Navegação do blog
  1. Score
  2. Blog
  3. Metodo 50 30 20 Como Utilizar

Método 50-30-20: aprenda a dividir o salário

Entenda como utilizar essa regra de organização financeira para manter o orçamento equilibrado.

Atualizado em: 30 de junho de 2026

Categoria Consultar ScoreTempo de leitura: 12 minutos

Texto de: Time Serasa

Fazendo o cálculo do método 50-30-20 para organizar as contas de casa e conseguir quitar todas as despesas

Com o aumento do custo de vida e o crescimento do endividamento das famílias brasileiras nos últimos anos, o método 50-30-20 surge como uma estratégia prática e simples para equilibrar o orçamento mensal. 

A proposta é simples: dividir a renda mensal líquida em três categorias principais para criar hábitos mais saudáveis de consumo e planejamento financeiro. 

Neste artigo, entenda o que é o método 50-30-20, como aplicá-lo e adaptá-lo para sua realidade financeira. 

Assista | Assista | Tutorial Serasa Crédito - Serasa Ensina

O que é o método 50-30-20 e como funciona?

O método 50-30-20 é uma técnica de gestão financeira que simplifica a organização do orçamento ao categorizar a renda mensal em três grandes grupos de gastos: 

  • ● Necessidades (50%): categoria destinada aos gastos essenciais para a manutenção básica da pessoa e da sua família. 
  • ● Desejos pessoais (30%): parte destinada às despesas relacionadas ao estilo de vida, lazer e bem-estar. 
  • ● Metas financeiras (20%): parcela reservada para ajudar a construir estabilidade e segurança financeira ao longo do tempo. 

Embora essa divisão sirva como referência, ela pode ser ajustada conforme a realidade financeira de cada pessoa.  

Leia também | Economia colaborativa: conheça 10 vantagens 


Como dividir o salário na regra 50-30-20 na prática?

A aplicação do método exige, primeiramente, o conhecimento da sua renda líquida mensal. A partir desse número, a aplicação segue um fluxo de organização direto. Confira os passos necessários: 

  • Calcule sua renda líquida mensal: considere o valor total da renda que você tem após todos os descontos obrigatórios (como INSS, Imposto de Renda e outros pagamentos retidos na fonte).  

  • Calcule os valores nominais: transforme a porcentagem em valores reais para calcular o valor para cada categoria (0,5 para 50%, 0,3 para 30% e 0,2 para 20%). 

  • Liste todas as despesas que possui: separe-as nas categorias “necessidades” (aluguel, alimentação, contas básica, transporte e saúde), “desejos” (compras não essenciais) e “poupança/dívidas” (reserva de emergência, investimento ou quitação de dívidas).

  • Ajuste excessos: se alguma categoria estiver ocupando uma porcentagem maior do que a recomendada, revise os gastos para entender o que pode ser ajustado. Se não for possível reduzir gastos, ajuste os percentuais da regra (exemplo: 70-20-10).  

  • Use ferramentas de controle financeiro: uma planilha ou aplicativo de controle financeiro ajuda na visualização dos números na hora de organizar o orçamento seguindo o método. 

Exemplo de divisão da renda

Considerando uma renda líquida mensal de R$ 4 mil, a aplicação do método 50-30-20 acontece da seguinte maneira: 

Porcentagem Valor Exemplos de gastos
50% R$ 2 mil Aluguel, alimentação, transporte, energia, água, internet.
30% R$ 1.200 Refeições fora de casa, pedidos de delivery, streaming e passeios.
20% R$ 800 Reserva financeira.

O que entra nos 50% das necessidades básicas?

A categoria de necessidades básicas representa todos os gastos que, se não forem pagos, impactam diretamente a sua sobrevivência, saúde ou a capacidade de gerar renda. 

Para identificar o que deve ser incluído nesta categoria, utilize o critério da essencialidade: se você pode viver sem aquele item ou serviço por um mês sem sofrer danos graves à rotina básica, ele provavelmente pertence à categoria dos 30% (desejos).  

Os gastos que entram nos 50% podem variar de pessoa para pessoa, de acordo com sua rotina, estilo de vida e situação financeira. Os principais exemplos são:

  • Habitação e moradia: aluguel, prestação do imóvel e/ou condomínio. Também podem entrar gastos com IPTU e manutenção básica do imóvel. 

  • Serviços públicos e conexão: contas de energia elétrica, água, esgoto, gás encanado, plano de internet e plano de celular.  

  • Alimentação e higiene básica: compras de itens de alimentação, limpeza da casa, higiene pessoal, frutas, legumes e verduras.  

  • Transporte e deslocamento: passes de ônibus ou metrô para quem não possui veículo. Aqueles que dirigem devem considerar os gastos com combustível no dia a dia e de manutenção preventiva do veículo, IPVA e licenciamento em períodos específicos. 

Um ponto importante é saber diferenciar a necessidade do desejo. O supermercado, por exemplo, entra nos 50%, mas as refeições em restaurantes ou delivery costumam ser classificados como gastos pessoais, dentro dos 30%.  

Como calcular o método 50-30-20 com base no salário líquido?

Para descobrir o valor do salário líquido e aplicá-lo ao método 50-30-20, siga os seguintes passos: 

1 - Calcule o salário líquido 

Utilize a fórmula “salário bruto - descontos obrigatórios” (INSS, Imposto de Renda e outros pagamentos retidos na fonte) para encontrar o valor do salário líquido. 

Exemplo: o salário bruto de R$ 4 mil se transforma em salário líquido de R$ 3.200 após os descontos obrigatórios. 

2 - Aplique os percentuais

  • ● 50% (necessidades): 3.200 x 0,5 = R$ 1.600 
  • ● 30% (desejos): 3.200 x 0,3 = R$ 960 
  • ● 20% (poupança ou dívidas): 3.200 x 0,2 = R$ 640 

Onde entram dívidas, lazer e investimentos na regra 50-30-20?

As despesas com lazer entram nos 30% da categoria de gastos não essenciais e desejos, que incluem viagens, restaurantes, delivery, cinema, assinaturas de streaming e atividades de entretenimento. 

Os investimentos fazem parte dos 20% da categoria de objetivos financeiros. As dívidas podem aparecer em duas categorias diferentes, dependendo do tipo de compromisso financeiro: 

  • ● Dívidas de longo prazo: parcelas de financiamento imobiliário, do veículo ou estudantil costumam entrar nos 50% das necessidades básicas.  
  • ● Dívidas de consumo: o valor de parcelamentos no cartão de crédito entra nos 50%, pois o não pagamento pode gerar prejuízos. No entanto, dívidas do cartão, empréstimos pessoais ou negociações devem ser incluídas nos 20%, especialmente quando a prioridade é reorganizar a vida financeira. 

Em momentos de endividamento elevado, é possível adaptar temporariamente a regra, reduzindo os gastos com lazer para direcionar uma parte maior da renda à recuperação do equilíbrio financeiro. 

O que fazer quando os gastos passam de 50% da renda?

De acordo com a pesquisa da Serasa sobre o custo de vida no Brasil, divulgada em janeiro de 2026: 

  • ● 7 em cada 10 brasileiros consideram que o custo de vida aumentou nos últimos 12 meses; 
  • ● O custo de vida médio do brasileiro é de R$ 3.520 mensais. 

Diante do cenário do encarecimento das despesas básicas, acaba sendo comum os gastos essenciais custarem mais que 50% da renda.  

Nesses casos, o ideal é revisar as despesas e depois considerar adaptar o método 50-30-20 para a sua realidade financeira. Confira as principais dicas para organizar os gastos essenciais:

  1. Faça um diagnóstico: antes de realizar cortes, revise as despesas dos últimos três meses para identificar aumentos reais nos custos ou um problema pontual. 

  2. Corte o supérfluo dentro do essencial: troque marcas no supermercado, cancele assinaturas que não usa e analise alternativas mais baratas para os serviços que você utiliza.  

  3. Reduza a fatia dos 30%: se os gastos básicos são inegociáveis e consomem mais de 50% da renda, o ideal é reduzir a parte destinada para lazer e despesas variáveis.  

  4. Adapte o método: a separação da renda em 50%, 30% e 20% não é uma regra fixa. Considere seguir outras regras, como 60-20-20 ou 70-20-10 para conseguir pagar as despesas básicas e ainda guardar uma parte para emergências ou metas financeiras. 

Método 50-30-20 funciona para quem ganha pouco?

Sim, o método pode funcionar para quem ganha pouco, mas com adaptações.  

A principal proposta da regra não é seguir percentuais rígidos, e sim ajudar a criar consciência financeira, controle de gastos não essenciais e separar uma parte da renda para o futuro. 

Na prática, pessoas com renda mais baixa costumam ter uma parcela maior do salário comprometida com as despesas essenciais. Nesses casos, é possível ajustar os percentuais para algo mais compatível com a realidade financeira, como:

  • 70-20-10; 

  • 80-10-10; 

  • 80-15-5; 

  • 90-5-5; 

  • 80-20; 

  • 90-10. 

O mais importante é desenvolver a organização financeira, evitar novos endividamentos e criar metas possíveis dentro do orçamento disponível.  

Exemplo de aplicação do método 50-30-20 no salário mínimo

Considerando o salário mínimo vigente em 2026 e apenas o desconto do INSS de 7,5%, temos o seguinte valor de salário líquido: R$ 1.621 – R$ 121,57 (7,5% do INSS) = R$ 1.499,43. 

Aplicando a regra 50-30-20 ao valor líquido de R$ 1.499,43, temos: 

  • 50% (despesas básicas): R$ 749,72 

  • 30% (lazer e despesas variáveis): R$ 449,83 

  • 20% (poupança ou dívida): R$ 299,89 

Diferença entre método 50-30-20 e outras regras de orçamento

O método 50-30-20 se destaca pela sua simplicidade, mas pode não ser a melhor opção para todos os perfis financeiros. Conhecer as alternativas ajuda você a identificar qual sistema se adapta melhor à sua rotina

Confira outros métodos de organização financeira: 

Método Descrição Diferença do método 50-30-20
Orçamento base zero Exige que cada centavo tenha um destino definido antes de o mês começar, até que a conta resulte em zero. É um método mais preciso e rigoroso, ideal para quem precisa de maior controle financeiro.
Método dos envelopes Técnica em que o dinheiro é separado em espécie ou em contas bancárias diferentes para cada finalidade. Elimina o risco de “estourar o orçamento” por impulso, pois oferece um limite tangível para cada categoria de gastos.
Pague-se primeiro Ao receber o dinheiro, você retira uma parte para investir. O restante fica livre para gastar como desejar em gastos básicos e lazer. É uma abordagem menos controladora e oferece mais autonomia para gastar o dinheiro, mas sem comprometer a poupança.

Vantagens de seguir o método 50-30-20


  • Simplicidade na organização financeira. 

  • Clareza sobre gastos prioritários. 

  • Incentivo automático à poupança. 

  • Melhor controle emocional sobre o consumo. 

  • Flexibilidade para ajustes. 

Dicas para manter o controle financeiro com o método


  • Revise o orçamento todos os meses. 

  • Ajuste valores conforme mudanças na renda. 

  • Evite comprometer os 20% destinados à poupança. 

  • Reduza gradualmente os desejos se estiver endividado. 

  • Automatize transferências para reserva.  

Aprenda a organizar sua vida financeira com Serasa Ensina

Agora que você conhece o método 50-30-20, que tal saber mais sobre o universo das finanças e como organizar o orçamento para quitar dívidas com os conteúdos da Serasa? 

Para melhorar a vida financeira, acesse o canal da Serasa no YouTube

O Serasa Ensina é o canal da Serasa no YouTube, criado para descomplicar a educação financeira por meio de conteúdos atualizados toda semana. Os vídeos te ajudam a cuidar do seu dinheiro, negociar dívidas, proteger-se contra fraudes, aumentar seu Serasa Score, economizar na rotina, organizar as finanças e muito mais!

Perguntas frequentes sobre método 50-30-20

Compartilhe o artigo

Este artigo foi útil?

Escolha de 1 a 5 estrelas para avaliar
Média de avaliação: 4.5 de 5

Artigos relacionados