Investimentos seguros: opções para fazer o dinheiro render
Investimentos seguros: opções para fazer o dinheiro renderData de publicação 19 de outubro de 202620 minutos de leitura
Publicado em: 2 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 7 minutosTexto de: Time Serasa
Segundo a pesquisa da Serasa realizada entre 15 e 26 de junho de 2026 com 1.261 brasileiros, 47% dos entrevistados consideram a compra de livros um investimento, mesmo quando a situação financeira está apertada.
Os dados mostram um público que valoriza o livro além do entretenimento, mas que também enfrenta barreiras financeiras reais para manter o hábito de compra.
Os dados da pesquisa Serasa derrubam o mito comum de que o Brasil é um país que não lê: segundo o levantamento, 64% dos brasileiros leram ou ouviram ao menos um livro nos últimos 12 meses, e 34% leram sete ou mais livros no último ano. E o hábito tem hora certa: 41% costumam ler antes de dormir.
Entre os leitores, a frequência também é recorrente:
31% leem todos os dias.
40% leem algumas vezes por semana.
Apenas 5% leem menos de uma vez por mês.
Apesar dos índices positivos, 43% gostariam de ler mais do que leem atualmente. Entre quem não leu nenhum livro nos últimos 12 meses, os principais obstáculos são falta de tempo (48%), falta de hábito (36%) e cansaço ou indisposição (27%).
A leitura aparece muito mais ligada ao equilíbrio emocional e ao crescimento pessoal do que à obrigação. Os principais motivos para ler, segundo a pesquisa Serasa, são:
Saúde mental e relaxamento: 57%;
Aprendizado e conhecimento: 56%;
Desenvolvimento pessoal: 50%;
Entretenimento e lazer: 46%.
Ao ler, os brasileiros afirmam sentir-se mais tranquilos (34%), mais inspirados (24%), mais preparados para o futuro (21%) e mais inteligentes (19%). E 81% afirmam que os livros ampliam a visão de mundo, o que reforça o papel da leitura como ferramenta de transformação pessoal, não apenas de entretenimento.
O gênero mais consumido é o romance (46%), seguido de perto por desenvolvimento pessoal e autoajuda (44%). Livros de finanças e investimentos aparecem em 28% das preferências.
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54% dos brasileiros compraram algum livro nos últimos 12 meses, segundo a pesquisa Serasa. Entre os compradores, o gasto anual é relativamente contido: 60% gastaram até R$ 200 no período, o que representa menos de R$ 17 por mês em média.
A frequência de compra também é moderada: 31% costumam comprar livros a cada dois ou três meses.
Os principais canais de compra são lojas online (62%), livrarias físicas (52%) e sites de livrarias (35%). Feiras e eventos literários aparecem em 23% das respostas, o que mostra que espaços como a Bienal do Livro, que acontece em São Paulo entre os dias 4 e 13 de setembro de 2026, têm papel relevante no comportamento de compra de uma parcela significativa dos leitores.
Os fatores que mais influenciam a escolha de um livro são o gênero literário (51%), a sinopse (33%) e o autor (30%). O preço aparece em quarto lugar, citado por 29% dos entrevistados, um dado que sugere que o conteúdo ainda pesa mais do que o custo na hora de decidir qual livro levar.
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Segundo o levantamento, 47% dos brasileiros consideram a compra de livros um investimento, mesmo quando a situação financeira está apertada. O dado revela uma percepção de valor de longo prazo associada à leitura: quem compra livros tende a enxergar o gasto não como consumo, mas como algo que retorna em conhecimento, desenvolvimento pessoal ou bem-estar emocional.
Essa percepção faz sentido quando se observa os motivos pelos quais os brasileiros leem: 57% buscam saúde mental e relaxamento, 56% aprendizado e conhecimento e 50% desenvolvimento pessoal. Para quem lê com esses objetivos, o livro tem um retorno concreto, mesmo que mais difícil de mensurar financeiramente.
O ponto de atenção está em equilibrar essa percepção de valor com a realidade do orçamento. Um livro comprado com planejamento e lido até o fim pode ser, de fato, um dos gastos com melhor custo-benefício.
A pesquisa demonstra que 70% dos brasileiros já deixaram de comprar livros por falta de dinheiro. É o principal obstáculo para quem gostaria de ler mais.
Outros fatores também limitam o acesso aos livros. Entre quem não leu nenhum livro nos últimos 12 meses, 48% apontam falta de tempo, 36% falta de hábito e 27% cansaço ou indisposição. Ou seja, a barreira não é apenas financeira; é também de rotina.
Algumas alternativas para quem quer ler mais sem comprometer o orçamento:
Bibliotecas públicas: acesso gratuito a um acervo amplo, sem custo algum.
E-books gratuitos: obras em domínio público estão disponíveis gratuitamente em plataformas como o Projeto Gutenberg e o Domínio Público.
Sebos: livros usados em bom estado por preços significativamente menores do que os novos.
Trocas entre leitores: grupos de troca de livros presenciais ou online permitem renovar o acervo sem gastar.
Aplicativos de biblioteca digital: algumas prefeituras e bibliotecas estaduais oferecem acesso gratuito a acervos digitais para moradores.
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41% dos brasileiros afirmam comprar mais livros do que realmente precisam quando encontram promoções e descontos, segundo a pesquisa Serasa. É um comportamento comum e compreensível, já que promoções criam uma sensação de urgência e de oportunidade que é difícil de ignorar.
O problema não é aproveitar um desconto. O problema é quando o desconto vira o principal motivo da compra, e o livro fica parado na prateleira enquanto o dinheiro já saiu do bolso.
"O dado que mais chama atenção aqui é que 41% dos brasileiros compram mais livros do que planejavam quando encontram uma promoção. Isso mostra que o problema não é o desconto, é a falta de um limite definido antes de entrar na livraria. Uma dica simples: separe o valor que você quer gastar com livros no mês antes de abrir o app ou o site, e trate esse número como um teto. Assim, é a promoção que se encaixa no seu orçamento, e não o contrário."
— Eduarda de Moraes, Especialista em Educação Financeira na Serasa
Algumas perguntas úteis antes de fechar uma compra em promoção:
Esse livro já estava na minha lista de leituras?
Vou conseguir ler nos próximos meses?
O desconto compensa o gasto agora, ou posso esperar uma próxima oportunidade?
Esse valor vai comprometer alguma conta do mês?
Promoções de livros podem ser ótimas oportunidades, especialmente para quem já sabe o que quer comprar e usa o desconto a seu favor. O consumo consciente começa em entender a diferença entre aproveitar uma promoção e ser levado por ela.
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Ler mais sem gastar mais é possível, e começa com pequenas escolhas no dia a dia. Algumas estratégias práticas:
Crie uma lista de desejos e respeite a ordem. Anotar os títulos que quer ler ajuda a priorizar as compras e evitar que uma promoção mude o plano do mês.
Separe um valor fixo por mês para livros. Tratar o livro como uma categoria do orçamento, assim como alimentação ou transporte, ajuda a manter o hábito sem surpresas na fatura.
Alterne entre compras e leituras gratuitas. Misturar livros comprados com empréstimos de biblioteca, e-books gratuitos e trocas entre leitores reduz o gasto médio sem reduzir o volume de leitura.
Leia o que já tem antes de comprar mais. 47% dos brasileiros consideram o livro um investimento, e um investimento só retorna quando é de fato aproveitado.
Acompanhe os gastos com livros. Saber quanto se gasta por mês com leitura ajuda a tomar decisões mais conscientes na próxima promoção ou visita a uma livraria.
O Serasa Ensina reúne conteúdos gratuitos sobre planejamento financeiro e consumo consciente para ajudar quem quer manter bons hábitos sem comprometer o orçamento.
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Conteúdo assinado por: Eduarda de Moraes
Coordenadora de Relações Públicas da Serasa, Eduarda é responsável por levar a educação financeira até o consumidor de forma clara e confiável, coordenando a estratégia de comunicação e o desenvolvimento de porta-vozes que traduzem temas como dívidas, crédito e organização financeira para o dia a dia dos brasileiros. Com experiência em comunicação, acredita que informação de qualidade é o primeiro passo para que mais pessoas retomem o controle da vida financeira e construam uma relação mais saudável com o dinheiro.
Aline Dantas é educadora financeira, especialista em finanças comportamentais e criadora da Girafa das Finanças, onde ensina brasileiros a organizarem suas finanças de forma leve e prática.
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