Calendário Bolsa Família junho: datas de pagamento de 2026
Calendário Bolsa Família junho: datas de pagamento de 2026Data de publicação 23 de fevereiro de 20267 minutos de leitura
Publicado em: 7 de outubro de 2025
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 12 minutosTexto de: Time Serasa
O Dia das Crianças 2025 é um momento para brincar e ensinar. Datas comemorativas que despertam o desejo por presentes são oportunidades perfeitas para apresentar conceitos de educação financeira para os pequenos, com naturalidade.
A data especial para celebrar as crianças foi criada no Brasil há cerca de 100 anos, mas naquele momento o objetivo era conscientizar a sociedade sobre a necessidade de proteger a infância. Foi nos anos 1960 que ela passou a ter um sentido mais comercial. A tradição de presentear as crianças no dia 12 de outubro permanece firme e hoje esta é a terceira data mais importante para o comércio.
Entretanto, pode ser um desafio lidar com o desejo de consumo dos pequenos. Além da vontade de vê-los felizes, existe a preocupação de encaixar os presentes no orçamento familiar e a necessidade de que conheçam o valor do trabalho e dinheiro.
O valor médio de compra para o Dia das Crianças em 2025 deve ficar entre R$ 110 e R$ 220 em uma capital como o Rio do Janeiro – segundo uma pesquisa feita pelo Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio).
Mas é importante lembrar que ninguém precisa gastar mais do que pode para presentear os pequenos. Provavelmente o mais natural é que o seu filho peça um brinquedo caro, incentivado pela publicidade. Este então pode ser um bom momento para falar sobre orçamento familiar e também para usar a criatividade – mostrando que dá para se divertir gastando pouco.
A publicidade e o fácil acesso às redes sociais, definitivamente, não facilitam o trabalho dos pais para evitar o consumo excessivo. Segundo uma pesquisa feita pela Serasa em parceria com a Opinion Box, 65% dos pais acreditam que os filhos são influenciados por redes sociais – e 38% dos pequenos já têm conta própria nas redes.
Especialistas em infância afirmam que as crianças jamais deveriam ser alvo direto da publicidade. Este é o argumento do Criança e Consumo, um programa do Instituto Alana que atua para acabar com a pressão consumista sobre os pequenos. Entretanto, a realidade ainda é bem diferente.
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Licenciamentos (Abral), de 2017, indicava que 80% dos artigos licenciados no país eram destinados ao público infantil. Produtos com os personagens favoritos despertam ainda mais o desejo por consumo, e nem os alimentos ficam de fora. Os pais já devem conhecer o iogurte com surpresa da Patrulha Canina, o biscoito da Peppa Pig e o snack do Homem-Aranha, por exemplo.
A arma dos adultos em meio a estes desafios será sempre o diálogo e a educação. Segundo Ana Alves – economista, educadora financeira e mãe –, ensinar desde cedo a diferença entre desejo e necessidade e conversar sobre finanças é essencial para a formação de futuros consumidores conscientes.
“Ensinar a criança a desejar com consciência é o primeiro passo para formar adultos que não confundem felicidade com consumo”, comenta Ana.
Outro ponto que Ana destaca é uma dúvida comum entre os pais é: quando começar a educar financeiramente uma criança? A partir do momento que ela entende o que significa um “não”, os pais podem ensinar educação financeira. Nesse momento, os responsáveis podem começar a ensinar de onde vem o dinheiro e a necessidade do zelo pelos brinquedos e itens pessoais.cÀ medida que a criança for crescendo, pode-se incluir aspectos como a importância de poupar e ensinar até mesmo sobre investimentos.
“É importante lembrar que o primeiro ensinamento sempre será o exemplo. Evite comentários negativos e mentiras financeiras na frente dos filhos. Não adianta ensinar a consumir, cuidar dos seus brinquedos e pertences, demostrar a importância da poupança, se frases como “não conta para o seu pai que compramos isso”, fazem parte do cotidiano da família” – complementa Ana. Bons exemplos aliados ao diálogo e ao uso do lúdico são o melhor caminho para educar os pequenos.
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Livros
Jogo de tabuleiro
Jogo de blocos de madeira
Conjunto de panelinhas
Lousa mágica
Boneca tipo Barbie
Carrinhos de metal
Quebra-cabeça
Comidinhas de madeira
Bola de futebol
“A magia do Dia das Crianças não está em gastar mais, mas em gastar com propósito. Quando a criança percebe que um presente simples veio com atenção e afeto, ela aprende que valor e preço são coisas bem diferentes”, comenta Ana Alves, educadora financeira.
As experiências têm o poder de transformar os presentes. O que realmente vale para os pequenos são os momentos que proporcionamos a eles. Assim, o Dia das Crianças é uma oportunidade para que os pais usem a criatividade: respeite o orçamento e brinque muito com o seu filho com o presente dado.
Os pais são os primeiros educadores financeiros dos filhos. Um futuro financeiramente saudável começa pelo exemplo de como as contas são conduzidas em casa e também com a paciência de ensinar conceitos conforme a maturidade da criança.
Mais da metade dos pais entrevistados pela Serasa e pela Opinion Box começaram a falar sobre finanças com os filhos antes dos oito anos. Confira outros dados apurados pela pesquisa:
Alinhe conforme a idade
Vá com calma. Insira o tema aos poucos, conforme o amadurecimento da criança. Quando ela aprender a somar e a subtrair, por exemplo, explique como funcionam as cédulas e o troco.
Use jogos educativos
É possível inserir o tema brincando, sem precisar de um momento formal para “falar sobre finanças”. Presenteie a criança com um jogo de tabuleiro que exercite ações de compra e venda.
Conte com a literatura
Livros educativos também podem ajudar a abordar o assunto de forma mais natural. É importante ler junto com a criança, para acompanhar a compreensão dela sobre o tema.
Convide-a para as compras
É possível simplificar um dia de compras para que ela entenda o significado de orçamento. Organize uma ida ao mercado com um orçamento máximo de R$ 100, por exemplo, e ensine a criança a observar os preços, somar os valores e fazer escolhas.
Não sobrecarregue a criança
É importante que a criança conheça a situação econômica da família, mas não entre em detalhes sobre dívidas ou dificuldades específicas. O objetivo não é gerar ansiedade. Evite falar sobre dinheiro quando você estiver estressado por um tema financeiro, por exemplo.
Leia também | Como praticar educação financeira em casa
As crianças adoram brinquedos, é claro, mas elas também dão muito valor para o tempo de qualidade. Hoje nós adultos lembramos mais dos momentos divertidos com a família que dos presentes que recebemos, certo?
Neste Dia das Crianças, experimente trocar o presente caro por uma programação em família, em que a alegria da criança seja realmente prioridade. É um plano que pode ser adaptado a diversos orçamentos.
Confirma algumas ideias para quem pretende presentear com momentos:
A mesada não é só um agrado para a criança. Se este tema for bem conduzido, ela pode ser a principal ferramenta para introduzir na prática os temas de educação financeira.
Para isso, não basta apenas entregar o dinheiro: é preciso conversar sobre como aquele valor pode ser usado e como funciona a relação entre o que desejamos e o poder de compra real. Com a experiência da mesada, a criança começa a compreender que não dá para comprar tudo o que queremos. Para ajudar a organizar isso, a Serasa preparou uma Planilha de Mesada Educativa:
É importante lembrar que o valor e a hora de começar a pagar mesada vai depender da maturidade de cada criança e também das condições econômicas de cada família.
Os especialistas sugerem que o valor seja proporcional à idade e que no começo o dinheiro seja liberado por semana, e não por mês. As crianças são mais imediatistas, por isso a “semanada” pode ser melhor para elas compreenderem o uso do dinheiro.
Confira algumas dicas:
| Evite | Pratique |
|---|---|
| Usar a mesada para recompensar ajudas ou bom comportamento. | Tenha consistência. Não deixe de pagar o combinado, seja por mês ou por semana. |
| Deixar de pagar como forma de punição. | Incentive os pequenos a terem objetivos para a mesada, e ensine a economizar ao longo dos meses. |
| Pagar mesada mesmo se a família não tem condições financeiras. | Quando as crianças são menores, é importante guardar o dinheiro em um lugar de fácil visualização, para que elas vejam o “crescimento” do valor. |
| Dar mais dinheiro se a criança tiver gastado toda a mesada antes do tempo. | Incentive a registrar os gastos. |
| Mexer no dinheiro da criança. Lembre-se que agora este valor pertence a ela. | Incentive a registrar os gastos. |
O planejamento é fundamental na educação financeira para os pequenos, visto que a noção de tempo e de limites para uma criança é totalmente diferente dos adultos. A infância é um momento propício para ensinar que certas coisas levam tempo e que é preciso que guardar dinheiro para o futuro.
“Ensinar uma criança a poupar é ensiná-la a lidar com o tempo — e o tempo é o ativo mais valioso que existe.” – Ana Alves, economista, educadora financeira e mãe.
Os pais que estão sentindo o peso da responsabilidade de ensinar finanças aos filhos podem ficar tranquilos: há boas ferramentas para ajudar neste processo. O importante é sempre acompanhar os pequenos no uso delas.
As crianças podem começar cedo a compreender as transações bancárias online, por exemplo. Na prática, muitas já têm até conta digital e cartão de débito (sempre controladas pelos pais, claro). Vale lembrar que é preciso também ter contato com o dinheiro físico, para entender a dinâmica do troco.
Ter uma conta digital pode ser um passo importante para que a criança entenda melhor o mundo das finanças. Além disso, há vantagens como o controle dos pais sobre o gasto dos filhos e a própria segurança das crianças, que não precisam andar com dinheiro no bolso.
As contas para menores de idade estão sempre vinculadas à conta dos pais, e a mesada pode ser depositada ali. As crianças e adolescentes recebem um cartão de débito no seu nome e podem movimentar a conta no app do banco.
Conheça algumas instituições que oferecem contas para menores:
Em alguns bancos, adolescentes podem ter um cartão de crédito – como um adicional do cartão que está em nome do pai ou da mãe. Entretanto, o mais comum é o uso do cartão de débito no começo da vida financeira. Com o débito é mais fácil de controlar os gastos e de transmitir o valor concreto do dinheiro.
As atividades lúdicas são a melhor forma de aprendizado para as crianças. Por isso, os pais que querem começar a falar de finanças com os pequenos podem direcionar os jogos de tabuleiro e os livros para este tema.
Há muitas opções divertidas que conseguem falar de dinheiro na linguagem da criança. O importante é acompanhá-las nas leituras e nas brincadeiras, para que absorvam também os valores familiares sobre finanças.
Confira algumas dicas que podem virar presentes neste Dia da Criança:
| Sala de jogos | Biblioteca |
|---|---|
| Banco Imobiliário: este clássico continua ensinando as novas gerações, exercitando noções de compra e venda de propriedades. Hoje há várias versões do jogo vendido pela Estrela, inclusive um Banco Imobiliário Júnior para crianças a partir de cinco anos, com regras simplificadas. | Como Cuidar do Seu Dinheiro: os personagens da Turma Mônica ensinam para que serve o dinheiro e como lidar com ele. Traz conceitos como inflação, juros e reflexões sobre consumismo e economia. (De Thiago Nigro e Maurício de Souza, editora HarperCollins) |
| Jogo da Mesada: jogo de tabuleiro da Estrela em que as crianças precisam combinar gastos e empréstimos com o recebimento da mesada. O objetivo é chegar ao fim do mês com dinheiro. Indicado a partir de seis anos. | Pai Rico em Quadrinhos: é a versão infantil do clássico Pai Rico, Pai Pobre. O livro apresenta conceitos para ensinar as crianças a poupar e a investir, mostrando como é possível fazer o “dinheiro trabalhar”. (De Robert Kiyosaki, editora Alta Books) |
| O Pequeno Empresário: jogo da marca Pais & Filhos, que também ensina a lógica de compra e venda de propriedades, além de empréstimos e cobrança de juros. O vencedor é quem termina com mais dinheiro. Indicado a partir de seis anos. | Dinheiro Compra Tudo?: traz respostas a dúvidas como “onde é fabricado o dinheiro?” e “qual a maior cédula do mundo?”. Além das curiosidades, aborda também questões sobre educação financeira e o que representa o dinheiro. (De Cássia D’Aquino, editora Moderna) |
| Renda Passiva: este jogo, recomendado pelo consultor Gustavo Cerbasi, ensina a comprar e vender ações na bolsa. Cada jogador precisa administrar sua carteira de investimentos. Da marca Pais & Filhos, é recomendado para jogadores a partir de 12 anos. | Como se Fosse Dinheiro: um menino que sempre recebia balas de troco na cantina da escola resolve levar uma galinha para pagar os lanches. E assim começa uma reflexão sobre o valor do dinheiro. (De Ruth Rocha, editora Salamandra) |
● Brincar de banco
Que tal desenhar as próprias moedas e cédulas de dinheiro? É uma maneira divertida de ensinar sobre quanto vale o dinheiro e brincar de depósitos e empréstimos, por exemplo.
● Mercadinho
Essa brincadeira clássica entre as crianças é uma forma divertida de ensinar a lidar com o troco e a fazer compras com um orçamento limitado.
Artigo assinado por:
Mestre em economia, educadora financeira, mãe e podcaster do Educação Financeira para a Vida (EFV).
Mestre em economia, educadora financeira, mãe e podcaster do Educação Financeira para a Vida (EFV).
A mesada educativa é uma forma eficaz de ensinar sobre dinheiro, responsabilidades e escolhas. Com as dicas compartilhadas neste conteúdo, pais e responsáveis podem transformar o Dia das Crianças em um ponto de partida para a educação financeira e ajudar a formar adultos mais preparados para cuidar das próprias finanças.
\Para ajudar nessa jornada, a Serasa desenvolveu uma planilha para o controle da mesada educativa. Basta acessar e usar a ferramenta para registrar os valores e acompanhar os gastos das crianças e adolescentes: é prático e simples.
Data de publicação 23 de fevereiro de 20267 minutos de leitura
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