Como usar o score para conseguir abaixar os juros de um financ...
Como usar o score para conseguir abaixar os juros de um financiamento?Data de publicação 17 de setembro de 20269 minutos de leitura
Atualizado em: 2 de setembro de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
As famílias brasileiras estão vivendo um período de grande endividamento. De acordo com a última edição do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, mais de 50% da população adulta do país está com o nome negativado. Entre os principais motivos para essa situação estão os altos juros, especialmente aqueles aplicados a dívidas do cartão de crédito e do cheque especial.
Saber como negociar e trocar uma dívida com juros altos por uma alternativa que se encaixe melhor no orçamento é um dos caminhos mais eficazes para reorganizar a vida financeira. Neste artigo, aprenda a evitar uma dívida cara e sair do endividamento.
Uma dívida é considerada cara quando cobra juros elevados e pode crescer rapidamente se o pagamento for adiado. As taxas variam entre instituições e perfis de cliente, mas cartão de crédito e cheque especial são as modalidades de crédito mais caras, por isso é importante evitar dívidas com essa origem.
| Modalidade | Custo dos juros | Por que tende a ser mais cara ou barata |
|---|---|---|
| Rotativo do cartão | Até 24,99% ao mês* | A dívida pode crescer rapidamente quando apenas parte da fatura é paga. |
| Cheque especial | Até 10,14% ao mês* | É um crédito fácil de acessar, mas pensado para uso emergencial. Deixar de cobrir o valor usado no prazo leva à aplicação de juros que encarecem muito a dívida. |
| Crédito consignado | Entre 1,43% e 7,02% ao mês* | O pagamento é descontado diretamente do salário ou benefício, reduzindo o risco para a instituição e a média dos juros aplicados. |
| Empréstimo com garantia | Em média, a partir de 1,09% (imóvel) e 1,5% (veículo) | Um bem, como imóvel ou veículo, é usado como garantia da operação, o que reduz o risco para os bancos e diminui os juros para o cliente. |
* Fonte: Estatística-Taxa de Juros-Banco Central. Dados referentes a agosto de 2026
O cartão de crédito pode facilitar o dia a dia, mas seu uso exige planejamento. Parcelas pequenas podem parecer inofensivas isoladamente e, somadas, comprometer parte importante da renda. Outro risco é recorrer ao pagamento mínimo da fatura: o saldo restante entra nos juros rotativos, um dos mais caro s do mercado.
Por isso é fundamental evitar atrasos, que geram multas e juros de mora, além de bloqueio do cartão em alguns casos. Se perceber que não conseguirá pagar a fatura integralmente, a melhor opção é entrar em contato com a instituição financeira e solicitar o parcelamento.
Siga estes três passos para evitar o efeito bola de neve na dívida do cartão:
Pare de usar o cartão temporariamente: evite aumentar o saldo devedor enquanto organiza as finanças.
Revise o orçamento: identifique quanto da renda mensal pode ser destinada ao pagamento da dívida do cartão.
Busque alternativas para a quitação da fatura: compare o parcelamento da fatura e outras linhas de crédito disponíveis para escolher a opção mais barata e vantajosa.
Desde janeiro de 2024, os juros e encargos financeiros do crédito rotativo e do parcelamento da fatura estão limitados a 100% do valor original da dívida. Isso significa que uma dívida de R$100 nessas modalidades não pode ultrapassar R$200 apenas pela soma dos juros e encargos financeiros.
A regra reduz o risco de crescimento descontrolado da dívida, mas não transforma o cartão em uma opção de crédito barata. O rotativo continua entre as modalidades com juros mais altos do mercado. Por isso, sempre que possível, o ideal é pagar a fatura integralmente e evitar essas despesas.
O cheque especial é um limite pré-aprovado que pode ser usado quando falta saldo na conta, essa facilidade de acesso ao valor esconde alguns riscos que podem levar ao endividamento:
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O crédito consignado tem juros mais baixos que o rotativo do cartão e o cheque especial. Isso acontece porque as parcelas são descontadas diretamente do salário ou do benefício, o que reduz o risco de inadimplência para a instituição financeira.
Por isso, em alguns casos, fazer um empréstimo consignado para quitar o débito do cartão de crédito, por exemplo, pode ajudar a reduzir os juros e facilitar a organização do pagamento. Mas a decisão exige comparação: avalie o valor total da dívida atual, o CET do novo crédito, o prazo e o valor das parcelas.
A troca vale a pena quando o novo empréstimo realmente reduz o custo da dívida e cabe no orçamento. Também é importante evitar continuar usando o cartão ou o cheque especial após a renegociação, para não criar novas pendências.
O empréstimo com garantia oferece juros mais baixos e prazos maiores porque um bem, como casa ou carro, é vinculado à operação. Por isso, pode ser uma alternativa para substituir dívidas mais caras, como as do cartão ou cheque especial.
Antes de contratar, compare o CET da transação e o prazo. Também avalie a capacidade de manter as parcelas em dia. Como o bem é dado em garantia, o atraso prolongado pode colocar o patrimônio em risco.
Trocar uma dívida cara por outra mais barata ajuda a reorganizar as finanças, mas só faz sentido quando há planejamento para não voltar a usar o cartão ou o cheque especial e criar uma nova dívida.
Leia também | Empréstimo com garantia de imóvel: como funciona
A melhor forma de encontrar opções para trocar uma dívida cara por um crédito mais barato, que se encaixe no orçamento, é simulando e comparando ofertas. Na Serasa, você acessa alternativas alinhadas ao seu perfil e pode analisar propostas de forma segura.
No Serasa Crédito, você simula e compara ofertas de cartão de crédito, empréstimos, consórcios e conta digital de acordo com seu perfil financeiro.
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*A análise de crédito é feita por parceiros; sem garantia de aprovação.
Data de publicação 17 de setembro de 20269 minutos de leitura
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