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Por que entender a segurança de dados na internet?

Você já ouviu falar sobre a importância da segurança de dados na internet. Há até uma lei para proteger os dados pessoais. Mas, afinal, de quais dados estamos falando?

Colunista marlise brenol
Publicado em: 17 de junho de 2022.

Você provavelmente já ouviu falar sobre segurança de dados, não é mesmo? O debate tem ganhado cada vez mais força em um mundo extremamente conectado, mas, afinal, por que esta se tornou uma preocupação tão importante na sociedade atual? Por que o cuidado com as informações digitais deve envolver o poder público, privado, a sociedade civil e você?
Neste conteúdo, vamos olhar a questão por três perspectivas: a burocracia, a digitalização e a hiperconectividade.

Afinal, o que é a segurança de dados?

A segurança de dados é um processo em que os arquivos são organizados e armazenados com objetivo de garantir a proteção das informações, dos bancos de arquivos e das contas em uma rede interna empresarial ou governamental, como um sistema de intranet corporativo, por exemplo, ou externa, como o acesso amplo à internet.

Os dados são a unidade mínima da construção de conhecimento. Um dado isolado não tem muito valor, é apenas um dado. Por exemplo, o número 13 é apenas um numeral, quando associado ao mês se torna uma data, quando se acrescenta um ano e o nome de uma pessoa pode significar data de nascimento.

Ou seja, o número isolado quando agrupado vira uma informação em determinado contexto. Quando colocado em conjunto, grandes volumes de dados, os números são capazes de gerar inteligência para a tomada de decisão em empresas, nos governos e até na nossa vida cotidiana. A capacidade de análise das informações geradas a partir dos dados resulta em conhecimento sobre determinada questão.

Na internet trafegam muitos dados, em diferentes sistemas, muitos alimentados por dados pessoais, identificados ou identificáveis. Este volume exige um tratamento específico para atingir determinadas finalidades em prestações de serviços digitais, por exemplo. Aí que entra a importância da proteção dos dados. O tema ganhou tamanha dimensão social que há até uma lei específica, a lei 13.709. Aí está mais uma vez o numeral 13, que associado a outros números, identifica a lei geral de proteção dos dados (LGPD).

Leia também | Entenda o que são dados pessoais e como protegê-los

Quais são os tipos de dados?

A própria LGPD traz no artigo quinto a definição de dado pessoal como informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. A pessoal natural é aquela que possui um cadastro de pessoa física, ou seja, se diferencia da pessoa jurídica.

Os dados identificados são referentes diretamente a um CPF (data de nascimento, filiação, nome completo, biometria, etc), e os identificáveis são aqueles que agrupados podem ser anonimizados, ou seja, nos quais os dados formam um conjunto, mas sem referência explícita ao titular (padrão de consumo, dados socioeconômicos, estatísticas de saúde, etc).

Portanto, os tipos identificados e identificáveis partem de uma mesma base, mas são tratados de forma distintas por um agente controlador destas informações. Nos identificados há a guarda de dados em um cadastro individual acessível a quem detém o banco (empresas ou governo) e pelo titular (pessoa física). Nos identificáveis, a exigência é que o caminho até o cadastro individual esteja bloqueado por camadas de segurança, o que impede a identificação específica do indivíduo, porque o que importa é o conhecimento das informações agrupadas.

Qual a função da LGPD?

A LGPD, portanto, protege os dados pessoais, ou seja, autoriza o tratamento dos dados, desde que sejam observados os critérios de segurança da informação. Por tratamento a lei considera como “toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração”.

Neste ponto, o cidadão pode e deve estar atento para quais dados compartilha, com quem e com quais finalidades, pois a utilização deve seguir o princípio jurídico da minimização e usar o mínimo de informações necessárias para atingir a finalidade. Mesmo com muita atenção sobre os dados pessoais, o indivíduo pode enfrentar um vazamento de dados ou ser vítima de um golpe.

A tarefa de vigilância sobre os dados não é fácil, por isso, a Serasa oferece um serviço que auxilia a fazer um monitoramento do que ocorre com os seus dados, o Premium.

Assista | Como o Serasa Premium protege os dados

Por que entender a segurança de dados?

Entender e agir em relação à segurança dos dados é um ato de cidadania, pois permite a autoproteção e também o alerta para toda a sociedade. Vou explicar a partir de três perspectivas: a burocracia, a digitalização e a hiperconectividade.

Quanto burocracia! Você já deve ter ouvido esta expressão em referência a um serviço moroso, prolongado e complexo no poder público ou até em uma empresa privada. Apesar da palavra ser associada a um sentido pejorativo, ela está na base da organização, gestão e administração moderna. Ela é anterior à internet.

De acordo a sociologia, burocracia é o processo de organização de estruturas por meio de normas, procedimentos, divisões de responsabilidade, especialização do trabalho e hierarquia. Ou seja, é um conjunto de regras que busca sistematizar os processos com o objetivo de organizá-los.

Apesar da conotação negativa, o conceito de burocracia é essencial para a organização de estruturas públicas ou privadas, inclusive, no mundo digital. Se não houver um processo racional para extração, organização, armazenagem e tratamento dos dados, não haverá informação e menos ainda conhecimento gerado. O pensamento era este há mais de dois séculos! Porém, a digitalização acelerou e complexificou a questão.

Digitalização

A digitalização dos processos que anteriormente eram analógicos exigiu o desenvolvimento de diferentes procedimentos em linguagem de programação e softwares. Os softwares são programas baseados em instruções matemáticas, chamadas de códigos de programação. Elas estão estruturadas em comandos padrão que determinam uma reação a cada ação, em processos automatizados e guiados por algoritmos de inteligência artificial que ficam mais inteligentes à medida em que passamos a nos relacionar com eles.

Os softwares se alimentam de dados das mais diferentes naturezas, dados de comportamento, dados estatísticos, dados textuais, dados pessoais. A internet possibilitou que os dados inseridos nos softwares e arquivados no computador pudessem estar armazenados não apenas na máquina individual, mas também em servidores remotos, na metáfora da nuvem.

Hipterconectividade

A hiperconectividade, ou seja, a ideia de uma conexão ininterrupta à internet acelerou ainda mais a interligação de dados. Os bancos de informações passaram a também estar ativos e associados a perfis em mídias sociais, aplicativos, contas comerciais, financeiras e outras.

Portanto, cada sistema burocrático organiza uma lógica de tratamento e gestão de dados – no Brasil seguindo as regras LGPD obrigatórias desde 2020 – em softwares conectados à internet, em serviços disponíveis a poucos cliques de distância.

Esta lógica potencialmente aumenta a eficiência dos serviços, cada vez mais personalizados, quando não preditivos, ou seja, capazes de prever nossos gostos e comportamentos a partir de uma leitura de padrão de consumo e interação na internet.

Fique atento ao que acontece com seus dados!

Há quem fale na era da dataficação da vida, ou seja, nós nos transformamos nos nossos dados. O comando digital foi acionado, interligou tudo na nuvem e não há interruptor para desligá-lo! É maravilhoso quando soluções digitais facilitam e agilizam a vida, mas também é assustador porque podem nos levar a armadilhas, perigos e ameaças.

Este é o ponto de atenção, e este texto teve como objetivo te explicar os princípios da segurança de dados na internet, para que você conheça melhor sobre esse universo e se empodere dos seus próprios dados.

E se você quer entender ainda melhor, conheça o serviço de assinatura mensal da Serasa, Premium. Com ele, você recebe alertas de consulta, de vazamento de dados pessoais e de oscilação da pontuação Score. É uma ótima ferramenta para quem quer acompanhar de perto o que acontece com os dados!

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