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Golpes telefônicos: conheça os três tipos mais comuns e como se protege

*Por Lise Brenol

Golpes telefônicos são táticas criminosas para convencer as vítimas a transferir dinheiro ou ceder dados pessoais por meio de ligações. Saiba como se proteger.

Sabe aquele número de telefone não identificado que insiste em aparecer no visor do seu telefone celular? Pois é, as chamadas indesejadas podem ser de televendas ou telemarketing, com atendentes reais ou chamadas de robôs, aquelas com vozes gravadas. Esse tipo pode ser bastante inconveniente e até indesejado, mas as piores ligações são aquelas que têm intenção de enganar o interlocutor e aplicar golpes para extorquir dinheiro ou roubar dados pessoais.

Os golpes telefônicos têm sido cada vez mais populares no Brasil. Uma pesquisa recente da Mobile Time/Opinion Box com uma amostra de 2.125 brasileiros indica que a cada quatro pessoas, três já sofreram pelo menos uma tentativa de golpe por telefone. A maioria dos respondentes (68%) afirma receber esse tipo de contato “algumas vezes por ano”, mas há quem tenha relatado receber todos os dias ou algumas vezes por semana (13%). O problema atinge todos os usuários de telefonia celular, independentemente da idade, classe social ou localização geográfica. A ligação interrompe a rotina, irrita pela insistência e ainda pode causar prejuízos financeiros.

Os dados levantados pela pesquisa apontam ainda que o tipo de golpe mais frequente é o do falso sequestro ou falsa ameaça a um familiar, seguido pela indução ao compartilhamento de informações financeiras, como o número de cartão de crédito ou senha do banco, configurando o roubo de dados.

Conheça os tipos de golpes telefônicos mais comuns

Os criminosos que aplicam os golpes telefônicos costumam acessar as vítimas pelo nomes e já munidos de informações pessoais como o nome completo, endereço e algum registro de documento de identificação. Ao abordar as vítimas e se identificar como atendentes de uma empresa ou banco, muitas vezes os golpistas pedem a confirmação de dados de cadastro. No caso do golpe do falso sequestro, os criminosos têm informações sobre a vítima e também sobre seus familiares. A mesma pesquisa da Mobile Time aponta que 14% dos entrevistados já caíram na lábia dos fraudadores.O prejuízo na maior parte das vezes (77%) é de até R $1 mil. Conheça os golpes telefônicos mais comuns.

2. Golpe do falso sequestro

O telefone toca, no visor o número é desconhecido ou não identificado. Ao atender, do outro lado da linha, uma voz simula o desespero de uma vítima de sequestro. O começo do golpe costuma ser parecido, mas ele toma contornos diferentes dependendo das informações que os criminosos detêm sobre a vítima.

O caso mais comum é o golpista escolher números aleatórios e fazer várias tentativas até achar a vítima ideal, que não desligue o telefone e ainda forneça as informações mínimas para completar a extorsão. Ao ouvir uma voz de choro pedindo ajuda ou socorro, a vítima normalmente entrega a primeira pista aos criminosos ao questionar “Minha filha é você?”. Com a informação de que a pessoa na linha tem uma filha, os golpistas assumem a conversa e passam a fazer pedidos de depósitos e transferências bancárias para liberar a filha que está sob ameaça. Os golpistas ficam com a vítima ao telefone até que ela vá ao banco fazer a transferência ou complete a transação online, dependendo da situação.

Outro caso que tem acontecido é planejado. A vítima é mapeada antecipadamente. Os criminosos têm o número do telefone e outras informações sobre a família como, por exemplo, o número do telefone dos filhos.

Quando a ligação é atendida, os criminosos operam da mesma forma com a voz de choro pedindo socorro, depois avisam que o filho está sequestrado e solicita a transferência de dinheiro em troca da liberdade. Porém, após enviar o dinheiro e sem desligar o telefone, a vítima é orientada a não voltar para casa ou sair de casa.

Quando a vítima obedece, os criminosos ligam para os filhos, anunciam o sequestro da mãe e iniciam o pedido de extorsão. Como os filhos não conseguem localizar a mãe, acabam acreditando que a ameaça é real. O prejuízo deste tipo de golpe é de R $3 a 30 mil.

2. Roubo de dados financeiros ou vishing

Uma simples ligação pode levar a vítima a cair em fraudes bancárias ou ter seus dados roubados. Também chamado de vishing (phishing por voz), o golpe utiliza táticas de engenharia social para ganhar a confiança do interlocutor.

A tática de persuasão começa com uma ligação simulando um falso atendente de um serviço que a vítima efetivamente utiliza como bancos, operadoras de telefonia, serviços públicos, lojas de varejo, organizações beneficentes e outros. A conversa normalmente começa com a confirmação de alguns dados que podem ter sido coletados em perfis de mídias sociais ou em cadastros de dados roubados na internet.

O interlocutor vai ganhando confiança da vítima na medida em que os dados vão sendo confirmados. Finalizada a primeira etapa, o falso atendente passa a ofertar serviços novos (e tentadores) ou pedir para completar o cadastro para maiores benefícios. É nesta etapa que os criminosos convencem a vítima a passar dados bancários e muitas vezes até o número do cartão de crédito e a senha.

O golpe de vishing também visa o sequestro da conta do WhatsApp. É quando após a confirmação dos dados, o falso atendente solicita à vítima para confirmar um código recebido por SMS. É a senha que o golpista precisa para ativar a conta do mensageiro da vítima em outro celular e extorquir dinheiro dos contatos mais próximos.

3. Roubo de dados pessoais

O telefone toca, uma simpática voz de atendente lhe chama pelo nome e lhe encanta com uma oferta boa demais para ser verdade de um prestador de serviço com o qual você já se relaciona.

A tática de engenharia social visa conquistar a confiança da vítima para que ela forneça dados pessoais completos como endereço, número dos documentos de identidade, data de nascimento, cidade natal, nome de pai e mãe, escolaridade e outras informações para um cadastro completo da vítima.

Sem desconfiar do falso atendente, a vítima se sente prestigiada por ter sido considerada pelo prestador de serviço como um cliente especial. Porém, o conjunto de informações entregue pela vítima pode lhe provocar um grande transtorno futuro. Apesar de não ter fornecido dados financeiros, as informações pessoais completas possibilitam aos golpistas abrirem contas bancárias, solicitar empréstimos ou financiamentos sem que a vítima desconfie.

Dicas para se proteger e não cair no golpe telefônico

  1. Faça perguntas para confirmar a origem da informação. Mantenha a calma e peça credenciais tanto para o falso sequestrador quanto para os falsos atendentes.

  2. Peça para o interlocutor ligar em dez ou trinta minutos e ganhe tempo para fazer contatos com seus familiares ou com o prestador de serviço que está lhe ofertando novo produto ou promoção. Se houver pressa em resolver, aumenta a chance de ser golpe.

  3. Jamais forneça senhas ou códigos de confirmação por telefone para ninguém, em hipótese alguma. As instituições financeiras afirmam que não pedem informações confidenciais dos clientes, muito menos lojistas.

  4. Caso você desconfie de golpe, mas fique com medo de que possa ser verdade, a orientação é que a vítima não desligue e se dirija o mais rápido possível a uma delegacia próxima para um policial orientar como proceder.

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