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Aplicações financeiras: como escolher a melhor para seu perfil

Entender as diferenças entre rentabilidade, risco e liquidez ajuda a escolher onde guardar ou investir seu dinheiro

Atualizado em: 20 de agosto de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 11 minutos

Texto de: Time Serasa

Mulher usar gadget telefone celular ganhar dinheiro on-line com ícone do dólar pop up . Tecnologia de negócios no conceito de smartphone.

Aplicações financeiras são as diferentes formas de guardar ou investir dinheiro com o objetivo de obter algum retorno, seja em produtos de renda fixa, como CDB e Tesouro Direto, seja em opções de renda variável, como fundos de investimento. Cada aplicação combina de um jeito diferente rentabilidade, risco e liquidez, e essa combinação é o que determina se ela faz sentido para um objetivo específico, um prazo determinado ou o perfil de quem está investindo.

O que são aplicações financeiras

O termo aplicação financeira descreve qualquer produto voltado a colocar o dinheiro para trabalhar ao longo do tempo, em vez de deixá-lo parado. A poupança, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), o Tesouro Direto e os fundos de investimento são exemplos comuns desse tipo de produto, disponíveis em bancos tradicionais, contas digitais e corretoras.

Entender o que caracteriza cada aplicação financeira ajuda a evitar duas situações comuns: dinheiro parado rendendo pouco ou recursos presos em um produto sem liquidez suficiente para cobrir uma emergência. Antes de aplicar, é preciso avalia o prazo, o objetivo e o nível de risco que faz sentido assumir.

Quais são os principais tipos de aplicações financeiras

As aplicações financeiras se dividem em dois grandes grupos: as de renda fixa, com regras de remuneração definidas no momento da aplicação, e as de renda variável, cujo retorno depende do desempenho do mercado e pode oscilar com mais intensidade. Para conhecer os tipos de investimentos financeiros disponíveis no mercado, vale entender como cada categoria funciona antes de comparar as opções.

Aplicações de renda fixa (poupança, CDB, Tesouro Direto)

Na renda fixa, o investidor sabe desde o início como o rendimento será calculado, seja por uma taxa prefixada, seja por um índice como o CDI ou a inflação.

A poupança é a opção mais simples e conhecida, o CDB é emitido por bancos para captar recursos, e o Tesouro Direto reúne títulos públicos negociados diretamente com o governo federal.

Fundos de investimento e outras opções de renda variável

Fundos de investimento reúnem o dinheiro de vários investidores para aplicar em diferentes ativos, conforme a estratégia de cada fundo, e podem incluir desde renda fixa até ações e outros ativos de maior oscilação. Por reunir ativos variados, a rentabilidade de um fundo tende a acompanhar o comportamento do mercado, para cima ou para baixo, o que exige mais atenção ao perfil de risco antes de investir.

A tabela abaixo resume como as aplicações mais comuns se comparam, sem considerar percentuais fixos de rentabilidade, já que as taxas mudam com o tempo e variam conforme a instituição financeira escolhida.

Aplicação Como funciona Liquidez Nível de risco
CDB Título emitido por um banco, com remuneração prefixada ou atrelada a um índice Varia conforme o prazo contratado; alguns têm liquidez diária Baixo a moderado, associado à instituição emissora
Tesouro Direto Título público negociado com o governo federal, com diferentes prazos e formas de remuneração Costuma ter liquidez diária, com possibilidade de oscilação de preço antes do vencimento Considerado baixo, por ter o governo federal como emissor
Fundos de investimento Reúnem recursos de vários investidores para aplicar conforme a estratégia do fundo Varia bastante conforme o tipo de fundo e as regras de resgate Baixo a alto, conforme a composição da carteira

Os percentuais de rendimento variam de acordo com o cenário econômico e as condições oferecidas por cada instituição financeira, por isso vale consultar diretamente o banco, a corretora ou o emissor do título antes de decidir.

Como escolher uma aplicação financeira?

A escolha de uma aplicação financeira depende do cruzamento entre três fatores: o objetivo do dinheiro, o prazo disponível e a liquidez necessária.

Uma reserva de emergência, por exemplo, pede uma aplicação com liquidez diária, mesmo que a rentabilidade seja menor. Já um valor que não precisa ser resgatado tão cedo pode ser direcionado a aplicações com prazos mais longos, que costumam oferecer condições diferentes em troca dessa disponibilidade menor.

Como funciona a rentabilidade de uma aplicação financeira

A rentabilidade de uma aplicação financeira pode ser nominal ou real. A rentabilidade nominal é o percentual bruto informado pela instituição, sem descontar a inflação do período. Já a rentabilidade real leva em conta a perda de poder de compra da moeda, e é ela que mostra se o dinheiro efetivamente cresceu ou apenas acompanhou o custo de vida.

Para entender o que é rentabilidade e por que ela importa em investimentos, vale sempre comparar as duas métricas antes de decidir onde aplicar.

Quanto rende uma aplicação financeira?

Um exemplo hipotético ajuda a ilustrar como a rentabilidade se acumula ao longo do tempo: ao aplicar R$ 20.000 por 12 meses, o valor final varia conforme o tipo de aplicação escolhido, a taxa contratada e o cenário econômico do período. Um CDB pode entregar um resultado diferente de uma conta digital com rendimento automático ou de um fundo de investimento, e essa diferença tende a ficar mais evidente quanto maior o prazo da aplicação.

Esses números servem apenas de referência: a rentabilidade real depende das condições vigentes em cada instituição financeira no momento da aplicação. Para entender melhor a rentabilidade de uma aplicação financeira antes de investir, vale considerar diferentes cenários.

Quais são os riscos das principais aplicações financeiras?

Toda aplicação financeira envolve algum grau de risco, mesmo as consideradas mais seguras. Os mais comuns são:

  • ● O risco de crédito, que está ligado à capacidade de quem emitiu o título de honrar o pagamento.
  • ● O risco de mercado, que se refere à oscilação de preço de ativos como ações e cotas de fundos, que pode gerar perdas em determinados períodos.
  • ● O risco de liquidez, que aparece quando não é possível resgatar o dinheiro no momento desejado sem perder parte do rendimento ou aceitar um preço menor pelo ativo.


Conhecer esses três tipos de risco ajuda a entender o que está por trás de cada aplicação, sem que isso signifique segurança absoluta em nenhuma delas.

Qual aplicação financeira combina com cada perfil de investidor?

O perfil conservador costuma priorizar aplicações de renda fixa com baixo risco e liquidez mais previsível, como CDB e Tesouro Direto. O perfil moderado tende a combinar renda fixa com uma parcela menor de renda variável, buscando um equilíbrio entre segurança e potencial de retorno. Já o perfil arrojado aceita conviver com mais oscilação em troca da possibilidade de um retorno maior, distribuindo recursos entre fundos e outros ativos de renda variável. Para descobrir qual é o seu perfil de investidor, vale considerar não só a tolerância a perdas, mas também o prazo e o objetivo de cada aplicação.

Como comparar aplicações financeiras antes de investir

Antes de escolher onde aplicar, vale colocar lado a lado rentabilidade, risco, liquidez, prazo e eventuais taxas cobradas pela instituição.

Nenhuma aplicação é boa ou ruim isoladamente: o que muda é a adequação dela ao momento financeiro e ao objetivo de quem está investindo. Comparar essas variáveis antes de decidir ajuda a evitar surpresas e a manter o dinheiro alinhado ao que realmente importa em cada fase da vida financeira.


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Perguntas frequentes sobre aplicações financeiras

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