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Socorro! Fui vítima do trava zap. O que eu faço?

Confira no blog da Serasa o que fazer no caso de receber o código malicioso conhecido como trava zap no seu aplicativo de mensagens WhatsApp!

colunista marlise brenol
Publicado em: 13 de junho de 2022.

Se você é usuário do aplicativo WhatsApp deve ter passado apuros no dia 04 de outubro de 2021. Essa foi a fatídica data do apagão no mensageiro, no Instagram e no Facebook – foram seis horas de transtornos para os usuários no mundo inteiro. A instabilidade foi provocada por um problema no servidor da empresa. Pois esta situação de ficar sem acesso ao seu WhatsApp pode acontecer também por outros motivos, um deles é o popular trava zap, um bug provocado por um código malicioso.

O que é trava zap?

O trava zap é uma mensagem em formato de código que paralisa o aplicativo. O envio é feito normalmente de um telefone desconhecido e é composto pela combinação de números e caracteres aleatórios. Ao tentar renderizar a mensagem, o WhatsApp bloqueia o aplicativo do usuário por ameaça de segurança. O bug é capaz de impedir o uso do app, que fecha repentinamente ou impede a digitação do usuário. Apesar de ser uma questão antiga, as combinações de códigos aleatórios que provocam erro de leitura no aplicativo seguem sendo compartilhadas.

O WhatsApp reconhece o bug e informa, por meio de notas nos sites, que mantém um programa interno para combater este e outros tipos de códigos danosos aos aplicativos e sistemas da empresa. O programa Facebook Bug Bounty Program foi implementado para monitorar as falhas e ampliar as camadas de segurança.

Como o código malicioso trava zap é modificado na medida em que a segurança aumenta, o trabalho tem de ser constante. A equipe de monitoramento é multidisciplinar e envolve pesquisadores externos e empresas de segurança da informação para detectar as vulnerabilidades, portanto “…se um bug for identificado, trabalhamos para corrigir o problema o mais rápido possível.”

A empresa ainda orienta os usuários a manterem o aplicativo atualizado com a versão mais recente e manter o backup em dia. Normalmente, o código bloqueia versões antigas ou versões atuais em dispositivos defasados. O objetivo de quem envia é sabotar a vítima, já que a situação pode levar a perdas de históricos de conversas e informações armazenadas ou mesmo perda de negócios em contas comerciais. O trava zap não faz a clonagem do WhatsApp e nem permite o roubo de dados pessoais.

Como funciona o envio do trava zap?

O envio do código malicioso pode partir de qualquer aparelho para mais de um destinatário – um usuário pode enviar o código para até 256 pessoas por disparo –, e há também registros de envio do código em grupos abertos no aplicativo. O bug acontece porque o sistema de segurança da informação do WhatsApp identifica uma vulnerabilidade ou ataque e automaticamente bloqueia ou filtra o acesso.

O bug atinge aparelhos que funcionam no sistema operacional Android e no iOS do iPhone. O usuário afetado potencialmente perde informação, pois se não tiver um backup recente, o histórico de conversas e os contatos não serão recuperados na reinstalação do aplicativo.

Leia também | Golpe do WhatsApp: saiba como se proteger e o que fazer se for vítima

Como saber se recebi o trava zap?

O envio do código ao destinatário já significa que o destinatário será afetado, e o usuário percebe o bug imediatamente. O aplicativo pode abrir e apresentar erro ou nem abrir mais no celular. A forma mais simples de enfrentar o bug é entrar no WhatsApp Web e deletar a mensagem problemática. O trava zap afeta os apps em dispositivos móveis, não a versão para desktops e laptops.

Depois de deletar a mensagem na web, o usuário já pode tentar abrir outra vez o aplicativo no celular. Na maioria dos casos, o funcionamento volta ao normal. Mas, caso não funcione, será necessário reinstalar o aplicativo. Para isso é preciso deletar o ícone e baixar novamente na Apple Store ou na Google Play.

Veja cinco dicas de segurança contra o trava zap

O desafio neste caso é grande, em especial, para as contas comerciais. O modo comercial tem menos barreiras de segurança, pois deve estar apto a receber mensagens de clientes novos e, portanto, de números não salvos na agenda. A conta pública amplia a vulnerabilidade e permite mais ataques como o do código trava zap.

O ideal é que cada usuário avalie a condição da sua conta no WhatsApp e faça as duas escolhas de configuração de segurança. A regras é sempre buscar o máximo possível de privacidade nos aplicativos móveis. Portanto, em qualquer conta, estar atento para as regras de segurança da informação e o uso de dados pessoais é sempre mandatório. Veja cinco dicas de segurança:

1. Faça as atualizações regulares do WhatsApp: As versões dos aplicativos sofrem atualizações constantes. Como os desenvolvedores monitoram as vulnerabilidades e ameaças, atualizam os códigos de programação para criar bloqueios. Há também melhoramentos na performance e funcionalidades implementados no código de programação. Para uma melhor performance da aplicação no aparelho, é preciso baixar todas as atualizações disponíveis.

2. Mantenha o sistema operacional em dia: O smartphone funciona a partir de um sistema operacional, ou seja, um conjunto de programas de comando que habilitam o aparelho a instalar os aplicativos. Não adianta atualizar os aplicativos e manter o sistema operacional defasado, pois o aparelho do usuário seguirá vulnerável a bugs maliciosos.

3. Crie o hábito de fazer back up: Há a possibilidade de configuração automática de backup no WhatsApp e também no smartphone. O backup automático roda quando há uma conexão estável de internet em um intervalo sem uso do aparelho e do aplicativo. Uma dica é programar o backup antes de uma noite de sono, no dia seguinte você já terá o funcionamento ativo e mais seguro.

4. Preste atenção na configuração de privacidade: No WhatsApp, por exemplo, é possível impedir pessoas não adicionadas aos seus contatos de adicioná-los em grupos de mensagens. Os grupos públicos deixam o número do telefone visível para os demais integrantes – até 256 pessoas – e podem ter configuração aberta para envio de mensagens. Neste caso, qualquer pessoa entra no grupo e envia uma mensagem.

5. Ative a autenticação em duas etapas para evitar o roubo da conta por terceiros: Esta é uma recomendação padrão do WhatsApp. Neste caso, você insere um e-mail ou número de telefone para dupla verificação de login e impede que sua conta possa ser apropriada por terceiros.

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