Como usar o score para conseguir abaixar os juros de um financ...
Como usar o score para conseguir abaixar os juros de um financiamento?Data de publicação 17 de setembro de 20269 minutos de leitura
Atualizado em: 28 de agosto de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
As regras do cartão de crédito passaram por mudanças relevantes, sobretudo no cálculo dos juros do rotativo e na forma como as instituições financeiras podem cobrar quando a fatura não é paga integralmente no vencimento. As alterações buscam conter o crescimento descontrolado da dívida e dar mais transparência sobre quanto pode ser cobrado nesses casos.
Para quem já enfrenta dívida no cartão de crédito e em outras linhas, como o cheque especial, entender esse limite ajuda a dimensionar o tamanho real do problema antes de decidir os próximos passos. Para quem está no início da vida financeira e ainda não tem dívidas em aberto, conhecer os direitos do consumidor evita surpresas desde a primeira fatura, especialmente em situações de fraude, cancelamento ou aumento de limite sem aviso.
O rotativo é a modalidade de crédito acionada quando a fatura do cartão não é paga integralmente até a data de vencimento. Por muito tempo, essa foi uma das linhas de crédito mais caras do mercado brasileiro, com taxas de juros que chegaram a ultrapassar 400% ao ano.
A regra em vigor estabelece que o total cobrado no rotativo, somando juros, encargos e saldo devedor, não pode ultrapassar 100% do valor original da dívida. Na prática, isso significa que uma fatura em aberto de R$ 1.000 não pode se transformar em uma dívida superior a R$ 2.000 no cartão de crédito, mesmo que o pagamento demore para ser feito.
Um exemplo ajuda a visualizar o cálculo: se o saldo em aberto é de R$ 500, o valor total cobrado sobre essa dívida, incluindo os juros do rotativo, não pode passar de R$ 1.000, independentemente do tempo em atraso.
| Situação | Antes | Com o teto de juros |
|---|---|---|
| Limite sobre os juros do rotativo | Sem teto definido, taxas de mercado | Total cobrado limitado a 100% da dívida original |
| Crescimento da dívida em atraso | Podia multiplicar várias vezes o valor inicial | Tem um limite máximo claro |
O teto não elimina o problema do endividamento, mas dá mais previsibilidade: primeiro, entenda o que são os juros do rotativo para calcular com clareza qual é o valor máximo que a dívida pode atingir. A dívida do cartão de crédito em atraso pode evoluir para cobrança, protesto ou negativação: entenda o que pode acontecer com a dívida do cartão de crédito e quais caminhos existem para negociar.
Segundo a pesquisa da Serasa "Entendimento e uso de crédito pelos brasileiros", realizada em 2026, 57% usam crédito com frequência e 49% utilizam o crédito como apoio mensal para contas do dia a dia.
Fonte dos dados citados: pesquisa "Entendimento e uso de crédito pelos brasileiros", realizada pela Serasa, em parceria com a Opinion Box, de 2026, com 1.511 entrevistas e margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Quando não é possível quitar a fatura integralmente e o rotativo já foi usado por um ciclo, a instituição financeira deve transferir o saldo devedor para uma modalidade de parcelamento, com taxas de juros mais baixas do que as do rotativo. Essa transferência costuma acontecer a partir do segundo mês de atraso, sem depender de solicitação do titular do cartão.
O parcelamento automático não isenta o pagamento da dívida, mas evita que o saldo continue crescendo pela taxa mais alta do rotativo. Mesmo nessa modalidade, vale o mesmo teto: o total cobrado não pode ultrapassar 100% do valor da dívida original.
Essa mudança caminha ao lado de outras atualizações recentes no mercado de pagamentos: a nova regra do Pix e do cartão de crédito mostra como as duas formas de pagamento vêm sendo reguladas em conjunto.
Quando uma transação não reconhecida aparece na fatura, seja por clonagem do cartão físico, uso indevido dos dados ou golpe digital, o consumidor tem direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor e pelas normas do Banco Central. Antes de pagar qualquer valor contestado, é possível:
Enquanto a investigação está em andamento, a cobrança do valor contestado deve ficar suspensa. Se a instituição confirmar que a transação foi mesmo fraudulenta, o valor deve ser estornado integralmente, sem custo para quem sofreu o golpe.
A portabilidade da dívida do cartão de crédito permite migrar o saldo devedor de uma instituição para outra que ofereça condições melhores, como juros menores ou prazo mais adequado. A regra existe para dar mais poder de negociação a quem está endividado, sem depender apenas da proposta do banco atual.
Sobre o cancelamento do cartão, duas situações merecem atenção: falta de uso e atraso no pagamento. O cartão pode ser cancelado por falta de uso quando fica um período sem qualquer movimentação, conforme critério de cada instituição, e o consumidor precisa ser avisado antes do cancelamento. Já o cancelamento por atraso costuma ocorrer apenas após inadimplência prolongada, e também não pode acontecer sem comunicação prévia.
Nenhuma dessas regras garante uma condição específica, como isenção de tarifa ou manutenção automática do limite: cada instituição financeira define sua própria política dentro do que a regulação permite. Por isso, antes de aceitar uma portabilidade ou contestar um cancelamento, vale confirmar diretamente com o banco quais são as condições aplicadas ao contrato.
A anuidade do cartão de crédito é a cobrança pela manutenção do produto e pode variar conforme a categoria do cartão, os benefícios oferecidos e o perfil de relacionamento com o banco. Já a tarifa de emissão está relacionada à confecção e ao envio do cartão físico, quando aplicável.
Não existe um valor único de anuidade ou de tarifa de emissão: cada instituição financeira define suas próprias regras dentro dos limites da regulação, e o consumidor tem direito a receber essas informações de forma clara antes de contratar o cartão, tanto no momento da oferta quanto na fatura mensal. Vale conferir esses valores no contrato ou na fatura antes de aceitar qualquer produto.
Entender os limites de juros e os direitos do consumidor é o primeiro passo para lidar com o cartão de crédito com mais segurança. O passo seguinte é comparar as opções disponíveis no mercado antes de contratar um novo cartão ou negociar a portabilidade da dívida.
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Data de publicação 17 de setembro de 20269 minutos de leitura
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