Alpha de Jensen: entenda como funciona esta métrica
Alpha de Jensen: entenda como funciona esta métricaData de publicação 27 de julho de 20267 minutos de leitura
Publicado em: 27 de julho de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 8 minutosTexto de: Time Serasa
Junto ao interesse dos consumidores em optar por produtos com menor impacto ambiental, surgiu também uma armadilha do mercado: o greenwashing.
Este termo em inglês pode ser traduzido como “lavagem verde” e define a propaganda enganosa relacionada à sustentabilidade que algumas empresas podem adotar. Nestes casos, as empresas se apropriam de termos como “verde”, “biodegradável” e “ecológico” para dar a entender que vendem produtos mais sustentáveis do que realmente são. E geralmente cobram mais caro por isso.
Saiba como detectar as práticas de greenwashing e reconhecer os produtos verdadeiramente preocupados com o impacto ambiental.
O greenwashing é uma prática de propaganda enganosa, que faz com que produtos pareçam mais ecológicos e sustentáveis do que realmente são. Isso ocorre ao omitir informações nos rótulos, divulgar dados sem comprovação, usar termos vagos ou literalmente mentir sobre o produto na embalagem, por exemplo.
Um estudo feito em 2024 pela Market Analysis Brasil, com o apoio do Instituto Akatu, revelou que 80% dos produtos "verdes" cometem algum tipo de greenwashing – com destaque para os produtos de limpeza. Esta prática muitas vezes é bastante sutil, o que torna ainda mais difícil a identificação do consumidor.
O Brasil não tem uma lei específica de aplicação contra o greenwhasing das empresas. Entretanto, esta prática se enquadra no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que proíbe toda publicidade enganosa ou abusiva, e que induza o cliente ao erro.
Além disso, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) atualizou em outubro de 2025 o artigo 36 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Essa atualização exige que as informações sobre sustentabilidade sejam claras, verdadeiras e respaldadas por dados técnicos.
As penalidades aplicadas pelo Conar para marcas que praticam greenwashing em propagandas preveem advertência, recomendação de alteração do anúncio, pedido de bloqueio da veiculação do anúncio e divulgação oficial da posição do conselho sobre o caso.
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Para aprender a identificar alguns sinais e acender o alerta de possível greenwashing, é imprescindível ficar atento aos rótulos:
Desconfie de termos genéricos como “eco” e “verde” sem nenhum detalhamento da ação positiva.
Tenha o hábito de investigar os ingredientes dos produtos e compare a fórmula “limpa” com as de itens convencionais.
Fique alerta a produtos que se intitulam ecológicos, mas não têm nenhum selo de certificação.
Consulte aplicativos especializados. Existem, por exemplo, apps que ajudam a identificar se cosméticos têm aditivos tóxicos, como INCI Beauty e Think Dirty.
Saiba identificar quem não faz mais do que a obrigação. É o caso de desodorantes que destacam na embalagem o fato de não conter gases que afetam a camada de ozônio – sendo que esses gases estão proibidos há décadas no país.
Uma maneira de identificar os produtos que são sustentáveis de verdade é buscar selos de certificações conhecidas. Confira algumas das principais:
A consultoria ambiental canadense TerraChoice ficou conhecida por estabelecer o que chamou de “sete pecados do greenwashing”, para ajudar os consumidores a reconhecer práticas mal-intencionadas de marketing:
Custo ambiental camuflado
Apesar de se apresentar como “verde”, a empresa oculta processos daquele produto que prejudicam o ambiente.
Falta de prova
Informações de sustentabilidade sem possibilidade de confirmação ou certificação de um selo.
Incerteza
Declarações vagas e sem justificativa, como “produto amigo da natureza”.
Irrelevância
Destaque a informações pouco importantes ou que fazem parte de uma determinação da própria lei.
Menor dos males
Informações sobre sustentabilidade que distraem o consumidor de um mal maior relacionado à cadeia de produção daquele item.
Mentira
Afirmações ambientais falsas ou menções a certificados já vencidos.
Falsos rótulos
Quando a embalagem sugere que o produto tem algum tipo de certificação.
Os investidores de fundos ESG também precisam ficar atentos ao greenwashing. Estes fundos reúnem investimentos em empresas que adotam as chamadas práticas ESG – sustentáveis, éticas e socialmente responsáveis.
Por isso, quando uma dessas organizações é acusada de greenwashing, ela sofre um grave impacto de reputação e perde a confiança dos investidores. E os próprios fundos podem perder valor de mercado por conta da perda de credibilidade.
Conhecer algumas armadilhas do consumo também é uma forma de cuidar do seu dinheiro.
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