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Quiet quitting: entenda a tendência do mercado de trabalho

Conheça os sinais do quiet quitting e saiba como estabelecer equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Publicado em: 31 de julho de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 15 minutos

Texto de: Time Serasa

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O quiet quitting ganhou destaque nas redes sociais e rapidamente entrou nas discussões sobre carreira, saúde mental e produtividade. Apesar do nome, o termo não está relacionado a pedir demissão, mas sim a estabelecer limites no ambiente de trabalho e cumprir apenas as responsabilidades previstas para o cargo ocupado.

Neste artigo, entenda o que é o quiet quitting, por que ele se tornou tão comum entre a geração Z e quais caminhos podem ajudar a construir uma carreira mais saudável e sustentável.

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O que significa quiet quitting e como surgiu o conceito

A tradução literal para quiet quitting é “demissão silenciosa”. Mas na verdade, a expressão descreve a postura de profissionais que deixam de assumir atividades além do que foi acordado em seu contrato de trabalho. Isso inclui, por exemplo, evitar horas extras frequentes sem remuneração, não responder mensagens fora do expediente e recusar demandas que ultrapassem suas responsabilidades.

Ao contrário do que o nome pode sugerir, o profissional não abandona o emprego nem reduz intencionalmente a qualidade das entregas. Ele continua cumprindo suas funções, mas estabelece limites para preservar seu bem-estar.

O termo ganhou força em 2022, impulsionado por vídeos nas redes sociais, especialmente no TikTok, em que pessoas compartilhavam experiências relacionadas ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Desde então, passou a fazer parte das discussões sobre qualidade de vida, saúde mental e mudanças de comportamento da força de trabalho.

Esse movimento está ligado, em parte, às transformações nas expectativas da geração Z sobre o mercado. Muitos jovens profissionais valorizam flexibilidade, propósito, reconhecimento e equilíbrio entre carreira e vida pessoal, colocando esses fatores no mesmo nível da remuneração.

Sinais do quiet quitting

Alguns comportamentos podem indicar que um profissional está adotando o quiet quitting:

  • ● Cumprir rigorosamente o horário de trabalho, evitando estender a jornada sem necessidade ou compensação prevista.
  • ● Recusar demandas fora do escopo do cargo. A prioridade é apenas cumprir as atividades alinhadas às responsabilidades acordadas.
  • ● Não responder mensagens fora do expediente, deixando a separação entre trabalho e vida pessoal bem estabelecidas.
  • ● Participar apenas das reuniões necessárias, para evitar compromissos sem relação direta com suas atividades.
  • ● Evitar fazer extras frequentes. O foco é preservar tempo para descanso, lazer e outras prioridades.
  • ● Não assumir projetos voluntários constantemente. O impacto das atividades extras na rotina é bem avaliado antes de qualquer decisão.
  • ● Questionar prioridades e prazos, para entender o que realmente é urgente antes de aceitar novas demandas.
  • ● Valorizar mais a qualidade do que a quantidade de trabalho. Os esforços se concentram nas entregas previstas para sua função.


É importante considerar que isoladamente esses comportamentos podem não se relacionar ao quiet quitting e indicar outros cenários. O contexto, a cultura da empresa e o diálogo entre liderança e colaborador fazem diferença na interpretação dos sinais.

Quiet quitting vs. Fazer corpo mole


Quiet quitting Fazer corpo mole
Cumpre todas as responsabilidades do cargo. Deixa de cumprir tarefas importantes.
Mantém a qualidade das entregas. Entrega abaixo do esperado.
Define limites saudáveis. Demonstra desinteresse pelo trabalho.
Busca equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Compromete resultados da equipe.

Quais são as principais causas do quiet quitting no trabalho

A adesão à prática do quiet quitting não costuma surgir de um único motivo. Em geral, ela é resultado da combinação de fatores relacionados ao ambiente organizacional, às expectativas profissionais e ao bem-estar do trabalhador.

Falta de reconhecimento

Quando o profissional percebe que seu esforço não é valorizado — financeiramente ou por meio de feedbacks e oportunidades de crescimento — é comum reduzir o engajamento ao longo do tempo.

Sobrecarga constante

Assumir tarefas além da função por períodos prolongados pode gerar desgaste físico e emocional. Em muitos casos, estabelecer limites passa a ser uma forma de preservar a saúde.

Lideranças pouco preparadas

Gestores que não oferecem direcionamento, apoio ou comunicação transparente podem contribuir para a perda de motivação da equipe.

Ausência de perspectivas de crescimento

Quando não existe um plano de desenvolvimento ou oportunidades claras de evolução, o colaborador pode deixar de investir energia além do necessário para cumprir suas responsabilidades.

Falta de propósito no trabalho

Sentir que as atividades realizadas não têm significado ou impacto pode reduzir o envolvimento com a rotina profissional.

Desequilíbrio entre vida pessoal e trabalho

Longas jornadas, excesso de reuniões e dificuldade para desconectar após o expediente estão entre os fatores que incentivam a busca por limites mais claros.

Questões relacionadas à saúde mental

Estresse crônico, ansiedade e esgotamento emocional também podem influenciar mudanças de comportamento no ambiente de trabalho. Nesses casos, é importante buscar apoio profissional quando necessário.

Mudança de prioridades

Após experiências como a pandemia, muitas pessoas passaram a valorizar mais tempo com a família, autocuidado, estudos e qualidade de vida, redefinindo a relação com o trabalho.

Em muitos casos, o quiet quitting não representa falta de interesse pela carreira, mas um sinal de que algo precisa ser revisto na relação entre empresa e colaborador. Quando há abertura para o diálogo, é possível alinhar expectativas, redistribuir responsabilidades e construir um ambiente de trabalho mais saudável para todos.


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Quais são os sinais de quiet firing praticados pelas empresas

Enquanto o quiet quitting parte do trabalhador, o quiet firing descreve comportamentos adotados pela empresa ou pela liderança que podem levar o colaborador a perder o interesse pelo trabalho ou até pedir demissão. Em vez de um desligamento formal, o profissional passa a enfrentar situações que dificultam sua permanência na organização.

Alguns sinais podem indicar esse cenário:

  • ● ausência constante de feedback;
  • ● exclusão de reuniões e projetos importantes;
  • ● falta de oportunidades de desenvolvimento;
  • ● metas pouco claras ou inalcançáveis;
  • ● sobrecarga de trabalho sem apoio da liderança;
  • ● retirada gradual de responsabilidades relevantes;
  • ● falta de reconhecimento pelas entregas;
  • ● mudanças frequentes de função sem diálogo;
  • ● comunicação insuficiente sobre expectativas;
  • ● isolamento do colaborador em relação à equipe.


Essas ações nem sempre significam que exista um quiet firing. Por isso, é importante analisar o contexto e buscar uma conversa transparente com a liderança antes de tirar conclusões.

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Quiet quitting

O colaborador continua exercendo suas funções normalmente, mas limita sua atuação às responsabilidades previstas no cargo e evita assumir demandas excessivas. O foco é estabelecer limites saudáveis, e não deixar de trabalhar.


Quiet firing

A empresa ou a liderança adota práticas que fazem o profissional se sentir desvalorizado, isolado ou sem perspectivas de crescimento, criando um ambiente que pode incentivar o pedido de demissão.


Síndrome de Burnout

Trata-se de um transtorno relacionado ao estresse crônico no trabalho, caracterizado por esgotamento físico e emocional, redução do desempenho e sentimentos de exaustão. O Burnout é uma condição de saúde que exige avaliação e acompanhamento profissional, diferentemente do quiet quitting, que descreve um comportamento no ambiente de trabalho.

Como estabelecer limites saudáveis na carreira sem prejudicar sua renda

Definir limites não significa abrir mão do crescimento profissional. Na verdade, uma rotina mais equilibrada pode contribuir para melhores resultados no longo prazo. Se você sente que a carga de trabalho está acima do que foi combinado, algumas atitudes podem ajudar a lidar com a situação:

  • ● organize suas prioridades antes de aceitar novas demandas;
  • ● converse com a liderança sobre expectativas e distribuição de tarefas;
  • ● registre entregas e resultados para facilitar conversas sobre desempenho;
  • ● invista no desenvolvimento de novas competências;
  • ● mantenha uma reserva financeira para lidar com imprevistos e ampliar seu poder de escolha;
  • ● avalie regularmente se o trabalho continua alinhado aos seus objetivos profissionais.


Também vale lembrar que estabelecer limites deve vir acompanhado de responsabilidade. Cumprir prazos, manter a qualidade das entregas e comunicar dificuldades de forma transparente fortalece a relação de confiança com a equipe.

Quando o ambiente permanece incompatível com seus valores ou necessidades, pode ser o momento de planejar uma transição profissional de forma organizada, evitando decisões impulsivas que comprometam sua estabilidade financeira.

Quiz | O seu trabalho precisa de ajustes?

Responda às perguntas com "sim" ou "não".

  1. 1 - Você costuma responder mensagens de trabalho fora do expediente?
  2. 2 - Assume tarefas que não fazem parte do seu cargo com frequência?
  3. 3 - Sente que seu esforço raramente é reconhecido?
  4. 4 - Consegue desconectar do trabalho durante folgas e férias?
  5. 5 - Tem clareza sobre suas possibilidades de crescimento?


Se a resposta for "sim" para várias das perguntas relacionadas à sobrecarga e à falta de reconhecimento, talvez seja um bom momento para conversar com sua liderança, revisar prioridades e planejar os próximos passos da carreira.

Dicas da Serasa para planejar sua transição profissional com segurança

Mudar de emprego ou buscar uma nova carreira costuma ser mais tranquilo quando existe planejamento. Antes de tomar qualquer decisão, reflita sobre o que está motivando essa mudança e avalie se o problema pode ser resolvido por meio de diálogo com a liderança ou ajustes na rotina de trabalho.

Para avaliar sua situação profissional, responda para si mesmo as perguntas abaixo:

  • ● Minhas responsabilidades estão compatíveis com o cargo?
  • ● Tenho recebido feedbacks claros sobre meu desempenho?
  • ● Existe perspectiva de crescimento na empresa?
  • ● Minha rotina permite preservar minha saúde física e mental?
  • ● Meu salário atende às minhas necessidades e expectativas?
  • ● Tenho uma reserva financeira caso decida mudar de emprego?
  • ● Já conversei com minha liderança sobre minhas dificuldades?
  • ● Estou investindo em cursos ou capacitação para ampliar minhas oportunidades?
  • ● Minha insatisfação é pontual ou vem se repetindo há bastante tempo?
  • ● Tenho um plano antes de iniciar uma transição profissional?


Essa análise ajuda a tomar uma decisão mais consciente, equilibrando bem-estar, desenvolvimento profissional e segurança financeira.


Leia também | Transição de Carreira – Tudo o que precisa saber para começar

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Perguntas frequentes sobre quiet quitting

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