“Não foi possível validar sua biometria facial”: saiba o que f...
“Não foi possível validar sua biometria facial”: saiba o que fazerData de publicação 19 de março de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 4 de março de 2026
Categoria Consultar CPFTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Os golpes pelo WhatsApp estão cada vez mais sofisticados. Segundo dados da Serasa, as tentativas de fraude cresceram 22,9% no primeiro trimestre de 2025, e o WhatsApp aparece em cerca de 40% dos casos que envolvem engenharia social.
O aplicativo mais usado pelos brasileiros virou terreno fértil para criminosos que se passam por parentes, empresas ou entregadores. Conhecer os golpes mais comuns já é meio caminho para não cair neles.
Os criminosos usam diferentes estratégias para enganar as vítimas. Em geral, os golpes exploram a confiança em pessoas próximas ou em empresas conhecidas. Os tipos mais frequentes são:
A Serasa alerta que golpistas também enviam mensagens oferecendo “aumento do Score” ou informando falsas negativações, geralmente com links que direcionam para sites fraudulentos.
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Esse é um dos golpes mais comuns e costuma funcionar assim: o criminoso envia uma mensagem dizendo ser um filho, sobrinho ou amigo próximo. Alega que trocou de número e precisa de ajuda urgente para pagar uma conta, quitar uma dívida ou resolver uma emergência.
A conversa costuma seguir um padrão:
O golpista inicia com “oi, mãe” ou “oi, tio” e explica que mudou de número;
Após trocar algumas mensagens, pede uma transferência via Pix com urgência;
Usa justificativas como “o app do banco não está funcionando” ou “estou sem acesso à minha conta”;
Pressiona a vítima a agir rápido, sem tempo para pensar ou verificar.
O tom de urgência é a principal arma do golpista. Sempre que a mensagem pressionar por uma decisão rápida, pare e verifique.
A clonagem acontece quando o criminoso consegue registrar a conta da vítima em outro celular. Para isso, ele precisa do código de verificação enviado por SMS.
O golpe geralmente funciona assim:
O golpista entra em contato se passando por empresa, banco ou loja;
Inventa uma história convincente (confirmação de cadastro, promoção, entrega pendente);
Pede que a vítima informe o código de 6 dígitos recebido por SMS;
Com o código, transfere a conta para outro aparelho e bloqueia o acesso da vítima.
Em posse da conta, o criminoso acessa a lista de contatos e começa a pedir dinheiro para amigos e familiares, fingindo ser a vítima.
Outra forma de clonagem envolve a instalação de aplicativos espiões ou malwares. Isso pode acontecer ao clicar em links suspeitos ou baixar arquivos de fontes desconhecidas.
No golpe da entrega falsa, o criminoso se passa por uma transportadora conhecida (Correios, Loggi, Jadlog) e envia mensagem informando que a encomenda está retida. Para liberar, seria necessário pagar uma "taxa alfandegária" ou "pendência fiscal", geralmente entre R$ 57 e R$ 100.
O que torna esse golpe perigoso é o uso de dados reais da vítima. Os criminosos conseguem informações de compras online (nome, endereço, CPF) e usam para dar credibilidade à mensagem.
Sinais de que a mensagem é golpe:
tom de urgência ("pague em 24h ou a encomenda será devolvida");
link com endereço estranho (exemplo: rastreioencomendasnovas.com);
ameaça de "restrição no CPF" caso não pague;
pedido de pagamento via Pix ou inserção de dados de cartão.
Se a compra foi feita em loja online, entre em contato com o vendedor pelos canais oficiais para confirmar o status da entrega.
Leia também | Como identificar e evitar golpes financeiros
Os criminosos buscam informações que permitam acessar contas, realizar transações ou aplicar novos golpes. Os dados mais solicitados são:
Essas informações podem ser usadas para clonar contas, fazer compras indevidas, solicitar empréstimos ou até abrir contas em nome da vítima.
Bancos, empresas e órgãos do governo não pedem senhas, códigos de verificação ou dados de cartão por WhatsApp. Qualquer mensagem solicitando essas informações deve ser tratada como suspeita.
Leia também | O que é segurança de dados e como proteger suas informações pessoais
Algumas características ajudam a reconhecer uma tentativa de golpe antes de cair nela:
Golpistas também se passam pela Serasa, enviando mensagens sobre falsas negativações ou prometendo "aumentar o Score" em troca de pagamento. A Serasa não entra em contato por WhatsApp para cobrar dívidas ou oferecer esse tipo de serviço.
Para saber mais sobre como criminosos usam o nome da Serasa em golpes, assista ao vídeo do Serasa Ensina: Golpe do Feirão Serasa Limpa Nome – como se proteger.
A confirmação em duas etapas adiciona uma camada extra de proteção à conta. Com ela ativada, mesmo que o golpista consiga o código de verificação por SMS, ainda precisará de um PIN de 6 dígitos para acessar o WhatsApp.
Essa função é gratuita e reduz significativamente o risco de clonagem. Sem o PIN, o criminoso não consegue completar o registro da conta em outro aparelho.
Como ativar a verificação em duas etapas:
Pronto. A partir de agora, sempre que a conta for registrada em um novo celular, será necessário informar o PIN além do código SMS.
O WhatsApp solicita o PIN periodicamente para garantir que o usuário não o esqueça. Caso precise desativar a função, o processo leva 7 dias por segurança.
Se o WhatsApp foi clonado, é importante agir rápido para recuperar o acesso e evitar que mais pessoas sejam prejudicadas.
Avise amigos e familiares por outro canal (ligação, SMS, redes sociais) que a conta foi clonada. Peça que ignorem mensagens pedindo dinheiro.
Tente recuperar a conta: abra o WhatsApp, insira seu número e aguarde o código por SMS. Ao digitar o código, o golpista será desconectado automaticamente.
Ative a confirmação em duas etapas assim que recuperar o acesso.
Verifique sessões ativas: no WhatsApp, acesse Configurações > Aparelhos conectados e desconecte qualquer dispositivo desconhecido.
Caso não consiga recuperar a conta pelo SMS, envie um e-mail para support@whatsapp.com explicando a situação e anexando prints das mensagens fraudulentas.
Leia também | Como saber se o WhatsApp foi clonado
Denunciar golpes ajuda a bloquear os números usados por criminosos e contribui para as investigações. Existem diferentes canais para fazer isso.
Denúncia pelo próprio WhatsApp:
O número denunciado pode ser banido da plataforma se houver violação das regras de uso.
Outras formas de denunciar:
Mesmo que não tenha caído no golpe, denunciar o número ajuda a proteger outras pessoas.
Golpes pelo WhatsApp muitas vezes usam dados pessoais vazados para dar credibilidade às mensagens. Quando o criminoso sabe nome completo, CPF e até endereço da vítima, fica mais fácil convencer.
O Serasa Premium é o serviço de assinatura da Serasa que monitora o CPF e o CNPJ 24 horas por dia. O assinante recebe alertas em tempo real sobre movimentações suspeitas, como consultas ao CPF, vazamento de dados na Dark Web e variações no Serasa Score.
Vantagens do Serasa Premium:
Monitorar os dados pessoais é uma forma de agir antes que o golpe aconteça. Se houver vazamento ou uso indevido do CPF, o alerta permite tomar providências rapidamente.
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