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O que fazer em caso de fraude bancária para recuperar o dinheiro

Saiba como solicitar o estorno em caso de fraude financeira.

Atualizado em: 8 de abril de 2026

Categoria Premium Tempo de leitura: 8 minutos

Texto de: Time Serasa

Investigação de fraude corporativa: Auditor verificando fatura com lupa

Você sabe como agir após cair em um golpe financeiro? Infelizmente, qualquer pessoa pode ser vítima de fraudes e entender o que fazer nesses casos é essencial para reduzir danos. 

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo Pix ou boleto bancário, gerando um prejuízo de quase R$ 29 bilhões. 

Diante do cenário de crescimento acelerado das fraudes digitais e maior sofisticação dos golpes, saber como agir rapidamente pode fazer diferença para aumentar as chances de recuperação do dinheiro.  

Neste artigo, entenda quais são os tipos de fraudes mais comuns, como contestar uma compra ou transação, registrar boletim de ocorrência, o que fazer após cair em golpe, entre outras medidas de proteção. 

Assista | O que é Segurança Digital: 5 dicas que ninguém te conta para evitar golpes - Serasa Ensina

O que é uma fraude bancária e como reconhecê-la?

A fraude bancária é um crime em que terceiros utilizam os dados ou acessam a conta da vítima sem autorização para obter vantagem financeira, como realizar transferências, compras ou contratar serviços em seu nome.  

Em geral, esse tipo de golpe não envolve violência direta, mas sim engano e manipulação da vítima por meio de mensagens, ligações ou páginas falsas que imitam instituições financeiras.  

Os sinais de alerta que costumam indicar uma fraude são: 

  • ● Urgência artificial: o golpista envia uma mensagem, um e-mail ou realiza uma ligação criando uma situação de pânico, como uma suposta invasão na conta, uma compra de alto valor pendente ou clonagem de cartão, pressionando a vítima a agir sem pensar. 
  • ● Solicitação de senhas ou tokens: as instituições financeiras legítimas nunca solicitam dados pessoais, senhas ou códigos de acesso à conta, nem solicitam transferências. 
  • ● Links e remetentes suspeitos: as comunicações vêm de números comuns ou de e-mails semelhantes aos oficiais, e apresentam erros de digitação e links para sites falsos
  • ●Movimentações desconhecidas: em muitos casos, a vítima só percebe o golpe ao identificar transações e compras não autorizadas na conta. 

Leia também | Guia Serasa de proteção contra fraudes bancárias 

Quais são os tipos de fraude mais comuns no setor bancário?

As fraudes bancárias evoluíram muito nos últimos anos, impulsionadas pela digitalização dos produtos bancários e pelo uso de novas tecnologias, como o Pix. Hoje, os golpes combinam engenharia social (manipulação da vítima) e ferramentas digitais. Os tipos mais comuns incluem: 

  • ●  Golpe do falso funcionário ou central de atendimento: o criminoso liga para a vítima simulando ser do suporte do banco, informa que foi detectada uma transação suspeita e orienta a transferir o dinheiro para uma conta segura ou fornecer dados da conta.  
  • Golpe do Pix: os golpistas criam situações de emergência ou usam comprovante de agendamento falsos para simular pagamentos.  
  • Phishing e smishing: são e-mails, mensagens no WhatsApp ou SMS que contêm links maliciosos para capturar dados bancários. 
  • ● Golpe do WhatsApp: os criminosos clonam contas para pedir dinheiro a contatos próximos ou se passam por empresas para solicitar pagamentos. 
  •  

As fraudes mais “clássicas”, como as fraudes de cartão de créditofalsos investimentos e boletos, continuam comuns e podem ocorrer de maneira offline ou online, através de um dos golpes citados acima.  

Como contestar uma compra ou transação fraudulenta?

Ao identificar uma movimentação suspeita ou após cair em golpe, o primeiro passo é entrar em contato com o banco pelos canais oficiais (aplicativo, telefone ou na agência) e informar que houve uma operação fraudulenta ou desconhecida.  

A maioria dos bancos e instituições financeiras já permitem que a contestação seja feita pelo aplicativo ou internet banking. Nesse caso, cada empresa possui regras próprias de como realizar a ação, por isso, procure orientações na seção de “Ajuda” do app.  

O banco ainda pode pedir que o cliente envie provas da fraude e/ou um boletim de ocorrência para auxiliar a análise do caso. O prazo de análise da contestação é de até 120 dias, podendo variar entre bancos.

Como registrar um boletim de ocorrência em caso de fraude bancária?

O boletim de ocorrência é um documento que formaliza o crime e permite o início da investigação policial. No Brasil, esse registro pode ser feito de duas formas: 

Como registrar um boletim de ocorrência online

  1. Acesse o site oficial da Delegacia Virtual ou Portal do Cidadão da Polícia Civil do seu estado.

  2. Selecione a opção “Fraude” ou “Estelionato”.

  3. Preencha o formulário com seus dados e detalhes do ocorrido. Inclua informações como data, valor da transação, forma do golpe e, se possível, anexe provas (comprovantes, prints de conversas e e-mails). 

  4. Após o envio, você receberá um número de protocolo para acompanhar o caso e uma cópia do documento por e-mail 

Observação: alguns estados podem solicitar login com a conta gov.br para dar início ao registro do boletim de ocorrência.  

Como registrar um boletim de ocorrência presencialmente

  1. Dirija-se a uma delegacia da Polícia Civil comum ou especializada em crimes cibernéticos.

  2. Leve seus documentos pessoais e todas as evidências possíveis da fraude e testemunhas, se houver.  

  3. Descreva o ocorrido de forma detalhada.  

  4. Verifique as informações e assine o documento.  

O que fazer para estornar um Pix ou outra transação suspeita?

Para estornar um Pix ou qualquer transação suspeita, o primeiro passo é entrar em contato com o banco pelo chat do aplicativo oficial ou número da central de atendimento indicado pela própria instituição financeira. 

Para solicitar o estorno do Pix, informe ao banco que deseja acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Dessa forma, ele comunicará o banco recebedor sobre a suspeita de fraude, que irá bloquear o saldo da conta do golpista e devolver o valor se a fraude for comprovada.  

No caso de transações com cartão de crédito, o estorno pode ser solicitado ao contestar a movimentação. 

Para solicitar o estorno de pagamentos realizados por boleto, primeiro, peça ao seu banco que bloqueie a operação. Caso ela tenha sido concluída, entre em contato com o banco emissor. Nos dois cenários, é essencial apresentar um boletim de ocorrência do caso.  

Como comprovar que você foi vítima de fraude ou estelionato?

Para comprovar uma fraude bancária e recuperar o dinheiro, a vítima deve reunir evidências concretas que confirmem o estelionato, como: 

  • ● Histórico de ligações recebidas pelo número do golpista com a duração das chamadas e prints de conversas, e-mails, endereço de e-mail e links suspeitos para comprovar que houve acordo ou comunicação entre as partes
  • Comprovantes de transações financeiras, extrato bancário e fatura do cartão de crédito para comprovar que houve prejuízo financeiro
  • ● Notificações do aplicativo bancário informando novo dispositivo logado ou troca de senha para comprovar invasão de conta bancária

As provas citadas podem ser utilizadas para fazer um boletim de ocorrência e registro de fraude junto ao banco e ao Procon. 

Qual o prazo para recuperar o dinheiro perdido em um golpe bancário?

No caso do Pix, a transação pode ser contestada em até 80 dias corridos a partir da data em que foi realizada. Após o acionamento do MED, o processo de análise e recuperação segue os seguintes prazos: 

  • ● O banco recebedor da transação pode bloquear o valor por até 72 horas para análise. 
  • ● A análise do caso entre as instituições financeiras pode levar até 7 dias
  • ● O estorno ocorre integral ou parcialmente em até 96 horas (4 dias) após a conclusão de que houve fraude.  

No caso de transação com cartão de crédito indevida ou desconhecida, o prazo para o cliente contestar varia entre as instituições financeiras de 30 a 120 dias, após o pagamento ou fechamento da fatura. Portanto, é importante procurar essa informação com o seu banco.

O que fazer se meu banco não devolver o dinheiro de um golpe?

Caso o banco se recuse a devolver o valor após uma fraude, a vítima pode recorrer ao Procon (ou outro órgão de defesa do consumidor) e registrar uma reclamação no Banco Central.  

Essas instituições ajudam a intermediar conflitos e pressionam os bancos a cumprirem suas obrigações.  

Se ainda assim não houver solução, é possível buscar a Justiça com o auxílio de um advogado. Segundo a Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), as instituições financeiras respondem pelas fraudes cometidas por terceiros, já que o risco do negócio pertence ao banco e não ao cliente. 

Dicas para se prevenir de fraudes e golpes bancários no futuro

Para se prevenir de fraudes e golpes, é necessário que os usuários adotem medidas de segurança digital e desconfiem de mensagens suspeitas. As principais dicas incluem: 

Como registrar um boletim de ocorrência presencialmente

  • Ative a autenticação de dois fatores (2FA) em aplicativos bancários e redes sociais sempre que possível; 

  • Configure o aplicativo bancário para que transferências de alto valor só sejam permitidas quando você estiver em redes wi-fi seguras e dentro de um limite de horário; 

  • Nunca compartilhe senhas, códigos ou dados bancários em mensagens, e-mails e telefonemas; 

  • Confira sempre os dados antes de realizar pagamentos, como nome do destinatário e informações do boleto; 

  • Acompanhe regularmente o extrato da conta e a fatura do cartão para identificar qualquer movimentação fora do padrão; 

  • Desconfie de qualquer tipo de contato que crie urgência, como falsas centrais bancárias, pedidos de transferência imediata ou ameaça de bloqueio da conta. 

Como o Serasa Premium pode ajudar a proteger suas finanças e monitorar fraudes?

O Serasa Premium ajuda a proteger suas finanças e monitorar fraudes porque faz o monitoramento contínuo de informações pessoais do assinante. Dessa forma, o sistema identifica vazamentos e tentativas de uso indevido dos dados em, por exemplo, abertura de contas bancárias ou solicitação de empréstimos sem o seu consentimento. 

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Perguntas frequentes sobre o que fazer em caso de fraude

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