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“Não foi possível validar sua biometria facial”: saiba o que fazerData de publicação 19 de março de 202611 minutos de leitura
Publicado em: 18 de março de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Hoje qualquer pessoa pode ser vítima de golpe. As fraudes estão cada vez mais sofisticadas e difíceis de identificar. Esse tipo de crime financeiro cresce a cada ano e já ultrapassou os casos de roubo, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025.
Além de cuidados e medidas de segurança para evitar, também é importante saber o que fazer caso essa situação aconteça.
Ao ser vítima de um golpe virtual, o mais importante é agir rápido para tentar reaver o valor perdido ou evitar que os golpistas realizem transferências com a conta bancária.
A pessoa vítima de golpe financeiro não está sozinha. Existem instituições que podem ajudar na recuperação do dinheiro e a buscar justiça.
Com a ajuda de um advogado ou individualmente, a vítima pode relatar os fatos e apresentar as provas do crime aos seguintes órgãos:
Ministério Público: atua na defesa dos direitos da sociedade e pode ajudar a mover uma ação judicial contra o golpista.
Polícia Civil e Federal: investigam crimes e podem prender os responsáveis pelo golpe.
Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon): defende os direitos dos consumidores e pode ajudar a recuperar o dinheiro perdido se houver uma empresa envolvida no golpe.
Defensoria Pública: oferece assessoria jurídica gratuita para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Associações privadas de defesa do consumidor.
Os golpes financeiros geralmente se enquadram como estelionato: crime contra o patrimônio, caracterizado pelo ato de enganar uma vítima por meio de fraude (artigo 171 do Código Penal). O estelionato digital também está previsto nesta lei, e teve as penas aumentadas em 2021.
A vítima de estelionato tem direito de buscar na Justiça a reparação pelos danos financeiros e morais sofridos. Se a fraude tiver ocorrido por falha no sistema bancário, é a instituição que deve se responsabilizar pelo prejuízo financeiro.
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Independentemente do tipo de golpe, algumas medidas padrão devem ser tomadas. O importante é agir o mais rápido possível, assim que identificar o golpe, e guardar qualquer tipo de prova.
Reúna provas. Guarde todos os documentos, e-mails, mensagens e extratos bancários que comprovem o golpe.
Entre em contato com o banco, informe que foi vítima de um golpe e peça o bloqueio da conta.
Enquanto estiver em contato com o banco, anote o nome do atendente, data, horário e número de protocolo. Esses dados são importantes caso seja necessário entrar com uma ação judicial.
Registre um boletim de ocorrência (BO) em uma delegacia próxima ou na delegacia virtual de seu estado.
Envie o boletim de ocorrência ao seu banco, por meio do canal de atendimento indicado.
Caso o banco se negue a prestar atendimento ou não tenha se manifestado após a análise do caso, faça uma reclamação ao Banco Central.
Se for necessário, abra um processo de investigação.
A depender do tipo de golpe, existem medidas que podem ser tomadas em conjunto com o registro do boletim de ocorrência e o aviso ao banco.
Existem algumas ferramentas para tentar recuperar o dinheiro perdido e também para preservar a segurança da conta bancária caso o celular seja roubado.
Para os casos de pagamento ou transferência realizada para um golpista ou compra desconhecida realizada com o cartão, o ideal é entrar em contato com o atendimento ao cliente do banco para contestar a operação.
Como regra geral, o Pix não pode ser cancelado, mas é possível acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Essa ferramenta foi criada pelo Banco Central para facilitar as devoluções em casos de fraude.
Enquanto o pedido é avaliado, o recebedor do Pix terá o valor bloqueado na conta. Para acionar o MED, acesse o aplicativo do banco, verifique o extrato, selecione o Pix realizado e clique na opção Contestar.
Entre em contato com o banco para bloquear o aplicativo e alterar as senhas da conta e do cartão. Se possível, conteste as compras e transações realizadas pelo golpista.
Também é importante entrar em contato com a operadora para solicitar o bloqueio do chip ou tentar bloquear o aparelho usando o seu código IMEI ou pelo aplicativo Celular Seguro (ferramenta do governo federal).
Para apagar os dados do celular remotamente, acesse a página para encontrar o dispositivo Android ou Apple, realize o login com usuário e senha vinculados ao aparelho e selecione Limpar dispositivo ou Apagar iPhone.
Faça o bloqueio do cartão via aplicativo ou com a central de atendimento do banco. Conteste as transações e compras desconhecidas que aparecem em seu extrato e fatura.
A lista a seguir reforça dicas e ações para se proteger digital e financeiramente e evitar ao máximo o transtorno de sofrer um golpe.
Ative a autenticação de dois fatores em todos os aplicativos possíveis.
Não atenda ligações ou videochamadas de números desconhecidos.
Desconfie de ofertas muito boas.
Crie senhas fortes e não as anote no celular.
Pesquise sobre a loja online antes de realizar uma compra.
Não clique em links enviados por e-mails ou contatos desconhecidos – técnica conhecida como phishing.
Confira os dados dos boletos que receber por e-mail ou aplicativos de mensagens antes de pagá-los.
Configure o bloqueio de tela do celular para o menor tempo possível.
Não informe dados pessoais e senhas por ligação telefônica ou por mensagens.
Cheque diretamente os canais oficiais das empresas e dos bancos.
Tenha um e-mail apenas para recuperação de conta.
Mantenha um antivírus atualizado no computador e/ou no celular para bloquear programas maliciosos.
Verifique com frequência seu extrato e fatura do cartão.
Denuncie qualquer transação suspeita que perceber em sua conta bancária.
Consulte o IMEI do seu aparelho ligando para *#06#. Anote-o e guarde em segurança.
Além da perda financeira, as vítimas de golpe também podem sofrer desequilíbrios emocionais e problemas de autoestima depois de enfrentar um problema assim.
O acolhimento e a gestão do trauma são fundamentais nesse momento, e podem inclusive proteger a vítima de cair em um novo golpe. O indicado é buscar apoio psicológico profissional. Para ter acesso a esse serviço no Sistema Único de Saúde (SUS), procure uma Unidade Básica de Saúde.
O monitoramento constante do seu CPF pode impedir que seus dados sejam usados indevidamente.
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de negativações do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
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