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A importância da educação financeira nas escolas

Por que o tema está em alta nas discussões da grade curricular e qual será o impacto disso para as futuras gerações?

Foto Vanessa Ferreira
Publicado em: 03 de Fevereiro de 2022.

Um dos temas que vem sendo discutido muitos nos últimos anos é a importância da educação financeira nas escolas. E não por menos: o Brasil registrou, no final de 2021, mais de 63 milhões de pessoas inadimplentes, de acordo com informações apuradas pela Serasa.

É claro que a pandemia da Covid-19 ajudou a aumentar esse número. De acordo com uma pesquisa também feita pela Serasa, em parceria com a Opinion Box, quase 40% dos cidadãos tiveram sua renda afetada durante a pandemia.

Apesar desses fatores, essa situação também é reflexo da falta de conhecimento financeiro dos brasileiros. Eis, então, a importância de se ensinar sobre o tema desde cedo. E por que não fazer isso nas escolas?

E para tentar driblar essa situação, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), lançou o Programa Educação Financeira nas Escolas em agosto de 2021.

Então, para você entender um pouco mais sobre a ideia desse projeto e os benefícios da educação financeira na escola, continue a leitura.

O que é educação financeira?

Para deixar o assunto um pouco mais claro, é importante saber mais sobre a definição de educação financeira.

A educação financeira tem como objetivo ajudar as pessoas a administrarem o seu dinheiro, valorizando o consumo consciente e até mesmo a prevenção de situações de fraude. O assunto é importante principalmente diante do cenário complexo dos mercados financeiros e das mudanças demográficas, econômicas e políticas do país.

Com o conhecimento, é possível reduzir a inadimplência, melhorar a qualidade de vida e proporcionar a possibilidade de as famílias montarem seus planejamentos financeiros. Com isso, paga-se menos taxas de juros desnecessárias e aumenta-se o poder de compra.

Educação financeira na grade curricular das escolas

O Programa Educação Financeira nas Escolas, mencionado acima visa, primeiro, oferecer aos professores cursos gratuitos de formação em educação financeira, para que o tema esteja presente nas salas de aula.

Inicialmente, estima-se capacitar, em três anos, 500 mil professores, que poderão levar o tema a mais de 25 milhões de estudantes brasileiros. Esses números foram apresentados pelo então Ministro da Educação, Milton Ribeiro, durante evento exclusivo de lançamento do programa.

Entre 2008 e 2010, o tema educação financeira nas escolas já era objeto de desejo do governo. O assunto foi abordado em um projeto piloto que tratou do tema em escolas da rede pública nos estados do Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins e do Distrito Federal.

O material didático distribuído pelo projeto piloto impactou cerca de 26 mil alunos e 2 mil professores de 891 escolas, de acordo com o site do MEC. O tema foi abordado nas aulas de matemática, ciência, história, geografia e português, não sendo uma disciplina extracurricular.

A educação financeira nas escolas pode preparar melhor os alunos para a realidade da vida adulta. Temas como comissão de valores mobiliários, cooperação e desenvolvimento econômico e finanças pessoais devem estar presentes nas salas de aula, seja no ensino médio ou no ensino fundamental, base nacional comum curricular das escolas públicas precisa contar com estes e outros assuntos.

Dicas de educação financeira para crianças e adolescentes

Apesar da extrema importância de se ensinar educação financeira nas escolas, as crianças e adolescentes também podem ir experimentando o assunto em casa. Isso faz parte da educação básica.

Isso, além de contribuir com o futuro das gerações, também é benéfico para as famílias, pois todos passam a olhar para o mesmo planejamento financeiro e entender o poder de compra no lar.

Por isso, algumas dicas simples podem ser aplicadas no dia a dia para deixar os jovens mais próximos do assunto.

1. Seja um bom exemplo

Não adianta pregar a teoria e esquecer da prática. Os filhos se baseiam muito no exemplo diário dos pais.

Então, comece antes mesmo por você, montando um planejamento financeiro familiar, por mais simples que seja, e reavalie maus hábitos que podem te levar ao endividamento.

Procure alternativas para quitar suas dívidas o mais rápido possível, se tiver, pense a longo prazo para evitar gastos por impulso e faça uma reserva de emergência para oferecer mais segurança à sua família se surgirem imprevistos.

2. Fale sobre a realidade financeira da família

É importante as crianças entenderem, desde cedo, qual a realidade da família. Dar presentes caros, pagos em muitas parcelas, pode atrapalhar seu planejamento financeiro, além de prejudicar a visão dos pequenos sobre o valor do dinheiro.

Envolva as crianças em algumas conversas sobre dinheiro para que elas já tenham alguma noção dos custos necessários para manter uma casa.

3. Não estimule o consumo compulsivo

Muitos pais costumam dar tudo que os filhos pedem, na hora que querem. Independentemente da condição financeira da família, ações como essas podem incentivar o consumo compulsivo.

Isso, além de gerar problemas financeiros, também pode ser prejudicial à saúde mental dos filhos. Fique de olho!

4. Ensine sobre juros

Este pode ser um problema sério dos brasileiros, principalmente ao fazer compras parceladas sem se preocupar com os juros.

Ensine as crianças que é sempre melhor comprar à vista e evitar pagar juros. Isso contribui também para que elas tenham melhor entendimento sobre como funciona o mercado financeiro.

5. Entenda que pechinchar não é errado

Muitas pessoas têm vergonha de pedir descontos ou negociar preços antes de fechar uma compra. Esse comportamento pode se refletir nas crianças. Por isso, estimule o poder da boa negociação, pedindo descontos, melhores condições de pagamento e melhor qualidade dos serviços prestados.

6. Envolva a tecnologia

Uma forma simples de ensinar sobre finanças pode ser através da tecnologia, então, aproveite a facilidade e interesse que as crianças têm sobre este assunto.

Hoje em dia, graças à internet, há muitos produtos que auxiliam na educação financeira infantil, como os aplicativos de gerenciamento de gastos.

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Carteira digital: a grande aliada da sua saúde financeira

A carteira digital é uma ferramenta que concentra opções de pagamento de forma digital. Assim, você pode fazer compras e pagamentos online ou presencialmente deixando de lado opções como dinheiro, cheque e cartões, seja de crédito ou de débito.

A grande vantagem dela na educação financeira é a possibilidade de acompanhar rendimentos, contas a pagar, compras feitas e muito mais. Algumas até possibilitam parcelar pagamento de boletos bancários, como no caso da Carteira Digital Serasa.

Para conhecer mais sobre os benefícios desta carteira digital e como ela pode te ajudar a introduzir a educação financeira na vida das crianças, basta acessar o site ou baixar o aplicativo da Serasa, fazer o cadastro e começar a usar. Você não paga taxa de manutenção e a plataforma é totalmente segura.

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