Como vender no TikTok Shop: dicas para iniciantes
Como vender no TikTok Shop: dicas para iniciantesData de publicação 16 de janeiro de 20265 minutos de leitura
Atualizado em: 13 de outubro de 2026
Categoria Renda Extra: Mobilidade urbanaTempo de leitura: 15 minutosTexto de: Time Serasa
Quem tem um veículo e precisa reforçar o orçamento costuma se perguntar se dá para ganhar dinheiro com carro sem grandes investimentos. Dá, e as possibilidades vão além das corridas por aplicativo. Entregas, aluguel do veículo, publicidade, passeios turísticos, pequenos fretes e caronas pagas também entram na lista.
Antes de escolher, a pergunta mais útil é quanto sobra depois dos gastos. O valor recebido por um serviço não é o mesmo que fica no bolso, porque combustível, manutenção, seguro, impostos e desgaste consomem parte da renda.
Usar o carro para trabalhar pode ajudar a cobrir parte dos custos que o veículo já tem. Também permite montar a rotina conforme a disponibilidade de cada pessoa. Isso se aplica tanto a quem roda como motorista de aplicativo quanto a quem só aluga o carro em alguns dias do mês.
Em atividades como transporte por aplicativo, fretes e passeios, a própria pessoa define dias e horários. Isso facilita conciliar a renda extra com estudos, família ou outro emprego. Em 2025, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), investigou o trabalho por aplicativos. Entre os motoristas de transporte de passageiros, 81,1% disseram que a liberdade de escolher dias e horários influencia a jornada.
Um carro gera despesas mesmo parado, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o licenciamento, o seguro e a desvalorização. Colocá-lo para trabalhar algumas horas por semana pode ajudar a pagar parte desses custos, desde que a renda supere os gastos extras do uso.
Entre as opções estão transporte e entregas por aplicativo, publicidade no veículo, aluguel do carro, passeios turísticos, pequenos transportes para empresas, fretes e caronas pagas. A tabela resume cada uma.
| Atividade | Como funciona | Principais custos | Flexibilidade |
|---|---|---|---|
| Aplicativos de transporte e entrega | Corridas e pedidos enviados pela plataforma | Combustível, manutenção, percentual da plataforma e internet | Alta |
| Publicidade no veículo | Empresa paga para adesivar o carro | Cuidado com a pintura na retirada | Alta, sem mudar a rotina |
| Aluguel do carro | Veículo alugado a terceiros por período | Seguro para outros condutores e desgaste | Média |
| Turismo e passeios pela cidade | Passeios com roteiro para visitantes | Combustível, pedágios e divulgação | Média, por temporada |
| Transportes para empresas | Entregas e coletas para negócios locais | Combustível e tempo de espera | Baixa a média |
| Fretes de pequenas cargas | Transporte de móveis e volumes | Combustível e desgaste da suspensão | Média, por agendamento |
| Caronas pagas | Divisão das despesas de uma viagem já planejada | Combustível e pedágio, divididos | Alta |
Uma das formas de usar o carro para gerar renda é trabalhar com aplicativos de transporte de passageiros ou de entrega. O motorista recebe por corrida ou pedido, já descontado o percentual retido pela plataforma.
Para transportar passageiros nas cidades que regulamentam o serviço, a Lei 12.587/2012, no art. 11-B, exige Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B ou superior com a observação de que o motorista exerce atividade remunerada (EAR). A lei também pede veículo dentro das regras do município, documento do carro em dia e certidão negativa de antecedentes criminais.
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Algumas empresas pagam um valor mensal para instalar adesivos de propaganda no carro. Como o motorista mantém a rotina, é uma forma de renda passiva. Antes de assinar, convém conferir no contrato o prazo da campanha e quem arca com a retirada do adesivo.
Quem usa pouco o veículo pode alugar o automóvel por plataformas de aluguel entre pessoas físicas. Outra opção é alugar diretamente a motoristas que precisam de um carro para trabalhar. É importante confirmar se o seguro cobre outros condutores e fotografar o carro na entrega e na devolução.
Em cidades com fluxo de visitantes, dá para oferecer passeios com roteiro próprio e traslados. Falar outro idioma ajuda a atender turistas estrangeiros. Como o serviço envolve transporte remunerado de pessoas, além das regras municipais de transporte, a atividade de guia de turismo é profissão regulamentada e exige cadastro no Ministério do Turismo (Cadastur). Quem conduz passeios explicando os pontos turísticos sem esse cadastro pode estar exercendo a profissão de forma irregular.
Comércios do bairro e lojas virtuais sem frota própria contratam entregas locais e coleta de mercadorias, por corrida ou contrato mensal. Picapes e utilitários ampliam o tipo de serviço possível.
Mudanças pequenas e o transporte de móveis ou eletrodomésticos atendem quem não precisa de um caminhão. É possível atuar como freelancer nesse serviço e divulgá-lo em redes sociais. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no art. 231, VIII, trata como infração o transporte remunerado de pessoas ou bens sem licenciamento para esse fim. Por isso, convém confirmar as exigências com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a prefeitura antes de cobrar.
A carona paga divide as despesas de uma viagem que o motorista já faria, como a ida ao trabalho ou a outra cidade. Plataformas de carona compartilhada ajudam a encontrar passageiros. Como o valor cobre combustível e pedágio, o trajeto fica mais barato, mas a atividade não funciona como serviço de transporte.
Não existe valor fixo. A renda depende da atividade, da cidade, das horas trabalhadas e dos custos do veículo. Como referência, motoristas de aplicativo tiveram rendimento médio mensal de R$ 2.873 em 2025, com jornada de 45,9 horas por semana, segundo o IBGE. Por hora, o rendimento foi de R$ 14,40, abaixo dos R$ 16 de motoristas que não trabalhavam por aplicativo.
Esse valor muda de uma cidade para outra, e entender quanto ganha um motorista de aplicativo em cada cenário ajuda a calibrar as expectativas. Em publicidade, aluguel e fretes, os valores dependem do contrato e da demanda, por isso a comparação mais segura é pedir propostas antes de decidir.
É possível receber R$ 300 em um dia, mas esse valor não é o que sobra no fim do expediente. O resultado depende da cidade, da demanda, das horas rodadas e dos gastos, como mostra o exemplo hipotético abaixo.
| Item | Valor no dia |
|---|---|
| Valor recebido nas corridas, já sem a parte da plataforma | R$ 300 |
| Combustível | − R$ 90 |
| Alimentação | − R$ 25 |
| Reserva para manutenção e desgaste | − R$ 40 |
| Reserva para seguro, IPVA e licenciamento | − R$ 20 |
| Renda líquida do dia | R$ 125 |
Valores hipotéticos, usados só para ilustrar o cálculo. Os gastos de cada pessoa variam conforme o carro, a cidade e o tempo rodado.
Nesse cenário, sobram R$ 125 dos R$ 300 recebidos. Para chegar a R$ 300 líquidos, o valor das corridas precisaria ser bem maior.
A conta parte do valor recebido no período. Desse total, saem combustível, taxas e os demais gastos com o carro, e o que sobra é a renda líquida. Confira como fazer:
Anote os ganhos de uma semana: inclua corridas, entregas, gorjetas e bônus.
Some os gastos diretos da semana: entram combustível, pedágio, estacionamento e alimentação.
Divida os custos anuais por semana: IPVA, licenciamento e seguro também pesam em cada semana de trabalho.
Separe uma reserva para manutenção: troca de óleo, pneus e freios chega mais cedo para quem roda muito.
Calcule a renda por hora: subtraia os gastos dos ganhos e divida o resultado pelas horas trabalhadas.
Com esse número, dá para comparar a atividade com outras fontes de renda e decidir se compensa aumentar ou reduzir o tempo ao volante.
Esta lista de verificação reúne os gastos de quem trabalha com o próprio carro:
Começar com organização evita descobrir só no fim do mês que a atividade não compensa.
Pesquise a demanda da região: observe quais serviços têm procura na cidade ou no bairro.
Revise o carro e os documentos: coloque em dia a manutenção e a documentação do veículo, incluindo licenciamento e IPVA.
Converse com a seguradora: informe que o carro será usado para trabalhar e confirme o que a apólice cobre.
Ajuste a CNH, se for transportar passageiros: procure o Detran para incluir a observação de atividade remunerada.
Teste por algumas semanas: comece em horários definidos e anote ganhos e gastos antes de aumentar a dedicação.
Programe pausas: defina um limite de horas por dia e não dirija com sono.
Divulgue os serviços: use redes sociais e grupos do bairro para oferecer fretes, passeios ou entregas.
Ganhar dinheiro com carro depende de escolher a atividade que cabe na rotina e de acompanhar o que sobra depois dos custos. Para comparar essa alternativa com outras formas de reforçar o orçamento, o Portal Renda Extra da Serasa reúne ideias e orientações gratuitas sobre trabalhos complementares.
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