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Nova regra do Pix reforça a segurança nas operações e proteção contra golpes

Conheça as novas regras do Pix em 2026, como funciona o bloqueio automático de contas suspeitas e o alerta de golpe no app. Saiba como se proteger.

Atualizado em: 21 de janeiro de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 8 minutos

Texto de: Time Serasa

Criando seu próprio plano de sucesso

Pix passou por diversas atualizações desde seu lançamento em 2020, sempre com foco em aumentar a segurança das transações. A partir de fevereiro de 2026, novas regras entram em vigor para frear a ação de golpistas: o sistema passa a bloquear automaticamente contas suspeitas e permite que o usuário faça alertas de golpe direto no aplicativo do banco. 

Essas medidas se somam às regras implementadas em 2025, que exigem conformidade com a Receita Federal para manter chaves Pix ativas. 

Assista | Devolução de Pix: é possível? - Serasa Ensina

Como funciona o Pix?

Criado pelo Banco Central, o Pix é uma ferramenta para pagamento instantâneo, na maioria das vezes gratuita. É possível usar o Pix nas seguintes situações: 

  • ● Transferências entre pessoas
  • ● Pagamento em estabelecimentos comerciais, incluindo lojas físicas e comércio eletrônico. 
  • ● Pagamento de prestadores de serviços
  • ● Transações entre empresas, como pagamentos de fornecedores
  • ● Recolhimento de receitas de órgãos públicos federais como taxas (custas judiciais, emissão de passaporte etc.), aluguéis de imóveis públicos, serviços administrativos e educacionais, multas, entre outros. 
  • ● Pagamento de cobranças
  • ● Para pagar faturas de serviços, como energia elétrica, telecomunicações (telefone celular, internet, TV a cabo, telefone fixo) e abastecimento de água; e recolhimento de contribuições do FGTS e da Contribuição Social. 
  • ● Com o objetivo de saque ou troco.

Novas regras do Pix em 2026: bloqueio automático e alerta de golpe

A partir de fevereiro de 2026, todas as instituições financeiras devem seguir novas regras do Banco Central para aumentar a segurança do Pix. As mudanças focam em agilizar o bloqueio de contas usadas por golpistas e facilitar a denúncia de fraudes. 

Como vai funcionar o bloqueio em cascata

Hoje, quando alguém sofre um golpe via Pix, o banco consegue agir apenas na primeira conta que recebeu o dinheiro. O problema é que golpistas transferem os valores rapidamente para outras contas, dificultando a recuperação. Atualmente, os bancos conseguem recuperar menos de 10% do dinheiro roubado, segundo a Febraban, ouvida em reportagem do Jornal Nacional

Com a nova regra, o bloqueio será automático e em cascata: 

  • ● ao denunciar um golpe, o sistema bloqueia imediatamente a conta que recebeu a transferência; 
  • ● se o dinheiro já tiver sido transferido para outra conta, o sistema busca e bloqueia a conta seguinte; 
  • ● o processo continua até localizar onde os valores estão. 

Esse mecanismo dificulta a ação de contas laranjas e aumenta as chances de recuperação do dinheiro. 

Como funciona a nova regra do Pix

Para ter certeza de que os dados das chaves Pix condizem com o registro da Receita Federal, CPFs e CNPJs com inconformidades terão o Pix restringido.  

Portanto, serão excluídas do registro do BC as chaves de CPFs com situação cadastral “suspensa”, “cancelada”, “titular falecido” ou “nula”. No caso das empresas, serão excluídas as chaves de CNPJs com situação cadastral “suspensa”, “inapta”, “baixada” e “nula”. 

A Receita Federal esclarece que a falta de pagamento de tributos (que gera o CPF “pendente de regularização”) não leva à restrição do Pix. Vale lembrar que a situação cadastral do CPF na Receita não tem relação com a negativação do nome por inadimplência em órgãos de proteção ao crédito, como a Serasa.  

Leia também | Como funciona o Pix com inteligência artificial

Alerta de golpe direto no aplicativo do banco

Outra novidade é que o alerta de golpe poderá ser feito diretamente no aplicativo do banco. Isso torna o processo mais rápido e acessível, sem a necessidade de ligar para centrais de atendimento ou abrir chamados demorados. 

Quando as novas regras entram em vigor

As novas regras passam a valer a partir de fevereiro de 2026. A partir dessa data, todas as instituições financeiras que operam com Pix devem seguir as novas determinações do Banco Central. 

Leia também | Entenda como fazer Pix pelo celular 

O que motivou as novas regras do Pix em 2026

O Pix é a modalidade de pagamento mais usada no país. De acordo com o Banco Central, os brasileiros já movimentaram mais de R$ 26 trilhões pelo sistema em 2024. A popularidade, no entanto, também atraiu a atenção de golpistas. 

O aumento das fraudes e a dificuldade em recuperar valores roubados motivaram as novas regras. Antes das mudanças de 2026, o sistema funcionava assim: 

  • ●  a vítima denunciava o golpe ao banco; 
  • ●  o banco tentava contato com a instituição que recebeu o Pix; 
  • ●  enquanto isso, o golpista transferia o dinheiro para outras contas; 
  • ●  quando o bloqueio acontecia, o valor já tinha sumido. 

Esse processo lento permitia que criminosos usassem contas laranjas para movimentar o dinheiro rapidamente, dificultando a recuperação. Com menos de 10% dos valores sendo devolvidos às vítimas, o baixo índice de recuperação passou a ser visto como um incentivo para novos crimes. 

As regras de 2026 buscam inverter essa lógica: o bloqueio automático e em cascata torna o uso de contas laranjas mais arriscado e menos vantajoso para os golpistas. 

Regras do Pix em 2025: verificação cadastral na Receita Federal

Esta não é a primeira vez que o Banco Central implementa novas regras para aumentar a segurança do Pix. Desde julho de 2025, o Pix exige que as chaves estejam em conformidade com os dados registrados na Receita Federal. Essa regra impede que golpistas criem chaves usando documentos de outras pessoas. 

Como funciona a verificação

Uma chave Pix só pode ser criada ou alterada se o nome informado for igual ao registrado na base de dados da Receita Federal. A verificação é feita automaticamente pelos bancos e instituições financeiras — para o usuário, a forma de usar o Pix não muda. 

Quais CPFs e CNPJs podem ter o Pix bloqueado

Serão excluídas do sistema as chaves vinculadas a: 

CPFs com situação cadastral: 

  • ●  suspensa; 
  • ●  cancelada; 
  • ●  titular falecido; 
  • ●  nula. 

CNPJs com situação cadastral: 

  • ●  suspensa; 
  • ●  inapta; 
  • ●  baixada; 
  • ●  nula. 

A Receita Federal esclarece que a falta de pagamento de tributos (que gera o CPF "pendente de regularização") não leva à restrição do Pix. A situação cadastral na Receita também não tem relação com a negativação do nome por inadimplência em órgãos de proteção ao crédito, como a Serasa. 

Como saber se estou irregular na Receita Federal

A consulta é gratuita e pode ser feita no site da Receita Federal, no link de Comprovante de Situação Cadastral do CPF. O resultado aparece na hora. 

Dependendo da natureza da pendência, o pedido de regularização pode ser feito pelo próprio site da Receita. 

Leia também | Como funciona o Pix com inteligência artificial 

O que mudou com a nova regra do Pix de 2025


  •  Verificação cadastral obrigatória  

    Esta é uma exigência aplicada aos bancos e instituições financeiras. Uma chave Pix só pode ser criada ou alterada se o nome informado for igual ao do banco de dados da Receita Federal. Para os usuários, isso não altera a forma de uso do Pix.  

  • Exclusão de chaves  

    Na prática, um usuário pode descobrir que tem uma inconformidade com a Receita Federal ao ter a chave Pix bloqueada pelo banco.   

  • Alterações de chave com restrições  

    A nova regra do Pix proíbe alterar informações vinculadas a chaves aleatórias – agora é preciso excluir a antiga e criar uma nova. A reivindicação de posse de chaves do tipo e-mail também está proibida. 

  • Alterações de chave com restrições  

    A nova regra do Pix proíbe alterar informações vinculadas a chaves aleatórias – agora é preciso excluir a antiga e criar uma nova. A reivindicação de posse de chaves do tipo e-mail também está proibida. 

Linha do tempo: como as regras do Pix evoluíram

Desde o lançamento, o Pix passou por diversas atualizações para aumentar a segurança das transações. Confira os principais marcos: 

Ano O que mudou
2020 Lançamento do Pix pelo Banco Central
2021 Limite de R$ 1.000 para transferências noturnas (20h às 6h)
2023 Criação do Mecanismo Especial de Devolução (MED) para facilitar reembolsos em casos de fraude
2025 Verificação cadastral obrigatória: chaves Pix precisam estar em conformidade com a Receita Federal
2026 Bloqueio automático de contas suspeitas e alerta de golpe direto no aplicativo do banco

Proteja-se contra fraudes

Golpes digitais estão cada vez mais sofisticados. Além de conhecer as regras do Pix, é importante adotar práticas de segurança para proteger seus dados e seu dinheiro. 

A Serasa preparou um guia completo com orientações para proteger seu CPF de fraudes e evitar cair em golpes! 

Valide boletos e chaves Pix antes de pagar dívidas

Golpistas frequentemente se passam por empresas para enviar boletos e chaves Pix falsos usando o nome da Serasa. Antes de fazer um pagamento, especialmente em negociações de dívidas do Serasa Limpa Nome, é fundamental verificar se o meio de pagamento é legítimo. 

Celular com tela aberta no validador de boletos

Ficou em dúvida se um acordo em nome da Serasa é real?

Consulte o nosso Validador de Boleto e Chave Pix pelo site ou aplicativo da Serasa e descubra se é da Serasa ou é golpe. É simples, gratuito e rápido:

  1. Entre com seu CPF e senha e clique no menu Serviços;

  2. Procure a seção Validador de boletos;

  3. Preencha o campo com o código do boleto ou chave Pix;

  4. Pronto! Se o código for da Serasa, você já pode fazer o pagamento com segurança.

Caso o número não seja identificado entre os acordos realizados na plataforma, pode ser que o pagamento seja de outra empresa ou uma tentativa de golpe. Neste caso, orientamos que verifique os dados novamente antes de realizar o pagamento.

Perguntas frequentes sobre as regras do Pix

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