Como quitar dívidas e começar a guardar dinheiro ao mesmo tempo?
Como quitar dívidas e começar a guardar dinheiro ao mesmo tempo?Data de publicação 21 de setembro de 202611 minutos de leitura
Publicado em: 21 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
Ter dívidas não significa que todo o dinheiro da família precisa ser destinado à quitação dos débitos. Antes de assumir uma parcela, é importante garantir que despesas como moradia, alimentação, saúde e educação continuem cabendo no orçamento.
O primeiro passo é entender quanto entra, quanto sai e qual valor pode ser usado para negociar as dívidas. Com essa visão, fica mais fácil escolher acordos que possam ser mantidos até o fim.
Saiba agora como quitar dívidas sem comprometer o orçamento familiar.
O primeiro passo é ter visibilidade das contas da casa. Portanto, comece colocando todas as dívidas no papel ou em uma planilha. Anote quem é o credor, o valor atualizado, a quantidade de parcelas, os juros, os vencimentos e as condições disponíveis para negociação.
Depois, organize também as despesas da casa. Separe gastos essenciais, como aluguel, alimentação, água, energia, transporte, saúde e educação, daqueles que podem ser reduzidos ou adiados.
Essa etapa ajuda a descobrir o valor mensal disponível para pagar dívidas sem comprometer o funcionamento da casa.
Uma forma simples de começar é calcular:
Renda familiar – despesas essenciais – outras despesas necessárias = valor disponível para pagar dívidas
Se a renda varia de um mês para outro, use como referência o menor valor que costuma entrar. Assim, o acordo não depende de um mês excepcionalmente bom para ser pago.
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Não existe uma única estratégia ideal. O melhor caminho depende do tamanho das dívidas, dos juros, dos descontos oferecidos e da capacidade de pagamento da família.
Uma possibilidade interessante é priorizar dívidas com juros mais altos, especialmente aquelas que podem crescer de forma rápida.
Também é importante considerar contas essenciais e compromissos que podem gerar consequências mais graves caso não sejam pagos.
Vale ainda procurar negociar débitos com os credores para conseguir descontos que facilitem a quitação. Antes de aceitar uma negociação, é preciso comparar:
Um desconto grande nem sempre significa que o acordo é o melhor para o orçamento. Ao mesmo tempo, uma parcela aparentemente baixa pode resultar em um custo total maior quando o prazo é muito longo.
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O método 70/30 é uma forma de organizar a renda dividindo-a em duas partes: 70% para despesas e custo de vida e 30% para objetivos financeiros, como reserva, investimentos ou pagamento de dívidas.
Os percentuais precisam ser adaptados à realidade de cada pessoa ou família. Mas uma possibilidade, para quem está endividado, pode ser destinar 30% à negociação e ao pagamento dos débitos e 70% para cobrir as despesas necessárias.
Para ficar mais claro, imagine uma família que tenha renda líquida de R$ 4.000 por mês. Em uma aplicação simplificada do método, R$ 2.800 seriam destinados às despesas e R$ 1.200 às prioridades financeiras.
Mas isso não significa que toda família precisa seguir essa divisão. Se os gastos essenciais já consomem mais de 70% da renda, o orçamento deve ser ajustado. O importante é encontrar uma distribuição que possa ser mantida.
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Um orçamento eficiente precisa mostrar não apenas quanto a família ganha, mas também quando o dinheiro entra e quando as contas vencem.
Assim, para fazer um orçamento capaz de pagar dívidas, liste a renda de todos os meses e registre despesas fixas e variáveis.
Para quem recebe valores diferentes a cada mês, vale trabalhar com uma estimativa conservadora e usar entradas extras para reforçar a reserva ou antecipar dívidas, quando isso fizer sentido.
Um exemplo ilustrativo do método, adaptado para uma família endividada, poderia ser:
| Categoria | Valor mensal |
|---|---|
| Renda familiar | R$ 4.000 |
| Moradia e contas básicas | R$ 1.500 |
| Alimentação e transporte | R$ 900 |
| Saúde e educação | R$ 400 |
| Valor disponível para dívidas | R$ 800 |
| Reserva ou margem para imprevistos | R$ 400 |
Não existe um percentual que determine quanto da renda deve ser usado para pagar dívidas.
O limite precisa considerar as despesas essenciais e a estabilidade da renda. Uma parcela que cabe em um mês pode se tornar pesada quando surgem gastos inesperados.
Por isso, não aceite um acordo apenas porque a parcela parece pequena. Confira quanto será pago ao longo de todo o contrato e se o compromisso continuará cabendo no orçamento.
Para famílias com renda variável, uma estratégia é assumir parcelas com base na renda mínima esperada, evitando depender de ganhos extras para cumprir o acordo.
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Antes de negociar, defina um valor máximo que pode ser destinado às dívidas. Esse número funciona como um limite para evitar que a negociação comprometa outras despesas.
Ao receber uma proposta, compare diferentes cenários. Uma opção com desconto maior e pagamento à vista pode ser interessante para quem tem dinheiro disponível, mas não para quem ficaria sem nenhuma reserva depois da quitação.
Em uma negociação parcelada, observe também o valor total pago. Se houver possibilidade de antecipar parcelas com desconto ou reduzir encargos, verifique as condições do contrato.
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Programas de renegociação de dívidas do governo podem oferecer condições especiais para determinados grupos e tipos de dívida, mas não são iniciativas permanentes. Por isso, é importante verificar as regras, o prazo de vigência e os canais oficiais antes de tomar uma decisão.
Em 2026, por exemplo, o Governo Federal criou o Novo Desenrola Brasil – Famílias, voltado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos e determinadas dívidas bancárias em atraso.
O programa ofereceu, até 31 de agosto, descontos de até 90%, juros máximos de 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses para pagar.
Vale a pena ficar de olho nas iniciativas governamentais para não perder a chance de quitar dívidas.
Uma forma prática para priorizar as dívidas é montar uma lista e classificar os débitos de acordo com quatro fatores:
| Prioridade | O que avaliar |
|---|---|
| 1 | Despesas essenciais da família |
| 2 | Dívidas com juros mais altos |
| 3 | Dívidas com condições de negociação mais vantajosas |
| 4 | Débitos com menor custo ou maior prazo para negociação |
Essa ordem pode mudar conforme a situação. O objetivo é evitar que uma dívida cresça rapidamente sem deixar de proteger as necessidades básicas da família.
A negativação pode dificultar o acesso a algumas modalidades de crédito, mas não impede a pessoa de organizar o orçamento ou negociar seus débitos.
Depois de um acordo, é importante cumprir o pagamento de todas as parcelas, em dia.
Por isso, antes de cogitar contratar um novo crédito para pagar uma dívida antiga, compare o custo total da nova operação. Trocar uma dívida por outra só faz sentido quando as novas condições são mais adequadas ao orçamento.
Liste todas as dívidas.
Calcule a renda familiar real.
Separe as despesas essenciais.
Defina quanto cabe no orçamento para os acordos.
Compare descontos, juros, parcelas e valor total.
Evite acordos que dependam de uma renda incerta.
Mantenha uma margem para imprevistos, quando possível.
Acompanhe o orçamento todos os meses.
Quitar uma dívida é importante, mas manter o acordo até o fim também faz parte da reorganização financeira. Mais do que encontrar a maior oferta de desconto, o objetivo é escolher uma condição que a família consiga cumprir sem comprometer necessidades básicas.
Para continuar aprendendo a organizar o dinheiro, conheça o canal do WhatsApp da Serasa.
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Data de publicação 18 de setembro de 202611 minutos de leitura
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