no dia a dia, acessa portais de notícias, redes sociais, sites de lojas, etcs. Conteúdo de fácil acesso, podendo ser vigiado pelo governo e geralmente não apresenta grandes riscos aos usuários.

Deep Web

Sites secretos, que não aparecem nos mecanismos de buscas, como no google, por exemplo, sendo invisíveis para a Surface e sem a vigilância do governo. É a parte da internet onde a maioria dos dados de cadastros estão armazenados.

Aqui, tudo precisa de um login e senha. Por isso, é onde a conta do seu e-mail fica, por exemplo, pois precisa de uma senha para acessá-lo.

Dark Web ou Dark Online

A Dark é o nome dado para a parte obscura da Deep Web. Por não ser um lugar controlado, é onde normalmente ocorrem as atividades ilegais e são encontrados conteúdos ilícitos, como bens roubados, armas, drogas, etc.

É da Dark Online que devemos ter medo, pois é onde ocorrem os serviços ilegais. Aqui, existem muitos cibercriminosos que podem conseguir acessar os dados armazenados na Deep.

Por que os hackers conseguem seus dados?

A resposta é que, na verdade, os brasileiros valorizam pouco a privacidade e segurança de dados pessoais em relação a outros países. Aqui, 80% dos usuários de internet usam a mesma senha, ou uma parecida para cadastros diferentes.

Se você parar para pensar que usa um aparelho que armazena todas as informações pessoais, ter dados vazados não parece impossível, não é mesmo?

Pelo celular, é possível:

  • Coletar informações dos seus gastos financeiros;

  • Saber os sites que você navega;

  • Rastrear lugares por onde você passou;

  • Ter acesso a mensagens.

Ou seja, o celular é o lugar onde mais se armazena quem você é e mesmo assim você não se protege como deveria. Assim, informações podem vazar.

Como se proteger

Depois deste alerta de que os brasileiros não se protegem como deveriam, você provavelmente tenha ficado com um pouco mais de preocupação, certo?

Mas a realidade é que a web não é apenas um lugar perigoso, há muito mais coisas boas do que ruins lá, basta você saber como usá-la e como se proteger dos riscos. Por isso, confira essas três dicas que preparamos para você.

1. Tenha uma senha forte

Não vale colocar aquela senha “123456”, nome da mãe, do gato, do filho… Essas são senhas fracas, precisam ter um pouco mais de dificuldade para que um Hacker, por exemplo, não consiga descobrir.

Senhas fortes tem letra maiúscula, minúscula, números, dígitos especiais como, @, #, etc. Tudo misturado.

Se precisar anotar para não esquecer, faça isso no papel mesmo e guarde em um lugar seguro (não na sua carteira).

2. Não repetir a mesma senha em mais de um cadastro

Sim, é complicado ter muitas senhas diferentes. Afinal, são tantos cadastros que são feitos na internet hoje, que criar uma senha para cada serviço pode parecer impossível.

No entanto, pense que, se um hacker descobrir sua senha, ele terá acesso a tudo que é seu.

Por isso, não use a mesma senha para redes sociais, e-mail, computador. Se descobrirem a senha, vão conseguir acessar todos os serviços e não é isso que você quer.

3. Troque a senha

Quantos anos faz que sua senha do Facebook é a mesma? Troque de tempos em tempos todas suas senhas das redes sociais e e-mail. Isso ajuda a se proteger.

E evite colocar a nova senha parecida com a antiga. Isso pode facilitar a ação dos cibercriminosos.

O que mais posso fazer?

Hoje em dia, há alguns serviços na internet que disponibilizam uma proteção extra contra o vazamento de dados na dark online. O Serasa Anti Fraude é um deles.

O serviço consiste em te ajudar a monitorar se os seus dados estão nas redes criminosas. Os alertas do monitoramento do Serasa Premium servem para você tomar atitudes e proteger os seus dados. E, assim, se proteger de eventuais fraudes.

Você pode monitorar até 5 contas de e-mail, até 3 números de celular e 1 passaporte.

O serviço conta com a tecnologia CyberAgent, um mecanismo avançado que identifica as informações vazadas na Dark Web e alerta você sobre possíveis exposições de dados, facilitando a prevenção.

Conheça agora o Serasa Premium – função monitoramento de CPF e fique ainda mais seguro para navegar na internet.