Como usar o score para conseguir abaixar os juros de um financ...
Como usar o score para conseguir abaixar os juros de um financiamento?Data de publicação 17 de setembro de 20269 minutos de leitura
Atualizado em: 15 de setembro de 2026
Categoria EmpréstimoTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
Faltar dinheiro para uma despesa inesperada, uma reforma ou até para reorganizar dívidas em aberto é uma situação comum na vida financeira de qualquer pessoa. Diante desse tipo de necessidade, o crédito pessoal costuma aparecer como uma das primeiras alternativas. A modalidade não exige explicação sobre o destino do valor nem a oferta de um bem como garantia.
Antes de contratar, porém, é importante entender como essa modalidade funciona e no que ela se diferencia de outros tipos de crédito. Conhecer os cuidados que evitam uma dívida maior que o planejado também faz parte dessa decisão.
O crédito pessoal é uma modalidade em que uma instituição financeira libera um valor em conta, para pagamento em parcelas mensais com juros. Não exige garantia real nem justificativa de uso, por isso é considerado um crédito de uso livre.
As condições variam conforme o valor solicitado, o prazo escolhido e a política de cada instituição. A renda e o histórico financeiro de quem pede o crédito também pesam na análise. Em geral, o contrato prevê parcelas fixas, o que facilita o planejamento do orçamento mensal.
Podem solicitar crédito pessoal pessoas maiores de 18 anos, com renda comprovada e CPF em situação regular junto à Receita Federal. Ter restrição no CPF pode dificultar a aprovação, mas não impede a contratação em todos os casos, como mostra a seção sobre negativados mais adiante.
Cada modalidade de crédito atende a uma necessidade diferente. O crédito pessoal se destaca pela liberdade de uso, enquanto o financiamento exige uma finalidade definida e o cartão de crédito funciona por limite rotativo.
| Modalidade | Prazo | Garantia exigida | Melhor uso |
|---|---|---|---|
| Crédito pessoal | Costuma variar de 6 a 48 meses | Não exige | Despesas pontuais ou reorganização de dívidas |
| Financiamento | Prazos mais longos, de anos | Sim, o próprio bem financiado | Compra de um bem específico, como veículo ou imóvel |
| Cheque especial | Uso imediato, sem parcelamento fixo | Não exige | Emergências de curtíssimo prazo, por poucos dias |
| Cartão de crédito | Ciclo mensal da fatura | Não exige | Compras do dia a dia pagas dentro do limite |
O cheque especial costuma ter os juros mais altos entre as opções de crédito de uso livre. Por isso, funciona melhor como reserva para imprevistos de curto prazo, e não como fonte de crédito recorrente.
Outra dúvida comum é sobre a diferença entre crédito pessoal e empréstimo consignado. No consignado, a parcela é descontada direto da folha de pagamento ou do benefício, o que costuma resultar em juros menores. No crédito pessoal, o pagamento é feito por boleto ou débito em conta, com mais flexibilidade, mas geralmente com juros mais altos.
A aprovação do crédito pessoal segue etapas parecidas na maioria das instituições financeiras, do pedido até a liberação do dinheiro:
Solicitação: a pessoa interessada informa o valor desejado e o prazo de pagamento, pelo aplicativo, site ou agência da instituição escolhida.
Análise de crédito: a instituição avalia renda, histórico de pagamentos e situação do CPF, e define se aprova o pedido e em qual taxa.
Aprovação: se os dados forem compatíveis com a política da instituição, o crédito é aprovado e o contrato é apresentado para assinatura.
Liberação do valor: o dinheiro é depositado na conta informada, muitas vezes por Pix.
Início do pagamento: a primeira parcela vence conforme a data definida em contrato.
Antes de solicitar, costuma-se pedir documento de identificação com foto, CPF, comprovante de residência recente e comprovante de renda. Reunir esses dados com antecedência agiliza a análise.
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O prazo de liberação depende da instituição e do canal de contratação. Costuma variar de poucas horas a alguns dias úteis após a aprovação.
Fintechs e bancos digitais tendem a liberar o valor mais rápido, muitas vezes no mesmo dia, por concentrar toda a análise no aplicativo. Bancos tradicionais podem levar mais etapas, principalmente quando a análise exige visita a uma agência.
O uso do Pix ajuda a reduzir esse prazo. A transferência ocorre em minutos, assim que o contrato é assinado e o valor é liberado pela instituição.
A taxa de juros do crédito pessoal varia conforme o perfil de crédito de quem solicita e a política de cada instituição financeira. De acordo com uma pesquisa do Procon-SP, em abril de 2026 a taxa média nos principais bancos chegou a 8,44% ao mês. O equivalente a 164,26% ao ano.
Além da taxa de juros isolada, também importa observar o custo efetivo total (CET), que soma juros, tarifas e eventuais seguros cobrados na operação. Esse número mostra quanto será devolvido à instituição até o fim do contrato.
A simulação mostra como a taxa de juros muda o custo final de um crédito pessoal de R$ 5.000, pago em 24 meses:
| Taxa mensal | Parcela | Total pago | Juros pagos |
|---|---|---|---|
| 8% ao mês | R$ 474,89 | R$ 11.397,36 | R$ 6.397,36 |
| 10% ao mês | R$ 556,50 | R$ 13.355,97 | R$ 8.355,97 |
| 12% ao mês | R$ 642,32 | R$ 15.415,61 | R$ 10.415,61 |
A diferença entre a menor e a maior taxa do exemplo passa de R$ 4.000 no total pago. O dado reforça a importância de comparar propostas antes de assinar qualquer contrato. É possível acompanhar a taxa média praticada por todas as instituições financeiras do país no site do Banco Central. Também é possível simular parcelas na Calculadora do Cidadão, ferramenta gratuita do Banco Central.
Sim, embora seja mais difícil. A aprovação depende da análise de cada instituição, que pode considerar outros fatores além da restrição no CPF, como renda atual e movimentação em conta.
Existem opções de crédito pessoal voltadas a quem está negativado. Costumam ter custo mais alto de operação, o que exige atenção redobrada ao CET antes de fechar negócio.
Regularizar pendências no CPF tende a ampliar as opções disponíveis e a melhorar as condições oferecidas. Isso acontece porque reduz o risco percebido pela instituição financeira na hora da análise.
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O crédito pessoal pode ajudar a reorganizar as contas em situações pontuais, mas não é solução para uma dívida crônica. Usado sem planejamento, pode aumentar o desequilíbrio financeiro em vez de resolvê-lo.
Uma referência prática é não comprometer mais de 30% da renda mensal com o somatório das parcelas de dívida, incluindo o novo crédito pessoal.
Antes de contratar, vale considerar alguns pontos:
O atraso constante no pagamento de dívidas, incluindo as de cartão de crédito, pode evoluir para cobrança judicial. Em casos extremos, pode levar à penhora de bens. Por isso, contratar um novo crédito para quitar dívidas exige cautela redobrada com o valor das novas parcelas.
Leia também | O que é comprometimento de renda e como ele afeta o crédito?
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Data de publicação 17 de setembro de 20269 minutos de leitura
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