Serasa Score e NuScore: entenda as diferenças entre as pontuações
Serasa Score e NuScore: entenda as diferenças entre as pontuaçõesData de publicação 8 de julho de 20268 minutos de leitura
Atualizado em: 30 de junho de 2026
Categoria Consultar ScoreTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
Com o aumento do custo de vida e o crescimento do endividamento das famílias brasileiras nos últimos anos, o método 50-30-20 surge como uma estratégia prática e simples para equilibrar o orçamento mensal.
A proposta é simples: dividir a renda mensal líquida em três categorias principais para criar hábitos mais saudáveis de consumo e planejamento financeiro.
Neste artigo, entenda o que é o método 50-30-20, como aplicá-lo e adaptá-lo para sua realidade financeira.
O método 50-30-20 é uma técnica de gestão financeira que simplifica a organização do orçamento ao categorizar a renda mensal em três grandes grupos de gastos:
Embora essa divisão sirva como referência, ela pode ser ajustada conforme a realidade financeira de cada pessoa.
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A aplicação do método exige, primeiramente, o conhecimento da sua renda líquida mensal. A partir desse número, a aplicação segue um fluxo de organização direto. Confira os passos necessários:
Calcule sua renda líquida mensal: considere o valor total da renda que você tem após todos os descontos obrigatórios (como INSS, Imposto de Renda e outros pagamentos retidos na fonte).
Calcule os valores nominais: transforme a porcentagem em valores reais para calcular o valor para cada categoria (0,5 para 50%, 0,3 para 30% e 0,2 para 20%).
Liste todas as despesas que possui: separe-as nas categorias “necessidades” (aluguel, alimentação, contas básica, transporte e saúde), “desejos” (compras não essenciais) e “poupança/dívidas” (reserva de emergência, investimento ou quitação de dívidas).
Ajuste excessos: se alguma categoria estiver ocupando uma porcentagem maior do que a recomendada, revise os gastos para entender o que pode ser ajustado. Se não for possível reduzir gastos, ajuste os percentuais da regra (exemplo: 70-20-10).
Use ferramentas de controle financeiro: uma planilha ou aplicativo de controle financeiro ajuda na visualização dos números na hora de organizar o orçamento seguindo o método.
Considerando uma renda líquida mensal de R$ 4 mil, a aplicação do método 50-30-20 acontece da seguinte maneira:
| Porcentagem | Valor | Exemplos de gastos |
|---|---|---|
| 50% | R$ 2 mil | Aluguel, alimentação, transporte, energia, água, internet. |
| 30% | R$ 1.200 | Refeições fora de casa, pedidos de delivery, streaming e passeios. |
| 20% | R$ 800 | Reserva financeira. |
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A categoria de necessidades básicas representa todos os gastos que, se não forem pagos, impactam diretamente a sua sobrevivência, saúde ou a capacidade de gerar renda.
Para identificar o que deve ser incluído nesta categoria, utilize o critério da essencialidade: se você pode viver sem aquele item ou serviço por um mês sem sofrer danos graves à rotina básica, ele provavelmente pertence à categoria dos 30% (desejos).
Os gastos que entram nos 50% podem variar de pessoa para pessoa, de acordo com sua rotina, estilo de vida e situação financeira. Os principais exemplos são:
Habitação e moradia: aluguel, prestação do imóvel e/ou condomínio. Também podem entrar gastos com IPTU e manutenção básica do imóvel.
Serviços públicos e conexão: contas de energia elétrica, água, esgoto, gás encanado, plano de internet e plano de celular.
Alimentação e higiene básica: compras de itens de alimentação, limpeza da casa, higiene pessoal, frutas, legumes e verduras.
Transporte e deslocamento: passes de ônibus ou metrô para quem não possui veículo. Aqueles que dirigem devem considerar os gastos com combustível no dia a dia e de manutenção preventiva do veículo, IPVA e licenciamento em períodos específicos.
Um ponto importante é saber diferenciar a necessidade do desejo. O supermercado, por exemplo, entra nos 50%, mas as refeições em restaurantes ou delivery costumam ser classificados como gastos pessoais, dentro dos 30%.
Para descobrir o valor do salário líquido e aplicá-lo ao método 50-30-20, siga os seguintes passos:
Utilize a fórmula “salário bruto - descontos obrigatórios” (INSS, Imposto de Renda e outros pagamentos retidos na fonte) para encontrar o valor do salário líquido.
Exemplo: o salário bruto de R$ 4 mil se transforma em salário líquido de R$ 3.200 após os descontos obrigatórios.
As despesas com lazer entram nos 30% da categoria de gastos não essenciais e desejos, que incluem viagens, restaurantes, delivery, cinema, assinaturas de streaming e atividades de entretenimento.
Os investimentos fazem parte dos 20% da categoria de objetivos financeiros. As dívidas podem aparecer em duas categorias diferentes, dependendo do tipo de compromisso financeiro:
Em momentos de endividamento elevado, é possível adaptar temporariamente a regra, reduzindo os gastos com lazer para direcionar uma parte maior da renda à recuperação do equilíbrio financeiro.
De acordo com a pesquisa da Serasa sobre o custo de vida no Brasil, divulgada em janeiro de 2026:
Diante do cenário do encarecimento das despesas básicas, acaba sendo comum os gastos essenciais custarem mais que 50% da renda.
Nesses casos, o ideal é revisar as despesas e depois considerar adaptar o método 50-30-20 para a sua realidade financeira. Confira as principais dicas para organizar os gastos essenciais:
Faça um diagnóstico: antes de realizar cortes, revise as despesas dos últimos três meses para identificar aumentos reais nos custos ou um problema pontual.
Corte o supérfluo dentro do essencial: troque marcas no supermercado, cancele assinaturas que não usa e analise alternativas mais baratas para os serviços que você utiliza.
Reduza a fatia dos 30%: se os gastos básicos são inegociáveis e consomem mais de 50% da renda, o ideal é reduzir a parte destinada para lazer e despesas variáveis.
Adapte o método: a separação da renda em 50%, 30% e 20% não é uma regra fixa. Considere seguir outras regras, como 60-20-20 ou 70-20-10 para conseguir pagar as despesas básicas e ainda guardar uma parte para emergências ou metas financeiras.
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Sim, o método pode funcionar para quem ganha pouco, mas com adaptações.
A principal proposta da regra não é seguir percentuais rígidos, e sim ajudar a criar consciência financeira, controle de gastos não essenciais e separar uma parte da renda para o futuro.
Na prática, pessoas com renda mais baixa costumam ter uma parcela maior do salário comprometida com as despesas essenciais. Nesses casos, é possível ajustar os percentuais para algo mais compatível com a realidade financeira, como:
70-20-10;
80-10-10;
80-15-5;
90-5-5;
80-20;
90-10.
O mais importante é desenvolver a organização financeira, evitar novos endividamentos e criar metas possíveis dentro do orçamento disponível.
Considerando o salário mínimo vigente em 2026 e apenas o desconto do INSS de 7,5%, temos o seguinte valor de salário líquido: R$ 1.621 – R$ 121,57 (7,5% do INSS) = R$ 1.499,43.
Aplicando a regra 50-30-20 ao valor líquido de R$ 1.499,43, temos:
50% (despesas básicas): R$ 749,72
30% (lazer e despesas variáveis): R$ 449,83
20% (poupança ou dívida): R$ 299,89
O método 50-30-20 se destaca pela sua simplicidade, mas pode não ser a melhor opção para todos os perfis financeiros. Conhecer as alternativas ajuda você a identificar qual sistema se adapta melhor à sua rotina.
Confira outros métodos de organização financeira:
| Método | Descrição | Diferença do método 50-30-20 |
|---|---|---|
| Orçamento base zero | Exige que cada centavo tenha um destino definido antes de o mês começar, até que a conta resulte em zero. | É um método mais preciso e rigoroso, ideal para quem precisa de maior controle financeiro. |
| Método dos envelopes | Técnica em que o dinheiro é separado em espécie ou em contas bancárias diferentes para cada finalidade. | Elimina o risco de “estourar o orçamento” por impulso, pois oferece um limite tangível para cada categoria de gastos. |
| Pague-se primeiro | Ao receber o dinheiro, você retira uma parte para investir. O restante fica livre para gastar como desejar em gastos básicos e lazer. | É uma abordagem menos controladora e oferece mais autonomia para gastar o dinheiro, mas sem comprometer a poupança. |
Simplicidade na organização financeira.
Clareza sobre gastos prioritários.
Incentivo automático à poupança.
Melhor controle emocional sobre o consumo.
Flexibilidade para ajustes.
Revise o orçamento todos os meses.
Ajuste valores conforme mudanças na renda.
Evite comprometer os 20% destinados à poupança.
Reduza gradualmente os desejos se estiver endividado.
Automatize transferências para reserva.
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