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Auxílio estudantil: opções para alunos de instituições privadas

Conheça alternativas de apoio financeiro para quem precisa de ajuda para se formar em uma faculdade paga.

Atualizado em: 12 de março de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 7 minutos

Texto de: Time Serasa

Cedula de cinquenta reais

Entrar em uma faculdade particular não precisa ser um sonho impossível para quem tem o orçamento limitado. O auxílio para estudantes – as populares bolsas de estudo – existe para viabilizar a formação no Ensino Superior de quem precisa de um empurrãozinho com o pagamento das mensalidades e de outros gastos universitários. 

Neste guia, entenda quem tem direito ao auxílio para estudantes, como funcionam programas como FIES e Prouni e quais os cuidados para aproveitar o benefício. 

FIES: o que é e COMO FUNCIONA um financiamento estudantil? GUIA COMPLETO - Serasa Ensina]

O que é o auxílio estudantil?

Auxílio estudantil é todo apoio financeiro dado por instituições públicas, privadas ou pelo governo para facilitar o acesso e a permanência dos estudantes no Ensino Superior. Esse auxílio pode ser oferecido em diferentes formatos: 

  • ●  Bolsa de estudo integral ou parcial. 
  • ●  Financiamento estudantil
  • ●  Subsídio para custeio de itens como moradia, alimentação e transporte. 
  •  

O principal objetivo do auxílio financeiro dado aos estudantes é reduzir a evasão e ampliar o acesso à educação de nível superior. 

Quem tem direito ao auxílio estudantil?

Os critérios que definem quais estudantes têm direito ao auxílio estudantil variam de programa para programa, mas, em geral, esse tipo de benefício é oferecido a: 

  • ●  Estudantes com renda familiar dentro do limite estabelecido. 
  • ●  Quem participou do Enem (para programas como Prouni e FIES). 
  • ●  Estudantes com bom desempenho acadêmico. 

Para não perder oportunidades, é importante ficar atento às iniciativas dos governos federal e estaduais, e conhecer as opções oferecidas por cada universidade. 

Leia também | Como conseguir desconto na faculdade 

6 opções de auxílio estudantil para universitários

Existem diversas opções de auxílio para estudantes. Conheça detalhes sobre seis delas:  

1. Prouni

O Programa Universidade para Todos (Prouni), do Governo Federal, oferece bolsas de estudos parciais (50%) e integrais em instituições de Ensino Superior particulares para estudantes de baixa renda.  

Para ser contemplado, é necessário se enquadrar nos seguintes critérios socioeconômicos: 

  • ●  ter realizado uma das duas edições anteriores do Enem e obtido média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação; 
  • ●  ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa para concorrer às bolsas integrais (que cobre 100% das mensalidades); 
  • ●  ter renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa para concorrer às bolsas parciais (que cobre 50% das mensalidades). 

As inscrições para o programa ocorrem duas vezes ao ano, exclusivamente pela página oficial do Prouni, e são sempre gratuitas.  

Leia também | Como funciona o Prouni e como conquistar uma bolsa 

2. FIES

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) é uma opção bastante conhecida dos estudantes que querem ingressar em universidades privadas, mas precisam de apoio para arcar com as mensalidades. A diferença entre o FIES e Prouni é que o FIES é um tipo de financiamento estudantil. Sendo assim, embora durante a realização do curso as mensalidades sejam custeadas pelo Governo Federal, o estudante fica comprometido a devolver o valor depois de se formar. 

O FIES oferece financiamento de 100% ou 50% do valor da mensalidade. A quitação do financiamento tem condições facilitadas e taxa de juros significativamente menor do que a de outras linhas de crédito estudantil.  

Para poder se inscrever no FIES, é preciso:  

  • ●  ter realizado o Enem a partir de 2010 e alcançado nota a partir de 450 na prova objetiva e não zerado na redação 
  • ●  ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos para a bolsa de 50%. 
  • ●  ter renda per capita de até meio salário mínimo e inscrição ativa no Cadastro Único (CadÚnico) em situação cadastral ativa para bolsa 100% (pelo chamado FIES Social). 

As inscrições para o programa são feitas unicamente pela internet, pela página oficial do FIES no portal Gov.br. Ocorrem dois períodos de inscrição no ano, uma entre janeiro e fevereiro, e outra entre junho e julho. 

Leia também | Como funciona o FIES e quem tem direito 

3. Programas estaduais de auxílio ao universitário

Assim como o Governo Federal, os estados também têm seus próprios programas de incentivo para oportunizar o acesso à educação superior e custear as mensalidades dos estudantes locais em instituições particulares. Em geral, o auxílio estadual é muito similar àqueles oferecidos pelo Governo Federal, com a diferença de que funcionam apenas no âmbito de cada estado. 

Assim, para conseguir uma bolsa, é preciso se informar sobre a existência desses programas e se inscrever nos períodos determinados nos editais de cada estado. Os critérios de acesso também se assemelham bastante aos programas federais, especialmente os relacionados à renda mensal da família. 

4. Bolsas de empresas privadas ou entidades de classe

Muitas empresas investem na qualificação profissional de seus colaboradores e, para isso, desenvolvem programas internos de concessão de bolsas de estudo para cursos técnicos, profissionalizantes ou formação em nível superior.  

Para saber se essa é uma opção na sua empresa, procure o RH e informe-se. Quem não iniciou sua jornada profissional deve ficar atento às empresas que oferecem esse benefício ao buscar uma colocação no mercado de trabalho. 

5. Programas internos das universidades privadas

Além dos programas governamentais, como FIES e Prouni, a maioria das universidades particulares também oferecem programas de auxílio para estudantes. Nesses casos, não há padronização para todas as instituições: cada uma pode definir seus próprios critérios e regras. 

Para saber se a universidade concede bolsas e auxílios aos seus alunos, visite o site da instituição ou procure o setor financeiro ou de atendimento ao aluno para se informar. As bolsas mais comuns são: 

  • ●  por mérito acadêmico, que se baseiam no desempenho do estudante ao longo do curso; 
  • ●  por necessidade financeira, que cobrem os custos de quem tem renda familiar baixa; 
  • ●  por destaque em alguma modalidade esportiva ou artística; 
  • ●  por indicação de ex-alunos. 

6. Bolsas de iniciação científica

Outra opção de auxílio para estudantes são as bolsas de iniciação científica, que muita gente pensa que beneficia apenas alunos de pós-graduação. Porém, quem está cursando a graduação também pode ser contemplado com auxílio financeiro em troca de um projeto de pesquisa desenvolvido em parceria com um professor orientador. Além do pagamento ou desconto na mensalidade, essas bolsas servem como porta de entrada para a carreira acadêmica. 

Diversos órgãos de incentivo à pesquisa financiam bolsas de iniciação científica ou organizam editais. Por exemplo: 

  • ●  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 
  • ●  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 
  • ●  Fundações de Amparo à Pesquisa (Fapes), que existem em cada estado. 

Para conseguir o auxílio para esses estudantes, é preciso ter bom desempenho acadêmico, elaborar um plano de trabalho e inscrever-se nos editais dos órgãos de fomento. 

 Leia também | Bolsas CNPq: como funcionam e quanto pagam

Vantagens e desvantagens dos programas de auxílio estudantil


Vantagens Desvantagens
Acesso ao Ensino Superior com menor impacto financeiro. Critérios rigorosos de renda.
Possibilidade de bolsa integral. Necessidade de manter desempenho acadêmico.
Prazo estendido para pagamento (no caso do FIES). Endividamento futuro no caso de financiamento.
Apoio para permanência na faculdade pública. Prazos e regras que podem mudar a cada edição.

Como organizar as finanças e aproveitar o auxílio estudantil

Para quem tem orçamento apertado, receber o auxílio estudantil deve ser uma maneira de manter as finanças organizadas e evitar endividamento e outros problemas que possam afetar seus estudos. 

Ações práticas importantes para evitar desequilíbrio financeiro incluem: 

  • ●  Monte um orçamento mensal. 
  • ●  Guarde parte da renda para uma reserva de emergência
  • ●  Evite atrasos que possam comprometer o benefício. 
  • ●  Controle gastos cotidianos, como transporte e alimentação. 

As dicas do Serasa Ensina ajudam estudantes a terem uma vida financeira mais organizada

Durante a graduação, aprender a lidar com dinheiro é tão importante quanto estudar para as provas. No Serasa Ensina, pelo blog ou canal de YouTube da Serasa, você encontra conteúdos gratuitos sobre orçamento, controle de gastos, planejamento financeiro e como evitar inadimplência. 

Com informação e organização, o auxílio estudantil pode ser melhor aproveitado e contribuir para uma trajetória acadêmica mais tranquila. 

Perguntas frequentes sobre auxílio estudantil

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