Dividendos sintéticos: entenda a estratégia para gerar renda
Dividendos sintéticos: entenda a estratégia para gerar rendaData de publicação 1 de outubro de 202614 minutos de leitura
Atualizado em: 29 de abril de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
O prazo para a desocupação de imóvel alugado costuma preocupar locadores e locatários. Há motivos para a dúvida já que o prazo pode variar, dependendo da situação prevista no contrato e na Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991).
Neste guia, entenda quais são as regras que dono de imóvel e inquilino precisam seguir no momento da desocupação.
De acordo com a Lei do Inquilinato, o prazo geral para desocupação de um imóvel alugado é de 30 dias, contados a partir da data em que o proprietário comunica ao locatário a intenção de encerrar o contrato. O período de um mês é considerado razoável para que o inquilino possa encontrar um novo lugar e organizar a mudança.
No entanto, embora esse prazo seja o mais convencional, ele pode variar, dependendo do motivo da desocupação e do que está previsto no contrato de aluguel.
Despejo por inadimplência: quando há inadimplência, o dono do imóvel pode entrar com uma ação de despejo. Nesse caso, o período concedido ao inquilino para desocupar o imóvel pode ser reduzido para 15 dias.
Venda do imóvel: caso o imóvel seja vendido e o novo proprietário peça a desocupação, o prazo previsto na Lei do Inquilinato é de 90 dias. Esse prazo só se aplica, no entanto, se no contrato não houver a cláusula de vigência. Se ela existir, o novo dono é obrigado a aguardar o término do contrato.
Desocupação voluntária: ocorre quando o locatário decide deixar o imóvel por vontade própria. Nessa situação, a lei determina que o proprietário também deve ser comunicado com 30 dias de antecedência. A regra não vale, no entanto, se o contrato tiver prazo determinado e o inquilino quiser sair antes do fim – nesse caso, pode haver multa proporcional ao tempo restante. A multa pode ser negociada, se for de interesse das partes.
Acordo entre inquilino e proprietário: locador e locatário podem negociar um prazo de desocupação que difere do estabelecido pela lei ou pelo contrato padrão. Por meio do diálogo aberto e da negociação justa, as partes podem definir um período que atenda aos interesses de ambos.
Leia também | Empréstimo com garantia de imóvel: quando vale a pena?
Para solicitar a desocupação do imóvel, o proprietário deve enviar uma notificação ao inquilino por escrito, com aviso de recebimento. É importante que a mensagem seja clara, com o registro da data exata em que a desocupação será efetuada, de acordo com os termos acordados ou as disposições legais aplicáveis.
Os passos abaixo ajudam a evitar conflitos e garantem que as partes cumpram o contrato.
Comunicar a necessidade de desocupar o imóvel com antecedência.
Formalizar o aviso por escrito (e-mail, carta ou documento).
Informar a data prevista para entrega do imóvel.
Permitir vistoria e acertar possíveis pendências.
Leia também | Como comprar imóveis da Caixa à venda
Se o prazo para saída não for respeitado, o proprietário pode tomar medidas legais para retomar o imóvel. Nesses casos, as consequências mais comuns são:
De acordo com o artigo 575 do Código Civil, se o inquilino for notificado para desocupar o imóvel e não entregar no prazo estabelecido, terá de pagar o aluguel definido pelo proprietário – que pode ser acrescido por multa – e será responsável por possíveis danos ao imóvel que acontecerem no período.
Se o inquilino não desocupar o imóvel no prazo estipulado, o proprietário pode iniciar uma ação de despejo na Justiça. Nesse processo, o juiz tem autoridade para determinar a desocupação imediata do imóvel e, além disso, impor multa ao inquilino como penalidade pelo descumprimento dos termos contratuais.
É importante lembrar que a retirada forçada do inquilino sem ordem judicial não é permitida.
Leia também | Escritura de imóvel gratuita: como conseguir
A legislação brasileira procura equilibrar os direitos do proprietário e do locatário no contrato de aluguel e, por isso, estabelece os seguintes direitos e deveres:
cumprir o prazo de aviso prévio para saída;
pagar aluguéis e encargos até a entrega das chaves;
devolver o imóvel nas condições previstas no contrato;
permitir a vistoria de saída.
receber o imóvel nas condições acordadas;
cobrar multas previstas em contrato quando aplicáveis;
solicitar desocupação conforme a legislação;
recorrer à Justiça em caso de descumprimento contratual.
Leia também | Como financiar uma casa: tudo o que é necessário saber
O processo de desocupação de um imóvel é uma etapa que afeta tanto o dono quanto o inquilino. Para torná-la mais eficiente e amigável, é recomendável adotar algumas boas práticas:
Comunicação transparente: mantenha canais de comunicação abertos e transparentes desde o início do contrato, discutindo expectativas e prazos.
Contrato detalhado: elabore contratos de locação detalhados que incluam cláusulas claras sobre prazos de desocupação, penalidades e condições específicas.
Notificação antecipada: em caso de desocupação voluntária, faça a notificação antecipada de acordo com o prazo estabelecido no contrato, permitindo tempo suficiente para ambas as partes se prepararem.
Negociação de prazos: é importante ser flexível em situações especiais, como mudanças inesperadas, e estar aberto a negociações para ajustar prazos, quando possível e justo para ambas as partes.
Vistoria prévia: é fundamental realizar uma vistoria detalhada antes da desocupação para avaliar eventuais danos ao imóvel e garantir que todas as obrigações contratuais estejam sendo cumpridas.
Documentação adequada: mantenha registros documentais de todas as comunicações, notificações e acordos relacionados à desocupação.
Respeito aos prazos: para o locatário, é fundamental cumprir rigorosamente os prazos estabelecidos para desocupação, e cabe ao locador providenciar a entrega do imóvel nas condições acordadas.
Mediação em casos de conflito: em casos de desacordo, considere a mediação como alternativa para resolver conflitos de maneira amigável e eficaz.
Acompanhamento jurídico: em casos de disputa, é importante buscar orientação legal quando necessário para garantir que todos os procedimentos estejam em conformidade com a legislação vigente.
Respeito mútuo: cultivar um ambiente de respeito mútuo, reconhecendo as responsabilidades e os direitos de ambas as partes, ajuda a promover uma relação saudável ao longo do tempo.
Leia também | Comprar ou alugar imóvel: veja o que é melhor
Questões como quanto tempo o locatário tem para sair ou como funciona o aviso prévio para desocupação de imóvel fazem parte da rotina de quem mora de aluguel ou tem inquilinos. No Serasa Ensina, você encontra conteúdos práticos sobre finanças, contratos e organização financeira para lidar melhor com situações do dia a dia.
O Serasa Ensina no YouTube ajuda a descomplicar a educação financeira por meio de conteúdos gratuitos toda semana.
Os vídeos ajudam a cuidar do dinheiro, negociar dívidas, proteger-se contra fraudes, aumentar o Serasa Score, economizar na rotina, organizar as finanças e muito mais!
Data de publicação 1 de outubro de 202614 minutos de leitura
Data de publicação 1 de outubro de 202612 minutos de leitura
Data de publicação 30 de setembro de 202611 minutos de leitura