Cálculo do rendimento da poupança: aprenda a fazer
Cálculo do rendimento da poupança: aprenda a fazerData de publicação 9 de outubro de 20267 minutos de leitura
Atualizado em: 20 de agosto de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 11 minutosTexto de: Time Serasa
Aplicações financeiras são as diferentes formas de guardar ou investir dinheiro com o objetivo de obter algum retorno, seja em produtos de renda fixa, como CDB e Tesouro Direto, seja em opções de renda variável, como fundos de investimento. Cada aplicação combina de um jeito diferente rentabilidade, risco e liquidez, e essa combinação é o que determina se ela faz sentido para um objetivo específico, um prazo determinado ou o perfil de quem está investindo.
O que são aplicações financeiras
O termo aplicação financeira descreve qualquer produto voltado a colocar o dinheiro para trabalhar ao longo do tempo, em vez de deixá-lo parado. A poupança, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), o Tesouro Direto e os fundos de investimento são exemplos comuns desse tipo de produto, disponíveis em bancos tradicionais, contas digitais e corretoras.
Entender o que caracteriza cada aplicação financeira ajuda a evitar duas situações comuns: dinheiro parado rendendo pouco ou recursos presos em um produto sem liquidez suficiente para cobrir uma emergência. Antes de aplicar, é preciso avalia o prazo, o objetivo e o nível de risco que faz sentido assumir.
As aplicações financeiras se dividem em dois grandes grupos: as de renda fixa, com regras de remuneração definidas no momento da aplicação, e as de renda variável, cujo retorno depende do desempenho do mercado e pode oscilar com mais intensidade. Para conhecer os tipos de investimentos financeiros disponíveis no mercado, vale entender como cada categoria funciona antes de comparar as opções.
Na renda fixa, o investidor sabe desde o início como o rendimento será calculado, seja por uma taxa prefixada, seja por um índice como o CDI ou a inflação.
A poupança é a opção mais simples e conhecida, o CDB é emitido por bancos para captar recursos, e o Tesouro Direto reúne títulos públicos negociados diretamente com o governo federal.
Fundos de investimento reúnem o dinheiro de vários investidores para aplicar em diferentes ativos, conforme a estratégia de cada fundo, e podem incluir desde renda fixa até ações e outros ativos de maior oscilação. Por reunir ativos variados, a rentabilidade de um fundo tende a acompanhar o comportamento do mercado, para cima ou para baixo, o que exige mais atenção ao perfil de risco antes de investir.
A tabela abaixo resume como as aplicações mais comuns se comparam, sem considerar percentuais fixos de rentabilidade, já que as taxas mudam com o tempo e variam conforme a instituição financeira escolhida.
| Aplicação | Como funciona | Liquidez | Nível de risco |
|---|---|---|---|
| CDB | Título emitido por um banco, com remuneração prefixada ou atrelada a um índice | Varia conforme o prazo contratado; alguns têm liquidez diária | Baixo a moderado, associado à instituição emissora |
| Tesouro Direto | Título público negociado com o governo federal, com diferentes prazos e formas de remuneração | Costuma ter liquidez diária, com possibilidade de oscilação de preço antes do vencimento | Considerado baixo, por ter o governo federal como emissor |
| Fundos de investimento | Reúnem recursos de vários investidores para aplicar conforme a estratégia do fundo | Varia bastante conforme o tipo de fundo e as regras de resgate | Baixo a alto, conforme a composição da carteira |
Os percentuais de rendimento variam de acordo com o cenário econômico e as condições oferecidas por cada instituição financeira, por isso vale consultar diretamente o banco, a corretora ou o emissor do título antes de decidir.
A escolha de uma aplicação financeira depende do cruzamento entre três fatores: o objetivo do dinheiro, o prazo disponível e a liquidez necessária.
Uma reserva de emergência, por exemplo, pede uma aplicação com liquidez diária, mesmo que a rentabilidade seja menor. Já um valor que não precisa ser resgatado tão cedo pode ser direcionado a aplicações com prazos mais longos, que costumam oferecer condições diferentes em troca dessa disponibilidade menor.
A rentabilidade de uma aplicação financeira pode ser nominal ou real. A rentabilidade nominal é o percentual bruto informado pela instituição, sem descontar a inflação do período. Já a rentabilidade real leva em conta a perda de poder de compra da moeda, e é ela que mostra se o dinheiro efetivamente cresceu ou apenas acompanhou o custo de vida.
Para entender o que é rentabilidade e por que ela importa em investimentos, vale sempre comparar as duas métricas antes de decidir onde aplicar.
Um exemplo hipotético ajuda a ilustrar como a rentabilidade se acumula ao longo do tempo: ao aplicar R$ 20.000 por 12 meses, o valor final varia conforme o tipo de aplicação escolhido, a taxa contratada e o cenário econômico do período. Um CDB pode entregar um resultado diferente de uma conta digital com rendimento automático ou de um fundo de investimento, e essa diferença tende a ficar mais evidente quanto maior o prazo da aplicação.
Esses números servem apenas de referência: a rentabilidade real depende das condições vigentes em cada instituição financeira no momento da aplicação. Para entender melhor a rentabilidade de uma aplicação financeira antes de investir, vale considerar diferentes cenários.
Toda aplicação financeira envolve algum grau de risco, mesmo as consideradas mais seguras. Os mais comuns são:
Conhecer esses três tipos de risco ajuda a entender o que está por trás de cada aplicação, sem que isso signifique segurança absoluta em nenhuma delas.
O perfil conservador costuma priorizar aplicações de renda fixa com baixo risco e liquidez mais previsível, como CDB e Tesouro Direto. O perfil moderado tende a combinar renda fixa com uma parcela menor de renda variável, buscando um equilíbrio entre segurança e potencial de retorno. Já o perfil arrojado aceita conviver com mais oscilação em troca da possibilidade de um retorno maior, distribuindo recursos entre fundos e outros ativos de renda variável. Para descobrir qual é o seu perfil de investidor, vale considerar não só a tolerância a perdas, mas também o prazo e o objetivo de cada aplicação.
Antes de escolher onde aplicar, vale colocar lado a lado rentabilidade, risco, liquidez, prazo e eventuais taxas cobradas pela instituição.
Nenhuma aplicação é boa ou ruim isoladamente: o que muda é a adequação dela ao momento financeiro e ao objetivo de quem está investindo. Comparar essas variáveis antes de decidir ajuda a evitar surpresas e a manter o dinheiro alinhado ao que realmente importa em cada fase da vida financeira.
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