Notificação de consulta ao CPF: como receber no celular
Notificação de consulta ao CPF: como receber no celularData de publicação 11 de setembro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 10 de setembro de 2026
Categoria Consultar CPFTempo de leitura: 14 minutosTexto de: Time Serasa
Desde 2020, o Pix mudou a forma como o consumidor brasileiro paga e transfere dinheiro. É rápido, funciona 24 horas por dia e, entre pessoas físicas, costuma não ter tarifa. Essa combinação explica boa parte da adesão ao sistema.
Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas já usam o Pix, com movimentação mensal na casa dos trilhões de reais. Esse volume torna o sistema um alvo constante de fraude, e as táticas dos criminosos mudam com frequência.
A seguir estão os principais tipos de golpe do Pix já identificados pela polícia e pelo Banco Central. O texto também traz orientações para reconhecer sinais de alerta antes de perder dinheiro.
O Pix é uma modalidade de pagamento instantâneo criada pelo Banco Central, lançada em novembro de 2020. O objetivo é agilizar transações entre pessoas, empresas e órgãos públicos.
Muitas instituições financeiras não cobram tarifa em transferências entre pessoas físicas, diferentemente do que costuma acontecer na Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou no Documento de Ordem de Crédito (DOC).
Em fevereiro de 2026, entraram em vigor novas regras de segurança do Banco Central. Contas usadas por golpistas passam a ser bloqueadas de forma automática e em cascata assim que uma fraude é denunciada. O aplicativo do banco também passa a permitir o registro do alerta de golpe diretamente na tela da transação.
Essas mudanças fazem parte de um conjunto de atualizações que o Banco Central vem implementando desde o lançamento do Pix, sempre com foco em reduzir fraude e agilizar a devolução de valores.
Um dos principais riscos do golpe do Pix é o roubo de dados pessoais. Os criminosos usam essas informações depois para aplicar outras fraudes, como abertura de conta ou pedido de crédito em nome da vítima.
A lista a seguir traz os tipos de golpe do Pix já mapeados pela polícia e pelo Banco Central.
Esse golpe existe desde o lançamento do Pix. A vítima recebe e-mail, SMS ou mensagem em rede social de uma suposta instituição financeira, convidando para cadastrar uma chave Pix.
Ao clicar no link, a pessoa é direcionada a um site falso, com visual parecido com o do banco. O formulário pede nome completo, dados bancários e senha, informações que os criminosos usam depois para aplicar outras fraudes.
Como se proteger do golpe do cadastro?
Bancos normalmente não entram em contato para pedir o cadastro do Pix. A opção já fica disponível dentro do aplicativo ou do site oficial sempre que o cliente acessa a conta.
Esse golpe é comum em vendas informais entre desconhecidos, quando ainda não existe uma relação de confiança entre as partes. Um exemplo comum é a entrega de um produto vendido pela internet.
O comprador entrega o produto e recebe, pelo WhatsApp, um comprovante de Pix idêntico ao gerado pelo banco, mas falso. Na prática, quem vende entrega a mercadoria sem receber o pagamento.
Como se proteger do golpe do falso comprovante?
O ideal é confirmar se a transferência caiu na conta antes de fechar a entrega, consultando diretamente o extrato do banco. Não é recomendável aceitar agendamento de Pix numa primeira venda.
O criminoso forja um comprovante de Pix e envia por WhatsApp ou e-mail, alegando ter feito uma transferência por engano. Em seguida, pede que o valor seja devolvido para outra conta.
Como o depósito nunca existiu, a vítima acaba fazendo um Pix de verdade para o golpista, sem ter recebido nada antes.
Como se proteger do golpe do Pix errado?
Antes de devolver qualquer valor, é essencial conferir no extrato bancário se o depósito realmente caiu na conta.
O criminoso agenda uma transferência para a conta da vítima e avisa sobre o suposto erro, pedindo reembolso imediato. Depois que a vítima devolve o valor, o golpista cancela o agendamento, e o dinheiro nunca chega.
Como se proteger do golpe do Pix agendado?
É recomendável esperar a confirmação de que o depósito foi efetivamente compensado na conta antes de devolver qualquer valor. O Pix também permite devolver um valor recebido por engano direto pelo aplicativo do banco, sem precisar de uma nova transferência manual.
Promessas de multiplicar dinheiro circulam em redes sociais, e-mail ou aplicativos de mensagem, muitas vezes associadas a criptomoedas. O golpe promete devolver, automaticamente, um valor até 10 vezes maior que o Pix enviado.
Depois do pagamento inicial, o retorno prometido nunca chega. Em alguns casos, a vítima também é direcionada a um site falso, no qual acaba fornecendo dados pessoais usados em outras fraudes.
Como se proteger do golpe do robô?
É recomendável desconfiar de promessas de retorno financeiro muito acima do valor investido, principalmente quando exigem pagamento adiantado.
Nesse golpe mais recente, o criminoso liga se passando por funcionário do banco e afirma que alguém tentou fazer um Pix na conta da vítima. Para “cancelar” a suposta transação, a vítima precisa abrir o aplicativo. Ali, digita os dados de outra pessoa, como se fizesse um novo Pix.
Antes de finalizar a operação, aparece um aviso na tela para “cancelar” o Pix. Na prática, seguir esse passo confirma a transferência, e o dinheiro é roubado.
Como se proteger do golpe do Pix antecipado?
Bancos não pedem, por telefone, que o cliente siga um passo a passo dentro do aplicativo. A orientação é desligar a ligação e contatar a central de atendimento oficial da instituição.
| Tipo de golpe | Sinal de alerta |
|---|---|
| Cadastro do Pix | Pedido de cadastro de chave fora do aplicativo do banco |
| Comprovante falso | Comprovante recebido antes de o valor aparecer no extrato |
| Pix errado | Pedido de devolução de um valor que nunca caiu na conta |
| Pix agendado | Cobrança de reembolso antes da compensação do valor |
| Robô do Pix | Promessa de retorno muito acima do valor enviado |
| Pix antecipado | Ligação pedindo para “cancelar” uma transação pelo aplicativo |
O QR Code é uma forma de pagar por Pix sem digitar a chave, mas também virou porta de entrada para fraude. Golpistas substituem QR Codes originais, em estabelecimentos, boletos ou anúncios, por versões falsas que direcionam o pagamento para uma conta diferente da esperada.
Como se proteger do golpe do QR Code falso?
Antes de confirmar o pagamento, confira se os dados da conta de destino exibidos no aplicativo correspondem ao esperado. Se a cobrança ou chave Pix for em nome da Serasa ou do Serasa Limpa Nome, o Validador de Boletos, gratuito, ajuda a confirmar se o documento é real antes de a transação ser realizada.
Ao perceber o golpe, o caminho mais eficaz é contatar o banco para tentar bloquear e reverter a transferência. Depois, é recomendável registrar um boletim de ocorrência. Quanto mais rápido isso acontecer, maior a chance de recuperar o valor.
O Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) no fim de 2021. O mecanismo é voltado à restituição de valores em casos de fraude ou falha operacional.
Desde fevereiro de 2026, o processo ficou mais ágil. Ao registrar um alerta de golpe no aplicativo, o sistema bloqueia automaticamente a conta que recebeu o Pix. Se o valor já tiver sido repassado, a busca segue até localizar e bloquear outras contas envolvidas.
Ao cair no golpe do Pix, siga estas etapas:
Entre em contato com o banco e solicite a devolução pelo MED.
Registre boletim de ocorrência, de forma digital ou presencial.
Guarde comprovantes e capturas de tela da conversa com o golpista, se houver.
O caminho para recuperar o dinheiro segue lógica parecida em outros tipos de fraude, não apenas no golpe do Pix.
A devolução pode ser solicitada em até 90 dias após a data da transação. Depois da solicitação, o banco notifica a instituição que recebeu o valor suspeito para que a quantia seja bloqueada, enquanto o caso é analisado.
Alguns bancos também oferecem seguro para cobrir danos ligados a golpe do Pix. A mensalidade costuma variar entre R$ 1 e R$ 20, dependendo da instituição e do plano contratado.
Reconhecer os sinais dos diferentes tipos de golpe do Pix reduz o risco de prejuízo. Monitorar o próprio CPF é mais uma camada de proteção, útil para identificar riscos antes que avancem.
O Serasa Premium monitora CPF e CNPJ em tempo real, com alerta sobre consultas suspeitas e sobre vazamento de dados na dark web. Isso dá mais tempo para agir diante de uma tentativa de fraude.
O Serasa Premium é o serviço de assinatura da Serasa que monitora o CPF e o CNPJ do assinante 24 horas por dia e envia alertas em tempo real sobre consultas ao score de crédito, vazamento de dados na dark web, variação do Serasa Score e muito mais. Além disso:
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de pré-negativação do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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