Navegação do blog
  1. Credito
  2. Blog
  3. Instituicao Financeira Tipos

O que é e quais os tipos de instituições financeiras existem?

Um guia completo para compreender o papel de bancos, corretoras, cooperativas e fintechs, e como essas entidades organizam e movimentam a economia do país.

Atualizado em: 8 de junho de 2026

Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 13 minutos

Texto de: Time Serasa

Mulheres conversando dentro de uma instituição financeira

A economia de todo país depende de mecanismos que estão presentes em quase toda transação do dia a dia. Pix, financiamentos, cartões de crédito, empréstimos, investimentos: todas essas operações passam por uma peça central: a instituição financeira. 

Mesmo sendo parte do cotidiano, essas entidades ainda geram dúvidas. Entender a diferença entre um banco comercial, um banco de investimento, uma cooperativa e uma financeira é essencial para tomar decisões melhores na hora de buscar crédito ou investir.

Assista | Como negociar dívida com banco?

Afinal, o que é uma instituição financeira?

Em termos técnicos e econômicos, uma instituição financeira é uma organização, pública ou privada, cuja atividade principal é a intermediação financeira. Essa intermediação consiste basicamente na captação, no gerenciamento e na aplicação de recursos financeiros de terceiros. 

Para compreender esse papel de forma didática, é preciso visualizar a economia como um ambiente composto por dois grandes grupos: 

  1. 1 - Agentes superavitários: são as pessoas, empresas ou governos que têm dinheiro sobrando (superávit) e desejam guardá-lo ou investi-lo para obter rendimentos
  2. 2 - Agentes deficitários: são as pessoas, empresas ou governos que precisam de dinheiro no momento presente (para consumo, capital de giro ou investimentos produtivos) e estão dispostos a pagar juros para obter esses recursos. 


A instituição financeira atua exatamente como a "ponte" segura entre esses dois grupos. Ela capta o dinheiro dos agentes superavitários (oferecendo uma rentabilidade, como ao vender um CDB ou ao abrigar o dinheiro na poupança) e empresta esse mesmo dinheiro aos agentes deficitários (cobrando uma taxa de juros, como em um financiamento de imóvel ou empréstimo pessoal). 

A diferença entre a taxa de juros cobrada nos empréstimos e a taxa paga nos investimentos é chamada de spread bancário. Esse valor representa o lucro bruto e os custos da operação da instituição.

O Sistema Financeiro Nacional (SFN)

Nenhuma instituição financeira atua de forma isolada, arbitrária ou desregulada. No Brasil, todas essas entidades fazem parte de uma estrutura maior chamada Sistema Financeiro Nacional (SFN)

O SFN é um conjunto rigoroso de órgãos e instituições que regulamentam, fiscalizam e executam as operações financeiras no país, garantindo a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico. 

  • ● No topo dessa estrutura está o Conselho Monetário Nacional (CMN), o órgão normativo responsável por ditar as regras gerais e as diretrizes da economia. 
  • ● Abaixo dele, atuam os órgãos supervisores, sendo o Banco Central do Brasil (Bacen) o mais importante e conhecido do público. O Banco Central é a autarquia responsável por autorizar o funcionamento, criar as regras específicas e fiscalizar rigorosamente a imensa maioria das instituições financeiras que lidam com crédito e contas correntes. 
  • ● Existe também a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que foca na fiscalização das instituições ligadas ao mercado de capitais, ações e investimentos complexos.

Quais são os principais tipos de instituições financeiras?

A legislação brasileira classifica as instituições financeiras de acordo com as atividades específicas que elas estão autorizadas pelo Banco Central a exercer. Conheça as principais categorias operantes no mercado: 

1. Bancos comerciais 

São as instituições financeiras mais presentes no dia a dia da população. O objetivo principal do banco comercial é fornecer recursos para financiar o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços e as pessoas físicas, geralmente em operações de curto e médio prazo. 

  • Principais serviços: abertura de contas correntes, captação de depósitos à vista (que formam o saldo livre na conta), emissão de cartões de débito e crédito, concessão de empréstimos pessoais e cheque especial. 


2. Bancos de investimento 

Diferentemente dos bancos comerciais, os bancos de investimento não têm foco no varejo (o cidadão comum). O público-alvo dessas instituições é formado por médias e grandes empresas, além de investidores institucionais de grande porte. 

  • Principais serviços: financiamento de capital de giro e capital fixo a longo prazo, administração de fundos de investimento robustos, assessoria em processos de fusões e aquisições de empresas (M&A) e coordenação de aberturas de capital na Bolsa de Valores (os chamados IPOs). Eles não recebem depósitos em conta corrente, captando recursos apenas por meio de investimentos a prazo ou repasses externos. 


Leia mais | Onde guardar dinheiro: as melhores opções de investimento e segurança


3. Bancos múltiplos 

A grande maioria dos grandes bancos altamente conhecidos pelo público no Brasil são na verdade bancos múltiplos. Um banco múltiplo é uma instituição que possui, sob um único CNPJ, duas ou mais "carteiras" de atuação (comercial, de investimento, de crédito imobiliário, etc.), sendo obrigatório que pelo menos uma delas seja comercial ou de investimento. Isso permite que a mesma instituição ofereça desde a conta corrente básica até operações complexas para empresas. 


4. Sociedades de crédito, financiamento e investimento (financeiras) 

Conhecidas popularmente apenas como "financeiras", essas instituições focam quase que exclusivamente na concessão de crédito direto para o consumidor final, seja para a compra de bens (como financiamento de veículos e eletrodomésticos no próprio lojista) ou empréstimo pessoal. 

  • Características: não podem oferecer contas correntes. Muitas vezes, atuam em parceria com o comércio varejista e costumam atender perfis de crédito que os bancos tradicionais podem recusar. Devido ao maior risco de inadimplência assumido, as financeiras podem apresentar taxas de juros mais elevadas. 


5. Cooperativas de crédito 

As cooperativas são associações formadas por pessoas com interesses comuns (como profissionais de uma mesma área de atuação, produtores rurais ou habitantes de uma mesma região) que se reúnem para prestar serviços financeiros exclusivamente aos próprios associados. 

  • Diferencial: não visam ao lucro. Os associados são, ao mesmo tempo, donos e clientes da cooperativa. Os resultados financeiros positivos (chamados de "sobras") gerados no final do ano são divididos entre os cooperados, de forma proporcional à movimentação financeira de cada um. Costumam oferecer taxas de juros mais atrativas e isenção de diversas tarifas. 


6. Corretoras e distribuidoras de valores (CTVM e DTVM) 

São instituições voltadas especificamente para o mercado de investimentos e capitais, não realizando operações de crédito tradicionais. 

  • Papel: atuam como intermediárias obrigatórias entre os investidores e a Bolsa de Valores (B3) ou os emissores de títulos de renda fixa. Para comprar ações, fundos imobiliários ou títulos do Tesouro Direto, é indispensável a abertura de uma conta em uma corretora. 


7. Bancos de desenvolvimento 

São instituições financeiras públicas (controladas pelos governos estaduais ou pelo governo federal) que têm como missão primária fornecer crédito de longo prazo para financiar projetos que promovam o desenvolvimento econômico e social do país, da infraestrutura ou de uma região específica. O exemplo mais notório é o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 


8. Fintechs e instituições de pagamento 

Embora o termo "fintech" refira-se a empresas de tecnologia focadas em finanças de forma geral, muitas delas obtêm licenças do Banco Central para atuar como instituições de pagamento ou Sociedades de Crédito Direto (SCD). Elas revolucionaram o mercado ao oferecer serviços financeiros de forma 100% digital, com menos burocracia e custos operacionais reduzidos, entregando contas digitais e cartões sem anuidade para a população.

A educação como bússola no sistema financeiro

Compreender o que é uma instituição financeira e mapear as diferenças entre as inúmeras categorias que operam no mercado é um passo para o empoderamento do consumidor. O mercado não é um bloco único; ele é formado por entidades com finalidades, custos e públicos diferentes. 

Saber que a corretora de valores é o melhor ambiente para investir, que a cooperativa pode oferecer juros menores em financiamentos e que bancos de investimento atuam de forma diferente dos bancos de varejo garante ao cidadão a capacidade de buscar os serviços certos, otimizando recursos e evitando armadilhas.  

Para navegar com sucesso por esse vasto ecossistema, a intuição não basta. É necessário construir uma base sólida de conhecimento. A educação financeira é a ferramenta que transforma o consumidor passivo em um tomador de decisões consciente.

Para melhorar a vida financeira, acesse o canal da Serasa no YouTube

O Serasa Ensina é o canal da Serasa no YouTube, criado para descomplicar a educação financeira por meio de conteúdos atualizados toda semana. Os vídeos te ajudam a cuidar do seu dinheiro, negociar dívidas, proteger-se contra fraudes, aumentar seu Serasa Score, economizar na rotina, organizar as finanças e muito mais!

Perguntas frequentes sobre instituições financeiras

Compartilhe o artigo

Este artigo foi útil?

Escolha de 1 a 5 estrelas para avaliar

Artigos relacionados