Empréstimo para viagens: saiba como planejar sem se endividar
Empréstimo para viagens: saiba como planejar sem se endividarData de publicação 9 de outubro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 20 de outubro de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 19 minutosTexto de: Time Serasa
Abrir a primeira conta ou receber o primeiro salário costuma trazer uma dúvida comum sobre qual serviço usar em cada situação. Os produtos bancários estão cada vez mais acessíveis, muitos deles pelo celular e sem ida à agência.
Essa facilidade, porém, também aumenta a chance de contratar algo que não combina com o momento de vida. Um cartão usado sem controle ou um empréstimo com parcela alta demais pode comprometer o orçamento por meses ou até anos.
Conhecer o funcionamento e o custo de cada produto facilita guardar dinheiro com segurança e usar o crédito com consciência. As próximas seções explicam os produtos mais comuns e mostram como comparar as opções antes de contratar.
Produtos financeiros são serviços oferecidos por bancos, fintechs e outras instituições para guardar, movimentar, emprestar ou investir dinheiro. A lista vai da conta usada para receber o salário até o cartão de crédito, o empréstimo e as aplicações que rendem juros.
Quando oferecidos por um banco, esses serviços também são chamados de produtos bancários. Hoje, boa parte deles existe ainda em cooperativas de crédito e instituições de pagamento que operam por aplicativo.
Cada produto tem regras, custos e riscos próprios. Conhecer essas diferenças antes de contratar evita surpresas no orçamento e ajuda a identificar ofertas enganosas.
Os produtos financeiros organizam o dinheiro conforme a necessidade do momento. Eles servem para pagar despesas, guardar para o futuro ou conseguir recursos quando o valor disponível não basta.
A conta digital recebe o salário e paga boletos. O cartão concentra as compras do mês em uma fatura, e o CDB guarda a reserva para imprevistos. Já o empréstimo pode cobrir um curso que não cabe no orçamento de uma vez.
Com planejamento financeiro, esses produtos ajudam a manter as contas em dia e a construir patrimônio aos poucos. Sem controle, alguns deles, como o cartão de crédito e o cheque especial, podem gerar dívidas difíceis de pagar por causa dos juros.
A diferença está na direção do dinheiro. Nos produtos de pagamento, o dinheiro é da própria pessoa e só circula. No crédito, a instituição empresta um valor que deve ser devolvido com juros. No investimento, é a pessoa que aplica recursos e recebe uma remuneração por isso.
Produtos de pagamento, como conta digital e carteira digital, servem para receber, transferir e pagar, em geral com custo baixo ou nenhum.
Produtos de crédito, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo, antecipam um dinheiro que ainda não está na conta. O custo pode aparecer na forma de juros e nas demais cobranças, reunidas no custo efetivo total (CET).
Produtos de investimento, como poupança, CDB e fundos, fazem o dinheiro guardado render. Aqui, o ponto de atenção é o equilíbrio entre rendimento, risco e prazo de resgate.
Os produtos a seguir estão entre os mais oferecidos por bancos tradicionais e digitais. A ordem vai dos serviços de uso diário até os que exigem mais planejamento.
Conta digital
A conta digital é aberta e movimentada pelo aplicativo ou pelo site da instituição, sem necessidade de ir a uma agência. Com ela, é possível receber salário, fazer Pix, pagar boletos e, em muitos casos, acessar outros produtos, como cartão e empréstimo.
Para abrir, costuma bastar um celular com internet, um documento com foto e o CPF. O cadastro é feito no próprio aplicativo, com envio de foto do documento e uma selfie para confirmar a identidade.
Existem dois tipos principais. A conta corrente digital é oferecida por bancos e tem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro dos limites do fundo. A conta de pagamento é oferecida por instituições de pagamento e não tem essa garantia, mas o saldo precisa ficar separado do patrimônio da empresa.
Na hora de comparar, é recomendável observar se há tarifa de manutenção, cobrança por saques ou transferências e quais serviços estão incluídos. Outro ponto é conferir se a conta rende algum valor sobre o saldo e se dá acesso a cartão sem anuidade.
Cartão de crédito
O cartão de crédito permite comprar agora e pagar depois, no vencimento da fatura. A instituição define o limite do cartão de crédito após uma análise de crédito.
Quando a fatura é paga integralmente, em geral não há juros sobre as compras. O custo aparece quando só uma parte é paga, porque o saldo restante entra no rotativo, modalidade com juros entre os mais altos do mercado.
Para o cartão caber no orçamento, convém anotar os gastos do mês e escolher um vencimento próximo ao dia em que a renda entra.
Cheque especial
O cheque especial é um limite de crédito ligado à conta corrente, usado de forma automática quando o saldo acaba. Como não exige pedido a cada uso, muita gente só percebe que entrou nele ao conferir o extrato.
O valor do limite é definido pelo banco a partir de uma análise de crédito. Os juros são calculados por dia sobre o saldo negativo e cobrados uma vez por mês, com Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) somado ao total.
Essas taxas estão entre as mais altas do mercado, por isso a indicação é usar o cheque especial só em emergências de curtíssimo prazo. Quanto antes o saldo negativo for coberto, menor o valor dos juros.
Se a necessidade de dinheiro durar mais tempo, um empréstimo pessoal com juros menores pode sair mais barato para quitar o saldo devedor. Também é possível pedir ao banco a redução ou o cancelamento do limite, para evitar o uso automático.
Poupança
A poupança é uma das formas mais conhecidas de guardar dinheiro. Para pessoa física, o rendimento é isento de Imposto de Renda, não há taxa de manutenção e o valor pode ser retirado a qualquer momento.
O rendimento depende da taxa Selic. Quando ela está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Com a Selic igual ou abaixo de 8,5%, o rendimento passa a ser de 70% da Selic mais a TR.
O rendimento é creditado uma vez por mês, na chamada data de aniversário, que é o mesmo dia do mês em que o dinheiro foi depositado. Um valor depositado em 10 de março, por exemplo, rende pela primeira vez em 10 de abril, depois em 10 de maio, e assim por diante. Como os meses têm números de dias diferentes, o intervalo entre um crédito e outro pode ser um pouco menor ou maior que 30 dias. Se o dinheiro for retirado antes da data de aniversário, o rendimento daquele mês é perdido. Depósitos feitos nos dias 29, 30 ou 31 têm aniversário no dia 1º do mês seguinte.
A poupança conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro dos limites do fundo. Em comparação com outras aplicações de baixo risco, muitas vezes rende menos, mas atende quem prefere simplicidade e acesso rápido ao dinheiro.
Fundos de investimento
Um fundo de investimento reúne o dinheiro de vários investidores, que compram cotas. Um gestor profissional decide onde aplicar esses recursos, conforme as regras descritas no regulamento do fundo. O valor da cota sobe ou desce de acordo com o desempenho dos ativos da carteira.
Há fundos de renda fixa, de ações, multimercado e imobiliários, cada um com nível de risco diferente. Os de renda fixa aplicam em títulos públicos e privados. Os de ações investem principalmente em ações de empresas. Os multimercados combinam vários tipos de ativo, e os imobiliários investem em imóveis ou em títulos ligados ao setor.
É possível começar com valores baixos, mas os custos pedem atenção. A taxa de administração é cobrada todo ano sobre o valor aplicado. Alguns fundos cobram também uma taxa sobre o desempenho quando o rendimento supera um índice de referência.
Na maior parte dos fundos de renda fixa e multimercado, parte do Imposto de Renda é recolhida a cada seis meses, em maio e novembro, no mecanismo chamado come-cotas. Diferentemente da poupança e do CDB, os fundos não contam com a garantia do FGC, e o rendimento não é garantido.
Antes de escolher, é recomendável comparar alguns pontos na lâmina do fundo, documento que resume as informações principais:
● o objetivo e o nível de risco, que precisam combinar com o prazo do investimento;
● a taxa de administração e a taxa sobre o desempenho, se houver;
● o prazo de resgate, que pode variar de um dia para outro até vários dias;
● o histórico de rendimento comparado ao índice de referência, lembrando que resultado passado não garante resultado futuro.
CDB
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título emitido por bancos para captar dinheiro. Quem investe empresta ao banco e recebe o valor de volta com juros no prazo combinado.
A rentabilidade pode ser prefixada, atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ou à inflação. Alguns CDBs têm liquidez diária, com resgate a qualquer momento, e outros exigem esperar o vencimento.
Diferentemente da poupança, o CDB tem Imposto de Renda sobre o rendimento, conforme a tabela vigente. Assim como ela, conta com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro dos limites do fundo. Prazo, taxa e emissor fazem diferença na hora de escolher um CDB.
Leia também | Investimento para iniciantes: qual é a melhor opção?
Carteira digital
A carteira digital é um aplicativo ou função que reúne meios de pagamento e saldo no celular. Com ela, é possível pagar contas, fazer Pix e pagar com código QR. O foco está nos pagamentos do dia a dia, por isso é comum usá-la junto com uma conta digital ou tradicional.
Na Serasa, a Carteira Digital fica disponível no aplicativo da Serasa e permite adicionar saldo, pagar boletos e contas e fazer recarga de celular.
Empréstimos
O empréstimo é um valor liberado por uma instituição financeira, que deve ser devolvido em parcelas com juros. Entre as modalidades mais comuns estão o empréstimo pessoal, o consignado e o empréstimo com garantia de imóvel ou veículo.
No consignado, a parcela é descontada diretamente do salário ou do benefício. Em geral, opções com garantia ou com desconto em folha tendem a ter juros menores, porque o risco para quem empresta é menor.
Antes de contratar qualquer produto de crédito, é recomendável analisar:
● a taxa de juros mensal e anual;
● o CET, que reúne juros, tarifas, seguros e impostos da operação;
● o valor e a quantidade de parcelas;
● o impacto da parcela na renda mensal, com espaço para as despesas fixas.
Para comparar essas condições lado a lado, o Serasa Crédito reúne ofertas de mais de 40 empresas parceiras, que fazem a própria análise de crédito.
O seguro oferece proteção financeira em situações específicas, como roubo do celular ou acidente com o carro. A pessoa paga um valor periódico e, se o evento coberto acontecer, recebe indenização ou assistência conforme o contrato, chamado de apólice. Na plataforma da Serasa, é possível conhecer seguros e assistências de seguradoras parceiras, responsáveis por avaliar e contratar cada apólice.
O consórcio reúne pessoas que pagam parcelas mensais para formar um fundo comum. Periodicamente, participantes são contemplados por sorteio ou lance e recebem uma carta de crédito para comprar um bem, como carro ou imóvel.
Não há juros, mas existe taxa de administração, e a data da contemplação é incerta. Por isso, o consórcio combina com objetivos sem pressa.
Leia mais | Como funciona um consórcio?
A escolha começa pelo objetivo. Antes de comparar instituições ou taxas, o ideal é definir a necessidade, seja pagar despesas, guardar dinheiro, conseguir recursos agora ou planejar uma compra.
Liste as receitas e despesas do mês para saber quanto sobra ou falta no orçamento.
Defina o objetivo e o prazo, como montar uma reserva de emergência ou pagar um curso nos próximos meses.
Escolha o tipo de produto que combina com esse objetivo, com base na tabela a seguir.
Compare mais de uma oferta , considerando custo total, rendimento e tarifas, e não apenas a propaganda.
Leia o contrato antes de aceitar e confirme se a parcela ou o valor aplicado cabe no orçamento.
| Objetivo | Produto que costuma atender | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Receber salário e pagar contas | Conta digital | Tarifas de pacotes de serviços |
| Compras do dia a dia | Cartão de crédito sem anuidade | Pagar a fatura inteira para evitar o rotativo |
| Reserva de emergência | CDB de liquidez diária ou poupança | Resgate rápido e baixo risco |
| Dinheiro extra rápido | Empréstimo pessoal | CET e peso da parcela na renda |
| Compra planejada sem pressa | Consórcio | Taxa de administração e prazo de contemplação |
| Proteção de bens | Seguro | Coberturas e exclusões da apólice |
Com os produtos bancários mais comuns explicados, fica mais fácil escolher com critério entre as ofertas disponíveis. No Serasa Crédito, é possível simular e comparar cartões de crédito, empréstimos e contas digitais de diferentes parceiras, quando houver oferta para o CPF. Taxas e CET aparecem antes da solicitação, e a simulação é gratuita e não afeta o Serasa Score.
No Serasa Crédito, você simula e compara ofertas de cartão de crédito, empréstimos, consórcios e conta digital de acordo com seu perfil financeiro.
E o melhor: tudo online, grátis e sem afetar seu Serasa Score. Se houver ofertas disponíveis para o seu CPF, a solicitação* leva poucos minutos.
*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação.
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