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Como evitar uma dívida cara e fugir do efeito bola de neve nos juros

Dívidas caras, como a do cartão de crédito, podem desorganizar a vida financeira e levar ao superendividamento.

Atualizado em: 2 de setembro de 2026

Categoria CréditoTempo de leitura: 10 minutos

Texto de: Time Serasa

Uma mulher calculando impostos e despesas em uma sala de estar. -

As famílias brasileiras estão vivendo um período de grande endividamento. De acordo com a última edição do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, mais de 50% da população adulta do país está com o nome negativado. ​ ​​E​ntre os principais motivos para essa situação estão os altos juros, especialmente aqueles aplicados a dívidas do cartão de crédito e do cheque especial.

Saber como negociar e trocar uma dívida com juros altos por uma alternativa que se encaixe melhor no orçamento é um dos caminhos mais eficazes para reorganizar a vida financeira. Neste artigo, aprenda a evitar uma dívida cara e sair do endividamento.

Existe RISCO ESCONDIDO do CRÉDITO COM GARANTIA? Entenda como funciona

O que torna uma dívida "cara" no mercado financeiro?

Uma dívida é considerada cara quando cobra juros elevados e pode crescer rapidamente se o pagamento for adiado. As taxas variam entre instituições e perfis de cliente, mas​ ​ cartão de crédito e cheque especial são as modalidades de crédito mais caras, por isso é importante evitar dívidas com essa origem.

Modalidade Custo dos juros Por que tende a ser mais cara ou barata
Rotativo do cartão Até 24,99% ao mês* A dívida pode crescer rapidamente quando apenas parte da fatura é paga.
Cheque especial Até 10,14% ao mês* É um crédito fácil de acessar, mas pensado para uso emergencial. Deixar de cobrir o valor usado no prazo leva à aplicação de juros que encarecem muito a dívida.
Crédito consignado Entre 1,43% e 7,02% ao mês* O pagamento é descontado diretamente do salário ou benefício, reduzindo o risco para a instituição e a média dos juros aplicados.
Empréstimo com garantia Em média, a partir de 1,09% (imóvel) e 1,5% (veículo) Um bem, como imóvel ou veículo, é usado como garantia da operação, o que reduz o risco para os bancos e diminui os juros para o cliente.

* Fonte: Estatística-Taxa de Juros-Banco Central. Dados referentes a agosto de 2026

Quais os perigos escondidos no cartão de crédito?

O cartão de crédito pode facilitar o dia a dia, mas seu uso exige planejamento. Parcelas pequenas podem parecer inofensivas isoladamente e, somadas, comprometer parte importante da renda. Outro risco é recorrer ao pagamento mínimo da fatura: o saldo restante entra no​s​ juros rotativo​s,​​ um​ d​os​​ mais car​o​​ ​s do mercado.

​​Por isso​​ ​ é ​fundamental​​ ​ evitar atrasos, que geram multas e juros de mora, além de ​bloqueio do cartão​ em alguns casos​. Se perceber que não conseguirá pagar a fatura integralmente, a melhor opção é entrar em contato com a instituição financeira ​e​​ ​ solicitar o parcelamento.

Siga estes três passos para evitar o efeito bola de neve na dívida do cartão:

  1. Pare de usar o cartão temporariamente: evite aumentar o saldo devedor enquanto organiza as finanças.

  2. Revise o orçamento: identifique quanto da renda mensal pode ser destinada ao pagamento da dívida do cartão.

  3. Busque alternativas para a quitação da fatura: compare o parcelamento da fatura e outras linhas de crédito disponíveis para escolher a opção mais barata e vantajosa.

Mudança nas​ regras do cartão de crédito

Desde janeiro de 2024, os juros e encargos financeiros do crédito rotativo e do parcelamento da fatura estão limitados a 100% do valor original da dívida. Isso significa que uma dívida de R$100 nessas modalidades não pode ultrapassar R$200 apenas pela soma dos juros e encargos financeiros.

A regra reduz o risco de crescimento descontrolado da dívida, mas não transforma o cartão em uma opção de crédito barata. O rotativo continua entre as modalidades com juros mais altos do mercado. Por isso, sempre que possível, o ideal é pagar a fatura integralmente e evitar ​essas despesas​​.

Cheque especial: por que essa facilidade é uma armadilha para o bolso?

O cheque especial é um limite pré-aprovado que pode ser usado quando falta saldo na conta, essa facilidade de acesso ao valor esconde alguns riscos que podem levar ao endividamento:

  • ● Limite usado como uma extensão da renda mensal: usar o cheque especial como parte da renda cria distorções no orçamento.
  • ● Juros muito altos: atualmente, os juros do cheque especial podem ultrapassar os 10% ao mês, o que faz a dívida crescer rapidamente.
  • ● Custo diário: cada dia sem cobrir o limite usado gera cobrança de juros e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
  • ● Desconto automático na conta: até que o valor usado do limite seja pago, todo dinheiro que entra na conta é usado automaticamente para pagar a dívida.


Leia também | Como funciona o empréstimo com garantia de veículo

Como o crédito consignado ajuda a evitar uma dívida cara?

O crédito consignado tem juros mais baixos ​ ​que​ ​ o rotativo do cartão e o cheque especial. Isso acontece porque as parcelas são descontadas diretamente do salário ou do benefício, o que reduz o risco de inadimplência para a instituição financeira.

Por isso, em alguns casos, fazer um empréstimo consignado para quitar o débito do cartão de crédito, por exemplo, pode ajudar a reduzir os juros e facilitar a organização do pagamento. Mas a decisão exige comparação: avalie o valor total da dívida atual, o CET do novo crédito, o prazo e o valor das parcelas.

A troca vale a pena quando o novo empréstimo realmente reduz o custo da dívida e cabe no orçamento. Também é importante evitar continuar usando o cartão ou o cheque especial após a renegociação, para não criar novas pendências.

Empréstimo com garantia de imóvel ou veículo: taxas menores e prazos longos

O empréstimo com garantia oferece juros mais baixos e prazos maiores porque um bem, como casa ou carro, é vinculado à operação. Por isso, pode ser uma alternativa para substituir dívidas mais caras, como as do cartão ou cheque especial.

Antes de contratar, compare o CET da transação e o prazo. Também avalie a capacidade de manter as parcelas em dia. Como o bem é dado em garantia, o atraso prolongado pode colocar o patrimônio em risco.

Trocar uma dívida cara por outra mais barata ajuda a reorganizar as finanças, mas só faz sentido quando há planejamento para não voltar a usar o cartão ou o cheque especial e criar uma nova dívida.


Leia também | Empréstimo com garantia de imóvel: como funciona

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A melhor forma de encontrar opções para trocar uma dívida cara por um crédito mais barato, que se encaixe no orçamento, é simulando e comparando ofertas. Na Serasa, você acessa alternativas alinhadas ao seu perfil e pode analisar propostas de forma segura.

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*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação.

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Perguntas frequentes sobre como evitar uma dívida cara

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