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CIN 2026: guia completo para tirar a nova Carteira de Identidade Nacional

Entenda se a substituição do RG antigo pela CIN já é obrigatória e como emitir a nova identidade.

Atualizado em: 9 de junho de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 11 minutos

Texto de: Time Serasa

imagem de alguém segurando a nova CID

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) começou a substituir o RG antigo em todo o Brasil e por isso é importante entender se a troca do documento é obrigatória ou não, além de saber como emiti-lo. Neste guia, tire as dúvidas mais comuns sobre o novo modelo de identidade e confira o passo a passo para emitir sua versão física e digital. 

O que é a CIN e por que ela substitui o RG antigo?

A CIN é a nova Carteira de Identidade Nacional. O documento, que substitui o RG, é padronizado em todos os estados do país e usa um número único, igual ao do CPF (para quem já tem essa documentação).  

O novo modelo está disponível em formato digital e físico e, por utilizar número único e recursos de segurança como QR Code, amplia a proteção e reduz os problemas de fraude de identidade. 

Diferença entre CIN e RG tradicional

RG  

  • ● Cada estado podia emitir um número diferente, o que permitia que uma mesma pessoa tivesse diversos números de RG; 
  • ● Havia maior risco de duplicidade e fraude; 
  • ● Não disponibilizava versão digital. 

RG

  • Cada estado podia emitir um número diferente, o que permitia que uma mesma pessoa tivesse diversos números de RG; 

  • Havia maior risco de duplicidade e fraude; 

  • Não disponibilizava versão digital. 

CIN

  • O número do CPF é o identificador nacional único; 

  • Possui QR Code para autenticação; 

  • Tem uma área específica no documento da Machine Readable Zone (MRZ); 

  • Disponível em versão física (em papel moeda ou cartão) e digital (pelo app gov.br). 

A nova carteira de identidade é obrigatória em 2026?

Embora já seja possível emitir a CIN em todo o país, o prazo para a substituição do RG antigo pelo novo modelo é 28 de fevereiro de 2032. Sendo assim: 

  • Até fevereiro de 2032, o RG tradicional continua válido; 

  • Não há obrigação imediata de fazer a troca pela CIN; 

  • Quem está tirando o documento de identidade agora ou emitindo a segunda via já pode receber o novo modelo.

Documentos necessários para tirar a CIN

  • Número do CPF (que precisa estar regularizado junto à Receita Federal);  

  • Certidão de nascimento (para solteiros) ou de casamento (para casados, separados, divorciados e viúvos); 

  • Certificado de naturalização; 

  • Comprovante de endereço (em alguns estados); 

  • Laudos médicos e/ou laboratoriais para indicação de condições como autismo e tipo sanguíneo; 

  • Menores de 16 anos precisam apresentar autorização do responsável legal. 

Como fazer o agendamento para emissão da CIN?

O agendamento para emissão da CIN deve ser feito pelos canais digitais dos Institutos de Identificação dos Estados e do Distrito Federal.  

Passo a passo para o agendamento e emissão da CIN

  1. Acesse o sistema do seu estado e faça o agendamento. 

  2. Compareça ao local no dia e horário marcados. 

  3. Apresente documentos originais e cópias. 

  4. No atendimento presencial, sua assinatura, as digitais e a fotografia serão coletadas. 

  5. Aguarde a data de entrega ou retirada da versão física da CIN. 

Como acessar a CIN digital?

Além da versão física, a CIN tem também uma versão digital, que pode ser acessada pelo app oficial do gov.br (disponível para iOS e Android). Saiba como acessar a Carteira de Identidade por esse canal: 

  • Baixe ou abra o aplicativo gov.br. 

  • Faça login com sua conta gov.br (se for seu primeiro acesso, saiba como abrir uma conta no gov.br)  

  • Confirme se você tem uma conta nível ouro ou prata. Se não tiver, siga as instruções do portal para obtê-la. Esses níveis mais altos garantem mais segurança para a conta e acesso aos documentos digitais. 

  • Acesse a opção "Carteira de documentos". 

  • Busque por CIN Digital. Se ela já estiver disponível, vai aparecer na tela. 

  • Clique na CIN Digital e a utilize para o que for preciso. 

Como acessar a CIN digital?

Na maioria dos estados, a primeira via da CIN impressa em papel moeda é grátis. Mas, em alguns lugares, há cobranças, especialmente para a versão em policarbonato (cartão). Os prazos de emissão também variam de estado para estado. 

Estado Taxa para emissão da 1º via da CIN Prazo de emissão
Acre Impressão em papel: R$ 116,77 Impressão em policarbonato: R$ 213,60 30 dias úteis
Alagoas Não informado Não informado
Amapá Grátis 10 dias úteis
Amazonas Grátis Não informado
Bahia Impressão em papel: grátis Impressão em policarbonato: R$ 91,72 Não informado
Ceará Impressão em papel: grátis impressão em policarbonato: R$ 74,76 Não informado
Distrito Federal Impressão em papel: grátis Impressão em policarbonato: R$ 84 Não informado
Espírito Santo Grátis 90 dias
Goiás Grátis Não informado
Maranhão Não informado Não informado
Mato Grosso Impressão em papel: grátis Impressão em policarbonato: R$ 99,53 Não informado
Mato Grosso do Sul Não informado Não informado
Minas Gerais Grátis 15 dias úteis
Pará Não informado Não informado
Paraíba Não informado Não informado
Paraná Grátis 10 a 30 dias úteis
Pernambuco Grátis Não informado
Piauí Grátis Não informado
Rio de Janeiro Entre R$ 00,00 e R$ 53,59 12 dias úteis
Rio Grande do Norte Grátis 7 a 20 dias úteis
Rio Grande do Sul Grátis 15 a 40 dias úteis
Rondônia Grátis Não informado
Roraima Grátis 90 dias (na capital)
Santa Catarina Grátis 20 dias
São Paulo Grátis Até 22 dias úteis
Sergipe Não informado Não informado
Tocantins Não informado Capital: 10 dias úteis Interior: 60 dias

Validade da CIN: o que muda para crianças, adultos e idosos?

A validade da Carteira de Identidade Nacional varia conforme a idade da pessoa: 

  • 0 a 11 anos: cinco anos. 

  • 12 a 59 anos: 10 anos. 

  • A partir de 60 anos: validade indeterminada.  

É possível viajar para o exterior apenas com a CIN?

Sim, a Carteira de Identidade Nacional conta com um campo de Machine Readable Zone (MRZ) e pode ser usada para viagens aos países do Mercosul, desde que: 

  • ● O documento esteja em bom estado. 
  • ● Permita identificação clara do titular. 

Para viagens para fora do Mercosul, continua sendo necessário a apresentação do passaporte. 

Leia também | Como renovar passaporte: passo a passo e o que saber 

Como colocar o símbolo de autismo, tipo sanguíneo ou nome social na CIN?

A nova Carteira de Identidade permite a inclusão de outros números de documentos e informações complementares importantes. Entenda como adicionar a ela o símbolo do autismo, tipo sanguíneo e nome social. 

Inclusão do símbolo do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na CIN

Para incluir o símbolo do autismo no documento de identificação, é preciso apresentar um laudo médico recente comprovando o diagnóstico, ou a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) dentro da validade. 

Inclusão do tipo sanguíneo na CIN

O tipo de sangue pode ser adicionado na Carteira de Identidade se for apresentado no momento da emissão o original e uma cópia do exame laboratorial recente de tipagem sanguínea assinado pelo responsável técnico ou a carteira oficial de doador de sangue. 

Inclusão do nome social na CIN

Para usar o nome social na CIN, basta preencher e assinar o formulário de inclusão de nome social disponibilizado pelo órgão no momento da emissão do documento (menores de 18 anos precisam estar acompanhados pelo responsável legal). 

Todos os números de documentos e informações complementares que podem ser incluídos na CIN


  • Nome Social 

  • Número da Identificação Social (NIS

  • Número do Programa de Integração Social (PIS

  • Número do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP

  • Número do Título de Eleitor 

  • Número da Carteira Nacional de Habilitação (CNH

  • Número do Cartão Nacional de Saúde 

  • Número da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS


  • Número do Certificado Militar 

  • Tipo Sanguíneo e Fator Rh 

  • Indicador de que o titular é doador de órgãos. 

  • Condição específica de saúde cuja divulgação possa contribuir para preservar ou salvar a vida do titular. 

  • Número do documento de identidade profissional expedido por órgão ou autoridade legalmente autorizado. 

Número do documento de identidade profissional expedido por órgão ou autoridade legalmente autorizado.

Com a CIN, o CPF passa a concentrar mais informações sobre a vida do cidadão. Isso torna a proteção dos dados ainda mais importante. 

Monitorar o CPF ajuda a: 

  • ● Identificar tentativas de fraude. 
  • ● Detectar movimentações suspeitas. 
  • ● Evitar abertura indevida de contas ou crédito. 
  • ● Saber sobre dívidas e negativações. 

Hoje, proteger o CPF significa proteger sua identidade digital completa. 

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Perguntas frequentes sobre a CIN

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