Limpei meu nome, como não me endividar de novo?
Limpei meu nome, como não me endividar de novo?Data de publicação 18 de setembro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 14 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Os criptoativos deixaram de ser um assunto restrito a quem já entendia de tecnologia ou de mercado financeiro. Hoje aparecem em conversas do dia a dia, em anúncios nas redes sociais e até em promessas de retorno fácil que circulam por aplicativos de mensagem. Esse interesse cresceu junto com a atenção regulatória: desde fevereiro de 2026, o Banco Central passou a exigir autorização prévia das empresas que oferecem serviços com criptoativos no país.
Antes de investir nesse tipo de ativo, entenda como funciona e quais cuidados evitam prejuízo com fraudes ou com a alta volatilidade do mercado.
Criptoativos são representações digitais de valor, protegidas por criptografia e registradas, em geral, em uma rede blockchain. Esse registro permite transferir, negociar ou usar o ativo para pagamento, investimento ou acesso a um serviço, sem depender de um banco para intermediar a operação.
A categoria reúne formatos diferentes: criptomoedas, moedas estáveis (as chamadas stablecoins, com valor atrelado a uma moeda tradicional como o dólar) e tokens, que podem representar desde um ativo financeiro até o acesso a uma plataforma digital.
Criptoativo é a categoria mais ampla; criptomoeda é um tipo específico dela. Toda criptomoeda é um criptoativo, mas nem todo criptoativo funciona como moeda.
O Bitcoin é o exemplo mais conhecido de criptomoeda, usado como meio de troca ou reserva de valor. Uma stablecoin ou um token de utilidade também são criptoativos, mas cumprem funções diferentes, sem circular como dinheiro no dia a dia.
As operações com criptoativos costumam depender de uma corretora especializada, que permite comprar, vender ou trocar esses ativos. Por trás dela está a blockchain: um registro digital distribuído entre vários computadores, que confirma cada transação e a conecta às anteriores, formando uma cadeia de blocos praticamente impossível de alterar.
Essa estrutura dá segurança ao sistema, mas também significa que boa parte das operações depende de uma chave criptografada de acesso, não de uma conta vinculada ao nome do titular. Perder essa chave costuma significar perder o acesso ao ativo, sem possibilidade de recuperação por um banco ou por uma central de atendimento.
A tabela resume os principais tipos de criptoativos e para que servem:
| Tipo | Exemplo | Característica |
|---|---|---|
| Criptomoeda | Bitcoin | Meio de troca ou reserva de valor, com alta volatilidade de preço. |
| Moeda estável (stablecoin) | Tether (USDT) | Valor atrelado a uma moeda tradicional, como o dólar, para reduzir oscilações. |
| Token de utilidade | Tokens de acesso a plataformas | Dá direito a um serviço ou a uma funcionalidade específica dentro de um sistema digital. |
O Banco Central regula os criptoativos desde 2022. A Lei 14.478/2022, conhecida como Marco Legal dos Criptoativos, e o Decreto 11.563/2023 atribuíram a ele a competência de autorizar, supervisionar e fiscalizar as empresas do setor.
O detalhamento dessa competência veio só em novembro de 2025, com a publicação das resoluções do Banco Central que regulamentam o setor. As normas entraram em vigor em 2 de fevereiro de 2026 e criaram a Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV), que pode atuar como intermediária, custodiante ou corretora.
Na prática, corretoras e outras plataformas que oferecem compra, venda ou custódia de criptoativos passam a precisar de autorização prévia do Banco Central para funcionar no país, além de cumprir exigências de capital mínimo (entre R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões, conforme a atividade), governança e segregação entre o patrimônio da empresa e o dinheiro dos clientes. Quando o criptoativo se enquadra como valor mobiliário, a competência passa a ser da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), não do Banco Central.
Para quem investe, essa regulamentação não elimina o risco do mercado, mas pode ajudar a reduzir a exposição a corretoras irregulares.
Leia também | Entenda o Marco Legal das Criptomoedas
Antes de aplicar qualquer valor, siga algumas etapas básicas de avaliação:
Avalie o perfil de investidor e a tolerância a oscilações bruscas de preço.
Estude o funcionamento do criptoativo escolhido antes de comprar.
Escolha uma corretora autorizada a operar no Brasil, considerando as novas exigências do Banco Central.
Defina um valor que não comprometa o orçamento nem a reserva de emergência.
Registre todas as movimentações para facilitar a declaração de Imposto de Renda.
Em uma corretora especializada, é possível comprar e vender criptoativos diretamente, geralmente por meio de cadastro em um site ou aplicativo. Essa costuma ser a porta de entrada mais comum para quem quer investir em criptomoedas pela primeira vez.
Os fundos de investimento com exposição a criptoativos e os ETFs de criptomoedas seguem as regras da CVM e costumam ter volatilidade menor que a compra direta do ativo. Há ainda as operações ponto a ponto (P2P), feitas diretamente entre usuários, sem intermediação de uma corretora, o que exige atenção redobrada à reputação da contraparte.
A ausência de um sistema bancário tradicional por trás dos criptoativos abre espaço para fraudes. Alguns sinais merecem atenção:
Esses sinais aparecem nos golpes com criptomoedas, que costumam usar perfis falsos de celebridades ou de empresários para convencer a vítima a transferir fundos.
A chave de acesso à carteira de criptoativos funciona como uma senha única, sem possibilidade de recuperação por terceiros. Por isso, mantenha a autenticação em duas etapas ativada, evite clicar em links de origem duvidosa e desconfie de contatos não solicitados sobre oportunidades de investimento. Manter a maior parte dos ativos em carteiras offline também reduz a exposição a golpes de segurança para criptomoedas, já que o acesso fica fora do alcance de ataques remotos.
O acompanhamento periódico do CPF também ajuda a identificar uso indevido de dados pessoais antes que ele afete outras áreas da vida financeira. O Serasa Premium, por exemplo, ajuda a monitorar se os dados vazaram na Dark Web e avisa sobre consultas ao CPF, o que pode oferecer mais tempo de reação em caso de tentativa de fraude.
Entender como funcionam os criptoativos é só uma parte de um planejamento financeiro mais amplo. O Serasa Ensina reúne conteúdos sobre investimentos, orçamento doméstico e reconhecimento de golpes, para apoiar decisões financeiras mais conscientes, inclusive fora do universo cripto.
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Data de publicação 18 de setembro de 202611 minutos de leitura
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