Conta Kids Mercado Pago: como criar e usar para seu filho
Conta Kids Mercado Pago: como criar e usar para seu filhoData de publicação 18 de março de 202611 minutos de leitura
Publicado em: 19 de julho de 2023
Categoria Educação financeiraTexto de: Time Serasa
Publicado em: 19 de julho de 2023.
Autor: Sâmia Frantz
Uma peça de roupa percorre um longo caminho até chegar ao guarda-roupa de alguém. Do plantio da matéria-prima mais comum, o algodão, até o uso, cada roupa deixa uma pegada profunda carimbada no meio ambiente. Esse modelo de produção cobra um preço alto do planeta, mas gera movimentos globais que buscam amenizar esse impacto, como o da moda consciente.
A moda consciente é resultado de uma tendência socioambiental que busca adotar práticas mais sustentáveis e responsáveis para a cadeia de produção têxtil. Uma alternativa que tenta minimizar os impactos da moda, evitar o desperdício e repensar o curto ciclo de vida de cada peça.
Este artigo explica o que é o movimento da moda consciente e por que ele é tão importante.
A moda consciente é um conceito sensível a questões ambientais e sociais, por isso totalmente integrado à sustentabilidade e ao consumo responsável. Esse movimento enxerga a moda não apenas como algo bonito, mas também benéfico para o planeta e as pessoas.
A ideia vai contra o hábito das compras por impulso, desnecessárias ou desmedidas, que enchem o armário de peças que muitas vezes sequer são utilizadas. A prioridade é justamente outra: manter no guarda-roupa apenas aquilo que será usado de fato.
Quem é adepto da moda consciente prioriza a compra desacelerada e dedica atenção maior a esse processo. A pessoa busca se informar sobre a origem dos materiais, a forma como a peça foi fabricada, em quais condições, o nível de poluição que causou e a possibilidade de reciclagem total após o descarte, por exemplo. Ela também procura optar por roupas de maior durabilidade e usabilidade para evitar esse descarte rápido.
Indiretamente, essa postura incentiva as adaptações das empresas para atender esse público. E é aí que entra outro conceito que vem se juntar à ideia da moda consciente: a moda sustentável.
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Embora os dois conceitos estejam interligados e façam referência à sustentabilidade, há diferenças entre a moda consciente e a moda sustentável
A moda consciente é um comportamento que parte do consumidor. São pessoas que evitam descartar a roupa rapidamente e se preocupam em adquirir produtos duráveis e que utilizam matérias-primas mais sustentáveis na sua fabricação. Ele sabe que pode ser agente transformador da sociedade a partir de seu ato de consumo.
A moda sustentável, por sua vez, é uma iniciativa da própria indústria têxtil. A cadeia sabe de sua responsabilidade social e por isso se preocupa em usar matérias-primas e métodos de produção menos nocivos ao meio ambiente, reduzindo a quantidade de poluentes usados na fabricação dos produtos e minimizando a retirada de matérias-primas da natureza. A moda sustentável, portanto, busca a preservação ambiental em todas as etapas de produção.
A moda consciente e a moda sustentável se completam. Enquanto a primeira busca diminuir o consumo, a outra trabalha para reduzir o impacto ambiental. É justamente isso que as conecta: quando o consumidor opta por apoiar marcas que adotam práticas sustentáveis e éticas (moda consciente), ele acaba por incentivar mudanças positivas na indústria têxtil (moda sustentável).
Quando o consumo consciente consegue provocar mudanças na cadeia da moda, a indústria tende a trocar seus métodos de produção por outros que causam menos impacto ao meio ambiente.
A escolha das matérias-primas é um desses pontos. Muitas empresas passam a abandonar o uso de fibras sintéticas, como poliéster, viscose e nylon, que dependem de uma grande quantidade de produtos químicos até na reciclagem, e as substituem por outros mais sustentáveis. Os materiais orgânicos não necessitam de pesticidas e fertilizantes químicos no processo de fabricação, o que reduz a poluição do solo e da água.
Outra opção é o uso de fibras naturais e biodegradáveis, como a lã, a seda e o algodão natural. Esses materiais são produzidos de maneira sustentável, sem uso de pesticidas ou outros produtos tóxicos, além de serem 100% recicláveis e biodegradáveis.
A moda sustentável também preza pelo reaproveitamento e reciclagem das peças e dos tecidos que sobram durante as etapas de corte e costura. Em vez de descartar roupas usadas, elas podem ser reaproveitadas, reutilizadas e recicladas para gerar novas peças. Isso ajuda a reduzir a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários e a contribuir para a preservação de tradições culturais e artesanais, valorizando o trabalho manual e a criatividade.
Outro aspecto crucial da moda sustentável é o combate ao trabalho escravo e condições de trabalho desumanas. Muitas marcas estão se comprometendo a garantir que suas roupas sejam produzidas em condições éticas, respeitando os direitos dos trabalhadores e evitando práticas exploratórias. Isso envolve a transparência na cadeia de produção, desde a origem dos materiais até a confecção final das peças, para garantir que não haja envolvimento com trabalho escravo, trabalho infantil ou más condições de trabalho.
A moda consciente só existe com o envolvimento dos consumidores e sua pressão por mudanças. Por isso, cada um pode fazer sua parte, que pode começar com o ato de comprar menos, investir em durabilidade, consertar peças danificadas, doar, trocar, compartilhar e customizar.
Em busca do consumo consciente, muita gente passa a dar preferência a peças atemporais e duradouras, que não se desgastam com tanta facilidade nem precisam ser descartadas após pouco uso. Por outro lado, quando o interesse nela termina, a opção não é jogar fora: é possível doar ou vender a brechós. Isso minimiza o desuso, aumenta o ciclo de vida das roupas e otimiza sua utilização por períodos maiores.
Outro comportamento de consumo que também tem ganhado espaço e evidência é a valorização da produção local. Além de contribuir economicamente com os pequenos negócios, priorizar uma compra artesanal ou em menor escala gera danos ambientais significativamente reduzidos.
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