Entenda como contestar uma compra no cartão de crédito
Entenda como contestar uma compra no cartão de créditoData de publicação 13 de abril de 202612 minutos de leitura
Atualizado em: 8 de abril de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 8 minutosTexto de: Time Serasa
Você sabe como agir após cair em um golpe financeiro? Infelizmente, qualquer pessoa pode ser vítima de fraudes e entender o que fazer nesses casos é essencial para reduzir danos.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros envolvendo Pix ou boleto bancário, gerando um prejuízo de quase R$ 29 bilhões.
Diante do cenário de crescimento acelerado das fraudes digitais e maior sofisticação dos golpes, saber como agir rapidamente pode fazer diferença para aumentar as chances de recuperação do dinheiro.
Neste artigo, entenda quais são os tipos de fraudes mais comuns, como contestar uma compra ou transação, registrar boletim de ocorrência, o que fazer após cair em golpe, entre outras medidas de proteção.
A fraude bancária é um crime em que terceiros utilizam os dados ou acessam a conta da vítima sem autorização para obter vantagem financeira, como realizar transferências, compras ou contratar serviços em seu nome.
Em geral, esse tipo de golpe não envolve violência direta, mas sim engano e manipulação da vítima por meio de mensagens, ligações ou páginas falsas que imitam instituições financeiras.
Os sinais de alerta que costumam indicar uma fraude são:
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As fraudes bancárias evoluíram muito nos últimos anos, impulsionadas pela digitalização dos produtos bancários e pelo uso de novas tecnologias, como o Pix. Hoje, os golpes combinam engenharia social (manipulação da vítima) e ferramentas digitais. Os tipos mais comuns incluem:
As fraudes mais “clássicas”, como as fraudes de cartão de crédito, falsos investimentos e boletos, continuam comuns e podem ocorrer de maneira offline ou online, através de um dos golpes citados acima.
Ao identificar uma movimentação suspeita ou após cair em golpe, o primeiro passo é entrar em contato com o banco pelos canais oficiais (aplicativo, telefone ou na agência) e informar que houve uma operação fraudulenta ou desconhecida.
A maioria dos bancos e instituições financeiras já permitem que a contestação seja feita pelo aplicativo ou internet banking. Nesse caso, cada empresa possui regras próprias de como realizar a ação, por isso, procure orientações na seção de “Ajuda” do app.
O banco ainda pode pedir que o cliente envie provas da fraude e/ou um boletim de ocorrência para auxiliar a análise do caso. O prazo de análise da contestação é de até 120 dias, podendo variar entre bancos.
O boletim de ocorrência é um documento que formaliza o crime e permite o início da investigação policial. No Brasil, esse registro pode ser feito de duas formas:
Acesse o site oficial da Delegacia Virtual ou Portal do Cidadão da Polícia Civil do seu estado.
Selecione a opção “Fraude” ou “Estelionato”.
Preencha o formulário com seus dados e detalhes do ocorrido. Inclua informações como data, valor da transação, forma do golpe e, se possível, anexe provas (comprovantes, prints de conversas e e-mails).
Após o envio, você receberá um número de protocolo para acompanhar o caso e uma cópia do documento por e-mail
Observação: alguns estados podem solicitar login com a conta gov.br para dar início ao registro do boletim de ocorrência.
Dirija-se a uma delegacia da Polícia Civil comum ou especializada em crimes cibernéticos.
Leve seus documentos pessoais e todas as evidências possíveis da fraude e testemunhas, se houver.
Descreva o ocorrido de forma detalhada.
Verifique as informações e assine o documento.
Para estornar um Pix ou qualquer transação suspeita, o primeiro passo é entrar em contato com o banco pelo chat do aplicativo oficial ou número da central de atendimento indicado pela própria instituição financeira.
Para solicitar o estorno do Pix, informe ao banco que deseja acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Dessa forma, ele comunicará o banco recebedor sobre a suspeita de fraude, que irá bloquear o saldo da conta do golpista e devolver o valor se a fraude for comprovada.
No caso de transações com cartão de crédito, o estorno pode ser solicitado ao contestar a movimentação.
Para solicitar o estorno de pagamentos realizados por boleto, primeiro, peça ao seu banco que bloqueie a operação. Caso ela tenha sido concluída, entre em contato com o banco emissor. Nos dois cenários, é essencial apresentar um boletim de ocorrência do caso.
Para comprovar uma fraude bancária e recuperar o dinheiro, a vítima deve reunir evidências concretas que confirmem o estelionato, como:
As provas citadas podem ser utilizadas para fazer um boletim de ocorrência e registro de fraude junto ao banco e ao Procon.
No caso do Pix, a transação pode ser contestada em até 80 dias corridos a partir da data em que foi realizada. Após o acionamento do MED, o processo de análise e recuperação segue os seguintes prazos:
No caso de transação com cartão de crédito indevida ou desconhecida, o prazo para o cliente contestar varia entre as instituições financeiras de 30 a 120 dias, após o pagamento ou fechamento da fatura. Portanto, é importante procurar essa informação com o seu banco.
Caso o banco se recuse a devolver o valor após uma fraude, a vítima pode recorrer ao Procon (ou outro órgão de defesa do consumidor) e registrar uma reclamação no Banco Central.
Essas instituições ajudam a intermediar conflitos e pressionam os bancos a cumprirem suas obrigações.
Se ainda assim não houver solução, é possível buscar a Justiça com o auxílio de um advogado. Segundo a Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), as instituições financeiras respondem pelas fraudes cometidas por terceiros, já que o risco do negócio pertence ao banco e não ao cliente.
Para se prevenir de fraudes e golpes, é necessário que os usuários adotem medidas de segurança digital e desconfiem de mensagens suspeitas. As principais dicas incluem:
Ative a autenticação de dois fatores (2FA) em aplicativos bancários e redes sociais sempre que possível;
Configure o aplicativo bancário para que transferências de alto valor só sejam permitidas quando você estiver em redes wi-fi seguras e dentro de um limite de horário;
Nunca compartilhe senhas, códigos ou dados bancários em mensagens, e-mails e telefonemas;
Confira sempre os dados antes de realizar pagamentos, como nome do destinatário e informações do boleto;
Acompanhe regularmente o extrato da conta e a fatura do cartão para identificar qualquer movimentação fora do padrão;
Desconfie de qualquer tipo de contato que crie urgência, como falsas centrais bancárias, pedidos de transferência imediata ou ameaça de bloqueio da conta.
O Serasa Premium ajuda a proteger suas finanças e monitorar fraudes porque faz o monitoramento contínuo de informações pessoais do assinante. Dessa forma, o sistema identifica vazamentos e tentativas de uso indevido dos dados em, por exemplo, abertura de contas bancárias ou solicitação de empréstimos sem o seu consentimento.
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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