“Não foi possível validar sua biometria facial”: saiba o que f...
“Não foi possível validar sua biometria facial”: saiba o que fazerData de publicação 19 de março de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 10 de março de 2026
Categoria Consultar CPFTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Com a popularização do Pix, que faz pagamentos instantâneos, o sistema também atraiu a atenção de criminosos, que hoje aplicam vários tipos de golpe do Pix.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre julho de 2024 e junho de 2025 cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo Pix. O Prejuízo estimado nesse período foi de quase R$ 29 bilhões.
Saiba reconhecer os golpes com Pix e conheça as medidas possíveis para tentar recuperar o dinheiro nos casos de fraude.
Infelizmente há diversos tipos de golpe do Pix. De forma geral, todos envolvem alguma engenharia social – técnicas de manipulação usadas por criminosos para ganhar a confiança das pessoas.
O objetivo dos golpes é fazer com que as vítimas façam um Pix em nome dos próprios criminosos, alegando falsas propostas. Como o Pix é instantâneo, o dinheiro cai imediatamente na conta dos golpistas.
Infelizmente há diversos tipos de golpe do Pix. De forma geral, todos envolvem alguma engenharia social – técnicas de manipulação usadas por criminosos para ganhar a confiança das pessoas.
O objetivo dos golpes é fazer com que as vítimas façam um Pix em nome dos próprios criminosos, alegando falsas propostas. Como o Pix é instantâneo, o dinheiro cai imediatamente na conta dos golpistas.
Conheça os golpes mais comuns que envolvem o Pix e como é a abordagem dos criminosos:
WhatsApp clonado
Esse golpe possui duas vertentes. O golpista pode tentar clonar o WhatsApp para usá-lo e aplicar golpes em seus contatos ou se passar por um amigo e familiar para pedir ajuda financeira via Pix.
A clonagem do WhatsApp pode ocorrer com o criminoso se passando por uma empresa ou banco, e pedindo para a vítima confirmar, atualizar ou autenticar um cadastro. A vítima é induzida a compartilhar um código recebido por SMS, que é o que permite a clonagem.
A outra abordagem é o golpista se passar por uma pessoa conhecida e pedir insistentemente para a vítima que envie dinheiro via Pix, alegando urgência.
Falso atendimento bancário ou suporte técnico
O criminoso se passa por um funcionário do banco ou de um serviço de suporte técnico e induz a vítima a realizar uma transferência via Pix.
Como desculpa, a abordagem pode pedir para a pessoa criar uma nova chave Pix e fazer uma transação para "testá-la", ou solicitar uma transferência para ativar um determinado serviço. Esse contato pode ocorrer via WhatsApp, ligação ou SMS.
Pix multiplicador ou bug do Pix
Os dois golpes se iniciam do mesmo jeito: por meio de notícia ou propaganda falsa divulgada nas redes sociais.
No caso do golpe do Pix para multiplicar dinheiro, é prometido ganho rápido por meio de várias transferências, que multiplicariam o valor pago. O bug do Pix é a alegação de que existe uma falha no sistema que permite ganho de dinheiro ao fazer transações para determinadas chaves.
QR Code falso
O golpista cria um QR Code falso e aplica sobre um QR Code usado por uma empresa. Dessa forma, quando um cliente paga com Pix a conta em uma loja ou restaurante, por exemplo, o dinheiro vai diretamente para os golpistas.
Pix errado
O golpista faz um Pix para uma pessoa e entra em contato com ela, dizendo que foi um engano e solicitando a devolução do valor. Na maioria das vezes, o criminoso incita urgência porque precisa do dinheiro para quitar uma conta ou usar em uma emergência.
Enquanto a vítima devolve o dinheiro, o golpista pode acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) alegando que sofreu um golpe (essa ferramenta facilita as devoluções de Pix em caso de fraude). Dessa forma, caso o MED seja aprovado, após devolver o dinheiro a vítima tem o mesmo valor retirado da sua conta pelo banco.
O Banco Central criou uma ferramenta para facilitar as devoluções em casos de golpe de Pix. O Mecanismo Especial de Devolução (MED) aumenta a possibilidade de uma vítima recuperar o dinheiro de um Pix feito para criminosos, embora não dê 100% de garantia. Quanto antes for acionado, maiores as chances.
O MED foi criado em 2021 e aprimorado recentemente. Desde fevereiro de 2026, o mecanismo rastreia também toda a cadeia de transferências desde o Pix original, que podem ter sido feitas para mascarar a origem do valor.
Além de acionar o MED, o Banco Central orienta que as vítimas de fraude também registrem um boletim de ocorrência (BO) na delegacia virtual ou presencial, com a descrição do golpe com o máximo de detalhes possíveis.
Se a situação não for solucionada com o banco, a vítima pode recorrer ao Procon do estado ou à Justiça para ter o dinheiro de volta.
Também é possível registrar uma reclamação na Ouvidoria do Banco Central contra o banco utilizado pelo golpista. Porém, a reclamação tem como objetivo apenas auxiliar o órgão a fiscalizar as instituições financeiras que foram envolvidas no caso.
É o mesmo que o golpe do Pix errado, que usa o próprio Mecanismo Especial de Devolução para armar uma fraude.
O golpista faz um Pix para uma pessoa e se passa por vítima perante o sistema bancário, pedindo ressarcimento. Enquanto isso, o criminoso entra em contato com o recebedor do Pix que, com boa fé, devolve o valor.
Para se proteger e prevenir golpes do Pix, tenha atenção aos seguintes pontos:
Nunca devolva um Pix recebido indevidamente fazendo um novo Pix. Use sempre a função “Devolver” dentro do aplicativo do seu banco.
Confira todos os dados do destinatário antes de realizar a transferência.
Não clique em links suspeitos de destinatários desconhecidos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou redes sociais.
Cadastre as chaves Pix diretamente no aplicativo da instituição financeira que utiliza.
A confirmação da criação da chave Pix não é feita por ligação ou link.
Desconfie de promoções ou táticas para ganhar dinheiro após realizar transferências via Pix.
Defina um limite máximo para as transações Pix, de acordo com suas necessidades.
Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp para proteger a conta.
Se o golpe foi causado por falha na segurança dos processos do banco, a instituição responde pelos danos financeiros. Se o golpe ocorrer por um descuido da vítima, a responsabilidade da instituição seria minimizada – entretanto a própria Justiça tem decisões divergentes sobre o dever dos bancos nesses casos.
Estar alerta às movimentações do seu CPF é uma das maneiras de prevenir a atuação de golpistas em fraudes financeiras.
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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