Entenda como contestar uma compra no cartão de crédito
Entenda como contestar uma compra no cartão de créditoData de publicação 13 de abril de 202612 minutos de leitura
Atualizado em: 18 de março de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 8 minutosTexto de: Time Serasa
Os golpes telefônicos têm sido cada vez mais comuns no Brasil. Uma pesquisa produzida pela BioCatch revelou que mais da metade dos brasileiros já foi vítima de fraude digital – e os golpes por telefone fazem parte dessa lista.
Globalmente, o vishing teve um aumento de 100% em 2025, segundo o mesmo estudo. Vishing é uma expressão em inglês para se referir aos golpes de voz, ou seja, fraudes por telefone em que criminosos pressionam as vítimas para revelar informações sensíveis ou até fazer pagamentos.
O problema atinge todos os usuários de telefonia celular, independentemente da idade, classe social ou localização geográfica. A ligação interrompe a rotina, irrita pela insistência e ainda pode causar prejuízos financeiros.
Os criminosos que aplicam os golpes telefônicos costumam abordar as vítimas pelo nome, já munidos de informações pessoais como nome completo, endereço e algum registro de documento de identificação.
Ao se identificar como atendentes de uma empresa ou banco, muitas vezes os golpistas pedem a confirmação de dados de cadastro. No caso do golpe do falso sequestro, os criminosos têm informações sobre a vítima e também sobre seus familiares.
Em comum a esse tipo de golpe, está a aplicação de engenharia social, técnica de manipulação psicológica que leva a vítima a ceder informações depois de criar uma relação de confiança com o golpista ou de ter um medo despertado.
O telefone toca, no visor o número é desconhecido ou não identificado. Do outro lado da linha, uma voz simula o desespero de uma vítima de sequestro. O começo do golpe costuma ser parecido, mas ele toma contornos diferentes dependendo das informações que os criminosos detêm sobre a vítima.
O caso mais comum é o golpista escolher números aleatórios e fazer várias tentativas até achar a vítima ideal, que não desligue o telefone e ainda forneça as informações mínimas para completar a extorsão. Ao ouvir uma voz de choro pedindo ajuda ou socorro, a vítima normalmente entrega a primeira pista aos criminosos ao questionar “Minha filha, é você?”.
Com a informação de que a pessoa na linha tem uma filha, os golpistas assumem a conversa e passam a fazer pedidos de depósitos e transferências bancárias para liberar a filha que está sob ameaça. Os golpistas ficam com a vítima ao telefone até que ela vá ao banco fazer a transferência ou complete a transação online, dependendo da situação.
A tática de persuasão começa com uma ligação simulando um falso atendente de um serviço que a vítima efetivamente utiliza, como bancos ou operadoras de telefonia. A conversa normalmente começa com a confirmação de alguns dados que podem ter sido coletados em perfis de mídias sociais ou roubados na internet.
O interlocutor passa a ofertar serviços novos (e tentadores) ou pedir para completar o cadastro para outros benefícios. É nessa etapa que os criminosos convencem a vítima a passar dados bancários e muitas vezes até o número do cartão de crédito e a senha.
Esse tipo de golpe também visa à clonagem da conta do WhatsApp em alguns casos. É quando, após a confirmação dos dados, o falso atendente solicita à vítima para confirmar um código recebido por SMS. Esta é a senha que o golpista precisa para ativar a conta do WhatsApp da vítima em outro celular e extorquir dinheiro dos contatos mais próximos.
O telefone toca, uma simpática voz de atendente lhe chama pelo nome e encanta com uma oferta boa demais para ser verdade de um prestador de serviço com o qual você já se relaciona.
A tática de engenharia social visa conquistar a confiança da vítima para que ela forneça dados pessoais completos como endereço, número dos documentos de identidade, data de nascimento, cidade natal, nome de pai e mãe, escolaridade e outras informações para um cadastro completo.
Sem desconfiar do falso atendente, a vítima se sente prestigiada por ter sido considerada pelo prestador de serviço como um cliente especial. Apesar de não ter fornecido dados financeiros, as informações pessoais completas possibilitam aos golpistas abrirem contas bancárias, solicitar empréstimos ou financiamentos sem que a vítima desconfie.
Existem vários golpes que partem da simulação de uma ligação vinda de uma falsa central de atendimento. Em uma dessas variações, é a própria vítima quem acaba ligando para uma falsa central.
Os golpistas entram em contato por telefone ou até por e-mail, solicitando que a pessoa ligue a um 0800 (número gratuito) do banco para resolver alguma pendência. O número enviado é atendido por um golpista, que finge estar em uma central de atendimento e solicita dados confidenciais.
Por telefone, os criminosos se identificam como funcionários do banco e alertam que o cartão de crédito da vítima foi clonado ou sofreu uma fraude. Avisam que, por segurança, um motoboy da instituição irá passar para recolher o cartão, para que ele possa ser destruído.
Eles instruem a vítima a cortá-lo ao meio – só que dessa maneira o chip continua funcionando. O falso motoboy recolhe o cartão e os fraudadores realizam compras e saques.
Não confie 100% ao ver o nome do seu banco no identificador de chamadas do telefone celular. Os criminosos conseguem falsificar essa identificação.
Peça para o interlocutor ligar em alguns minutos e ganhe tempo para fazer contatos com seus familiares ou com o prestador de serviço que está lhe ofertando um novo produto ou promoção.
Se o atendente tiver pressa em resolver ou tom de urgência, aumenta a chance de ser golpe.
Nunca ligue para outro número indicado por algum suposto atendente por telefone. Para fazer contato com um banco, use somente os números oficiais divulgados no site da instituição.
Jamais forneça senhas ou códigos de confirmação por telefone para ninguém, em hipótese alguma. As instituições financeiras não solicitam informações confidenciais dos clientes.
Lembre-se que os bancos nunca pedem pagamentos por telefone, muito menos adiantamentos de empréstimos.
Nunca entregue seu cartão de crédito para ninguém, nem mesmo para um funcionário do banco.
Se tiver certeza de que é golpe, desligue imediatamente.
Nem todas as chamadas de spam são golpe, mas bloqueá-las pode impedir que algumas tentativas de fraude cheguem a você.
A maioria dos celulares tem funções para bloquear chamadas de spam, confira:
Sistema Android
Sistema iOS (iPhone)
Uma forma de evitar o envolvimento em fraudes financeiras no seu nome é ficar atento a movimentações envolvendo o seu CPF.
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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