O que é drawdown máximo no mundo dos investimentos
O que é drawdown máximo no mundo dos investimentosData de publicação 30 de julho de 20266 minutos de leitura
Publicado em: 30 de julho de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 21 minutosTexto de: Time Serasa
Quando uma criança ou adolescente recebe um diagnóstico como Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH ou outras condições do neurodesenvolvimento, a rotina da família muda em muitos aspectos, inclusive no orçamento.
A organização das finanças da família com filhos neurodivergentes passa a ser mais cuidadosa, já que despesas com terapias, consultas, medicamentos, adaptações e transporte podem pesar na renda familiar.
Embora os desafios financeiros possam parecer difíceis de enfrentar, eles não precisam ser encarados sem informação ou planejamento.
Neste artigo, entenda como equilibrar um orçamento pressionado pelos custos dos cuidados, conheça os critérios de renda para acessar benefícios governamentais e descubra ferramentas jurídicas que podem proteger o patrimônio da família para o futuro do seu filho.
Ao mesmo tempo em que o diagnóstico possibilita o acesso a terapias e intervenções importantes para o desenvolvimento da criança, ele também revela que os custos dos tratamentos serão uma das maiores despesas do orçamento.
Embora o valor varie conforme a cidade, a intensidade das terapias e a cobertura do plano de saúde, um tratamento multidisciplinar pode custar alguns milhares de reais quando realizado exclusivamente na rede de saúde particular.
Neste ponto, é importante entender que não existe um protocolo único para todas as pessoas autistas. A equipe de acompanhamento é definida conforme as necessidades individuais, podendo incluir:
Na prática, as clínicas particulares costumam cobrar valores aproximados aos indicados pela tabela abaixo:
| Terapia | Valor médio por sessão* |
|---|---|
| ABA | Entre R$ 150 e R$ 400 |
| Fonoaudiologia | Entre R$ 50 e R$ 200 |
| Terapia ocupacional | Entre R$ 80 e R$ 400 |
| Psicologia | Entre R$ 100 e R$ 350 |
| Psicopedagogia | Entre R$ 40 e R$ 160 |
*Os valores são estimativas e podem variar conforme a região do país, a especialização do profissional e o modelo de atendimento.
O estudo Mapa Autismo Brasil (MAB), realizada pelo Instituto Autismos, mostrou que, entre as famílias que investem em terapias para pessoas autistas, os gastos mensais variam entre R$ 501 e R$ 3.000 reais, havendo casos de famílias com despesas superiores a R$ 5.000.
Quando o contrato prevê coparticipação, o beneficiário paga parte do valor de cada atendimento. No caso de tratamentos de certas condições, como as terapias para transtornos do desenvolvimento (como o TEA), é importante ficar atento à normas específicas que podem garantir isenção ou limites diferenciados de coparticipação.
Também é essencial informar à operadora que sua família se enquadra em uma situação especial para evitar cobranças indevidas. Ainda, é possível negociar a coparticipação com o plano de saúde, dependendo do tipo:
Outro ponto importante é conhecer as principais regras desse tipo de cobrança para conseguir identificar práticas abusivas. Por isso, fique atento aos seguintes pontos:
Cobranças excessivas de coparticipação nos planos de saúde são consideradas ilegais pelo Código de Defesa do Consumidor. Se isso acontecer, reúna a documentação, reclame formalmente à operadora, registre uma reclamação na Agência Nacional de Saúde (ANS) e nos órgãos de defesa ao consumidor.
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O Benefício de Prestação Continuada (BPC), regulado pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), é uma das ferramentas mais importantes de proteção social para famílias de pessoas neurodivergentes.
O BPC garante o pagamento de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência que comprove estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Nesse caso, não há exigência de idade mínima para solicitá-lo.
Diferentemente da aposentadoria, o benefício não exige contribuições ao INSS e faz parte da política de assistência social.
Para ter direito ao benefício, a pessoa com deficiência precisa atender a dois requisitos:
Mesmo que a família ultrapasse o limite de renda, é possível conseguir o benefício na Justiça caso seja demonstrado que grande parte do orçamento está comprometida com despesas médicas.
Para comprovar a situação financeira e conseguir a aprovação do BPC ou pedir a flexibilização do critério econômico, confira os documentos que podem ser apresentados:
| Documento | Exemplos |
|---|---|
| Declaração de entidade de assistência social | Atestado ou declaração emitida pelo CRAS ou CREAS comprovando que a família é atendida; Declaração de dirigente local de entidade de apoio (igreja, ONG ou associação de moradores) atestando que a família possui renda familiar reduzida; Relatório social elaborado por assistente social sobre as condições de moradia, alimentação, saneamento e saúde. |
| Extratos bancários | Extrato bancário do responsável e do beneficiário; Comprovantes de recebimento de programas assistenciais (Bolsa Família, por exemplo); Documentos que comprovem o recebimento de doações ou pensões alimentícias eventuais; Recibos e notas fiscais de serviços temporários (bicos). |
| Declaração de pensão alimentícia | Decisão judicial ou acordo homologado em audiência que comprove recebimento de pensão alimentícia de qualquer espécie; Declaração de inexistência de pensão alimentícia. |
| Laudos médicos e documentos de saúde | Laudos médicos detalhando a deficiência ou condição de saúde para comprovar a necessidade de cuidado permanente e exclusão de renda formal; Comprovação de despesas médicas recorrentes (receitas de medicamentos, faturas de laboratórios e comprovantes de consultas gratuitas); Relatórios de equipe de saúde da UBS que atestem o deslocamento frequente para tratamentos. |
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Uma das maiores preocupações das famílias com pessoas autistas está no futuro: quem cuidará do meu filho quando eu não estiver mais aqui?
A boa notícia é que o Direito oferece mecanismos para organizar a sucessão, proteger o patrimônio da família e garantir recursos que continuem servindo ao sustento, aos cuidados e à qualidade de vida da pessoa neurodivergente.
Uma holding familiar é uma empresa criada para concentrar o patrimônio da família. Dessa forma, em vez de cada bem permanecer registrado diretamente no CPF dos familiares, eles passam a pertencer à holding, e os membros da família tornam-se sócios dessa empresa.
Imagine uma família que possui apenas uma casa e uma pequena empresa familiar. Sem um planejamento sucessório, esses bens normalmente passarão por inventário após o falecimento dos pais, o que pode gerar custos, demora e conflitos entre os herdeiros. Com uma holding familiar estruturada por um advogado, é possível:
Importante: é importante que a criação de uma holding familiar seja feita com o auxílio de um advogado especializado em direito societário ou de família para melhor esclarecimento e definição das regras.
Além da holding familiar, existem outras ferramentas que podem ser utilizadas isoladamente ou em conjunto para formar uma rede de proteção:
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Ensinar educação financeira para os filhos neurodivergentes pode exigir adaptação, mas isso não significa que eles sejam menos capazes de desenvolver autonomia financeira. Muitas pessoas neurodivergentes aprendem melhor quando as informações são apresentadas de forma concreta, visual e previsível.
Por isso, ao invés de ficar em conceitos abstratos, como “economizar para o futuro”, é mais eficaz transformar a educação financeira em uma rotina prática, com objetivos claros e ferramentas que reduzem a sobrecarga de decisões.
É importante ressaltar que não existe um método único para ensinar educação financeira para crianças e adolescentes com TEA ou TDAH. Cada pessoa possui interesses, facilidades e desafios diferentes, e as estratégias listadas abaixo podem tornar o aprendizado do letramento financeiro mais acessível:
As dicas descritas acima podem ajudar no ensino, mas não precisam ser praticadas todas de uma vez. Para ajudar, montamos um plano gradual:
| Etapa | Objetivo | Ferramenta |
|---|---|---|
| 1 - Conhecer o dinheiro | Entender de onde vem a renda e para onde ela vai | Quadro visual ou aplicativo com categorias de despesas |
| 2 - Criar uma rotina | Registrar entradas e gastos sempre no mesmo dia da semana | Caderno, planilha, aplicativo de gastos ou quadro visual |
| 3 - Definir metas | Economizar para um objetivo específico | Barra de progresso, adesivos ou metas ilustradas |
| 4 - Ganhar autonomia | Administrar pequenas quantias com supervisão | Mesada planejada, acompanhamento e revisão conjunta dos gastos |
| 5 - Controlar o impulso | Evitar compras impulsivas e aprender a respeitar limites | Conta digital com saldo definido ou cartão pré-pago |
Construir um “escudo financeiro” não significa acumular uma grande fortuna, mas sim criar uma estrutura capaz de proteger a família diante das despesas recorrentes, mudanças na renda e das necessidades que podem surgir ao longo da vida da pessoa com TEA, TDAH ou outra condição.
Um roteiro que pode ajudar nessa organização inclui os seguintes passos:
Mapeie todas as despesas relacionadas ao tratamento, incluindo aqueles que parecem pequenas, como transporte, alimentação durante os deslocamentos e materiais terapêuticos.
Crie uma reserva financeira específica para despesas inesperadas com saúde para evitar comprometer o orçamento da família em uma situação emergencial.
Verifique se sua família atende aos requisitos para benefícios sociais, isenções ou outros direitos previstos na legislação.
Converse com profissionais especializados, como advogados, contadores e planejadores financeiros, para avaliar se um testamento, seguro de vida ou holding familiar fazem sentido para sua realidade.
Inclua seu filho no planejamento, sempre respeitando sua idade, seu nível de autonomia e suas necessidades de apoio para que ele desenvolva gradualmente habilidades financeiras.
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