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O que interfere no aumento dos preços? Entenda os reajustes

Descubra o que impactou no aumento dos preços de diversos produtos e serviços e como isso afeta a vida e o dia a dia dos brasileiros.

Foto Vanessa Conulista
Publicado em: 31 de janeiro de 2022.

Se existe um tema comum a quase todos os brasileiros é o aumento dos preços de itens essenciais. Somando isso à crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19 e as taxas de desemprego que não diminuem há muito tempo, podemos dizer que a vida no Brasil não anda fácil.

Segundo a pesquisa “O Bolso dos Brasileiros 2021”, realizada pela Serasa em parceria com a OpinionBox em fevereiro de 2021, um ano após o início da pandemia, 38% das pessoas haviam sofrido redução da renda.

Com certeza, esse cenário não ajudou na qualidade de vida das famílias que sofreram o impacto da inflação no preço dos produtos e serviços do dia a dia. Em todo o Brasil, pessoas vem fazendo economia e substituições. Sonhos e planos tiveram de ser adiados e muita gente está vivendo com o mínimo necessário.

Quer saber quais os motivos para o aumento dos preços e os itens que foram mais afetados? Continue lendo para entender mais a situação e como você pode se organizar para ter mais qualidade de vida.

Panorama: aumento de preços nos últimos anos

Com a crise causada pela pandemia da Covid-19, você deve ter sentido ainda mais o aumento dos preços na hora de ir fazer compras, pagar as contas ou abastecer o carro.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), principal índice da inflação no Brasil, fechou em 2021 em 10,46%, maior valor desde 2015. Já sabemos que essa alta sofreu um impacto do surgimento da Covid-19. No entanto, são muitos os fatores que interferem nos valores que pagamos no mercado.

Alguns dos motivos que colaboraram para o aumento desse índice foram:

  • Alto índice de desemprego, freando o consumo;

  • Alta no preço das commodities, encarecendo produtos de alimentação, matérias-primas e o petróleo;

  • Crise hídrica, que causou um aumento da conta de luz;

  • Desvalorização do real e alta do dólar.

Quais itens são mais impactados?

Você já deve ter sentido no bolso, mas alguns itens básicos foram mais afetados. Em alguns casos, esse aumento dos preços gerou mudanças de comportamento e nos hábitos do consumidor.

Combustível

A gasolina, diesel e até o álcool sofreram reajustes expressivos nos últimos anos. Em 2021:

– A gasolina subiu 44,3%;
– O diesel teve alta de 44,6%;
– O etanol aumentou 59%.

Uma parte desse aumento de preço dos combustíveis se deve à política de Preços de Paridade de Importação (PPI), implementada pelo governo federal em 2016. Essa política determina que os preços de derivados de petróleo sejam regulados pelo mercado exterior.

Além disso, a alta do preço das commodities e o aumento da demanda de combustíveis com o relaxamento da pandemia em 2021 impulsionou esse aumento.

Para o consumidor, o aumento de custos dos combustíveis que impacta todo o setor de transportes é sentido não só nos postos, mas também no valor de mercadorias e de transportes públicos.

O gás de cozinha também sofreu um forte impacto desse reajuste, aumentando 36,99% em 2021. Essa subida dos preços influenciou os hábitos alimentares da população. Em alguns lugares, as famílias voltaram a cozinhar em fogões a lenha por não conseguirem pagar o preço do botijão.

Leia também | Entenda como o aumento do gás pode afetar as suas finanças

Alimentos

O mesmo aconteceu com diversos alimentos muito comuns na mesa dos brasileiros. O aumento do preço dos alimentos fez com que alguns itens essenciais como frutas, legumes, carnes e o café fossem substituídos nas refeições.

Frutas e legumes

Os destaques nessa categoria são:

– O mamão, que subiu 36%;
– A mandioca teve alta de 48%;
– O pimentão encareceu 39%.

Carnes

Um dos principais itens das refeições brasileiras, as carnes sofreram grandes aumentos de preços. Em muitos casos, foram retiradas das refeições, sendo substituídas por outros produtos. Os exemplos são o filé mignon, que subiu 30%, e o frango, que teve alta de 29%.

Café moído

O cafezinho também foi afetado. Esse item teve uma alta de 50% no último ano, sendo um dos campeões de aumento de preços no Brasil.

Contas de consumo

Além dos combustíveis e da alimentação, as contas de energia elétrica e aluguel também reduziram o poder de consumo dos brasileiros.

A conta de luz subiu 20% em decorrência da crise hídrica. Já o IGP-M, índice de inflação do aluguel, fechou 2021 com alta de 17,78%.

Como driblar o aumento de preços

Com todas essas altas de preço, o brasileiro teve que se esforçar para conseguir manter as contas em dia. E, como ainda não há uma tendência de quedas nesses valores, é necessário se preparar para conseguir manter a qualidade de vida no meio da crise.

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O ponto de atenção são os juros rotativos do cartão no caso de atrasos, por isso é melhor ficar atento para pagar a fatura em dia.

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