Banco convoca idosos para resgatar dinheiro: alerta de golpe
Banco convoca idosos para resgatar dinheiro: alerta de golpeData de publicação 23 de outubro de 202613 minutos de leitura
Publicado em: 23 de outubro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 15 minutosTexto de: Time Serasa
O Índice de Sharpe nos investimentos mostra quanto um fundo ou uma carteira rendeu acima da taxa livre de risco, para cada unidade de risco assumida. Quanto maior o índice, mais retorno o investimento entregou em relação à oscilação que o investidor precisou suportar.
Olhar só a rentabilidade costuma esconder essa parte da história. Um fundo que rendeu 18% em um ano pode ter passado por meses de perdas fortes, enquanto outro, com o mesmo resultado, oscilou pouco. O Sharpe ajuda a separar esses dois casos, mas tem limites que também precisam entrar na análise.
O Índice de Sharpe é um indicador de relação entre risco e retorno criado pelo economista William Sharpe, vencedor do Nobel de Economia em 1990. Ele compara o retorno de um investimento com o de um ativo livre de risco e divide essa diferença pela volatilidade do investimento.
A volatilidade, medida pelo desvio padrão dos retornos, indica o quanto a rentabilidade variou de um período para outro. Um fundo com retornos mensais muito diferentes entre si tem volatilidade alta. Um fundo com retornos parecidos mês a mês tem volatilidade baixa.
Na análise de investimentos, o Sharpe serve principalmente para:
Essa leitura faz parte de como criar uma carteira de investimentos que equilibre o retorno buscado e o risco aceito.
Em 16 de setembro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic para 13,75% ao ano. O exemplo usa um fundo que rendeu 18% em 12 meses, com volatilidade anual de 6%. O cálculo fica assim:
O Índice de Sharpe do fundo, nesse exemplo, é 0,71. Em outras palavras, para cada ponto de volatilidade, o fundo entregou 0,71 ponto de retorno acima da Selic.
Com os retornos mensais do fundo e da taxa livre de risco reunidos, o cálculo pode ser feito em uma planilha.
Liste os retornos mensais: coloque em uma coluna a rentabilidade do fundo em cada mês e, em outra, a do CDI no mesmo mês.
Calcule o excesso de retorno: em uma terceira coluna, subtraia o CDI do retorno do fundo, mês a mês.
Tire a média e o desvio padrão: use a função MÉDIA e a função DESVPAD.A sobre a coluna de excesso de retorno.
Divida a média pelo desvio padrão: o resultado é o Sharpe mensal.
Converta para o ano, se precisar comparar com outros fundos: multiplique o Sharpe mensal pela raiz quadrada de 12 (cerca de 3,46).
O último passo é uma aproximação usada no mercado. Por isso, ao comparar fundos, o mais seguro é usar sempre o mesmo método e o mesmo período para todos.
O sinal do índice mostra se o investimento rendeu mais ou menos que a taxa livre de risco no período.
| Resultado | O que indica | Exemplo com Selic de 13,75% ao ano |
|---|---|---|
| Positivo | O investimento rendeu mais que a taxa livre de risco | Fundo com retorno de 18% e volatilidade de 6% tem Sharpe de 0,71 |
| Próximo de zero | O retorno foi parecido com o da taxa livre de risco, mesmo com o risco a mais | Fundo com retorno de 14% e volatilidade de 8% tem Sharpe de 0,03 |
| Negativo | O investimento rendeu menos que a taxa livre de risco | Fundo com retorno de 12% e volatilidade de 8% tem Sharpe de −0,22 |
Valores hipotéticos, para fins de exemplo.
Não existe um valor ideal de Sharpe que sirva para qualquer investimento. O número só faz sentido quando comparado ao de fundos da mesma categoria, no mesmo período e com a mesma taxa livre de risco.
A taxa livre de risco funciona como a régua do índice. Quanto mais alta ela está, maior precisa ser o retorno de um fundo para que o Sharpe fique positivo. Por isso, o mesmo fundo pode ter índices bem diferentes em momentos diferentes dos juros.
Por exemplo, um fundo que rendeu 18% com volatilidade de 6% tem Sharpe de 0,71 com a Selic em 13,75%. Se a taxa livre de risco fosse de 10%, o mesmo desempenho resultaria em um Sharpe de 1,33. O fundo não mudou, mas a referência sim.
O CDI acompanha de perto a Selic e costuma servir de referência para os fundos brasileiros. Na análise, a escolha entre um e outro importa menos do que usar a mesma taxa para todos os fundos comparados. Comparar o Sharpe de um fundo calculado com CDI ao de outro calculado com Selic, ou em períodos com juros diferentes, leva a conclusões erradas.
O Sharpe é mais útil quando dois fundos têm retornos parecidos. A tabela abaixo mostra dois fundos hipotéticos da mesma categoria, no mesmo período, com a Selic de 13,75% ao ano como taxa livre de risco.
| Indicador | Fundo A | Fundo B |
|---|---|---|
| Retorno em 12 meses | 18% | 18% |
| Volatilidade anual | 6% | 12% |
| Índice de Sharpe | 0,71 | 0,35 |
Valores hipotéticos, para fins de exemplo.
Os dois renderam o mesmo, mas o Fundo B oscilou o dobro para chegar ao resultado. Isso significa que quem investiu nele pode ter visto quedas maiores no caminho. Pelo Sharpe, o Fundo A entregou mais retorno para cada unidade de risco.
Para que a comparação seja justa, os fundos precisam:
Um Sharpe maior não garante resultado melhor no futuro. Ele descreve o que aconteceu no período analisado. A escolha de um fundo também passa pelo perfil de investidor e pelos objetivos de cada pessoa. O perfil é avaliado na análise de suitability, prevista na Resolução nº 30/2021 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Conhecer as aplicações financeiras disponíveis permite situar cada fundo nesse contexto.
Os três indicadores medem retorno em relação ao risco, mas cada um considera um tipo diferente de risco.
| Indicador | O que usa como risco | Quando faz mais sentido |
|---|---|---|
| Sharpe | Volatilidade total (desvio padrão de todos os retornos) | Comparar fundos e carteiras de forma geral |
| Treynor | Beta, que mede quanto o investimento acompanha as oscilações do mercado | Avaliar uma carteira que já faz parte de um portfólio diversificado |
| Sortino | Só a volatilidade dos retornos negativos | Avaliar investimentos que oscilam muito para cima, mas pouco para baixo |
A diferença aplicada está no que cada um penaliza. O Sharpe trata uma alta forte e uma queda forte da mesma forma, porque as duas aumentam a volatilidade. O Sortino considera só as quedas, o que costuma favorecer fundos com retornos positivos irregulares. O Treynor desconsidera o risco que a diversificação consegue diluir e olha só o risco ligado ao mercado como um todo.
O Sharpe é um bom ponto de partida, mas não resume sozinho o risco de um investimento. As principais limitações são:
Por isso, o Sharpe funciona melhor ao lado de outros indicadores. Entre eles estão a volatilidade, a maior queda registrada no período (o drawdown máximo), as taxas do fundo e a correlação com os outros investimentos da carteira. Na diversificação, a quantidade de ativos e a correlação entre eles atuam juntas sobre o risco.
O Índice de Sharpe nem sempre aparece nos documentos obrigatórios do fundo. Os principais caminhos para encontrá-lo são:
Ao usar um número pronto, convém conferir o período do cálculo e a taxa livre de risco adotada. Sem essas duas informações, a comparação entre fundos perde o sentido.
Leia também | Como começar a investir: dicas para iniciantes
Entender o Sharpe nos investimentos permite olhar além da rentabilidade e comparar fundos pelo risco que cada um assumiu. O Serasa Ensina reúne conteúdos gratuitos sobre investimentos, organização financeira e crédito para quem quer continuar aprendendo antes de decidir.
O Serasa Ensina no YouTube ajuda a descomplicar a educação financeira por meio de conteúdos gratuitos toda semana.
Os vídeos ajudam a cuidar do dinheiro, negociar dívidas, proteger-se contra fraudes, aumentar o Serasa Score, economizar na rotina, organizar as finanças e muito mais!
Data de publicação 23 de outubro de 202613 minutos de leitura
Data de publicação 23 de outubro de 202611 minutos de leitura
Data de publicação 23 de outubro de 202614 minutos de leitura