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O que é Custo Efetivo Total (CET) e como calcular

Entenda por que o CET mostra o custo real do crédito, além da taxa de juros anunciada

Atualizado em: 17 de agosto de 2026

Categoria CréditoTempo de leitura: 6 minutos

Texto de: Time Serasa

Calculadora  com a palavra custo efetivo total

O CET é o indicador que reúne todos os custos de um empréstimo ou financiamento: taxa de juros, impostos, tarifas e, quando houver, seguros. Ele existe porque a taxa de juros anunciada por bancos e financeiras raramente representa o valor final que a pessoa vai pagar.

Por isso, antes de assinar qualquer contrato de crédito, conferir o CET é a forma mais confiável de saber quanto a operação vai custar de verdade.

O que é CET

O CET engloba todas as taxas, despesas, tributos e encargos que compõem o valor total de um empréstimo ou financiamento. Além da taxa de juros, ele inclui outros valores que costumam passar despercebidos numa primeira leitura do contrato.

Uma forma simples de entender essa lógica: ao comprar um ingresso de show pela internet, o valor final geralmente vem com uma taxa de conveniência somada ao preço do ingresso. Em um empréstimo, o mesmo princípio se aplica: encargos e despesas adicionais formam, junto com os juros, o que chamamos de CET.

Para que serve o CET

O CET mostra o valor real que a pessoa vai pagar pela operação de crédito. Antes de aceitar os termos de um empréstimo ou financiamento, é direito do consumidor ter acesso a todas as informações da negociação, porque cláusulas menos visíveis do contrato costumam trazer cobranças que passam batidas numa leitura rápida.

Vale desconfiar sempre que uma instituição dificultar o acesso à planilha com todos os encargos. O contrato só deve ser assinado quando a pessoa tiver certeza de que a parcela do empréstimo cabe no orçamento, considerando o valor final da proposta.

Quais taxas e custos entram no cálculo do CET

O CET soma diferentes componentes de um contrato de crédito:

  • Taxa de juros: o custo principal do empréstimo, cobrado sobre o valor emprestado.

  • Taxa de juros: o custo principal do empréstimo, cobrado sobre o valor emprestado.

  • Tarifa de Cadastro: cobrança única, permitida apenas no início do relacionamento entre a pessoa e a instituição financeira. A antiga Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) é proibida para pessoa física desde 2008, por resolução do Banco Central. Se a instituição já tem uma conta aberta em nome da pessoa e ainda assim cobrar essa tarifa em um novo contrato, a cobrança é indevida.

  • Seguro prestamista: proteção contratada em alguns empréstimos e financiamentos, quando aplicável.

  • Registros e gravames: custos de cartório ligados a garantias, em operações que exigem esse tipo de formalização.

Cada instituição pode combinar esses itens de forma diferente. É por isso que o CET, e não apenas a taxa de juros, permite comparar propostas de crédito de forma justa.

Qual a diferença entre taxa de juros e CET, na prática

Um exemplo hipotético ajuda a visualizar essa diferença: ao calcular os juros de empréstimo pessoal de R$ 5.000, parcelado em 12 vezes, a instituição anuncia uma taxa de juros nominal de 3% ao mês. Ao somar o IOF da operação e a Tarifa de Cadastro cobrada uma única vez no início do contrato, o CET desse mesmo empréstimo sobe para 3,8% ao mês.

Isso significa que dois empréstimos anunciados com a mesma taxa de juros de 3% ao mês podem ter custos finais bem diferentes, dependendo de quais tarifas e encargos cada instituição soma ao contrato. Por isso, comparar apenas a taxa de juros anunciada não é suficiente para saber qual proposta é realmente mais barata.

Como comparar duas propostas de empréstimo usando o CET

Veja outro exemplo hipotético, para o mesmo valor e prazo de crédito:

  • Instituição A anuncia taxa de juros de 2,5% ao mês, mas o CET final chega a 4,1% ao mês, por causa de tarifas e seguro embutidos no contrato.

  • Instituição B anuncia taxa de juros de 3% ao mês, e o CET final fica em 3,3% ao mês, com menos encargos adicionais.

Olhando só a taxa de juros anunciada, a Instituição A pareceria a opção mais barata. O CET revela o oposto: a Instituição B é a proposta mais vantajosa nesse cenário. Por isso, ao comparar diferentes ofertas, o critério mais confiável é sempre o CET, e não a taxa de juros isolada, desde que o valor e o prazo comparados sejam os mesmos.

Como é feito o cálculo do CET

O Banco Central exige que toda financeira informe de forma clara como chegou ao valor do CET. O resultado final é apresentado como um percentual anual, que reúne taxa de juros, tributos, encargos, tarifas, IOF, registros, gravames e demais despesas previstas no contrato.

Com o CET em mãos, a pessoa tem mais poder de negociação com as instituições financeiras. Antes de aceitar qualquer proposta, simular o crédito em mais de uma instituição ajuda a visualizar essas diferenças com clareza.

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Perguntas frequentes sobre CET

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