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Token: o que é e quais são suas utilidades?

Confira abaixo tudo o que você precisa saber sobre “token”, que se popularizou com o mundo dos criptoativos.

Homem segurando um token de segurando e sabendo todas suas utilidades ao ler o artigo do Educação financeira Serasa

colunista Fabiana Ramos
Publicado em: 13 de julho de 2022.

“Token” é um termo que tem sido utilizado principalmente por novos investidores, e com o crescente mundo dos criptoativos, é preciso estar atento às suas definições e utilidades no mercado.

Nos últimos anos, os ativos digitais ganharam seu espaço no mundo todo, e a procura por criptoativos despertou o interesse não só de investidores, como também de muitas pessoas dispostas a aprender mais sobre essa tecnologia emergente.

O que é um Token?

A palavra pode ser traduzida diretamente do inglês como “ficha” ou “símbolo” e, no universo das criptomoedas, esse significado não é tão diferente. Um token pode ser definido como a representação digital de um ativo real, ou seja, como se fosse o registro de um produto no meio digital.

Esse ativo se caracteriza como qualquer bem com valor comercial, que pode ser tangível – propriedades, equipamentos, obras de arte –, ou não tangível – direitos autorais, marcas registradas, criptoativos, entre outros.

O processo de “tokenização” de um ativo, isto é, transformar um ativo em token, é realizado com um smart contract – contrato digital programável, autoexecutável, desenvolvido para automatizar o acordo e garantir que os termos firmados serão cumpridos por ambas as partes.

Um exemplo de token que despertou a atenção de muitos nas redes sociais no último ano foi o NFT – sigla para “non-fungible token” ou token não fungível – utilizado para criar propriedade sobre um arquivo ou imagem digital. Negociados por até milhões de reais, os NFTs têm movimentado o mercado, e celebridades, como o jogador de futebol Neymar – que gastou quase R$ 6 milhões em duas artes –, e outras estrelas, como Justin Bieber e Madonna, que já garantiram obras digitais para as suas coleções.

Todo esse processo confere ao ativo uma autenticação virtual, que o impede de ser clonado ou falsificado, garantindo assinatura única para cada token e mais segurança nas negociações.

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Para que servem os Tokens?

A utilidade de cada Token depende da categoria em que ele se enquadra e da blockchain na qual ele está vinculado. De forma simplificada, todo token faz parte de uma blockchain – uma base compartilhada de dados que faz o registro e a validação de transações digitais – e, como característica geral, todo ativo digital registrado em uma blockchain pode ser utilizado para pagamentos, podendo ainda ser comercializado.

Um dos aspectos dos criptoativos é o fato de que ele não permite falsificações, o que garante mais segurança e autenticidade às transações financeiras.

No entanto, existem tokens criados com objetivos específicos, que não necessariamente seja a troca por bens, serviços ou dinheiro – podendo funcionar como dinheiro eletrônico, oferecer alguma utilidade em plataformas, atuar como item colecionável, ou representar valores e ações reais.

Quais são os tipos de tokens?

A todo momento, novas categorias de tokens são criadas, com propostas e tecnologias diferentes. Entretanto, é possível dividi-los em 4 categorias principais:

• Payment Tokens
• Utility Tokens
• Security Tokens
• NFTs

Payment Tokens (tokens de pagamento):

Essa modalidade utiliza o token como forma de pagamento, funcionando como dinheiro eletrônico para transferências monetárias no ambiente digital. O detentor de Payment Tokens pode fazer a compra de produtos e serviços em empresas que o aceitem como forma de pagamento.

Por atuarem como dinheiro, são muito associados às criptomoedas. Entretanto, tokens não operam em blockchains próprias, como é o caso das criptomoedas. Além disso, os processos são considerados extremamente seguros, portanto, é improvável que sejam falsificados ou fraudados.

Utility Tokens (tokens utilitários):

Esse modelo de tokenização é o mais popular e também o mais fácil de associar com a vida real. Os tokens utilitários procuram repassar ao comprador algum tipo de benefício, serviços exclusivos, descontos em compras ou preferência em filas.

Um exemplo bastante conhecido, os fan tokens são ativos digitais de clubes de futebol, que funcionam como programa de sócios. Alguns times permitem que os detentores tenham o direito de votar em enquetes, de ter acesso exclusivo a locais e promoções, e até mesmo de opinar na escolha de uniformes ou de frases em estádios.

Em consequência desses benefícios, os Utility Tokens costumam ter uma quantidade pré-determinada, contribuindo para que haja uma escassez no mercado, fato que aumenta seu valor devido à alta demanda.

Esse tipo de token tem a função de representar o acesso a um produto ou serviço, e não como reserva de valor ou meio de pagamento. Portanto, não tem a finalidade de operar como instrumento de investimentos.

Security Tokens (tokens de segurança):

Os tokens de segurança são representações de valores mobiliários – títulos financeiros negociáveis de propriedade ou de crédito – e têm um funcionamento muito associado à oferta de ações de empresas na bolsa de valores.

Uma característica importante dos Security Tokens é que, por estarem diretamente ligados a produtos financeiros regulados, eles estão sujeitos às leis federais que regem os valores mobiliários – estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Uma das vantagens dessa modalidade de tokens é que eles atuam como investimentos, e quando operados, tem-se a expectativa de lucro.

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NFTs (tokens não fungíveis):

O NFT – sigla para Non-fungible Token – é uma categoria que garante autenticidade digital única a um arquivo. Eles têm sido utilizados no mundo das artes para representar obras, imagens digitais, itens de jogos e músicas. Ao adquirir um NFT, o comprador adquire o código exclusivo de registro digital do objeto.

Por serem tokens não fungíveis, os arquivos não são passíveis de substituição – por exemplo, uma nota de R$ 100 é um item fungível, já que é possível trocá-la por duas notas de R$ 50. Já a pintura da Monalisa, entretanto, não é fungível, pois é única e não pode ser trocada por outra igual.

Esse é um dos tipos de tokens que mais cresceu no último ano – os NFTs movimentaram cerca de R$ 144 bilhões de janeiro a abril de 2022 – e atraem colecionadores e investidores interessados em adquirir um ativo digital único.

Agora que você já sabe o que são Tokens, quais são suas utilidades e suas categorias, percebeu como os ativos digitais são uma maneira democrática de realizar investimentos e de diversificar seu portfólio para além do mercado tradicional?

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