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Valor do salário-mínimo: números atualizados

O mínimo atual é de R$ 1.621. Entenda como ocorre o reajuste e quais os impactos para o trabalhador.

Atualizado em: 6 de maio de 2025

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 13 minutos

Texto de: Time Serasa

carteira de trabalho no bolso da calça jeans

O valor do salário-mínimo desempenha um papel importante nas finanças pessoais e na saúde econômica do país. 

Para o trabalhador, ele estabelece um patamar mínimo de renda, essencial para garantir necessidades básicas, impactando o poder de compra e a qualidade de vida. Em nível macroeconômico, reflete a capacidade produtiva e o custo de vida, influenciando o consumo, a inflação e o mercado de trabalho. 

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Valor do salário-mínimo em 2026: o que mudou?

Em 2026 o salário-mínimo foi reajustado para R$ 1.621 – representando um aumento de R$ 103 (6,79%) em relação ao valor de R$ 1.518, vigente em 2025. 

O reajuste entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, e os primeiros pagamentos atualizados devem ocorrer a partir de fevereiro. Entenda os principais efeitos: 

  • ● Impacto para os trabalhadores 
  • Embora haja isenção do Imposto de Renda Retxido na Fonte (IRRF) para a faixa salarial do salário-mínimo, todos os trabalhadores com registro em carteira têm um desconto de 7,5% de contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 
  • Com o novo salário, o desconto é de R$ 121,57, o que resulta em um ganho líquido de R$ R$ 1.499,43. 

  • ● Impacto na economia 
  • O aumento do salário-mínimo eleva a renda disponível dos trabalhadores e beneficiários do INSS, estimulando o consumo e impulsionando o mercado interno. 
  • Entretanto, aumentos significativos podem levar a uma alta nos preços de bens e serviços, pois as empresas podem repassar o custo adicional dos salários dos funcionários aos consumidores. Essa prática pode neutralizar parte do aumento de renda. 

Como é calculado o aumento do salário-mínimo

O aumento do salário-mínimo considera a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e incorpora um ganho real baseado no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. 

Para a atualização de 2026, o reajuste seguiu novamente essa metodologia – aplicando a correção inflacionária medida pelo INPC e adicionando um ganho real de 2,5%

A tabela do salário-mínimo nos últimos anos

O quadro abaixo mostra os reajustes ocorridos desde 2014 no piso salarial brasileiro. A comparação entre valores e porcentagem de aumento ajuda a entender como o salário-mínimo tem sido corrigido, considerando fatores como inflação e crescimento econômico: 

Ano Valor Aumento
2026 R$ 1.621 6,79%
2025 R$ 1.518 7,5%
2024 R$ 1.412 6,97%
2023 R$ 1.302 7,43%
2022 R$ 1.212 10,18%
2021 R$ 1.100 5,26%
2020 R$ 1.039 4,11%
2019 R$ 998 4,61%
2019 R$ 998 4,61%
2018 R$ 954 1,81%
2017 R$ 937 6,48%
2016 R$ 880 11,68%
2015 R$ 788 8,84%
2014 R$ 724 6,78%

Como o salário-mínimo impacta as finanças pessoais?

Para muitos trabalhadores, o salário-mínimo representa toda a renda mensal. Sendo assim, seu valor define o orçamento disponível para cobrir as despesas essenciais do dia a dia, como alimentação, transporte, higiene e gastos com moradia. 

Quando o salário é reajustado para acompanhar ou superar a inflação, ele ajuda a preservar o poder de compra, permitindo a aquisição da mesma quantidade de bens e serviços ao longo dos anos. 

O salário-mínimo serve ainda como referência para benefícios sociais, como aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Sua valorização pode contribuir para a redução da pobreza e a melhoria da qualidade de vida das pessoas mais vulneráveis. 

Como se organizar financeiramente com renda de um salário-mínimo?

Embora seja uma tarefa difícil pagar todas as contas com o piso mínimo, é possível organizar as finanças para equilibrar o orçamento. Confira algumas dicas: 

  • Crie um orçamento detalhado 

    Anote todos os gastos diários, desde contas fixas até pequenas compras. Isso ajuda a identificar para onde o dinheiro está indo e como é possível economizar. Utilize planilhas, aplicativos de controle financeiro ou um caderno para registrar tudo. 

  • Estabeleça quais gastos são essenciais 

    Com o orçamento definido, classifique as despesas por prioridade. Gastos essenciais como moradia, alimentação, saúde e transporte devem vir em primeiro lugar. 

    Tente reduzir ao máximo os gastos não essenciais, como lazer frequente fora de casa, assinaturas não utilizadas e compras impulsivas. 

  • Economize nas contas de casa 

    Pequenas mudanças de hábitos podem gerar economias significativas nas contas do dia a dia. Use lâmpadas LED, evite o desperdício de água, desligue aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso, compare preços de supermercado. 

  • Planeje as compras com cuidado 

    Antes de ir às compras, faça uma lista do que realmente precisa. Evite compras por impulso e pesquise preços em diferentes estabelecimentos. 

    Considere comprar em atacados ou feiras os itens não perecíveis e as frutas e verduras. Nesses locais, os preços costumam ser mais baixos. 

  • Priorize o pagamento de dívidas, se possível 

    Se tiver dívidas, tente planejar quitá-las o quanto antes, começando pelas que têm juros mais altos. 

    Ao negociar com credores, utilize a plataforma Serasa Limpa Nome ou participe do Feirão Limpa Nome (quando disponível) para encontrar os melhores prazos, descontos e condições de pagamento. 

  • Evite o uso excessivo do cartão de crédito 

    O cartão de crédito pode ser útil, mas seu uso descontrolado pode levar ao endividamento. Prefira os pagamentos à vista sempre que possível. 

  • Poupe regularmente, mesmo que pouco 

    Se possível, reserve uma parte do salário, por menor que seja, para emergências ou objetivos futuros. A consistência é mais importante do que o valor poupado. 

  • Busque alternativas de renda extra 

    Considere realizar atividades que possam complementar a renda, como trabalhos freelancer, vendas de produtos ou serviços, entre outros. 

  • Busque apoio de programas sociais 

    Informe-se sobre programas sociais do governo que podem oferecer algum tipo de auxílio, a partir do registro no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico)

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Perguntas frequentes sobre o valor do salário-mínimo

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